Mesmo com pandemia em 2020, Aeroporto de Miami registra recorde histórico de carga aérea

O ano de 2020 foi desafiador para todos os setores econômicos, inclusive para a aviação. Subitamente, a demanda aérea de passageiros evaporou, fazendo com que companhias aéreas precisassem estocar aeronaves, cancelar rotas e demitir funcionários.

Apesar disso, o setor de carga aérea ganhou espaço mesmo com a pandemia, sendo a “salvação” de muitas empresas. Ao longo do último ano, diversas companhias aéreas retiraram as poltronas de seus aviões e passaram a operar voos exclusivamente cargueiros, como forma de incrementar receita.

Nesse sentido, o setor cargueiro do Aeroporto Internacional de Miami (MIA) parece ter sentido os efeitos da pandemia por pouco tempo. Segundo a própria administradora do aeroporto, o ano de 2020 foi “histórico”, registrando um aumento de 2,5% em comparação a 2019.

No total, foram movimentadas 2,32 milhões de toneladas ao longo do ano passado, 57,4 mil toneladas a mais que em 2019. Para efeitos de comparação, ao longo de 2020 o Brasil inteiro movimentou aproximadamente 1,25 milhões de toneladas de carga. Em síntese, apenas Miami (MIA) movimentou quase o dobro de todos os aeroportos brasileiros somados.

Ademais, foram operados 59.000 voos exclusivamente cargueiros, frente aos 51.000 em 2019, um número recorde para o aeroporto. Nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro, houve uma movimentação média mensal de 210 mil toneladas, uma marca nunca antes alcançada.

“Nosso recorde não teria sido possível sem a estreita parceria que compartilhamos com cada companhia aérea, agências federais e setor de logística, que adaptou e deu continuidade aos seus serviços durante a pandemia.”, disse o diretor e CEO do MIA Airport, Lester Sola.

 

Fonte: Contato Radar e Economia IG

Com investimento de R$ 1,2 bi, antiga fábrica da Ford vira centro logístico

Com investimento de R$ 1,2 bilhão o grupo comprador da antiga fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, iniciará até junho as obras para transformar em um moderno centro logístico a área que abrigou a linha de montagem de veículos da marca por 52 anos.

Desse valor, R$ 550 milhões foram para a aquisição do complexo de 1 milhão de metros quadrados fechado em outubro de 2019. No mês passado a Ford também decidiu fechar as três fábricas restantes em Taubaté (SP), Camaçari (BA) e Horizonte (CE), que podem ter destino igual a do ABC e trocar a vocação industrial para serviços.

A área de São Bernardo terá 13 galpões modulares em 460 metros quadrados de área construída, com dimensões variadas e possibilidade de serem adaptados às necessidades do locador. Também vai abrigar uma área com praça de alimentação, mercado e academia aberta aos funcionários e à população. A intenção é que metade dos galpões fiquem prontos em maio de 2022 e os demais em outubro de 2023.

Mauro Silvestri calcula que serão gerados entre 4 mil e 4,5 mil empregos quando o complexo estiver todo ocupado. Ele é sócio-fundador da Construtora São José, compradora da área em parceria com a Áurea Asset Management, que tem entre os investidores os fundos do BTG e do Credit Suisse. “A Ford empregava 2,8 mil pessoas”, compara.

Para o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), “a expectativa dos proprietários é gerar mais de 3 mil empregos e, neste momento em que o País atinge um dos maiores índices de desemprego da história, isso é o mais importante”.

Já há interessados na locação de galpões, entre eles empresas metalúrgicas, sistemistas (fornecem kits de peças para montadoras), e-commerce (para entregas na chamada last mile – última etapa da entrega), de alimentos refrigerados e data centers, informa Carlos Carbone, um dos sócios da Pib Incorporadora, empresa que assessora o consórcio. “Será um dos maiores centros logísticos do Brasil.”

Especializada em empreendimentos imobiliários e comerciais de alto padrão, a São José atua no setor há 40 anos. Iniciou atividades no próprio ABC construindo galpões industriais, mas saiu do segmento. Diante da oportunidade surgida com a área da Ford, voltou a atuar nesse ramo de negócio.

“É a melhor localização no Brasil para um centro logístico com foco na last mile pois temos o abastecimento da população do Grande ABC, da Baixada Santista e estamos a 10 ou 12 km do centro de São Paulo”, afirma Carbone. “Um grande empreendimento dentro de São Paulo como este será muito difícil de acontecer novamente.”

