IATA: “Transporte aéreo de cargas avança 6,9% em janeiro, no mundo”

cargueiro fimO transporte aéreo de cargas cresceu 6,9% em janeiro na comparação a igual mês de 2016, em volume transportado por quilômetros voado, informou no início da semana a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) no planeta, que representa as 260 maiores empresas do setor no mundo. O avanço da demanda em janeiro ficou abaixo da taxa apurada em dezembro, de 10%, mas superou a média mensal de expansão apurada ao longo dos últimos cinco anos.

Regiões – O crescimento do transporte aéreo de cargas no mundo foi liderado pela forte expansão na África, de 24,3%, embora esse continente responda por apenas 1,6% do mercado mundial. Já a Ásia Pacífico, maior mercado da aviação cargueira no mundo, com 37,5% da demanda mundial, cresceu 6% em janeiro. A América Latina teve em janeiro o pior desempenho da aviação de carga no mundo, com retração de 4,1%. Segundo a Iata, a região continua sendo afetada pelas condições econômicas e políticas fracas, especialmente no Brasil.

Em novo recorde, Balança Comercial tem melhor fevereiro desde 1989

exportação marítimaA balança comercial brasileira teve superávit de US$ 4,56 bilhões em fevereiro. Trata-se do melhor resultado para meses de fevereiro desde o início da série histórica do governo, em 1989. As exportações ficaram em 15,472 US$ bilhões, superando os US$ 10,192 bilhões em importações. Os dados foram divulgados ontem(2) pelo MDIC – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços .

 

As exportações cresceram 22,4% em relação a fevereiro de 2016 segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. As importações, por sua vez, cresceram 11,8%.

 

Do lado das exportações, os destaques foram as vendas de petróleo bruto (alta de 326,6% na comparação com fevereiro de 2016), minério de ferro (alta de 126,2%), soja em grão (107%), carne suína (40%), óleos combustíveis (480,7%), veículos de carga (38,8%), ferro fundido (139%), óleo de soja bruto (109,9%) e semimanufaturados de ferro e aço (92,6%).

 

Nas importações, cresceu a compra de combustíveis e lubrificantes (34,9%) e bens intermediários (16,3%) na comparação com fevereiro do ano passado. Por outro lado, caiu a aquisição de bens de capital (9,8%) e consumo (4,4%).

 

Saldo acumulado – O saldo positivo de fevereiro ocorreu após o superávit de US$ 2,725 bilhões no primeiro mês deste ano, segundo melhor resultado da história. Em janeiro e fevereiro, há superávit acumulado de US$ 7,3 bilhões, maior saldo no período desde 1989.

 

Em 2016 a balança comercial também bateu alguns recordes mensais, encerrando o ano no azul em US$ 47,69 bilhões, maior superávit anual já registrado pelo Brasil desde o início da série histórica do governo.

 

A balança comercial tem superávit quando as exportações, vendas do Brasil para parceiros de negócios no exterior, superam as importações, que são as compras do país também no exterior.

Sorocaba receberá fábrica do setor automotivo ainda no primeiro semestre

eurolaf final 1Eurolaf Veículos Especiais anunciou investimento de R$ 32 milhões em duas novas fábricas, uma em Sorocaba e outra em Betim (MG). Ao todo serão gerados 270 empregos diretos. “A intenção é inaugurá-las até o fim do primeiro semestre”, afirma o diretor comercial e de marketing da empresa, Humberto Breves. Viaturas de polícia, bombeiros e ambulâncias estão entre as especialidades da companhia.

A aposta alta em um período econômico tão ruim como o atual tem motivo: “Queremos ocupar o espaço deixado por uma grande empresa parou de atuar no setor”, afirma Breves, referindo-se à Rontan, cuja produção estaria interrompida há mais de seis meses, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Tatuí (SP), cidade onde operava. “A escolha por Sorocaba se deu pela proximidade com Tatuí e pela disponibilidade de mão de obra especializada”, afirma o executivo.

A unidade do interior paulista receberá R$ 17 milhões, terá 7 mil metros de área construída, pátio com cerca de 2 mil m², 150 funcionários e capacidade para preparar 800 carros por mês em um turno.

“Vamos trabalhar com todas as montadoras, mas acredito que o maior volume num primeiro momento seja de carros Chevrolet”, estima Breves, já que as polícias civil e militar são grandes clientes da montadora.

