Porto de Santos bate a marca de 50 milhões TEU e se destaca como o Hub Port do Atlântico Sul

P-S“Desafios na Gestão do maior porto da América Latina” será tema de debate no “Logística & Sorocaba”, em junho

O Porto de Santos deve atingir neste mês de maio de 2016 a marca de 50 milhões TEU na movimentação de contêineres. TEU (Twenty Foot Equivalent Unit) é a unidade padrão deste tipo de transporte e equivale a um contêiner de 20 pés. De acordo com os números registrados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, até março foram 49,6 milhões TEU movimentados no cais santista. A média mensal nos últimos três anos está acima de 300 mil TEU.

Diante de números tão relevantes, “Desafios na gestão do maior Porto da América Latina: Porto de Santos” será um dos temas debatidos durante o evento “Logistica & Sorocaba”, que promete movimentara região em 02 de junho, no Parque Tecnológico da cidade. Uma abordagem sobre os recursos para investimentos, a dragagem do complexo, os novos arrendamentos e a conclusão da modernização da gestão portuária serão explorados na apresentação durante o evento.

As estatísticas para aferição da movimentação de contêineres no Porto de Santos partem de 1970, embora os dois primeiros contêineres tenham chegado a este porto em 1965, ainda de forma experimental. Eles foram descarregados pela cábrea Sansão, de propriedade da Codesp. Nos primeiros dez anos, este tipo de carga apresentou uma movimentação incipiente. O primeiro avanço acontece em 1981, quando instala-se o Terminal de Contêineres (Tecon), hoje administrado pela Santos Brasil, na margem esquerda do Porto de Santos. Daquele ano até hoje, outros terminais especializados, com equipamentos modernos (transtêineres, portêineres), foram instalados, sendo os últimos o Brasil Terminal Portuário (BTP) e a Embraport, ambos entrando em operação em 2013.

Naquele ano, Santos foi apontado como maior porto da América Latina na movimentação de contêineres, superando o Porto de Balboa, no Canal do Panamá. No ano passado, em julho, foi batido o recorde mensal do Porto, com o registro de 360 mil TEU. O crescimento tem se dado não somente pelo aumento na capacidade de movimentação, mas também pela produtividade.

Os terminais de contêineres de Santos vêm batendo recordes sucessivos. A principal marca é do líder no market share, com 34,5% de participação (dados relativos a 2015): a empresa Santos Brasil fechou o mês de março de 2016 com uma média de 110,02 movimentos por hora (MPH), sendo que Anteriormente, a maior marca mensal no Porto de Santos havia sido registrada em novembro de 2014 pela própria Santos Brasil, quando o Tecon Santos atingiu 109 MPH em média.

Na operação específica, o Tecon atingiu o recorde em 6 de abril 225,25 MPH na operação do navio MSC Bremen. Outro operador, a Brasil Terminal Portuário (BTP) iniciou 2016 estabelecendo dois novos recordes na movimentação de contêineres. Segundo a empresa, em janeiro deste ano, a média de produtividade alcançou o patamar de 35,66 MPH/STS (movimentos por hora por portêiner – STS), superando o maior indicador já atingido pela empresa, que foi de 34,11 MPH/STS registrado em maio de 2015. Já em fevereiro deste ano, foi a vez da equipe bater o recorde no navio. Foram 206,82 movimentos por hora durante as descargas e embarques do navio MSC Geneva, o que corresponde a uma produtividade média de 44,53 MPH por equipamento portuário (STS).

Debate em Sorocaba – Com o tema confimado sobre “Desafios na gestão do maior Porto da América Latina: Porto de Santos”, começa a se desenhar o Ciclo de Debates que acontecerá em 02 de junho, no Parque Tecnológico da cidade, que receberá o encontro reunindo autoridades nos temas logística e comércio exterior, debatendo o setor.

O Logística & Sorocaba possui uma gigante força latente com os apoios de entidades como a Inova – Prefeitura de Sorocaba, dos CORREIOS, da ABRALOG (Associação Brasileira de Logística), do Sindasp(Sindicato dos Despachantes Aduaneiros), da Câmara de Comércio Exterior de Campinas e Região, da Asa Express, da Jauser Cargo e do CLUB (Centro de Logística Urbana do Brasil). O patrocínio tem as assinaturas da EADI Aurora, da ELOG, da MK Logística e do Grupo V.Santos. O Porto de Santos é a marca de valor de destaque do evento. 

Ficha Técnica:

Logística & Sorocaba

Data: 02/06/2016

Local: Parque Tecnológico de Sorocaba

Horário: 09h às 17h

Conferência e Exposição de Serviços

Entrada Franca e Estacionamento Gratuito

CREDENCIAMENTO COM UM CLIQUE

“Logística é a maior preocupação para a Olimpíada”, afirma prefeitura carioca

Logistica RJA 100 dias da Olimpíada, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), afirmou no final de abril que “as obras não são mais o principal problema (para os Jogos)”. Apontou a operação logística da cidade como a maior preocupação da cidade durante os Jogos em agosto.

