Com destaque para a movimentação de carga, Marbor cresce em plena pandemia

Os indiscutíveis efeitos nefastos da pandemia da Covid-19 acabaram favorecendo alguns negócios, dentre os quais o das locadoras que atuam no segmento de terceirização de frotas. Para fazer caixa, houve um movimento de venda de veículos próprios em algumas empresas, o que acabou gerando maior demanda pela locação dos equipamentos necessários para garantir a continuidade dos negócios básicos da companhia.

Ao anunciar alta de 50% no faturamento de 2020 em comparação com o do ano passado, a Marbor Frotas Corporativas informa que um dos serviços mais procurados na locadora foi o PML, Plano Marbor Liquidez, por meio do qual o cliente vende sua frota e continua usando os mesmos veículos alugados.

“O PML foi criado este ano para ajudar as empresas a enfrentar a maior necessidade de caixa por causa da pandemia. O cliente recebe à vista sem que sua operação precise parar por troca de equipamentos. Houve muita procura por essa solução”, comenta o diretor da locadora, Renato Vaz.

De acordo com o executivo, o segmento de transporte e movimentação de carga foi decisivo para a expansão conquistada pela empresa este ano e a locação de caminhões e empilhadeiras deve tornar-se o carro-chefe da companhia em 2021.

“Fomos desafiados a nos reinventar em vários aspectos e de forma muito rápida”, destaca Vaz. “Agora vemos tudo isso como algo muito positivo para nossa empresa. Deveremos atingir 50% de crescimento frente a 2019, índice abaixo do que prevíamos mas um resultado construído com muito esforço e criatividade de toda a equipe”.

Na prática, a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus acabou favorecendo as atividades logísticas, que não pararam durante o isolamento social. Segundo o diretor da Marbor, a empresa não só investiu em novas soluções para produtos já existentes como também diversificou seus segmentos de atuação este ano.

“Serviços que não faziam parte do nosso portfólio vieram para ficar. Hoje estamos mais próximos dos clientes e com maior capacidade de atender suas demandas. Foi uma grande mudança para o setor”.

Sediada em Mogi das Cruzes, SP, e com mais de 30 anos de atividades, a Marbor atua na terceização de frotas tanto de caminhões como de empilhadeiras e automóveis. “Acreditamos que o mercado de locação continuará aquecido. Durante esta crise, muitas empresas aprenderam sobre as vantagens de locar seus equipamentos”.

Com informações: Auto Industria

Economia brasileira deve crescer 4% em 2021, e PIB industrial, 4,4%

Depois de amargar uma recessão em 2020 desencadeada pela pandemia de Covid-19, a economia brasileira voltará a crescer em 2021. Projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) registrará expansão de 4% no ano que vem. A atividade econômica será impulsionada pelo avanço de 4,4% do PIB industrial. As previsões estão na edição especial do Informe Conjuntural – Economia Brasileira, que a CNI divulgou nesta quarta-feira (16).

O estudo mostra que parte significativa do crescimento econômico será explicada pela base de comparação com 2020, marcado por uma recessão decorrente dos efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a atividade econômica. A estimativa é que, neste ano, o PIB caia 4,3% na comparação com 2019, e o PIB industrial, 3,5%.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, avalia que as incertezas com relação à economia continuam elevadas e só diminuirão com a imunização da maior parcela da população. A manutenção da recuperação dependerá não só de medidas econômicas como também de saúde pública.

Ele observa, porém, que o primeiro passo já foi dado. A economia vai continuar a se recuperar das perdas sofridas ao longo deste ano. No caso da indústria, para a maioria dos setores, a recuperação já ocorreu em 2020. O grande desafio do Brasil é fazer o país voltar a crescer acima de 2% ao ano de maneira sustentada, ou seja, por um longo período.

“O desafio é a transição da retomada para o crescimento sustentado já em 2021. Para isso, o país, mais do que nunca, precisa eliminar o Custo Brasil. É preciso prover um ambiente favorável aos negócios, que ofereça segurança jurídica, melhore as expectativas e estimule o investimento, o crescimento econômico e o desenvolvimento social”, afirma Robson Braga de Andrade.

O presidente ressalta a necessidade de se avançar nas reformas estruturais, entre elas a tributária e a administrativa. O Brasil também precisa atrair investimentos em infraestrutura por meio de uma modernização dos marcos regulatórios que dê segurança jurídica e garanta o respeito aos contratos.

Para o presidente da CNI, a aprovação da reforma da previdência permitirá que as empresas tenham mais clareza e transparência para calcular os tributos. No caso da reforma administrativa, disse, ela é fundamental para que União, estados e municípios consigam reduzir e planejar gastos.

“Temos uma expectativa positiva de crescimento da indústria no próximo ano. As pessoas vão voltar para o mercado de trabalho, e temos agendas importantes para garantir a competitividade do país”, afirma.

Robson Braga destaca também a importância de se avançar em negociações internacionais, como no acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e em agendas com os Estados Unidos.

Setor público consolidado deve ter déficit de R$ 192 bi

O setor público consolidado, que inclui governos federal, regionais e suas estatais, deve registrar um déficit primário de R$ 789 bilhões, ou 10,93% do PIB no fechamento de 2020. Isso significa que as despesas do setor público, ampliadas fundamentalmente em decorrência das medidas para conter a pandemia de Covid-19, superarão em muito as suas receitas. A dívida bruta deverá fechar 2020 em 92,8% do PIB.

Com a melhora na atividade econômica e a previsão de redução de despesas em 2021, o resultado fiscal do setor público consolidado deverá melhorar em 2021. A estimativa é que, no próximo ano, o déficit primário seja de R$ 192 bilhões, ou 2,50% do PIB estimado pela CNI.

