Toyota investe R$ 11bi e terá segunda fábrica no interior de SP

O governador Tarcísio de Freitas participou nesta quinta-feira (31) da cerimônia de lançamento da pedra fundamental das obras da segunda fábrica da Toyota do Brasil em Sorocaba. A ampliação do parque industrial faz parte do pacote de investimentos de R$ 11 bilhões que a montadora japonesa anunciou no Brasil até 2030, incentivada pelo programa do Governo de São Paulo ProVeiculo Verde, que estimula o desenvolvimento de veículos menos poluentes por meio da liberação de créditos acumulados de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços).

“Desde o início deste mandato a gente vem conversando sobre a política industrial brasileira e aproveitamento de vocação e discutindo sobre a questão da descarbonização no Brasil. Sempre tivemos a percepção de que o primeiro primeiro passo que nós tínhamos que dar era na direção do híbrido”, afirmou o governador. “A Toyota apostou nesta vocação e foi pioneira. Calendarizamos a devolução do ICMS e outras empresas seguiram os mesmos passos”, completou.

O Governo de SP, por meio do Programa ProVeiculo Verde, programou a liberação de R$ 1 bilhão em créditos para a Toyota do Brasil, que, com a ampliação de sua planta, vai expandir também a produção de veículos e motores e apresentar dois novos modelos híbridos flex. O impacto na região é de 2 mil novos empregos diretos e 10 mil indiretos.

A nova fábrica terá uma área total de 160 mil m², com início das operações previsto para 2026. A operação da Toyota em Sorocaba será responsável pelo desenvolvimento de um novo veículo compacto híbrido flex, com produção confirmada a partir de 2025, além da fabricação de um modelo inédito que utiliza a mesma tecnologia e será desenvolvido especialmente para o Brasil.

Ações sustentáveis – As fábricas da Toyota em Sorocaba seguirão o conceito Ecofactory, que inclui tecnologias sustentáveis com foco na descarbonização e na redução do consumo  de energia e água, além da diminuição do volume de resíduos. A etapa de pintura dos veículos será otimizada e não utilizará água na cabine, além de diminuir a emissão de CO2 em 20% com a substituição de solvente por tinta à base de água.

A planta também vai contar com fornecedores a apenas 1 km de distância, o que vai contribuir com as medidas sustentáveis. A proximidade otimiza o transporte e a logística, reduzindo a circulação de caminhões e o consumo de combustíveis, além de fortalecer o desenvolvimento local.

 Com informações: Agência SP

Cummins iniciará 2025 com hub de desenvolvimento e inovação em Guarulhos

A Cummins está constituindo um importante hub de inovação e desenvolvimento de tecnologias no Brasil. Destino de investimentos de R$ 9 milhões desde o ano passado, o chamado Centro Técnico Brasil, inicialmente apenas para testes de motores, é agora conglomerado de laboratórios capacitados internacionalmente.

Prova irrefutável desse propósito e da evolução recente do espaço inaugurado no longínquo 1980, é que a partir de janeiro de 2025 a nova estrutura estará habilitada para certificação das renomadas agências norte-americanas EPA, Environmental Protection Agency, e CARB, California Air Resources Board.

O processo para alcançar maior protagonismo internacional, entretanto, ganhou os primeiros contornos já no ano passado, quando o centro técnico localizado no complexo industrial da Cummins em Guarulhos, SP, se posicionou no cenário global ao colocar seus recursos técnicos e know-how à disposição para serviços externos e solicitações de desenvolvimento de outros países.

“Nosso objetivo é sermos a primeira escolha da Cummins, de nossos clientes e parceiros na América Latina, além de um laboratório global reconhecido”, sublinha Rafael Torres, diretor executivo de Engenharia da Cummins. “Estamos prontos para atender às necessidades específicas de cada mercado, incluindo legislações complexas como América do Norte e Europa.”

Para chegar ao patamar de hub de desenvolvimento global, a unidade agregou ao portfólio original de testes a cultura relacionamento colaborativo com a engenharia de parceiros e clientes. Além, naturalmente, de infraestrutura aprimorada, mais ágil e flexível, e que inclui três pilares: o Centro Piloto, o Laboratório de Mecânica Aplicada e o Laboratório de Desenvolvimento de Motores.

O Centro Piloto realiza testes de validação de veículos e máquinas por meio de diversos recursos, como uma câmara fria capaz de atingir até -22°C. O departamento também faz validações em diferentes condições, abrangendo ciclos de operação em altitudes de até 5,2 mil metros, e testes para emissões. Tem parcerias com campos de provas e empresas de gerenciamento de dados por satélite.

Criado em 2011, o Laboratório de Mecânica Aplicada dispõe de tecnologias para testes de desempenho e durabilidade, além de análises de pressão de vedação e testes de ruído/NVH. Permite a validação local de componentes mecânicos críticos, anteriormente importados.

Já o Laboratório de Desenvolvimento de Motores se dedica a otimizar o desempenho e a eficiência dos motores, lançando mão de diversos testes de avaliações de performance até análises de emissões de normatizações de praticamente todos os países.

Siemens amplia fabricação de disjuntores de média tensão em Jundiaí

A Siemens anuncia a ampliação da linha de produção dos disjuntores a vácuo (VCB – vacuum circuit breakers) na fábrica de Jundiaí (SP). Antes importados de Berlim, na Alemanha, os disjuntores a vácuo da linha Sion M passarão a ser montados no Brasil.