Paes faz apresentação recentemente sobre os preparativos para a maior competição esportiva do mundo, que começará no dia 5 de agosto, e indicou que as obras do Parque Olímpico estão 98% prontas e em Deodoro completamente concluídas. Não revelou, porém, o estágio de obras como metrô, veículo leve sobre trilhos (VLT) e o corredor rápido de ônibus, o BRT, classificadas como legado, mas que são essenciais para a mobilidade durante a competição.

Nem de obras já prontas, mas que passam por reformas, como o estádio Olímpico do Engenhão, que há mais de dois anos sofre com reparação na cobertura. Será o local das provas de atletismo.

Na avaliação da Prefeitura, as obras estão num nível “que muitos duvidaram”. Para Eduardo Paes, o estágio das construções mostram “enorme capacidade de planejamento”. “Problemas são identificados, mas as coisas vão muito bem”, disse.

A instalação olímpica com o maior atraso é o velódromo, cuja a empresa responsável pela obra foi desclassificada pela prefeitura. “Escorregou no prazo, a verdade é essa”, admitiu Paes, indicando que a arena está com 85% concluída e garantindo que ficará pronta a tempo das competições.

Bresco anuncia R$ 850 milhões em Parque Corporativo ao lado de Viracopos

Bresco, empresa especializada em terceirização imobiliária, está desenvolvendo um novo centro empresarial ao lado do aeroporto de Viracopos, em Campinas. O investimento é de R$ 850 milhões em um espaço de 1 milhão de metros quadrados.

O novo empreendimento contará com prédios de escritórios, centros de treinamentos, centros de distribuição e dois hotéis.

Atualmente já está em funcionamento o centro de treinamento da Azul Linhas Aéreas, construído sob medida e entregue no final do ano passado com espaço previsto para até seis simuladores de voo. Além dele, o Centro de Distribuição da John Deere será duplicado e contará com centro de treinamento.

Os dois hotéis, sendo um de três e o outro de quatro estrelas, totalizando 400 quartos, devem estar prontos em meados de 2016. E todo o empreendimento tem previsão de entrega até o final de 2018.

Para Carlos Betancourt, presidente da Bresco, o novo negócio trata-se de uma forte aposta.

“Identificamos um terreno muito bom na cidade de Campinas, totalmente plano, com uma localização privilegiada. No exterior, as regiões próximas aos aeroportos são extremamente demandadas para este tipo de empreendimento”, comentou.

Além dos centros de distribuição, o Parque Corporativo também terá alguns escritórios feitos sob medida (build to suit). A área verde do empreendimento será um dos destaques, segundo Carlos Betancourt.

“O centro empresarial vai ter 25% a mais de área verde do que o de costume. Serão 247 mil m² de área preservada, transformando-se em um parque público com trilhas para caminhadas e praticas de exercícios” conclui.

Infraero abre concessão para construção de condomínio logístico em aeroportos

A Infraero pretende conceder à iniciativa privada três áreas localizadas nos sítios aeroportuários de Uberlândia, Joinville e Recife, para a construção e exploração de condomínios logísticos. Segundo o diretor Comercial e de Logística de Carga da estatal, André Luis Marques de Barros, os investimentos e pagamentos de aluguel à Infraero ao longo de 25 anos de concessão dessas três áreas devem atingir a cifra de R$ 500 milhões.

Recentemente, durante coletiva de imprensa na 22ª Intermodal South America, em São Paulo, o executivo ressaltou que o edital para a área em Uberlândia (MG) estava em fase de publicação, enquanto os editais para os espaços em Joinville (SC) e Recife devem ser divulgados em até 60 dias, ou seja, em início de junho.

“Num segundo momento, também estenderemos esse processo para Vitória, Goiânia e Navegantes”, disse Barros, afirmando que não há uma estimativa de valor a ser obtido nestes três espaços. “Além disso, ainda existem mais 16 terminais com áreas disponíveis”.

O condomínio logístico de Uberlândia possui uma área de 100 mil metros quadrados, com os investimentos e pagamentos de aluguel ao longo dos 25 anos de concessão ficando em torno de R$ 60 milhões. Em Recife, são 30 mil metros quadrados, envolvendo R$ 140 milhões em investimentos e aluguel. Por fim, o espaço em Joinville engloba 70 mil metros quadrados, com R$ 300 milhões em investimentos e pagamento de aluguel.

