Tarifa “Teca – Teca” gerou impasse para acordo sobre Viracopos. Entenda o caso.

A Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos (Secex Consenso) é um órgão do Tribunal de Contas da União (TCU) que visa promover a solução de controvérsias e a prevenção de conflitos de forma consensual.

Finalizada em outubro do ano passado, um dos impasses que fez a discussão sobre a solução consensual não avançar para um acordo na Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos (SecexConsenso) – braço do TCU criado para tentar solucionar problemas relacionados a concessões federais, – foram as divergências em relação ao cálculo de indenização e os valores de cobrança da tarifa “Teca-Teca”.

O que é a tarifa “TECA – TECA” – Existem cargas que chegam destinadas ao aeroporto (Teca – Terminal de Carga) que, por decisão do importador ou de seu representante legal, não são desembaraçadas de imediato. Do Terminal Aeroportuário elas seguem para outro recinto alfandegado, para que lá a nacionalização seja efetuada.

Para essas cargas, a Companhia cobra uma tarifa específica, que se destina a remunerar a Concessionária pelos serviços de capatazia da carga importada em trânsito, a chamada operação “Teca – Teca”.

A Tarifa “Teca – Teca” é significativamente mais barata que a chamada “Tarifa Cheia”. A exigência para a cobrança dessa tarifa DTA (Trânsito Aduaneiro) é que a carga permaneça no aeroporto no prazo máximo de 24 horas. Expirando esse tempo, a Concessionária cobrará as tarifas “Cheias”, levando-se em conta que a partir deste momento se iniciará o processo de armazenagem.

A decisão do embarcador de desembaraçar em Viracopos ou destiná-la a outro recinto alfandegado se baseia em variáveis, que envolvem desde o valor da tarifa “Teca – Teca” até incentivos fiscais locais, eventualmente existentes, além de velocidade no desembaraço, haja vista que quem opta pela carga aérea quer agilidade em seu desembaraço e entrega em sua operação.

Ao final dessa avaliação logística, se a tarifa “Teca – Teca” não valer a pena, ao importador não justificaria retirar sua carga de Viracopos para desembaraçá-la em outro recinto, haja vista que não teria incentivo econômico para essa decisão e, portanto, realizaria seu desembraço no Teca da Concessionária que, por sua vez, receberia remuneração maior, pois o desembaraço implica em armazenagem (tabelas cheias).

Histórico – Neste ponto a divergência foi criada. Em sua manifestação em sua mídia social LINKEDIN, a Assessora Jurídica da ABV Viracopos, Paula Vilar, se expressou sobre o tema: “O Contrato de Concessão de Viracopos, documento que foi base para a precificação da proposta comercial do leilão, originalmente previu que, às cargas destinadas a zonas primárias, secundárias ou àquelas em trânsito internacional no país utilizaria o valor de R$ 0,50 por quilograma no regime de “Teca – Teca”, sendo que ultrapassado esse período, tais cargas seriam automaticamente armazenadas no Teca de Viracopos e se submeteriam às Tarifas Cheias.

Entretanto, depois de assinado o Contrato de Concessão, exatamente 01 dia antes da transferência operacional para a Concessionária, a ANAC, pela Portaria nº. 121/2021 alterou unilateralmente a estrutura tarifária do Contrato de Concessão, resolvendo:
(i) reduzir o valor a tarifa “Teca – Teca” de R$ 0,50 para R$ 0,08; (ii) alterar a tarifa de Importação para as cargas em trânsito, destinadas às zonas primárias e para as cargas em trânsito internacional no país, prevendo enquadramento na Tabela Especial, absolutamente mais barata que as Tabelas Cheias.

A Concessionária defende que “a falta de incentivo em nacionalizar em Viracopos, devido à drástica redução da tarifa “Teca – Teca” – de R$ 0,50 para R$ 0,08 – fez com que a Concessionária perdesse toda a receita que seria auferida dos serviços de armazenamento e capatazia “Cheios” que hoje são tarifadas pela tabela de trânsito, posto que, se na normatização do Contrato de Concessão original, não teria o importador incentivo para desembaraçar sua carga fora de Viracopos, hoje tem e efetivamente o faz (também faria).