Com isso, o déficit primário do setor público consolidado ficará R$ 45,3 bilhões abaixo da meta estabelecida no Projeto de Lei Orçamentária de 2021 (PLOA 2021), que ainda depende de aprovação no Congresso Nacional.

Taxa de desemprego deve ficar em 14,6% em 2021

As projeções da CNI mostram que a taxa de desocupação deverá crescer em 2021 e ficar em 14,6% da força de trabalho. Esse índice é 0,7 ponto percentual maior que a taxa projetada para 2020, de 13,9%.

O crescimento da atividade econômica no ano que vem será acompanhado da criação de empregos. No entanto, com a queda no receio do contágio pelo novo coronavírus e o fim do auxílio emergencial de renda, mais pessoas deverão voltar a procurar emprego em 2021, o que pressionará a taxa de desocupação.

Viracopos paga credores, encerra RJ e inicia arbitragens contra Anac. Relicitação é uma via.

Depois do fim da Recuperação Judicial (RJ) aprovada pela Justiça, a Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, controlada pela UTC e Triunfo, dará início às arbitragens com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) referentes às multas devidas pelo concessionário, reequilíbrios e indenizações pelo ativo do aeroporto.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decretou o encerramento da recuperação judicial do Aeroporto de Viracopos nesta quinta-feira(10). A decisão foi assinada pela juíza Bruna Marchese e Silva, da 8ª Vara Cível de Campinas, e abre espaço para que se comecem os trabalhos para a relicitação do terminal – cujos estudos estão em andamento e ainda não há uma data de quando o aeroporto deve ser ofertado novamente ao mercado.

O valor estimado para a arbitragem na visão do grupo é de R$ 6 bilhões, conforme Gustavo Salgueiro, sócio do Galdino & Coelho Advogados, responsável pela recuperação judicial de Viracopos, em entrevista ao Broadcast. A transferência de multas e dos pleitos de reequilíbrio também para uma câmara arbitral foi acordada entre as duas partes em fevereiro, quando o plano de RJ foi aprovado após uma disputa acalorada e que varou a madrugada.

Salgueiro disse que todos os débitos dentro da RJ foram quitados, no total de R$ 130 milhões. “Não tem mais credores na RJ.

O acordo anterior era para se amortizar R$ 11 milhões por mês. Havia certa segurança do banco e dos repassadores (entre eles BB, Bradesco e Itaú) quanto à dívida de R$ 2,3 bilhões da concessionária.

Aurora retoma autorização municipal para construir novo Porto Seco de Anápolis

Além do contrato assinado e em vigor, Justiça dá nova vitória à empresa e a habilita agora a definir local do empreendimento

O Tribunal de Justiça do Estado do Goiás, por UNANIMIDADE, julgou o agravo de instrumento n. 5214857.67.2020.8.09.0000, ocasião em que restabeleceu novamente a autorização municipal da Aurora da Amazônia para construção do porto seco de Anápolis, julgando como válida a certidão de uso do solo obtida anteriormente. O Tribunal negou provimento aos recursos do MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS e da empresa Porto Seco Centro Oeste S/A.

 

Com o julgamento, a justiça reconhece novamente a validade do documento apresentado pela Aurora da Amazônia e confere à empresa a possibilidade de escolher em qual local irá definir a implantação do novo Porto Seco na cidade.

Agora, além do contrato assinado e em vigor, a empresa está apta a definir local do empreendimento.

 

Leroy Merlin inaugura novo centro de distribuição em Cajamar

A LEROY MERLIN BRASIL iniciou as atividades operacionais do seu mais novo centro de distribuição em São Paulo. Com investimentos na casa dos R$ 80 milhões realizado pelos Locadores e Investidores, a empresa passa a operar uma estrutura de 100 mil metros quadrados, cerca de 40 quilômetros da capital paulista.

O foco do centro logístico será o de atender as demandas de todas as plataformas de venda e distribuição da companhia. A nova operação da LEROY MERLIN irá agregar 300 novos empregos aos 10.000 mil postos já existentes em suas 43 lojas distribuídas pelo Brasil.

“Pensando em avançarmos na conquista de mercado e liderança nacional, há aproximadamente 03 anos todo o processo de estudo (ideação), concepção, prospecção e escolha do site, do investidor, locador para instalação do novo Centro de Distribuição da LEROY MERLIN teve início, foi um trabalho bastante longo, multidisciplinar e técnico onde concebemos algo sob medida para atender as nossas necessidades de Supply Chain e respectivamente de todos os nossos clientes. É com imenso prazer que todo aquele trabalho está se materializando, frisou Renato A. Coltro, diretor de desenvolvimento, expansão e relações institucionais (C-Level Executive) da LEROY MERLIN BRASIL”.

“Com o crescimento da nossa malha comercial, hoje com 43 lojas em 12 estados mais o Distrito Federal, e o aumento da demanda digital no e-commerce e no marketplace, em especial no Sudeste, investimos na ampliação e otimização da nossa malha logística próxima à capital paulista para facilitar o recebimento e escoamento de mercadorias. Dessa forma, a Leroy Merlin vai reduzir prazos e custos, melhorar ainda mais o nível de serviço aos nossos clientes e fornecedores e investir cada vez mais em tecnologia para a movimentação e distribuição de mercadorias em um galpão moderno e adaptado às nossas necessidades”, disse Renato Ribeiro, diretor executivo de Supply Chain na (C-Level Executive) LEROY MERLIN BRASIL.