Esforço inclusivo do MDIC e do SINDASP é anunciado e permite acesso gratuito a cursos de comércio exterior para mulheres e negros

A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex-MDIC), e o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, Campinas e Guarulhos (Sindasp) assinaram nesta terça-feira (13/5) Acordo de Cooperação Técnica para fortalecer e ampliar a participação de mulheres e negros nas atividades de comércio exterior. A iniciativa é parte da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE).

As inscrições vão de 14 de maio a 13 de junho de 2025. Acesse o SITE.

A parceria foi firmada no âmbito de edital Secex que seleciona entidades para colaboração voluntária com a PNCE. O acordo terá duração de 30 meses.

“Ampliar os benefícios do comércio exterior para um número maior de atores é uma prioridade do governo. A inclusão de mulheres e pessoas negras faz parte dessa agenda, sobretudo em razão de sua sub-representação nesse setor. Estamos convencidos de que promover a diversidade nos quadros das empresas não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma estratégia eficaz para fortalecer sua atuação e competitividade no mercado global”, afirma Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC.

A parceria com o Sindasp, acrescenta a secretária, vem se somar ao trabalho que está sendo feito com o Senac e o Instituto Aliança Procomex para ampliar a oferta de capacitações em áreas do comércio exterior.

“O momento é de celebrar o acordo que é de extrema relevância não só para nós do Sindasp e do EduComex, mas também para toda a comunidade do comércio exterior brasileiro e para a melhoria do ambiente de negócios”, afirmou Elson Isayama, presidente do sindicato. “Vale destacar a iniciativa do MDIC, que expressa o olhar do ministério sobre a importância da qualificação profissional como caminho para um comércio exterior cada vez mais seguro, transparente, célere e previsível”.

Capacitações online e presenciais – Durante a vigência da parceria, serão oferecidos, a cada semestre, 250 acessos gratuitos aos cursos online da EduComex, plataforma de ensino a distância do Sindasp.

Até junho, a plataforma terá, no mínimo, 130 horas de conteúdo liberadas para os alunos selecionados. Para se candidatar, é necessário que os interessados já tenham um conhecimento básico sobre comércio exterior. Confira aqui os cursos disponíveis.

Além dos cursos online, serão ofertadas também vagas presenciais em três cidades brasileiras: Belo Horizonte (MG), Foz do Iguaçu (PR) e Guarulhos (SP). Estes são voltados para quem ainda não tem conhecimento e quer dar os primeiros passos na área. O quantitativo de vagas presenciais ainda está sendo definido e as inscrições serão abertas em outubro.

As capacitações serão dirigidas prioritariamente a mulheres, negros e pessoas de baixa renda (com foco especial neste último grupo no caso dos cursos presenciais). As vagas que não forem preenchidas serão destinadas aos demais públicos.

Cronograma da 1ª turma de cursos online

  • Período de inscrição: 14 de maio a 13 de junho de 2025
  • Publicação dos resultados: 16 de junho de 2025
  • Validação e liberação dos acessos: 18 de junho de 2025
  • Período para a realização do curso: 18 de junho a 17 de setembro de 2025 (com possibilidade de renovação por mais três meses, mediante desempenho)
  • Lançamento das próximas turmas: 30/11/2025 (2ª turma) e 01/06/2026 (3ª turma)

Com informações MDIC e Foto Júlio César Silva / MDIC

Em evento da ALPHA CARGO sobre OEA, Consultor lembra números atuais da Receita Federal: 272 empresas aguardam análise para Certificação

A Alpha Cargo recebeu clientes e convidados para um café da manhã com palestra, no último dia 07/05, no Auditório do CEV, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

No Encontro os presentes conheceram ainda mais detalhes do Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA), além de entender o estágio atual do processo de certificação da empresa, em andamento, na busca pela certificação.

Na apresentação, feita pelo Consultor, Daniel Gobbi Costa, um número chamou a atenção dos presentes. Em recente relatório da RFB, publicado pelo SISCOMEX, 272 empresas aguardam análise pela Certificação.

No encontro foi abordado ainda como a certificação OEA pode gerar ganhos logísticos, operacionais e financeiros, além de contribuir diretamente para a previsibilidade e agilidade no desembaraço aduaneiro. Com um olhar prático e estratégico, a apresentação mostrou como a certificação, pode otimizar os processos das empresas que possuem a necessidade de anuência junto à outros órgãos reguladores, reduzindo assim prazos e riscos, e posicionando a empresa como referência em compliance aduaneiro e sanitário.

A Alpha Cargo segue incrementando ações, acompanhando a modernização atual do Comércio Exterior Brasileiro. “Vamos juntos nos preparar para transformar todos estes desafios regulatórios em vantagens competitivas”, destacou Marcia Anicetti, diretora da Empresa, que abriu o evento ao lado do Palestrante (FOTO).

Exportações de veículos avançam 48% no 1º quadrimestre impulsionadas pela Argentina

No primeiro quadrimestre, as exportações de veículos registraram significativo crescimento de 47,8%, de 109.582 unidades nos quatro primeiros meses do ano passado, para 161.935 no acumulado de 2025.