Barros ainda ressaltou que a concessão das áreas em Uberlândia e Recife será feita via concorrência pública, pela modalidade de maior valor de outorga – em Uberlândia, será declarado vencedor o grupo que oferecer o maior pagamento de aluguel, com valor mínimo de R$ 60 mil mensais, enquanto em Recife o aluguel mínimo é de R$ 35 mil.

Já em Joinville, a concorrência será feita seguindo um modelo variável, em que o vencedor será aquele que oferecer a maior porcentagem do faturamento à Infraero – o mínimo é de 1,2%.

CEVA mantém ritmo favorável no 1º trimestre de 2016

A CEVA Holdings LLC, uma das líderes globais em gestão da cadeia de suprimentos não baseada em ativos, divulgou os resultados do primeiro trimestre de 2016, encerrado em 31 de março de 2016.

Conforme explica o CEO da CEVA, Xavier Urbain, o ano de 2016 continua a tendência que começou em 2015. As turbulências do mercado ainda afetam todos os players do setor. “Mesmo assim, apesar deste clima, os volumes de transporte aéreo e marítimo da CEVA aumentaram 1,5% e 1%, respectivamente. Também mantemos ímpeto favorável através do nosso foco contínuo na produtividade e melhorias em compras tanto nas áreas de gerenciamento de fretes quanto em contratos logísticos, continuando a fortalecer a participação na rota comercial transpacífica”, informa.

Segundo ele, o modelo operacional de sucesso está implementado de forma consistente em toda a empresa e a CEVA encontra-se em uma posição única para apoiar clientes globais de todos os portes para atender suas metas de negócios. “Diversas soluções complexas foram instaladas com sucesso no 1º trimestre. Além disso, lançamos um programa de transformação de nossas operações nos EUA, incluindo negócios de transporte terrestre”, ressalta.

Gerenciamento de Fretes – O EBITDA de US$ 10 milhões da área de Gerenciamento de Fretes reflete um crescimento em relação ao mesmo período no ano anterior de 57,1% em moeda constante, apoiado pela forte atividade da rota comercial tendo a China como origem ou destino como um importante fator contribuinte. A margem de receita líquida da linha de negócios foi de 30,7%, um aumento de 3,9% em relação ao mesmo período de 2015, impulsionado predominantemente pela otimização proativa das iniciativas de compras que ao final beneficiaram as taxas de venda do cliente e a lucratividade da CEVA.

Em face de um mercado fraco, o volume de transporte aéreo aumentou 1,5% em relação ao mesmo período no ano anterior, acima de um 1º trimestre muito forte em 2015, que foi devido a um congestionamento de portos na Costa Oeste dos EUA. Um foco mais forte de vendas em campo levou a uma série de negócios fechados com pequenas e médias empresas, incluindo rotas comerciais da Europa para a Ásia ou da América Latina para a Europa.

“Continuamos a trabalhar com a redução da demanda do mercado de transporte marítimo através do nosso foco na otimização de rota comercial, onde estamos vendo o primeiro sucesso com o aumento do volume de carga marítima em torno de 1,0% em relação ao mesmo período no ano anterior. Em particular, o Extremo Oriente no sentido Oeste (Ásia-Europa) e rotas comerciais Intra-Ásia apresentaram bom desempenho no 1º trimestre. Embora as dificuldades persistam, mantemos foco permanente no crescimento e otimização do nosso negócio de carga LCL e introduzimos vários novos serviços de consolidação de carga LCL, resultando em melhoria de processos e dos tempos de trânsito para os clientes”, completa o executivo.

A área de transporte terrestre da CEVA lançou, recentemente, um programa de transformação nos EUA, um dos principais mercados de transporte terrestre e uma região chave para a empresa. Uma iniciativa transfronteiriça entre Ásia e Pacífico também foi implantada para alavancar melhor a presença local, tanto para serviço de carga LTL como FTL. Os projetos logísticos também continuam a ser uma área com crescimento significativo, com recentes negócios fechados com importantes líderes do setor.

Contratos Logísticos – O EBITDA da área de Contratos Logísticos de US$ 36 milhões contempla um incremento em relação ao mesmo período no ano anterior de 11,4% em moeda constante. Este aumento foi impulsionado por ganhos em alienações e melhor utilização de espaço/produtividade no segmento de armazenagem. Com base em uma abrangente revisão de benchmarking de operações globais realizada em 2015, o setor de pós-venda automotivas e os subsetores de pneumáticos foram as primeiras áreas a implementar melhorias de produtividade e processos no 1º trimestre, e outros setores estão fazendo o mesmo agora.

“Nossa metodologia e expertise de zero defeito no início da operação permitiu a implantação bem sucedida de uma série de novos processos no 1º trimestre. As soluções CEVA para cadeia de suprimentos continuaram a ganhar força com novas e importantes vitórias comerciais nos setores automotivo, farmacêutico e consumo & varejo”, finaliza.