Viracopos encerra 2018 com carga aérea respondendo por 70% do faturamento

Recorde histórico de movimento com 241.324 toneladas é o maior índice desde o início da concessão em 2013 

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou recorde histórico de movimentação de carga por peso em 2018 com crescimento de 18,12% em relação ao ano passado. No total, passaram pelo Terminal de Carga do aeroporto no ano passado 241,324 toneladas, sendo o maior índice desde o início da concessão, em 2013. Em 2017, foram 204,308 toneladas.

Nestes dados estão somados os dados de importação, exportação, cargas domésticas e remessas expressas (courier).

O recorde anterior de movimentação total de carga (por peso), durante a gestão da concessionária, havia sido registrado em 2013, como 241.284 toneladas.

Hoje, o Terminal de Carga corresponde a aproximadamente 70% do faturamento total do aeroporto.

Se consideradas apenas a movimentação de cargas domésticas, também houve recorde histórico com crescimento de 328,95% em 2018 em relação a 2017, sendo movimentadas 14.923 toneladas em 2018 ante 3.479 toneladas.

Importações – Nas importações, a alta de 2018 em relação a 2017 foi de 4,57% com 136.243,00 toneladas que chegaram ao país por meio do Terminal de Carga de Viracopos. Entre os segmentos que mais tramitaram por Viracopos neste período foram tecnologia, transporte duas rodas, metalmecânico e automotivo.

Exportações – Já as exportações tiveram crescimento de 29,26% em 2018 ante 2017 com um total de 84.160,01 toneladas que deixaram o país pelo Terminal de Carga de Viracopos. Entre os segmentos com maior movimentação estão sapatos/vestuários, perecíveis (frutas e ovos) e automotivo (motores e peças).

Remessas Expressas (Courier) – As remessas expressas também representaram recorde em Viracopos, sendo registrado crescimento de 10,40% em 2018 em relação ao ano de 2017. No total, foram transportadas 6.000 toneladas ante 5.435 do ano de 2017.

Nova Embraer poderá se chamar “Boeing Brasil”

A nova empresa a ser criada a partir da compra da linha de aviação comercial da Embraer pela Boeing deverá empregar cerca de 9.000 pessoas no País.

Ainda sem nome e conhecida internamente como NewCo, acrônimo em inglês para Nova Companhia, ela deve ter sua criação formalizada nesta quinta (17) pelas fabricantes americana e brasileira.

Os detalhes finais, segundo a reportagem da “Folha de S. Paulo” apurou junto a pessoas ligadas ao negócio, ainda estão sendo costurados pelos times jurídicos das duas empresas. Duas questões davam mais trabalho: a composição de pessoal e a equalização da propriedade intelectual da Embraer.

O negócio foi aprovado pelo governo brasileiro, que possui poder de veto remanescente da privatização da Embraer em 1994, na semana passada.

A negociação durou cerca de um ano, e a partir da assinatura os acionistas da empresa brasileira serão consultados em 30 dias.

A expectativa é de aprovação, em especial após a confirmação ontem (16) de que eles receberão US$ 1,6 bilhão em dividendos pelo acordo. A Boeing pagará US$ 4,2 bilhões à Embraer pelo controle de 80% da empresa, enquanto 20% permanecerão com os brasileiros.

Em relação ao quadro funcional, ainda não está definido quem irá migrar da “velha Embraer” para a NewCo e quem ficará na empresa. Ela reteve as linhas de defesa e aviação executiva.

A Embraer tem 18,5 mil funcionários, 16 mil no Brasil. O número a ser alocado na NewCo, de 9.000 empregados, bate com a estimativa do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos sobre a força de trabalho da divisão comercial hoje.

A entidade se opõe ao acordo por temer que a “velha Embraer” se torne insustentável, perca postos de trabalho e acesso a tecnologia.

