TCP bate recorde de produtividade em maio

A TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá registrou um novo recorde de produtividade no mês de maio. De acordo com dados do Terminal, a empresa atingiu a marca de 32,2 MPH (movimentos por hora) por guindaste no período.

Rodrigo Paupitz, superintendente de Operações, destaca que o número aproxima ainda mais a TCP dos terminais mais produtivos do mundo. “O Terminal de Contêineres de Paranaguá vem de uma série de recordes que refletem o empenho da equipe em entregar o melhor serviço possível para importadores e exportadores”, diz.

Para isso, a empresa realiza uma série de investimentos em sistemas integrados, modernização e equipamentos, que permitirem melhor gestão de pátio e automação de processos. “A ideia é que todas as ações do Terminal estejam o mais integradas possível, para diminuir o tempo das operações de entrega e recebimento para o usuário sem diminuir a qualidade do serviço que prestamos”, enfatiza.

Pensando na demanda crescente por navios cada vez maiores e para garantir serviços ainda mais qualificados, a TCP está ampliando também sua estrutura física, com a expansão do cais de atracação e retroárea. “As obras começaram em fevereiro e vão ampliar a capacidade do Terminal de 1,5 milhão de TEUs/ano para 2,5 milhões de TEUs/ano. Com isso, o Terminal poderá atender a demanda do comércio exterior pelos próximos 30 anos”, finaliza.

Exportações brasileiras crescem 10% em maio e Importações, 12%.

Cargo containers

As exportações brasileiras cresceram 10% em maio deste ano, na comparação com maio do ano passado. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o destaque ficou com as vendas para os Estados Unidos, que cresceram 72% no mês, na comparação com o mesmo período de 2018.

Ao mesmo tempo, as exportações para a Argentina e a China tiveram queda. O comércio com o vizinho sul-americano vem caindo desde o início do ano por conta da crise econômica argentina. Já as vendas para a China vêm desacelerando desde março.

O aumento das exportações para os Estados Unidos pode ser explicado pela alta nas vendas de óleo bruto de petróleo (492%) e semimanufaturados de ferro e aço (322%) para aquele país. Os dois produtos responderam por 24% do total exportado pelo Brasil para o mercado norte-americano.

As importações brasileiras (provenientes de todos os países) cresceram 12,9% em maio. O saldo da balança comercial do país foi de 6,3 bilhões de dólares no mês. No acumulado do ano, as exportações recuaram 0,9%, enquanto as importações cresceram 1,8%. O saldo acumulado é de 22,1 bilhões de dólares.

Toyota Europa se interessa por híbrido flex brasileiro a ser produzido em Indaiatuba (SP)

A subsidiária da Toyota na Europa está interessada no híbrido flex, desenvolvido pela equipe de engenheiros da empresa no Brasil em parceria com a matriz, no Japão. A tecnologia – inédita no mundo – será utilizada pela primeira vez no novo Corolla, cuja produção inicia em setembro na fábrica de Indaiatuba (SP) com lançamento confirmado para outubro no mercado brasileiro.

“Chamou a atenção essa combinação que parece ser muito simples, do flex com o híbrido, juntar isso pela primeira vez chamou a atenção do mundo: ‘pode-se ter um carro ainda eficiente e menos poluidor, com uma matriz ainda mais limpa dentro de uma tecnologia que já se conhece”, disse na segunda-feira, 17, o diretor de relações governamentais da Toyota no Brasil, Ricardo Bastos, durante sua participação do seminário Ethanol Summit, realizado em São Paulo.

Para o executivo, a solução é adequada para colocar o Brasil no hall global de desenvolvimento das novas tecnologias para a mobilidade. “Rompemos uma barreira: o etanol fala, conversa e se une à eletricidade então pensamos, juntamente com a Única [União da Indústria de Cana-de-Açúcar] ‘por que não o Brasil influenciar os outros?’”, disse referindo-se ao ineditismo da união entre a tecnologia híbrida e flex no mesmo veículo.

“A Toyota Europa nos consultou para entender o que é isso; eles têm etanol na região em porcentuais muito pequenos em alguns países, chega a 5%. Então chamamos a Unica e pensamos em fazer um world show, mostrar isso para o mundo. Cada país está buscando seu caminho”, completou Bastos citando Europa, Índia, Tailândia e Indonésia como possíveis interessados.

O executivo comentou ainda sobre a assinatura de uma portaria que amplia os chamados debêntures incentivados: com isso, o setor terá aportes de R$ 9 bilhões para tratar e cultivar cana-de-açúcar. A assinatura foi feita na cerimônia de abertura do evento pelos respectivos ministros das pastas de Minas e Energia, da Agricultura, do Meio Ambiente e da Casa Civil na presença de outras autoridades e representantes do setor.

“Parte desses recursos hoje colocados aqui são para melhorar a qualidade e a produtividade do etanol. Ainda há muito o que fazer na produção do etanol ela pode ser mais eficiente. O setor [sucroalcooleiro] já foi muito afetado pelas políticas de combustível, mas agora está retomando, os investimentos estão voltando”, disse Bastos a respeito da nova portaria.

