GRU Airport moderniza data center com Dell

O projeto do novo data center e da plataforma de atendimento foi desenhado em parceira pela Dell e o time de TI do GRU Airport. Entre as premissas, houve uma preocupação de criar uma estrutura modular, permitindo uma rápida expansão para acompanhar as necessidades do aeroporto.

O novo data center foi desenhado com base em soluções Dell, com uma estrutura modular baseada em servidores blade Dell PowerEdge, storage Dell Compellent SC8000 e Dell PowerVault TL200, além do appliance de backup Dell DR4000.

Desenhado inicialmente com uma capacidade de 50 TB, o ambiente já atingiu 170 TB.

O projeto do GRU Airport incluiu também a modernização e padronização dos equipamentos utilizados para atendimento aos passageiros. A Dell respondeu pela customização e implementação do ambiente, composto por PCs (desktops e notebooks) e soluções Microsoft, Symantec e VMWare.

Assim como no caso do data center, uma preocupação foi não só atualizar a plataforma de atendimento aos passageiros, mas garantir escalabilidade para demandas futuras. A Dell ainda é responsável pelo serviço de suporte para as soluções de hardware e de software.

A parceira entre a Dell e o GRU Airport começou após a concessionária assumir a gestão do aeroporto – até então administrado pelo governo federal – há cerca de quatro anos. Na época, a empresa identificou a necessidade de modernizar a infraestrutura de TI.

“No aeroporto, a tecnologia está em tudo o que a gente vê. A partir do momento que uma aeronave toca o solo, ela passa a ser responsabilidade nossa. É a tecnologia que coloca o avião no finger correto, que aloca os recursos necessários de acordo com o número de passageiros e tipo de aeronave”, pontua Emerson Thomazini, coordenador de infraestrutura do GRU Airport.

O Aeroporto Internacional de São Paulo, localizado em Guarulhos, é o maior aeroporto da América Latina. O espaço recebe cerca de 39 milhões de passageiros ao ano e opera 810 voos diários.

Desde o início da gestão privada do aeroporto, diversos investimentos foram realizados na área de tecnologia.

Em 2014, por exemplo, Guarulhos passou a ser o primeiro aeroporto no país a contar com portões eletrônicos de controle automatizado de passaporte brasileiro. Também conhecidos como e-gates, os portões eletrônicos agilizam o processo de inspeção de passaporte realizado pela Polícia Federal, reduzindo o procedimento de três minutos, em média, para apenas 30 segundos.

O aeroporto de Guarulhos também adotou tecnologias da Cisco para integração e modernização de sua infraestrutura de tecnologia e telecomunicações no terminal 3.

No terminal foram implantados switches Cisco e mais de 500 access points, provendo rede Wi-Fi para passageiros e clientes, além da cobertura em todo ambiente corporativo.

No final do ano passado, o GRU Airport adotou a solução BIG-IP, da F5 Networks, para balancear os links de internet e fornecer alta disponibilidade da rede VPN, em um projeto implementado pela Agility Networks.

Dica da semana – RIYAD – Pratos que são destaques

Veja a dica da semana. Entre os pratos, destaque para as tradicionais esfihas especiais e as 14 opções do cardápio executivo, que oferecemos o dia todo nos shoppings, e de segunda a sexta (somente no almoço) na unidade do Cambuí. Em especial, a “picanha de cordeiro, salada oasis e arroz árabe”, o “charuto de repolho” e a “abobrinha recheada e kafta”, afirma André Penna, um dos sócios do local.

O endereço da Unidade Cambuí é na Rua Antonio Lapa 382 (esquina com Barreto Leme) – Campinas (SP). A Unidade Galeria fica no Shopping de mesmo nome, também em Campinas.

O Riyad possui também Espaço Kids e Espaço Eventos no Cambuí. Confira!

“Precisamos parar de reclamar e agir”, defendem autoridades na abertura do Logística & Sorocaba

erly de syllossA Força da Região Metropolitana de Sorocaba nas importações e exportações foi tônica dos debates. Operações do Porto de Santos e de Viracopos, além da logística da Tecsis Sorocaba e da Ford Tatuí, completaram atrações.

Um dia de conhecimento marcou esta sexta-feira dia 02 de junho, no Parque Tecnológico de Sorocaba. Grandes nomes do segmento, temas relevantes, novas tecnologias e exposição de serviços formaram o resumo do encontro “Logística & Sorocaba”.

