Ribeirão Preto fecha 2023 com US$ 642,72 milhões e saldo positivo na balança

O comércio internacional em Ribeirão Preto atingiu total acumulado de US$ 642,72 milhões e saldo positivo de US$ 78,53 milhões no ano passado, de acordo com dados levantados pela Secretaria Municipal de Inovação e Desenvolvimento.

Embora o mês de dezembro tenha registrado queda tanto nas exportações quanto nas importações, os meses de agosto, abril, e junho foram os que tiveram maior desempenho na balança comercial total no ano, sendo agosto o mês mais favorável.

As exportações chegaram a US$ 48.607.760 em agosto, ante US$ 25.263.542 de importações e saldo de US$ 23.344.218. Os dados demonstram que o município subiu uma posição nas exportações no país, enquanto para importações, subiu duas posições.

Em relação às transações comerciais internacionais, China e Estados Unidos são os principais parceiros do município. O país oriental é o que lidera as importações ribeirão-pretanas, totalizando US$ 81,4 milhões, seguido de EUA, Itália e Israel.

Já nas exportações, as maiores transações são com o país norte-americano com saldo do total de US$ 52,4 milhões, seguido de Argentina, Turquia e Espanha. Entre os produtos mais exportados pelo município, o estanho em forma bruta é o primeiro colocado com US$ 106 milhões acumulados no ano, seguido de animais vivos da espécie bovina com US$ 27,5 milhões.

Já os produtos mais importados são os instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária, somando US$ 25,8 milhões no ano e aparelhos mecânicos (mesmo manuais) para projetar, dispersar ou pulverizar líquidos ou pós somando US$ 18,4 milhões.

Ribeirão Preto estabeleceu, em 2023, comércio com 126 países em todos os cinco continentes. As exportações atingem 114 países e a cidade importa produtos de 77 países no total. Um levantamento feito pela Associação Comercial de Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) nos anos de 2022 e 2023 mostra que a cidade tem encontrado novos nichos e parcerias para exportar seus produtos.

De acordo com o Departamento de Comércio Exterior da entidade (Comex), houve uma mudança notável nos destinos, com especial destaque para a Turquia. Em 2022, as exportações para Turquia foram de apenas US$ 861 mil, representando 0,22% do total das exportações. Já em 2023, apenas até o mês de setembro, a participação chegou a 9,4%, o que equivale a US$ 27 milhões do volume total exportado em dólar.

O relatório do Comex-Acirp toma como base dados federais registrados e divulgados no portal do Ministério da Economia. Segundo o documento, nos três primeiros trimestres de 2022, os principais importadores de produtores de Ribeirão foram Estados Unidos (US$ 67,5 milhões); Espanha (US$ 31,6 milhões), Argentina (US$ 31,9 milhões) e China (US$ 17 milhões).

No mesmo período de 2023, a China e a Espanha perderam suas posições e os países que mais negociaram com Ribeirão Preto foram Estados Unidos (US$ 41,9 milhões), Turquia (US$ 27,7 milhões), Argentina (US$ 24,7 milhões) e Espanha (US$ 22,8 milhões).

Em 2022, o volume total exportado por Ribeirão foi de US$ 393 milhões. De janeiro a setembro de 2023 foram US$ 293 milhões, ou o equivalente a 74,5% dos valores do ano anterior. No mesmo período de 2022, a cidade acumulava um pouco mais, US$ 297,9 milhões em exportações. São US$ 4,9 milhões a menos, queda de 1,64%.

Em 2022, os produtos com maior volume de exportação foram estanho em formas brutas (US$ 147 milhões), amendoins não torrados (US$ 33 milhões) e preparações para alimentação de animais (US$ 27,7 milhões). Em 2023, nos três primeiros trimestres, o estanho ainda se mantém em destaque (US$ 91,2 milhões), seguido de animais vivos da espécie bovina (US$ 27,5 milhões) e desperdícios e resíduos de cobre (US$ 19 milhões).