Com Informações: Automotive Business

Amazon aumenta sua frota de aviões para agilizar entregas

Já está ficando difícil saber em quais setores a Amazon ainda não tem participação. Além de controlar a maior loja de comércio eletrônico do planeta e o maior serviço de computação na nuvem, o conglomerado estende seus tentáculos pela produção e distribuição de conteúdo, com seu Amazon Prime, pelos supermercados, com a cadeia norte-americana Whole Foods Market, pelos convênios médicos, pela exploração espacial e, é claro, pela logística.

O braço da Amazon que surgiu para atender sua própria demanda de entrega de mercadorias já começa a incomodar gigantes do setor nos Estados Unidos, como UPS, Fedex e DHL. E essa notícia mostra que o pessoal de Jeff Bezos está só no começo da história. A empresa anunciou hoje uma ampliação de sua frota de aviões de carga. Hoje, a Amazon já tem 50 aviões a seu serviço. A ampliação veio como uma resposta à Fedex, que deixou de transportar produtos da Amazon por via aérea. O segmento da Amazon responsável pelo transporte aéreo foi batizado de Amazon Air e pretende incorporar mais 20 Boeings até 2021.

Recentemente, a Amazon causou ainda mais incômodo no setor, ao anunciar um programa em que qualquer um pode fazer entregas para ela – um tipo de Uber das encomendas – dedicado exclusivamente aos produtos vendidos pela gigante.

Após fusão com a Boeing, Embraer aposta pesado no cargueiro KC-390 no Paris Air Show

As incertezas sobre o futuro da Embraer após a compra de 80% da área comercial pela Boeing não são poucas. A transação deve se concretizar até o fim do ano. Num contexto de desconfiança em relação à fabricante americana e guerra comercial entre Estados Unidos e China, a empresa brasileira focou a sua participação no Paris Air Show, o maior salão aeronáutico do mundo, nos seus carros-chefes de defesa e jatos comerciais de médio porte, além de jatinhos.

A feira é a primeira participação da Embraer em um evento internacional depois da transação com a Boeing. Além disso, o salão também é um marco importante nos festejos dos 50 anos da fabricante.

Para comemorar, a indústria brasileira levou ao Bourget o cargueiro KC-390, a maior aeronave já fabricada no Brasil. O primeiro de uma série de 28 aviões encomendados pela FAB deve ser oficialmente entregue ao retornar ao país, nas próximas semanas, numa compra estimada em R$ 7,2 bilhões. Trata-se da aeronave mais tecnológica já elaborada pela marca.

“A produção está em dia. Na linha de montagem, já temos até o FAB número 7, em diferentes estágios”, explica Valter Pinto Junior, vice-presidente dos programas de Defesa e Segurança da Embraer. “Nesse ano, teremos mais uma para ser entregue além dessa, e o contrato são 28 aeronaves até 2026. A forma e a cadência que iremos entregar por ano é uma informação confidencial do governo brasileiro, que envolve questões estratégicas de como ele está se emparelhando.”

Os KC-390 poderão transportar cargas e veículos militares, como um tanque médio, levar até 80 soldados ou 66 paraquedistas, realizar operações humanitárias ou de salvamento, além de poder abastecer caças no ar. O setor representa um filão apetitoso para a fabricante: aos poucos, os 2,5 mil antigos C-130 Hercules da FAB serão substituídos por novos cargueiros. Com a vitrine do salão de Paris, a Embraer espera emplacar novos contratos mundo afora, embora tenha preferido manter sigilo sobre potencias compradores.

“O produto levantou a barra e trouxe um novo patamar para a indústria, não só para a Força Aérea Brasileira (FAB), mas também para todo o mercado. É um produto que trouxe tecnologias que, para essa categoria, você não encontra”, argumenta Pinto Junior. “As últimas aeronaves que foram desenvolvidas para a categoria de transporte médio militar são plataformas antigas.”

Turbulências na Boeing

O novo jato executivo Praetor 600 e jato comercial E195-E2 são as outras duas apostas de contratos da Embraer no salão, marcado por fortes pressões sobre a Boeing, que não perdeu oportunidades de se desculpar pelas duas recentes catástrofes envolvendo seus 737 MAX. A companhia americana enfrenta turbulências pela suspensão do modelo em vários países, inclusive nos Estados Unidos. A guerra comercial entre os americanos e os chineses não colabora para melhorar a situação – a China é o maior mercado de jatos comerciais da Embraer.

A área de defesa não foi incluída na joint venture com a Boeing, à exceção justamente do KC-390. A fabricante brasileira espera que, apesar da atual crise de confiança na marca americana, a influência e a tradição da Boeing poderão ajudá-la a conquistar novos clientes em países onde a construtora de São José dos Campos é menos conhecida.

“As discussões continuam em andamento e a transação ainda não aconteceu. Ela está na fase de planejamento, sujeita à aprovação de órgãos reguladores e esperamos que acontecerá no final do ano. Até lá, não existe nenhum trabalho em conjunto das duas empresas”, ressalta Pinto Junior.

O Paris Air Show se encerra domingo (23).

Com informações da Agência Brasil