Na abertura do evento o diretor do CIESP Sorocaba, Erly de Syllos convocou os presentes para uma mensagem de otimismo. “Precisamos parar de reclamar e agir, afirmou Syllos. Os demais membros da mesa diretora também defenderam a ação como combate à crise econômica e ao momento de transformação do Brasil. 

Logística de Pás Eólicas – Bruno Figueiredo Barczewski, Gerente de Logistica Corporativa da TECSIS, principal fabricante de pás personalizadas para turbinas eólicas, debateu os desafios para a logística dessas gigantes peças. A empresa está posicionada entre as 70 empresas brasileiras que mais exportam seus produtos; e colocada na 21ª posição entre as maiores exportadoras do Estado de São Paulo, segundo o Anuário 2010 da Revista Comércio Exterior. Detém ainda cerca de 15% das vendas mundiais de pás para parques de geração de energia eólica, excluindo a China.

Em Sorocaba, a produção de pás eólicas é feitas pelas empresas Tecsis (com nove plantas na cidade e outras duas em Itu) e Wobben Windpower (que também possui unidades no Ceará e Rio Grande do Norte). De acordo com o DER, o volume anual de produção previsto para os próximos anos é de 1.500 pás. 

Força dos apoiadores e patrocinadores – O Logística & Sorocaba contou com uma gigante força latente com os apoios da Prefeitura de Sorocaba, dos CORREIOS, da ABRALOG (Associação Brasileira de Logística), do Sindasp(Sindicato dos Despachantes Aduaneiros), da Câmara de Comércio Exterior de Campinas e Região, da Asa Express, da UNISO, da Jauser Cargo e do CLUB (Centro de Logística Urbana do Brasil), da INOVA Sorocaba – Agência de Desenvolvimento e Inovação de Sorocaba e do Parque Tecnológico de Sorocaba. O patrocínio contou as assinaturas da EADI Aurora, da ELOG, da MK Logística e do Grupo V.Santos. A organização foi da GPA+, que possuir o expertise em eventos do gênero. 

Mais de 20 Expositores – Entre os expositores do evento estiveram MK LOGISITICS, EADI AURORA, GRUPO V.SANTOS, ELOG, INFINITY ADUANEIRA, ASSECEX, CORREIOS, INOVA SOROCABA, PREFEITURA SOROCABA, JAUSER CARGO, ASA EXPRESS, GRUPO PANNA, ACSO, REDE NACIONAL INN, FATEC, UNISO, CODESP/ PORTO DE SANTOS, SINDASP, GANDINI E PARQUE TECNOLÓGICO DE SOROCABA. 

Sorocaba vira referência em manutenção de aviões e busca atrair cliente estrangeiro

Dos 60 mil aviões que aterrissaram em 2015 no Aeroporto Bertram Luiz Leupolz, em Sorocaba, pelo menos 40 mil não levantaram voo no mesmo dia. De monomotores a jatos de longo curso, essas aeronaves permaneceram em terra, em hangares e oficinas das 34 empresas da cidade credenciadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para manutenção e reparo. Há ainda outras 18 de apoio e suporte ao setor. Juntas, somam 1,2 mil empregos diretos, a maioria de nível técnico ou superior.

Instaladas nos arredores da pista de pouso, elas formam uma das maiores concentrações de serviços para aviação do País. No polo aeronáutico de Sorocaba, estão centros de serviços de grandes companhias da aviação mundial, como Embraer, Pratt&Witney, Bombardier e Dassault-Breguet. Por ser um boa opção para posicionamento temporário das aeronaves, Sorocaba passou a ser conhecida no meio aeronáutico como a “cidade-dormitório” dos aviões privados. “Já somos o maior polo de aviação executiva da América do Sul”, diz Ari Bordieri Junior, presidente da Associação dos Operadores do Aeroporto de Sorocaba.

No mês passado, a Federal Aviation Administration (FAA), autoridade aeronáutica dos Estados Unidos, emitiu certificado de aprovação do centro de serviços da Embraer para manutenção de todos os jatos executivos da companhia com registro de operação americana. Certificação semelhante havia sido emitida pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa). Com isso, a unidade de Sorocaba passa a fazer parte de um grupo restrito de oficinas de manutenção e reparos na América Latina certificados para atender os jatos executivos da Embraer com matrícula nacional ou estrangeira, em passagem pelo País.