No caso do amendoim, que em 2022 foi o segundo produto mais exportado, a participação teve uma redução importante em 2023, acumulando apenas US$ 7 milhões em exportações. Já os animais vivos bovino, que no mesmo período do ano passado representaram apenas 1,9% (US$ 7,5 milhões) das exportações de Ribeirão Preto, mais que triplicaram em valores transacionados

 

Fonte: Tribuna Ribeirão

Ainda sem impacto significativo, semana inicia com paralisação da Receita Federal em Viracopos, Guarulhos e Santos

Em um documento “Nota à Sociedade”, divulgado pela Receita Federal do Brasil – agora pela Delegacia do Sindifisco em Guarulhos, Campinas e Jundiaí, na última sexta-feira, comunicou que, entre os dias 22 e 26 de janeiro, não haverá desembaraço de cargas, tanto na importação como na exportação, incluindo o despacho decisório, na Alfândega de VIRACOPOS e de GUARULHOS. Segundo ainda o Sindifisco local, esta medida foi tomada em reunião que aconteceu na própria unidade, em 17/1, e é motivada pela inação do governo em relação à regulamentação da remuneração por produtividade da categoria, pleito que os Auditores-Fiscais reivindicam desde 2017. A ação se junta à decisão tomada pela categoria no Porto de Santos, paralisando, portanto, os 3 principais centros cargueiros do Brasil, todos localizados no Estado de São Paulo.

 

SINDASP monitora ação – O SINDASP – entidade que representa os Despachantes Aduaneiros em São Paulo – informa que segue monitorando a situação e alerta seus Associados e à categoria para acompanharem novidades ao longo da semana para que estas auxiliem em suas atividades diárias.

Na Nota, os Auditores-Fiscais “lamentam muito os eventuais transtornos e prejuízos que serão causados aos srs. contribuintes, em especial à indústria nacional e ao comércio exterior” e finalizam, informando que “não nos restou outra alternativa a não ser acirrar a mobilização iniciada em 20 de novembro de 2023”.

As informações dessa segunda-feira(22) dão conta que as parametrizações de cargas importadas e exportadas pelos sistemas Siscomex e Portal Único não sofreram impacto. Os desembaraços em canal verde das empresas Certificadas OEA (Operador Econômico Autorizado) seguem normais.

ATENÇÃO: Veja abaixo a íntegra do documento de VIRACOPOS e de GUARULHOS:

Porto Seco é opção para minimizar impactos com greve da Receita em Viracopos, Guarulhos e Santos

Órgão Federal informa que não haverá desembaraço de cargas nesta semana, somente a liberação de cargas perecíveis, vivas, perigosas, medicamentos e alimentos de consumo de bordo

22/01/2024 – O conceito padrão de Entreposto ou Porto Seco reside na definição de Recinto alfandegado de uso público, onde são executadas operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias e bagagem, sob controle aduaneiro, instalado em zonas primárias de fronteira ou secundárias, não podendo ser localizado em portos ou aeroportos alfandegados.

Essa opção passou a ser ainda mais atrativa para importadores e exportadores brasileiros, após a recente retomada do movimento de mobilização da Receita Federal do Brasil (RFB) que segue agora acirrada, com o anúncio de que nesta semana, entre os dias 22 e 26 de janeiro, não haverá desembaraço de cargas, tanto na importação como na exportação nos Aeroportos de Guarulhos e Viracopos e no Porto de Santos. Haverá somente a liberação de cargas perecíveis, vivas, perigosas, medicamentos e alimentos de consumo de bordo.

Com isso, em tempos de fretes elevados e aumento dos custos logísticos nas operações do comércio exterior brasileiro – essa última característica principalmente em função exatamente do aumento dos tempos de liberação atuais – os embarcadores internacionais têm buscado alternativas para suas operações de importação ou exportação. São vantagens logísticas, tributárias e ganhos financeiros comparados às outras operações.

Em uma dessas opções, a AGESBEC (Centro Logístico Alfandegado e Primeiro Entreposto Aduaneiro do Brasil) destaca o regime aduaneiro especial “DTA’S”, o Trânsito Aduaneiro Simplificado. Além de avanços em agilidade na liberação, as empresas identificaram a oportunidade na redução de custos logísticos, escapando dos altos valores de demurrage e também de movimentação, armazenagem e capatazia na zona primária no Porto de Santos ou ainda nos Aeroportos de Viracopos ou Guarulhos, somados agora aos impactos da ação da RFB. “Sem contar com diferenciais de atividades complementares como nossos serviços de montagem, separação de mercadorias, controle de estoque e inventários, paletização e unitização de cargas”, completa Ricardo Drago, Presidente do Grupo AGESBEC (FOTO).