A questão da propriedade intelectual é bastante complexa. Para efetuar a separação da área militar da civil na Embraer, foi necessário redesenhar o departamento de pesquisa e desenvolvimento, que era interligado.
Ocorre que a empresa remanescente precisa manter pessoal e capacidade técnica na área civil, dado que continuará a vender jatos executivos. No total, estão sendo analisados 3.000 itens.

O transbordo de tecnologia de um lado ao outro, que possibilitou por exemplo a adoção civil do domínio de voo subsônico a jato, também teve de ser encerrado.

Do lado dos novos controladores americanos, há dúvidas sobre a identidade de marca da NewCo. Ela pode vir a se chamar meramente Boeing Brasil, porque não poderá usar o nome Embraer.

Já a linha de jatos regionais comprada, estrelada pelos E2, pode ser chamada assim ou virar um produto Boeing. Nos anos 1990, quando a empresa americana comprou a rival McDonnell Douglas, apenas um avião foi renomeado (o Boeing-717, antigo MD-95).

Nesta quinta também será assinado o acordo que cria uma joint venture em que a Embraer tem 51% do controle para a produção e venda do cargueiro KC-390.

A Boeing já fazia a promoção comercial do avião no exterior, sem grande sucesso. A compra de 28 KC-390 pela FAB (Força Aérea Brasileira) seguirá na “velha Embraer”, assim como a provável primeira exportação para Portugal.

Para habilitar o avião a ser vendido para os EUA ou utilizando os benefícios do programa americano de vendas militares para outros governos, deverá ser aberta uma linha do KC-390 no país. É o que acontece com os Super Tucano da “velha Embraer”.

Os royalties de exportação a que a FAB tem direito por ter colocado R$ 5 bilhões no desenvolvimento do avião serão pagos pelo lado brasileiro da joint venture, que é majoritário como os militares exigiram na negociação.

Para aplacar temores de desnacionalização, o acordo deixa claro que a linha do KC-390 em Gavião Peixoto (SP) seguirá funcionando.

A questão das linhas ainda precisa ser definida ao longo de 2019, caso o negócio se concretize como esperado.
Os jatos comerciais da NewCo continuarão a ser feitos na sede da Embraer em São José dos Campos (SP), mas não se sabe se a aviação executiva ficará por lá num acordo entre empresas ou movida para a unidade de Gavião Peixoto.

Com informações: Folha SP e Valor Econômico

Eaton investe em forjamento de precisão em Valinhos e prevê aumento das exportações

A Eaton implantou uma área de forjamento de precisão em sua forjaria brasilera, uma das maiores do País que opera dentro da planta de Valinhos (SP), onde também são produzidas transmissões para veículos comerciais. O processo elimina a necessidade de usinagem nos dentes das engrenagens forjadas, o que segundo a empresa aumenta a robustez e durabilidade da peça usada em caixas de câmbio. A tecnologia até o momento é utilizada pela Eaton somente em fábricas nos Estados Unidos e no Brasil.

“Ao usar forjamento de precisão na manufatura de engrenagens as dimensões são extremamente controladas, por isso é possível garantir que o componente forjado tenha as dimensões exatas da peça final, eliminando etapas intermediárias de correção”, explica Celso Fratta, gerente de produto e especialista em diferencias blocantes da Eaton.

Exportação em breve – A fabricante de transmissões já fornece peças forjadas com alta precisão para montadoras no Brasil. Como o processo só existe aqui e nos EUA, a subsidiária brasileira espera em breve começar a exportar volume considerável desses componentes para outras unidades da Eaton no mundo. A Eaton tem em Valinhos uma das maiores forjarias do País.

Com informações: Automotive Business

Casemiro Tércio Carvalho aguarda apenas nomeação para presidir Porto de Santos

Casemiro Tércio Carvalho, ex-presidente da Companhia Docas de São Sebastião, será o novo presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo(Codesp).

A indicação foi feita recentemente pelo Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

O anúncio da indicação de Tércio foi feita após o pedido de afastamento de Luiz Fernando Garcia, que irá assumir a direção do Porto de Paranaguá, no Paraná.