Outras empresas, como a Dassault-Breguet, já possuem as mesmas certificações e, como a Embraer, estão na expectativa das aeronaves de matrícula internacional que virão para o Brasil durante a Olimpíada. “Em razão das restrições de operação dos principais aeroportos do Rio de Janeiro e São Paulo, Sorocaba será uma das principais opções para a ‘hangaragem’ temporária de aviões privados”, diz Bordieri.

No caso da Embraer, as instalações no aeroporto somam 20 mil metros quadrados de hangares, oficinas e serviços para jatos das famílias Phenom, Legacy e Lineage, incluindo áreas VIP para tripulação e passageiros. No total, até 40 jatos podem ser atendidos simultaneamente. Atualmente, há mais de 200 jatos executivos da Embraer na América do Sul que podem utilizar Sorocaba ou outros seis centros de serviços na região. No mundo, são mais de mil aeronaves executivas da companhia, 70% delas registradas nos EUA e na Europa.

Até o ano passado, o centro de serviços de Sorocaba era restrito à manutenção de aviões de matrícula nacional, da América do Sul, principalmente Argentina, Paraguai, Chile e Colômbia, e de alguns países da América Central. Mesmo assim, mais de 650 atendimentos foram realizados, entre manutenção, reparo e serviços aeroportuários.

“Com a validação internacional, a expectativa é de aumento na demanda. Autoridades estrangeiras visitaram as instalações e avaliaram itens como capacitação dos profissionais, ferramentas e equipamentos”, informou Ricardo Santos, da área de comunicação. O centro Embraer tem cerca de 200 funcionários e está ampliando o leque de serviços, o que já resultou em contratações. Já o centro de serviços Dassault, mais conhecido como “Falcon do Brasil”, está instalado desde 2009 numa área de 2,1 mil metros quadrados e pode atender até quatro aviões ao mesmo tempo.

O diretor da Master Serviços Aeronáuticos, Marcos Valdir Dias, lembra que o Brasil tem a segunda maior frota de aviões do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e todos têm de fazer manutenção periódica. “No Brasil, são mais de 15 mil aviões leves e médios que procuram Sorocaba porque fazemos todos os tipos de manutenção, desde motores, até pinturas e reparos após acidentes.”

O crescimento desse mercado atraiu para a cidade escolas para pilotos e técnicos, como a Wings Aviação Civil. “Só dois aeroportos no mundo reúnem essa quantidade de empresas e uma gama tão variada de serviços: o de Le Bourget, em Paris, e o de Sorocaba”, diz o professor Carlos Alberto Tavares, diretor da Wings. Entre os cursos mais procurados está o de mecânico de manutenção aeronáutica, com duração de dois anos.

Internacional. Com o polo consolidado, o próximo passo será internacionalizar o aeroporto de Sorocaba para reduzir a limitação aos voos executivos procedentes do exterior, explica Bordieri Junior.

Como as aeronaves são obrigadas a entrar ou sair do País por aeroportos internacionais, elas não podem se dirigir diretamente ao terminal de Sorocaba, que não tem esse status, e têm de passar pelos aeroportos de Campinas, Guarulhos, Belo Horizonte ou Curitiba, que não dão prioridade à aviação executiva. “No momento em que houver a internacionalização, nosso movimento dobra”, diz.

Segundo ele, grandes multinacionais passarão a deixar os aviões na cidade e poderão decolar direto de Sorocaba. Para ser internacional, o aeroporto precisa atender as formalidades da alfândega, da polícia de fronteira e de vigilância agropecuária. O processo de Sorocaba já teve anuência do Ministério da Agricultura e Pecuária, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Polícia Federal, mas parou na Receita Federal, que alega falta de pessoal.

A parte técnica avança com a mudança de categoria do terminal. O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) encaminhou pedido de homologação da ampliação da pista, de 1,4 mil para 1,6 mil metros de extensão, ao Departamento de Controle do Tráfego Aéreo (Decea). A torre de controle, necessária para a operação por instrumentos, deve ficar pronta no primeiro semestre de 2017. O Estado prepara licitação para os equipamentos e contratação de pessoal. Segundo Bordieri, com a operação da torre, o movimento cresce de 40% a 50%. “As seguradoras de multinacionais que trabalham com aeronaves caras, entre US$ 30 milhões e US$ 80 milhões, não permitem que usem aeroportos não controlados.”

Fonte: Estado de S. Paulo