Além desses benefícios da zona secundária, as facilidades de remoção no trânsito aduaneiro para a empresa ganham ainda mais eficiência pela localização estratégica da AGESBEC. Em posição privilegiada, em S.B. do Campo, possui acesso direto ao Sistema Anchieta-Imigrantes e ao Rodoanel Mário Covas e está próxima de grandes centros logísticos de zona primária: 50km do Porto de Santos, 24km do aeroporto de Congonhas e 47km do aeroporto de Guarulhos. “Uma infraestrutura completa em 65.000m², sendo 20.000 m² de galpões e câmaras frias (licenciadas para produtos farmacêuticos e químicos) e uma área de pátio com cerca de 20.000m², conclui Drago.

A RFB segue com o objetivo de garantir o cumprimento integral do Plano de Aplicação do Fundaf e de promover alterações no texto do Decreto 11.545/2023 para pagamento do bônus de eficiência, previsto no acordo firmado com o governo federal desde 2016, segundo o Sindicato da Categoria (SINDIFISCO NACIONAL). Uma greve geral prolongada dos Auditores-Fiscais ainda é iminente e pode causar mais impactos ao comércio exterior no Brasil.

SINDASP lançará Programa EduComex com evento online em celebração ao “Dia do Comércio Exterior”

Um evento online e o lançamento de um Programa Educacional batizado de EduComex, no próximo dia 29 de janeiro, marcarão a passagem do “Dia do Comércio Exterior” – comemorado no Brasil oficialmente em 28/01, data da Abertura dos Portos às Nações Amigas, por D. João VI, em 1808.

O Encontro reunirá duas das maiores autoridades do tema no Brasil: o Secretário Estadual de Negócios Internacionais de SP, Lucas Ferraz (FOTO), e o Superintendente Adjunto da Receita Federal do Brasil em São Paulo, Fabiano Coelho. Ambos estarão ao lado de outros especialistas renomados.

Conheça as novidades e os projetos previstos para 2024 no mundo do Comércio Exterior, com palestras enriquecedoras de convidados especiais.

Anote em sua agenda: 29/01 às 14h – Dia do Comex – “Perspectivas 2024 & Lançamento do EduComex”.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=1vQ7NmDqzA8

Kimberly-Clark, dona da Huggies e Intimus, investe e quer crescer 15% em exportações

Dona das marcas Huggies, Intimus e Plenitud, a Kimberly-Clark investiu R$ 500 milhões na ampliação de sua capacidade operacional para impulsionar estratégias de comunicação e marketing no Brasil e incorporar novas tecnologias. Aproximadamente metade desse montante foi alocado ao longo do ano de 2023, enquanto a outra parte será direcionada, este ano, para iniciativas que reforçam o papel central do consumidor nas estratégias da empresa.

Na sua jornada de transformação no Brasil, a Kimberly-Clark tem realizado diversos investimentos em inovação: no ano passado, aumentou em 20% o capital destinado a esse propósito em relação a 2022. O Brasil já abriga o Centro de Inovação regional, localizado na planta de Suzano, no interior de São Paulo, onde a companhia desenvolve novas tecnologias e produtos para atender ao mercado local e a outros países da América Latina. Com isso, a previsão é de que o volume de exportações cresça 15% até o final deste ano.

“O Brasil é prioridade para a estratégia de negócios da Kimberly-Clark no Brasil, sendo o quarto maior mercado da companhia no mundo e, desempenhando um papel de protagonismo em operações, inovações e na forma como atuamos. Concentramos nossos esforços para transformar a maneira como atuamos e continuar desenvolvendo o negócio no mercado e nos tornarmos líderes em todas as categorias em que atuamos”, afirma Cláudio Vilardo, presidente da companhia no Brasil.

Transformação digital – O Brasil receberá 10% dos investimentos globais da Kimberly-Clark em tecnologia este ano, com foco em aprimorar os processos desde a operação até a casa dos consumidores.

Os recursos serão direcionados para melhorar a experiência do consumidor por meio da personalização de serviços e automação de processos comerciais e operacionais, utilizando softwares com Inteligência Artificial embarcada.

“Estamos sempre atentos às novas tendências de comportamento e consumo para integrá-las à nossa estratégia de negócios. Acreditamos que a união de inovação ao propósito de cuidado deve permear todas as nossas marcas, criando uma base sólida, que nos ajude a alcançar nossos objetivos. Essa estratégia visa ao bem-estar e amplia oportunidades em escala global”, acrescenta o presidente.

Na fábrica de Suzano, por exemplo, o investimento foi concentrado em novo maquinário e na transformação digital da unidade, por meio de soluções para controle de produção e qualidade, monitoramento e gestão de indicadores.

Com informações Mercado e Consumo