Entre os projetos da construtora está o Shopping Plaza Mooca, aberto em 2012 coincidentemente na área que abrigou a fábrica da Ford no Bairro Ipiranga, em São Paulo. Lá eram produzidos caminhões antes da linha ser transferida para o ABC, onde eram feitos automóveis.

Disputa
Com dois empreendimentos em áreas adquiridas da Ford, Silvestri não descarta entrar na disputa pelo terceiro, em Taubaté, onde a montadora fabricava motores. “O futuro a Deus pertence”, brinca o executivo. “A gente olha, e se identificarmos oportunidade podemos estudar”, diz. Há alguns anos o grupo fez um loteamento residencial ao lado da fábrica.

No ABC, a Ford conseguiu um comprador mais de um ano depois de anunciar o fechamento e após o grupo automotivo Caoa desistir do negócio. Alguns equipamentos vendidos a terceiros ainda estão sendo retirados. Os novos donos aguardam aval da prefeitura para iniciar as obras.

Morando afirma que a saída da Ford “resultou em impacto significativo na arrecadação de ISS e ICMS, porém, com a chegada do novo empreendimento acreditamos na recuperação, com acréscimo de ISS”.

Segundo ele, a cidade tem programa de incentivo fiscal para atração de novas empresas e manutenção das atuais. A Lei de Incentivo Fiscal criada em 2017 prevê a redução do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em até 30% para empresas que gerarem novos empregos.

Fonte: Estadão

Cummins Filtros investe cerca de R$ 2 milhões em modernização de fábrica em SP

Em 2020, mesmo sob cenário adverso na economia, a Cummins Filtros, fabricante de sistemas de filtração Fleetguard, investiu cerca de R$ 2 milhões em automação, localização de peças, novos ferramentais e controles, elevando a qualidade e a capacidade da operação em sua unidade fabril, localizada em Bonsucesso, Guarulhos (SP).  As melhorias também foram voltadas à segurança e bem estar dos colaboradores.

O processo de transbordo dos produtos da linha de filtros blindados (Spin On) Fleetguard, composta por filtros de combustível, separador de água, lubrificante e água está robotizada; recebeu equipamento capaz de transportar de forma automática os produtos da esteira para o carrossel de pintura. A estação agora conta com maior capacidade, de 1,3 mil peças por hora (contra 1 mil da fase anterior), antes realizada pelo colaborador. A automação eliminou riscos ergonômicos, além de elevar a segurança no setor.

Também foi adquirido outro maquinário para aplicação de adesivo, elevando a capacidade do processo em até 80%. O novo sistema de dosagem realiza a vedação das tampas do elemento filtrante dos produtos da linha Fleetguard, melhorando a produtividade, capabilidade, limpeza, além de oferecer mais ergonomia na operação.

Entre os novos ferramentais adquiridos, destaque para o novo cortador de plisses automático dedicado a linha de filtros de ar. A aquisição de equipamentos também permitiu a Cummins Filtros, fabricante de produtos Fleetguard, produzir com parceiros nacionais juntas, tampas roscadas e retentores, ou seja, componentes utilizados nos filtros blindados.

“Parte dos investimentos também foi dedicado à central de resíduos e atualização do maquinário de dosagem de poliuretano, agora mais moderno. Com o foco total em segurança, também restringimos a movimentação de empilhadeiras na área da manufatura, com a aquisição de novas soluções de movimentação interna de matéria-prima”, informa Gustavo Teixeira, supervisor de Operações da Cummins Filtros.

A pandemia provocada pela Covid-19 exigiu novos controles de acesso para restrição da quantidade de pessoas em determinados espaços da fábrica, com alarme sonoro e visual. Um totem de controle de temperatura e sensor de dosagem de álcool em gel foi instalado no ano passado na entrada da fábrica para a triagem de 100% dos colaboradores e visitantes.

RIOgaleão amplia o relacionamento com instituições para ter mais representatividade no mercado Sul-americano

Nesta segunda-feira (8), o RIOgaleão anunciou sua associação à The International Air Cargo Association (Tiaca), organização internacional que para defender e impulsionar mudanças na indústria de carga aérea.

“Ao fazer parte da Tiaca, poderemos expandir nosso relacionamento com parceiros da cadeia em nível global, ampliar a visibilidade para a cadeia da América do Sul, participar e contribuir para agendas de interesse da indústria”, afirma Patrick Fehring, diretor de Negócios Aéreos do RIOgaleão.

A decisão do RIOgaleão visa ampliar o relacionamento com outras instituições e entidades, com o objetivo de ter mais representatividade para o mercado da América do Sul. A Tiaca também será ferramenta comercial estratégica, aumentando a rede de parceiros e sendo fonte de inteligência adicional.

