Cargill amplia aporte em logística no Brasil

A Cargill, maior empresa de agronegócios do mundo, prepara-se para colocar em operação, até junho, sua primeira frota fluvial do país. É o mais recente investimento realizado pela companhia em sua decisão de se posicionar estrategicamente na matriz amazônica.

Com R$ 120 milhões injetados na frota própria, a Cargill fecha o triênio 2014-2016 com investimentos de R$ 675 milhões em infraestrutura logística e portuária no país, sendo 82% desse montante destinado ao chamado “Arco Norte” – a nova rota para o escoamento de grãos do Centro-Oeste.

A companhia afirmou que os planos de investimentos não param por aí: a Cargill pretende encerrar 2018 com investimentos que podem chegar a R$ 528,5 milhões, caso os arrendamentos de dois terminais portuários em Santos (SP) e Paranaguá (PR) sejam prorrogados pelo governo federal.

“Como se vê, a crise brasileira não parou o nosso trabalho”, diz Clythio Buggenhout, diretor nacional de Portos da Cargill, evitando se estender sobre as expectativas em relação ao governo na entrevista concedida dias antes da votação na Câmara dos Deputados que aprovou o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Diferentemente da matriz, deslocada de uma mansão em Mineápolis para uma sede de escritórios mais convencional, a subsidiária brasileira, que também está de casa nova, passou a ter sua sede em um prédio mais pomposo na zona sul de São Paulo. Não que as coisas estejam espetaculares por aqui – a batalha da trading por margens continua acirrada diante da nova conjuntura no mercado de commodities e incertezas econômicas à frente. Mas, até por esse motivo, a finalização do ciclo de investimentos previstos para o Brasil, um mercado grande e estratégico, é vista como crucial pela companhia.

Com um departamento recém-criado voltado aos transportes e uma atuação agressiva em gestão portuária, a Cargill foca seus esforços em elevar a produtividade nas operações com grãos para o Norte e, ao mesmo tempo, garantir sua presença nos portos do Sudeste.

A maior expectativa está no Arco Norte, que promete trazer ganhos de custo, eficiência e tempo ao transporte de grãos. O epicentro dos investimentos é o rio Tapajós, no Pará, onde a Cargill tem se preparado para elevar sua capacidade de escoamento anual para 5,5 milhões de toneladas de grãos em Santarém. Na recepção, avança na construção de seu terminal fluvial em Miritituba, que espera estar pronto até o fim deste ano.

Nesse sentido, a decisão de construir uma frota própria de 20 barcaças e um empurrador foi um importante sinal de verticalização para o que deve ser o “maior corredor de exportação de grãos nos próximos anos”, diz Rodrigo Koelle, diretor da Cargill Transportes, unidade criada em 2013 para executar os projetos de transportes. Trata-se também da segunda frota própria da Cargill no mundo, depois da Argentina. Nos EUA, a múlti ainda detém 1,2 mil embarcações, em leasing.

Sob o comando de Koelle, a companhia americana estruturou projetos nos modais hidroviário, rodoviário e ferroviário para dar eficiência às operações no Brasil. Cabe ao executivo, por exemplo, fazer a interlocução com o governo e demais tradings na Ferrogrão, a ferrovia defendida pelo agronegócio como forma de levar os grãos do Mato Grosso a Miritituba.

Koelle também criou a figura do Operador Logístico Rodoviário – por meio do qual trabalha diretamente frotistas, sem subcontratados, em busca de eficiência e rapidez na identificação de gargalos.

Mas são nos portos que a Cargill mais tem chamado a atenção. A trading surpreendeu o mercado no mês passado ao não apresentar proposta no leilão do terminal para grãos em Vila do Conde (PA). A própria empresa pressionara o governo a arrendar a área – e arrematar o terminal sempre foi uma estratégia pública da Cargill para completar sua matriz amazônica.

No entanto, afirma Buggenhout, o cenário mudou. “A equação da análise de atratividade da área não fechou”. Além de condições diversas do mercado, incertezas no cenário político e econômico, a companhia diz estar em processo de maturação dos investimentos em Santarém e Miritituba. “Não se põe dinheiro em capacidade que não será usada no curto e médio prazo. A gente tem uma sobrecapacidade em Santarém e Miritituba. O médio prazo já está atendido”, argumenta ele.

Mas Buggenhout diz que continua olhando editais. “Até lá podem ocorrer coisas que mudem o cenário. Parcerias podem acontecer”.

Paralelamente, a empresa buscar prorrogar suas operações no Sudeste, região indispensável para qualquer exportador. Em suas duas últimas tacadas, a múlti propôs investir R$ 350 milhões na construção de um pier em Paranaguá em troca de ter seu contrato prorrogado por mais 15 anos. O caso está em análise na Secretaria dos Portos e a Cargill opera desde março por decisão judicial até que o governo se pronuncie a favor ou contra a proposta de prorrogação.

No mês passado, a Cargill também protocolou o pedido de prorrogação por mais 20 anos do terminal de açúcar no Guarujá, que opera com a sucroalcooleira Biosev. Na mesa, um investimento de R$ 160 milhões (dividido entre as partes) em melhorias das instalações. O contrato expira em agosto de 2018.