Somente em abril, os embarques somaram 46.290 unidades, volume que representou altas de 18,9% na comparação com março (38.927) e de 69,3% em relação ao mesmo mês do ano passado (27.334).

A demanda argentina foi o principal motor na expansão dos embarques. A indústria brasileira exportou para o país vizinho 95.714 unidades nos últimos quatro meses, volume 151,2% maior em relação há um ano. Na mesma base de comparação, a participação da Argentina nas exportações brasileiras saltou de 34,8% para 59,1%.

Além do aumento das remessas para a Argentina, também cresceram os embarques para Colômbia (3%), Chile (22,9%) e Uruguai (5,4%) Destoa as exportações para o México, em queda 14,1% ao foi do primeiro quadrimestre.

 Fonte: https://www.autoindustria.com.br/

Bosch cresce dois dígitos na AL e Exportações respondem por mais de 20% do total

Campinas (SP) – A Bosch, uma líder global no fornecimento de tecnologias e serviços, fechou o ano fiscal de 2024 com vendas totais de 10,8 bilhões de reais na América Latina, incluindo as exportações e as vendas das empresas coligadas. Com cerca de 10.000 colaboradores, o Brasil representou 77% do faturamento da região, totalizando 8,4 bilhões de reais no ano passado, sendo que 21% foram gerados a partir de exportações para os mercados da América Latina, América do Norte e Europa.

Crescimento de 12% no último ano – “Com mais de 70 anos de operação no Brasil, a Bosch continua investindo fortemente no país, o que nos permite seguir na rota de crescimento dos nossos negócios e, assim, também impulsionar o desenvolvimento da sociedade onde estamos inseridos. A Bosch registrou crescimento de 12% no último ano e, para 2025, a expectativa é reforçar nossa posição como empresa pioneira no desenvolvimento de tecnologias para a mobilidade segura e sustentável, além de soluções para o agronegócio inteligente”, afirma Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Robert Bosch América Latina.

Foco na localização da produção – Em 2025, a Bosch no Brasil assume as operações de desenvolvimento e manufatura de tecnologias de agricultura inteligente para o grupo Bosch em todo o mundo, com foco em soluções de plantio, fertilização e pulverização por meio de automatização e digitalização. “Estabelecer o Centro de Competência Global para o agronegócio no Brasil traz ainda mais oportunidades de desenvolvimento tecnológico para o país e expansão de capacidade produtiva para as soluções da Bosch já existentes”, complementa Gastón.

Somente no setor do agronegócio, estão previstos investimentos de cerca de R$200 milhões nos próximos três anos e 100 colaboradores trabalhando dedicados no Brasil e na Argentina, mantendo a estrutura já existente nos Estados Unidos e Alemanha. Além disso, a Bosch tem mantido, anualmente, investimentos de cerca de um bilhão de reais para fortalecer a competitividade de todas as suas operações na América Latina, incluindo modernização de linhas de produção, digitalização, pesquisa, desenvolvimento e inovação. Atualmente, cerca de 1.500 colaboradores trabalham nessas áreas no Brasil.

Neste contexto, a localização da produção se torna uma forma de manter a competitividade das operações brasileiras. Por isso, em 2025 – quando se comemora 30 anos de lançamento do Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP®) e, ao atingir a marca de 15 milhões de ESP®s fabricados no Brasil, a Bosch anuncia que, a partir de 2026, passará a nacionalizar mais uma etapa da produção do ESP®, com a manufatura da unidade de controle eletrônico (ECU) do ESP na planta de Campinas, no interior de São Paulo. Desde 2024, o Programa Eletrônico de Estabilidade, reconhecida como a tecnologia que mais salva vidas depois do cinto de segurança, é um item obrigatório em todos os novos veículos comercializados nacionalmente.

A Bosch também celebra, em 2025, 20 anos da produção de injetores do sistema common rail em Curitiba, onde a empresa abriga o Centro de Competência em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias diesel. A operação da Bosch em Curitiba é uma das mais importantes empregadoras do setor metalmecânico do estado do Paraná.

Novas tecnologias para uma mobilidade sustentável – A Bosch é pioneira e referência em tecnologias para veículos movidos a biocombustíveis. A criação da tecnologia Flex-Fuel pela Bosch no Brasil, há mais de 20 anos, ajudou o país a se posicionar entre aqueles que possuem os menores índices de emissões de CO₂. Também contribuíram para isso a ampla disponibilidade de etanol no Brasil e o fato de o país possuir uma matriz energética predominantemente renovável. Desde o lançamento dos carros Flex, o uso de etanol já evitou que mais de 800 milhões de toneladas de CO₂ fossem lançadas na atmosfera (Fonte: UNICA). Para efeito semelhante na natureza seria necessário cultivar aproximadamente 5 bilhões de árvores pelos próximos 20 anos. Atualmente, vários outros países no mundo – com destaque para Estados Unidos, França e Suécia – já utilizam o etanol misturado a um combustível de origem fóssil, em diferentes proporções.