“Nossa estratégia comercial sempre valorizou a participação em feiras, fóruns, além de eventos próprios. E agora poderemos incluir os eventos produzidos pela Tiaca em nosso calendário para divulgarmos nossos serviços e soluções customizáveis internacionalmente”, completa o executivo.

A parceria terá um papel relevante para o segmento farmacêutico, que está em foco com as recentes importações de vacinas e insumos da indústria.  Hoje, o terminal de cargas do RIOgaleão é um importante gateway para esse setor, com certificados importantes, tais como, conta com certificados importantes como CEIV Pharma da Iata, Boas Práticas da Anvisa, ISO 9001:2015 e OEA.

Desde o início da pandemia, o terminal de cargas do RIOgaleão adotou diversas ações para promoção do distanciamento social e preservação da biossegurança de integrantes, parceiros e clientes, para seguir funcionando 24h por dia.

O RIOgaleão Cargo também registrou um importante acréscimo de voos cargueiros em frequências regulares e voos charters para garantir suprimento essencial para economia local. Nesse período, aumentou sua capacidade para armazenamento de containers de temperatura controlada, testando toda infraestrutura, junto com a Receita Federal e Anvisa.

SINDICAMP faz balanço e aponta as expectativas do setor de transporte de carga para 2021

As expectativas dentro e fora do setor do transporte de cargas são bem positivas. Segundo dados da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os fabricantes de caminhões no Brasil deverão produzir 135 mil unidades de veículos pesados em 2021. Já em termos inflacionários, uma pesquisa realizada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aponta que a inflação apresentará uma queda de 4,38% para 4,37%.

Segundo a Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), da Fundação Seade, o segmento vem liderando os anúncios de investimentos em infraestrutura no Estado de São Paulo desde o quarto trimestre de 2019.

Na visão do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Campinas e Região, José Alberto Panzan, apesar de otimistas, os transportadores encontrarão dificuldades. “Acredito que 2021 será um ano muito próspero, de retomada e positivo ao setor, pois, apesar de tudo que ocorreu em 2020 por conta da pandemia, as empresas se reestruturaram e revisaram suas operações e o planejamento estratégico, implementando novas tecnologias e buscando maior eficiência. Entretanto, teremos muitas dificuldades para controlar custos e realinhar tarifas”, aponta.

A pandemia que tanto consternou os transportadores se mostra mais branda para esses profissionais. Considerados prestadores de serviços essenciais para o desenvolvimento do país, foram incluídos no grupo prioritário na campanha de vacinação do Ministério da Saúde na última semana.

“Tenho uma expectativa muito positiva sobre o início da aplicação da vacina contra o coronavírus. Acredito ser uma ferramenta para acabarmos com a “pandemia”, mas não com o vírus. Precisamos nos cuidar mais, mantermos as práticas de prevenção e nos preocuparmos não somente conosco, mas com o próximo também”, reflete Panzan sobre a vacina contra a covid-19.

A relação entre a entidade e as novas tecnologias – Durante a pandemia, o SINDICAMP se viu na missão de se tornar digital e atualizado, atuando fortemente nas mídias sociais com conteúdos e lives e com a transformação do Programa Inovação, carro-chefe e um dos principais eventos presenciais da entidade. No total, suas transmissões tiveram mais de 600 espectadores, além das visualizações pós-evento.

Entretanto, para 2021, algumas possibilidades estão sendo estudadas. “Ainda há uma preocupação em relação à prevenção e à diminuição do ritmo de contaminação da covid. Os eventos presenciais agregam, mas a plataforma digital mostrou ser uma grande ferramenta para disseminação de informação de forma prática e eficaz. Há ainda a possibilidade, que estamos avaliando, de fazermos eventos híbridos”, conta Panzan.

Com um trabalho atuante e representativo para os transportadores de Campinas e região, a entidade seguirá oferecendo amparo e benefícios neste momento crucial para as empresas e para os empresários do setor.

“Investimos em tecnologia e em novos canais de comunicação para nos aproximarmos mais de nossos associados e parceiros. Temos o grupo de RH, muito forte e atuante, que tem auxiliado as empresas a trocarem experiências e a adotarem as melhores práticas de gestão do capital humano. Ainda, temos a assessoria jurídica, na área trabalhista e também na área tributária e de regulação sobre a atividade de transporte, orientando as empresas sobre as alterações da legislação para uma maior segurança jurídica, entre outros serviços essenciais para o transportador”, completa Panzan.