Fonte: Valor Econômico

Viracopos finaliza transferência de voos para novo terminal de passageiros

Terminal recentemente desativado abrigará carga doméstica em breve

O dia 23 de abril de 2016 vai entrar na história de Campinas, da região, do Estado de São Paulo e do Brasil. A partir dessa data, o Aeroporto Internacional de Viracopos transfere todos os voos de passageiros para o novo terminal (T1).

Com a nova área liberada, o Novo Viracopos passa a ter capacidade para atender 25 milhões de passageiros/ano, em um terminal moderno, que oferece ainda mais conforto e segurança a seus usuários.

Em 2015, 10,3 milhões de pessoas escolheram o aeroporto de Campinas para viajar, portanto com capacidade suficiente para absorver demanda futura. Outras áreas do novo terminal serão liberadas gradativamente, de acordo com o aumento da demanda de passageiros.

A transferência operacional dos voos nacionais foi planejada e realizada em conjunto com as companhias aéreas Azul, Gol e TAM, além de empresas Esatas (Empresas de Serviços Auxiliares do Transporte Aéreo) e órgãos governamentais. O objetivo é que as mudanças das operações sejam realizadas da maneira mais segura e cômoda para os passageiros, sem prejudicar os fluxos do aeroporto.

O novo terminal terá 72 posições de check-in compartilhado de última geração, além de 56 totens de autoatendimento. Neste primeiro momento, os passageiros poderão acessar as aeronaves por meio de 16 pontes de embarque (fingers). Outras 12 pontes já estão instaladas e entram em operação conforme o aumento de demanda do aeroporto, chegando a um total de 28.

As novas instalações têm 178 mil m² de área construída – o antigo terminal (T0) possui uma área de 28 mil m². Para garantir a eficiência no atendimento, Viracopos realizou 52 testes gerais de procedimentos, equipamentos e sistemas do novo terminal.

“O caminho até aqui não foi nada fácil, pois construímos, na verdade, um novo aeroporto. Enfrentamos contratempos, mas com persistência e muito trabalho conseguimos preparar o Novo Viracopos, que vai abrir novas perspectivas de crescimento e desenvolvimento para Campinas, para as cidades da região, para São Paulo e para o país”, disse o diretor-presidente de Viracopos, Gustavo Müssnich.

Novo ciclo

A transferência dos voos nacionais para o Novo Viracopos marca o fim de um ciclo iniciado em junho de 2014, quando o Píer A (internacional) foi inaugurado para ser utilizado por sete delegações estrangeiras que disputaram a Copa do Mundo no Brasil.

Na ocasião, também foram entregues os novos três pátios de aeronaves (com uma área total de 400 mil m²) e o novo edifício-garagem (com capacidade total para 4.000 veículos). Viracopos também finalizou, em 2014, a duplicação da via de acesso rodoviário, a readequação da pista de pousos e decolagens e a reestruturação do antigo terminal de passageiros (T0)

O novo terminal de passageiros começou a operar voos internacionais comerciais e regulares no dia 29 de novembro de 2014. No total, 646 mil pessoas utilizaram o T1 em voos internacionais em 2015.

Com a transferência dos voos domésticos, o antigo terminal de passageiros (T0) passará por reformulações e obras para que seja utilizado em outros modelos de negócios, que compreendem um terminal de cargas doméstico, áreas para escritórios e espaços para serviços.

Serviço

Nesse período de transição, Viracopos orienta os passageiros a programarem com antecedência a chegada ao aeroporto e recomenda preferencialmente o check-in antecipado, que pode ser realizado por meio da internet, do celular e dos totens de autoatendimento instalados no saguão do novo terminal. O passageiro deve ficar atento também às alterações no sistema viário.

Para os passageiros que irão deixar o carro no aeroporto, recomenda-se utilizar o novo edifício-garagem. A estrutura, além de possuir vagas cobertas, é o mais próximo do T1 e conta com uma ponte de ligação direta com o terminal, sem a necessidade de cruzar com o fluxo de veículos.

acessos

Quem optar por estacionar o veículo nos demais bolsões de estacionamento do aeródromo poderá utilizar o ônibus interno, gratuito, para chegar até o novo terminal. Todas as informações sobre os estacionamentos de Viracopos estão no site:http://www.viracopos.com/o-aeroporto/estacionamento/.