Adicionalmente, ao enquadrar as cargas em trânsito destinadas às zonas primárias ou as cargas em trânsito internacional no país na Tabela Especial do Contrato de Concessão, que prevê capatazia e armazenagem absolutamente inferiores àquelas previstas nas Tabelas “Cheias” a Concessionária também perdeu o benefício que teria em relação a essas cargas, que agora podem ser armazenadas com tarifas 700% menor àquela originalmente estabelecida.

Ciente desse desequilíbrio inequívoco, o qual também ocorrido no primeiríssimo dia da Concessão, Viracopos entrou com pleito administrativo para ter seu contrato reequilibrado.

Infelizmente, a ANAC achou por bem reconhecer apenas parte pequena do pleito genuíno realizado pela Concessionária, entendendo, primordialmente, que o aumento no custo da operação não afetaria a decisão do importador de realizar seu desembaraço em Viracopos, argumento que, aliás, vai de encontro com sua própria justificativa emitida quando da alteração normativa.

Se o Contrato de Concessão original estava errado e quebraria os aeroportos naquele momento explorados pela Infraero é assunto que não cabe a Concessionária discutir. Esse não é o ponto.

O ponto é que o Privado precificou seu bid utilizando as premissas estabelecidas no Edital, endossado pelo TCU, inclusive, e não auferiu a receita que planejou unicamente por alteração unilateral da regra do jogo pelo poder concedente (antes mesmo de assumir as operações).

E assim a discussão se estende há 10 anos, agora em arbitragem (cláusula imposta pela agência à concessionária na ocasião da relicitação)”.

Com informações: LINKEDIN de Paula Villar, Assessora Jurídica, VIRACOPOS AIRPORT, e os parágrafos em itálicos extraídos na íntegra de sua rede social

Ministério dos Portos e Aeroportos defende continuidade da ABV em Viracopos

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou, na última segunda-feira (2), que é favorável à permanência da concessionária Aeroportos Brasil à frente da gestão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

Em entrevista à imprensa após agenda em Americana (SP), Costa Filho disse que teria reunião com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, sobre o tema nesta terça-feira (3).

“Sou favorável à manutenção de Viracopos. Eu acho que é fundamental. Viracopos tem um dos melhores aeroportos do mundo, com qualidade técnica. Eu estou defendendo que a concessionária atual possa ser preservada. Foi solicitado pelo próprio TCU que pudesse ser feito alguns estudos, ou seja, que a concessionária fizesse estudos do ponto de vista de viabilidade econômica e técnica. E a gente está esperando que ao final o TCU possa dar uma solução definitiva sobre isso”, disse o ministro na oportunidade, durante o lançamento de obras de ampliação do Aeroporto de Americana (SP), cidade vizinha a Campinas, no interior de SP.

Segundo o ministro, o processo de relicitação de Viracopos precisa ser “melhor discutido”, uma vez que foi o próprio TCU (Tribunal de Contas da União) que solicitou a realização de estudos de viabilidade econômica e técnica por parte da concessionária. Ele destacou que, em determinado momento, esses estudos não foram devidamente apresentados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o que reforça a necessidade de uma análise mais aprofundada antes de qualquer decisão.

Foto Ministro – agencia brasil

Números de carga e passageiros de Viracopos são animadores em 2025. Conheça.

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou alta de 9,03% na movimentação de passageiros no primeiro quadrimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano passado. Embarcaram ou desembarcaram pelo terminal 4.124.804 de pessoas ante 3.783.164 dos primeiros quatro meses de 2024.

Depois de encerrar 2024 com recorde de passageiros em dezembro, Viracopos iniciou 2025 com quatro altas seguidas em relação ao mesmo período de 2024, sendo de 16,3% na movimentação em janeiro, 8,5% de crescimento em fevereiro, 6,05% em março e 5,32%, em abril.

Com isso, os dados registrados em janeiro, fevereiro, março e abril de 2025 confirmam a tendência de crescimento registrada ao longo de 2024, que foi o ano em que o aeroporto teve a segunda melhor marca da história, com 12,4 milhões de passageiros, ficando atrás apenas do ano de 2023, com 12,5 milhões.

Com esse viés de crescimento registrado nos últimos dois anos, a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o complexo aeroportuário, tem o objetivo de atrair novas rotas nacionais e internacionais em 2025 e, assim, superar a marca dos 13 milhões de passageiros.