A indicação de Tércio será avaliada pelo Comitê de Elegibilidade, conforme determina a Lei das Estatais. Sua indicação também está sendo submetida ao Conselho de Administração da Companhia.

Até a conclusão dos trâmites legais para a nomeação de Tércio, presidirá a Codesp, José Alfredo de Albuquerque e Silva, diretor de Relações com o Mercado e Comunidade da estatal.

Tércio foi presidente do Porto de São Sebastião entre 2011 e 2018 e ex-diretor do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo. Ele é engenheiro naval formado pela Escola Politécnica da USP.

Foi secretário estadual adjunto de Meio Ambiente. Em 2011 assumiu o cargo de Diretor Presidente da Companhia Docas de São Sebastião. Foi presidente da Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias – Abeph, formada por autoridades portuárias federais e estaduais.

Fiesp consegue liminar para isentar empresas de multa da tabela do frete

A Justiça do Distrito Federal concedeu liminar (decisão provisória) que isenta as cerca de 150 mil empresas associadas à Fiesp (federação das indústrias de SP) da aplicação de multa em caso de descumprimento da tabela de preços mínimos do frete rodoviário. Cabe recurso à decisão.

A tabela é fruto de um acordo entre o então presidente Michel Temer e caminhoneiros como parte das negociações para por fim a uma paralisação que travou o país em maio do ano passado.

Após 11 dias de paralisações e manifestações dos caminhoneiros, o presidente Temer editou a Medida Provisória 832 e a ANTT instituiu a Resolução 5.820. Ambas determinam uma política de preços mínimo para fretes terrestres. O setor industrial é contra o tabelamento do frete e se colocou contra desde que Temer anunciou as medidas para acabar com as paralisações.

Até mesmo os caminhoneiros dizem que o tabelamento pode ser prejudicial. Eles temem falta de fiscalização e surgimento de um mercado paralelo no país

Os produtores de trigo afirmaram que, caso seja aprovado, o aumento nos custos gerado pelos novos valores dos fretes será repassado para os fabricantes de farinha, o que já ameaça o preço do pão francês

Michel Temer que a mobilização de caminhoneiros em maio deixou o país perto de uma   Depois de diversas ações na Justiça, três das quais estão no STF, o ministro Luiz Fux suspendeu a tramitação de processos e convocou uma audiência pública para 27 de agosto

Pelo regulamento, a empresa que contratar serviço de transporte rodoviário de cargas abaixo do piso estabelecido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deverá arcar com multa de R$ 550 a R$ 10.500. Ao transportador que realizar o serviço de transporte em valor inferior ao piso, será aplicada multa de R$ 550.

A tabela foi criada por meio da medida provisória nº 832/2018, que foi regulamentada pela ANTT e depois convertida na lei n° 13.703/2018.

Márcio de França Moreira, juiz federal substituto da 8ª Vara do DF, aceitou o argumento da Fiesp de que a lei introduziu novos requisitos que não estavam presentes na MP, o que tornaria a resolução da ANTT fixando os preços do frete incompatível com a nova legislação.

“Até a edição de nova resolução que atenda aos procedimentos previstos nas normas mencionadas, não há como observar o tabelamento de preços na forma definida pela resolução revogada”, afirmou o juiz.

Moreira disse também que decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), onde se discute a constitucionalidade da tabela, não afeta o pedido da Fiesp, já que a demanda da entidade é por alteração da lei.

Em 6 de dezembro, o ministro do Supremo Luiz Fux —que é relator de uma série de ADIs (ações diretas de inconstitucionalidade) que contestam na Corte o tabelamento—, acolheu um pedido da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e suspendeu, em decisão provisória, a aplicação das multas para quem descumprisse a tabela do frete.

Após a decisão, caminhoneiros avaliaram iniciar uma nova paralisação, e a AGU (Advocacia Geral da União) chegou a pedir que o ministro reconsiderasse a decisão. Seis dias depois, Fux revogou a própria liminar.

Fonte: Folha São Paulo