Números do T1

O Novo Terminal de Passageiros de Viracopos possui 1.007 câmeras de monitoramento; 670 monitores de informações de voos;240 pontos de wireless; 7.886 detectores de incêndio e 135 mil metros de fibra ótica; 1.040 mil metros de cabos

Dados da obra:

– movimentação de terra: 4,2 milhões m³;

– quantidade de aço: 20,1 toneladas;

– quantidade de concreto: 225 mil m³ (quase o triplo do utilizado na construção do estádio do Maracanã, por exemplo);

– sistema de drenagem: 12,3 quilômetros

 

Raio-X do Aeroporto Internacional de Viracopos

Nome: Aeroporto Internacional de Viracopos / Campinas

Prazo do contrato de concessão: 30 anos

Área total do sítio aeroportuário: 25,9 milhões m²

Área do antigo terminal de passageiros (T0): 28 mil m²

Área do novo terminal de passageiros (T1): 178 mil m²

Número de passageiros em 2011: 7,5 milhões

Número de passageiros em 2012: 8,8 milhões

Número de passageiros em 2013: 9,3 milhões

Número de passageiros em 2014: 9,8 milhões

Número de passageiros em 2015: 10,3 milhões

Investimentos:

R$ 3 bilhões entre 2012 e 2016;

R$ 6,5 bilhões até 2042

Área do novo pátio de aeronaves – 400 mil m²

Área total do pátio de aeronaves – 700 mil m²

Posições de pátio – 72 aeronaves, sendo 35 novas

Pontes de Embarque –16 neste primeiro ciclo (total de 28)

Número de lojas – até 68 neste primeiro ciclo

Número esteiras de restituição de bagagens – 7

Balcões de check-in – 72

Vagas de estacionamento – 7.000

Correios fecha parceria com Viracopos para criação de hub nacional de cargas expressas

Os Correios e o Aeroporto Internacional de Viracopos assinaram nesta segunda-feira (11/04), em Campinas (SP), um protocolo de intenções para implantar, dentro do aeroporto, um hub logístico de cargas postais expressas da estatal.

O centro operacional dos Correios terá um galpão 35 mil m² em uma área total de 100 mil m² do sítio aeroportuário, às margens da Rodovia Santos Dumont, e processará 1/3 de toda a carga do modal aéreo do País. O objetivo é que o centro integrado de logística comece a funcionar dentro de dois anos e meio.

Os Correios devem operar inicialmente com 44 voos domésticos diários a partir de Viracopos dentro da chamada RPN (Rede Postal Noturna). A previsão é que, inicialmente, 160 caminhões façam o transporte rodoviário diário a partir do centro de operações de Viracopos.

Participaram da reunião o ministro da Secretaria da Aviação Civil (SAC), Mauro Lopes; o vice-presidente de Encomendas dos Correios, Fabiano Cabral Júnior; o diretor-presidente de Viracopos, Gustavo Müssnich; e os diretores do aeroporto Jorge Lobarinhas (Comercial), Roberto Figueiredo Guimarães (Administrativo-Financeiro) e Ricardo Constantino (Engenharia).

“Trata-se de um projeto de extrema importância para a eficiência logística do Brasil. A localização e a infraestrutura de Viracopos, somadas à agilidade dos Correios, vão resultar no principal hub logístico de cargas expressas nacionais”, disse o ministro da SAC, que também visitou o Novo Terminal de Passageiros de Viracopos.

Para o vice-presidente de Encomenda dos Correios, o novo hub possibilitará à empresa a reorganização de toda a sua malha aérea e a redução de custos e o aumento de eficiência na entrega das remessas. “A partir desse passo, os Correios estão alinhados às principais empresas postais do mundo”, disse Fabiano. Para ele, a localização e a estrutura de Viracopos foram preponderantes para a escolha.

O diretor-presidente de Viracopos, Gustavo Müssnich, ressaltou que o acordo com os Correios soma ainda mais ao projeto de tornar Viracopos o maior e melhor aeroporto da América Latina. “Viracopos foi premiado recentemente como melhor aeroporto de carga da América Latina e esse acordo com os Correios só vem a confirmar esse trabalho realizado pela equipe de Viracopos”, concluiu Müssnich.

Dica da semana do RIYAD: Iguatemi agora também tem delivery

A Dica da semana do RIYAD é o Riyad Delivery.

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Esta é a “dica da semana” do Portal GPA LogNews para a comunidade de comércio exterior e logística de Campinas e Região para conhecer o Restaurante da Cozinha Árabe: Riyad.

 

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Confira as fotos do 13º Happy Comex e a homenagem a Antonio Carlos Meduna

placa medunaO 13º Happy Comex mais uma vez reuniu os principais players do Comércio Exterior de Campinas e Região.

Em seu destaque, o palestrante Paulo Butori, do Sindipeças, destacou os números desfavoráveis do momento do Brasil. Em um momento de descontração, Butori lembrou que o homenageado Meduna “se não era seu braço direito era seu braço esquerdo no Sindipeças por 22 anos.”

Outra mensagem do evento ficou por conta da Thomson Reuters que trouxe as últimas novidades do Recof Sped.

Diversos executivos foram sorteados com mimos dos patrocinadores.

Cada patrocinador recebeu também 02 (dois) tickets para correrem de na pista de Kart oportunamente.

Porém, em um dos pontos altos do evento, o Ex-Diretor de Comércio Exterior do CIESP Campinas, Antonio Carlos Meduna, foi homenageado, recebendo uma placa de agradecimento pelos serviços prestados ao setor de autopeças no Brasil. Meduna acaba de se aposentar pela empresa EATON.

Clique e confira aqui alguns registros de imagens do evento.