Já a carga aérea, embora não apresente números tão significativos de crescimento em peso/tonelagem no primeiro quadrimestre de 2025 – as importações caíram 13,5% e as exportações subiram apenas 6,39% – a ABV carrega sua força financeira neste setor sob as operações e movimentação de cargas de alto valor agregado, potencializando e impulsionando o faturamento da gestora do Terminal.

Azul anuncia voos internacionais inéditos em Viracopos e amplia opções de exportação pelo Terminal

Nesta semana foi realizada uma coletiva de imprensa no Hangar da Azul Linhas Aéreas Brasileiras com um discurso do Diretor de Operações do Aeroporto Internacional de Viracopos, Marco Beme e do Vice Presidente Institucional e Corporativo da Azul, Fábio Campos, que abordaram sobre os novos voos internacionais que começam a operar a partir de junho. Após os discursos, foi aberto um espaço para perguntas.

Foram anunciados os voos inéditos para os destinos Madrid, Porto e Montevidéu e a volta dos voos sazonais para Bariloche e Mendoza. A implementação desses voos fortalece ainda mais a parceria entre Viracopos e a Azul, representando um movimento de melhorias para a experiência dos passageiros.

Além disso, Viracopos têm implementado novas tecnologias de embarque, incluindo equipamentos de segurança e biometria e já negocia novas rotas internacionais.

Além de atender ao fluxo de turistas, os voos ainda aproveitam alguns espaços para a carga aérea de exportação.

1º. Beach Comex foi sucesso. Confira vencedores e fotos.

No último dia 17 de maio, um sábado de sol e céu azul, a “Arena Areia Gastrobar”, em Vinhedo (SP), foi o cenário de um evento especial: o 1º. Beach Comex.

Este prestigiado encontro reuniu profissionais de diversas áreas do comércio exterior, proporcionando uma tarde de esporte, congraçamento e networking.

Competições Esportivas – Os participantes engajaram-se em jogos do Torneio de Beach Tennis, promovendo uma interação saudável e competitiva, sem perder o fair play. O Beach Comex contou com 4 categorias (Feminina A/B; Feminina C/D; Masculina A/B; e Masculina C/D), com duplas formadas através de sorteio eletrônico.

Confira os vencedores:

 

Feminina A/B

1º – Thais Avancini (Arboreum) e Evelyn Robadeli (Kuehne + Nagel – KN)

2º – Fabiana Nogueira e Silvia Morais (Receita Federal)

3º – Kel Damasceno e Márcia Anicetti (Transportadora Alpha Cargo)

 

Femnina C/D

1º – Cristiane Marques e Elaine Baroni (Baroni)

2º –  Tassiane Negri (AMBEV) e Carla Cremones (MANN + HUMMEL)

3º – Victoria Romano (AMBEV) e Gê Camargo (GEP Worldwide)

 

Masculina A/B

1º Johnny Pereira e Cesar Gonzalez (TSK Energia)

2º Clayton Faconi (Röhlig Logistics) e Matheus Antunes (Ivezoon)

3º Marco Aurelio Luppi (Luppi) e Fernando Nunes (Gluck Consultoria)

 

Masculino C/D

1º – Manfred Pretti (Alouan) e João Baroni (Baroni)

2º – Marcelo Araújoe Marcelo Tognollo (Tognollo)

3º – Ronado Dias (WOD  Indústria) e Tiago Santana (Thermansol Automotivo)

 

Networking e Congraçamento – Um dos pontos altos do evento foi o networking e congraçamento. Momentos dedicados à interação, facilitando a criação de novas parcerias e negócios em um ambiente descontraído.

Ao final do evento, o Areia Gastrobar proporcionou aos presentes a apresentação de uma banda que trouxe sucessos nacionais e internacionais.

A diversidade do público marcou um ambiente rico em troca de conhecimento e experiências, fortalecendo redes de contato e ampliando oportunidades de colaboração.

“Entregamos a edição com total sucesso, observado através das avaliações e elogios não só durante o evento, como também através de registros após o encontro. Tudo isso já nos motiva para a realização da próxima edição”, cravou Nilo Peralta, da GPA+ Comunicação, organizadora do evento.

O Beach Comex contou com o patrocínio da Rodo Import, da Alpha Cargo, da EMASFI e do Bigodera, além dos apoios do Areia Gastrobar, Gluck Consultoria e a Arbitragem da Burjato BT. A Organização recebeu a assinatura da GPA+ Comunciação, sob coordenação de Nilo Peralta.

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