“A fábrica de Betim é estratégica por causa da posição geográfica. Além de Fiat, Iveco e Jeep, poderemos atender também a Mitsubishi, de Catalão. A unidade receberá R$ 15 milhões, terá área construída de 5 mil m² e 14 mil m² de pátio. “A capacidade será de 600 a 650 transformações por mês.”

A Eurolaf atua em São José dos Pinhais (PR) (foto) e tem a Renault como grande cliente. A unidade do Paraná tem 10 mil m² de área construída, 30 mil m² de pátio e emprega 180 funcionários. Em 2016 adaptou cerca de 2,5 mil veículos. “A meta este ano é chegar a 6 mil unidades. Já temos mil veículos em carteira. A produção começa em março e as entregas ocorrerão até maio”, diz o diretor da empresa.

Além de ambulâncias, viaturas de polícia e bombeiros, a empresa também lida com veículos de carga, para transporte executivo, escolar e de pessoas com necessidades especiais. Em Sorocaba a empresa terá também a Eurosignal, divisão de sinalizadores que servirá para suprir a própria demanda e também abastecerá o mercado. A Eurolaf considera voltar a fazer blindagens, área em que deixou de atuar em 2009. 

Com informações: Automotive Business

Ano começa bem em Viracopos: exportação cresce 56% e importação sobe 33%

viracopos novissimaPresidente da ABV, Gustavo Müssnich, acredita em um cenário de recuperação em 2017. Movimento de janeiro é extremamente superior ao mesmo período do ano passado 

O início do ano de 2017 animou os players de comércio exterior e logística que desenvolvem operações de comércio exterior no Aeroporto de Viracopos. O Complexo Cargueiro de Campinas(foto)  movimentou números significativos no mês de janeiro de 2017.

A exportação foi o destaque, responsável por 4.412 toneladas de carga contra 2.829 de janeiro de 2016, incidindo em um aumento de 56%. O movimento superou até mesmo o mesmo o mês de janeiro de 2015, quando o terminal campineiro processou 4.112 toneladas. O número de janeiro de 2017 é o maior volume para o mês, desde 2013 (5.140 ton.).

Já a importação respondeu por 9.358 toneladas no mês de janeiro, contra 7.011 toneladas processadas no mesmo período do ano passado. O número voltou ao patamar de 2015, quando o TECA (Terminal de Carga) de Campinas recebeu 9.571 toneladas de carga aérea.

“O mercado confia na capacidade cargueira de Viracopos e investimos constantemente em tecnologia, segurança e relacionamento. O aeroporto se consolida cada vez mais como o melhor Terminal de Cargas da América Latina e isso se reflete nos números. Acreditamos em um cenário de recuperação em 2017”, destaca o diretor-presidente de Viracopos, Gustavo Müssnich.

Com 200 demissões, GRU Airport busca reestruturação

gru 3Somente na primeira semana de fevereiro, cerca de 200 funcionários do Aeroporto Internacional de Guarulhos foram demitidos, segundo o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina). A concessionária GRU Airport, consultada pelo Portal PANROTAS, confirmou os desligamentos – sem fornecer números – e afirmou tratar-se de uma “reorganização no quadro de funcionários”.

Em comunicado, o aeroporto aponta que a “iniciativa decorreu da finalização do grande ciclo de obras realizado e da acentuada queda na movimentação de passageiros ocorrida no setor de aviação brasileiro”. “A ação faz parte de um amplo programa de reestruturação que tem por objetivo proteger o equilíbrio financeiro da concessionária, permitindo que a empresa possa honrar com os compromissos assumidos pelos próximos anos”, afirma o documento.

Ainda de acordo com o aeroporto, a ação não irá impactar na operação aeroportuária. “Nos últimos quatro anos, a concessionária investiu em tecnologias e processos que otimizaram suas operações e dentro dos melhores padrões do mercado, incluindo toda estratégia de segurança. A concessionária ressalta, ainda, que cumpre todas as obrigações do Contrato de Concessão e da legislação pertinente ao setor aeroportuário”, conclui o comunicado.

Em nota, o Sina afirma que irá “reagir com força contra essa iniciativa”, questionando as demissões junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ao Ministério dos Transportes. Além disso, o sindicato destaca que irá pedir uma auditoria da Anac para verificar se a redução de mão de obra irá comprometer a segurança operacional no aeroporto.

Fonte: PANROTAS