Neste cenário, o Brasil pode se destacar mundialmente como um protagonista no desenvolvimento de soluções para a neutralização de carbono através do uso de biocombustíveis – e a Bosch está comprometida com essa descarbonização. Desde o sistema de injeção de combustível Flex-Fuel com aquecimento, passando pelas unidades de controle eletrônico do motor e de gerenciamento de baterias, até os motores elétricos do veículo, as soluções da Bosch contribuem para uma condução mais sustentável e eficiente.

Na fábrica de Campinas/SP, a partir de 2025, a Bosch já começa a produzir unidades de controle com maior poder de processamento para atender a demanda de veículos híbridos Flex, além de componentes para ônibus elétricos. “Os veículos híbridos desenham uma transição que combina o melhor do elétrico com a autonomia dos motores Flex a combustão interna. Seja com combustível ou eletricidade, a Bosch está moldando ativamente a mobilidade do futuro: com eletrificação, redução de emissões, veículos autônomos, conectividade e software”, disse Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Robert Bosch América Latina.

Outro exemplo é o desenvolvimento da tecnologia Dual Fuel, que permite que veículos e equipamentos off road (fora de estrada), como colhedoras, locomotivas e caminhões de grande porte, por exemplo, possam funcionar com os dois combustíveis: diesel e etanol. A solução, que foi 100% desenvolvida por pesquisadores brasileiros da Bosch, pode substituir até 50% de diesel por etanol, reduzindo as emissões de CO₂. A previsão é que ela seja testada em campo no próximo ano e que já esteja disponível para comercialização a partir de 2027. “Essa tecnologia pode revolucionar a matriz energética brasileira, pois nos permitirá reduzir o uso de diesel em aproximadamente 1,5 bilhão de litros por ano e, em paralelo, ampliar a demanda de etanol em 2,5 bilhões de litros, reforçando a indústria sucroalcooleira nacional”, avalia Gastón.

Grupo Bosch persegue meta de atingir 7% de EBIT em 2026

O Grupo Bosch continua com sua ambiciosa estratégia para fortalecer sua competitividade, mesmo que o ambiente de mercado tenha sido um obstáculo ao crescimento no ano passado: com 90,3 bilhões de euros, a empresa teve um faturamento 1,4% menor em 2024 do que no ano anterior, ou 0,5% menor após ajustes cambiais. A margem EBIT das operações foi de 3,5%. “Em 2024, alcançamos melhorias importantes em termos de custos, estruturas e portfólio”, disse Stefan Hartung, presidente mundial do Grupo Bosch. Com uma taxa de inflação normal entre 2 e 3%, a Bosch visa alcançar um crescimento anual médio entre 6 e 8% até 2030.

No primeiro trimestre do ano, a Bosch aumentou sua receita de vendas em 4% em comparação ao ano anterior. O Grupo Bosch ainda tem como meta atingir 7% de EBIT em 2026, considerando isso uma tarefa extremamente ambiciosa diante dos desafios atuais. Para continuar sendo bem-sucedida em meio a mercados e tecnologias em mudança, a Bosch continuará a trabalhar intensivamente em custos e estruturas e a se concentrar em áreas de negócios lucrativas. “Como líder global em tecnologia, estamos totalmente comprometidos em explorar nossas fortalezas e diferenciais, como nosso alto nível de inovação”, afirmou Hartung.

A empresa também vê sua colaboração com startups como um grande estímulo para o crescimento. Como um dos maiores investidores de capital de risco corporativo da Europa, o Grupo Bosch anunciou um novo fundo para capital de risco: a subsidiária Bosch Ventures está disponibilizando cerca de 250 milhões de euros. A Bosch espera que os desenvolvimentos em seu principal negócio de Mobilidade, particularmente em eletromobilidade, hidrogênio e veículos definidos por software, sejam um grande impulso para o desenvolvimento. No setor de Bens de Consumo, a Bosch vê oportunidades significativas de crescimento surgindo de novas demandas dos clientes.

O foco para ferramentas elétricas está na expansão das linhas de equipamentos sem fio. Em seu negócio de Tecnologia Industrial, a Bosch espera que a entrada de pedidos se estabilize e ainda persegue o objetivo de alcançar uma receita de vendas de cerca de 1 bilhão de euros até o início da próxima década, com software e serviços digitais. Além disso, a automação industrial deve se concentrar em áreas de crescimento, como produção de baterias, semicondutores e bens de consumo.

No setor de Tecnologia de Energia e Construção, a expectativa é que a aquisição planejada do negócio de aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC) da Johnson Controls e Hitachi traga um crescimento significativo. Apesar de toda a turbulência global, a questão climática continua sendo uma preocupação central para a Bosch.

A empresa está destacando isso com novas metas de escopo 3, que visam reduzir ainda mais as emissões de carbono fora da esfera de influência direta da Bosch, como aquelas provenientes do uso de produtos. Independentemente de suas metas de crescimento, a Bosch deseja dobrar sua meta correspondente de redução de CO2 até 2030, de 15% para 30% em comparação a 2018. “A mudança climática não desaparecerá apenas porque a economia global atualmente enfrenta outros desafios”, alerta Hartung. “A sustentabilidade continua sendo uma prioridade para a Bosch.”