“A estratégia foi desenvolvida para alcançar um grande impacto positivo em nossos clientes e parceiros, com uma produção local e distribuição mais rápida para o Brasil e toda a América do Sul. Com todas as ações realizadas, reduzimos prazo de entrega dos disjuntores de 150 para cerca de 45 dias, alcançando mais de 50% de redução no leadtime”, afirma Fabio Koga, diretor da área de Eletrificação e Automação da Siemens.

Em sua nova linha de produção, a Siemens investiu em tecnologia de inspeção remota por meio do uso de óculos de realidade mista. Essa solução tecnológica combina o mundo físico com o digital, possibilitando que profissionais realizem a análise dos disjuntores durante sua produção, de qualquer lugar do mundo. Essa abordagem otimiza o tempo por meio de inspeções remotas e contribui na redução da necessidade de deslocamentos físicos, reforçando o compromisso da companhia com a sustentabilidade.

Além disso, dentre as inovações utilizadas na planta industrial, foram instalados AGVs (Veículo Guiado Automatizado), que funcionam de forma autônoma para a entrega de materiais na linha de produção. Na próxima rodada de investimentos, a empresa planeja também a instalação de um robô para realizar inspeção visual nas etapas de fabricação.

“Os produtos da divisão Electrification & Automation da Siemens são resultado de anos de pesquisa e desenvolvimento em tecnologias inovadoras e bem-sucedidas, e no Brasil não foi diferente. Para desenvolver a operação da linha VCB na fábrica de Jundiaí, a Siemens aplicou sua tecnologia de gêmeo digital, otimizando os custos com a implantação da fábrica e os lotes de testes”, completa Abimael Henrique, gerente de Pperações da fábrica de equipamentos de média tensão e equipamentos de proteção e controle da Siemens no Brasil.

Tecnologia – Os disjuntores a vácuo Sion M são uma linha já consolidada no Brasil, amplamente utilizada para atender o mercado industrial e de concessionárias de energia, realizando desde a comutação de correntes de carga e de curto-circuito até o acoplamento de seções de rede ou de barramento. Por serem uma linha compacta, são fáceis de instalar e se destacam por sua longa vida útil, além de oferecer uma grande seleção de distâncias entre centros de polos e distâncias verticais entre terminais, bem como várias opções para os níveis de tensão de 7,2 kV a 24 kV. Eles são adequados para instalação em todos os painéis de média tensão isolados a ar novos ou bem como para reequipar painéis de distribuição existentes. Sua tecnologia a vácuo demonstra o comprometimento da Siemens com a redução da emissão de gases poluentes e, todos os disjuntores a vácuo SION M são caracterizados por seu alto nível de confiabilidade e disponibilidade.

 Fonte: https://ipesi.com.br

Programa OEA faz 10 anos e contempla 640 empresas. HAIDAR anuncia sua segunda certificação.

No início deste mês de outubro em Campinas, no interior de SP, o Auditor-Fiscal Gustavo Vivas – Chefe da Equipe da Receita Federal de Operadores Econômicos Autorizados (OEA), apresentou um overview dos “10 anos de OEA no Brasil”, completados em 2024. Ao mesmo tempo, a empresa Haidar fundada em 1975 e uma das melhores e mais completas empresas de assessoria em comércio exterior do País – anunciou sua segunda certificação, agora como Agente de Carga.

Nesta palestra recente da Receita, alguns números chamaram a atenção, como dados de 827 certificados emitidos e 640 empresas diferentes chanceladas no período. Neste seleto grupo, encontra-se a Haidar. “Já havíamos recebido a certificação OEA em 2017 para o Transporte Rodoviário de Carga. Agora em 2024 fomos reconhecidos na modalidade “Agente de Carga”, comemora Isac Florêncio, diretor de operações da Empresa (FOTO). A Haidar se junta a mais de 122 Agentes de Carga certificados no Brasil, segundo dados da Receita Federal levantados até 31/07/24.

Ainda segundo o Órgão Federal, entre as empresas certificadas, 58,4% são consideradas grandes, 37,4% médias, 4% pequenas e apenas 0,3% microempresa. A presença da Haidar nesse Grupo é através do OEA Segurança. “São quase 50 anos de mercado, com uma história de conquistas e desafios, sempre pautada em uma robusta integridade, respeitada pelo mercado, culminando com estas duas certificações”, explica Florêncio.

Para a Haidar, o cumprimento de requisitos em seus Programas de Compliance são traduzidos em grandes benefícios nas operações com a nova qualificação. “De imediato, a empresa já passa a contar com Parametrização imediata das declarações (DU-E), de Reduzido percentual de seleção para canal de conferência, além de Prioridade de conferência das DU-E ainda que selecionadas para conferência. São avanços entre tantos outros ao lado dos tradicionais diferenciais da empresa”, finaliza Florêncio.

 

SOBRE A HAIDAR

Fundada em 1975, a Haidar é hoje, uma das melhores e mais completas empresas de assessoria em comércio exterior.

Utilizamos tecnologia de ponta em todas as nossas operações e contamos com uma equipe de profissionais qualificados, treinados e especializados, oferecendo serviços com um padrão de qualidade internacional e reconhecido por entidades acreditadas de gestão de qualidade nacional.

Sempre atendendo às necessidades específicas de cada cliente com um atendimento personalizado, somos conhecidos por unir agilidade e eficiência para oferecer soluções criativas em todas as etapas da importação e exportação, seja a sua empresa de pequena, média ou grande porte. Visite: www.haidar.com.br ou comercial@haidar.com.br.

 

SOBRE O OEA

O Programa OEA (Operador Econômico Autorizado) completa 10 anos no Brasil neste ano de 2024. Lançado pela Receita Federal (RFB) em 2014 e regulamentado pela Instrução Normativa RFB nº 1.598 de 2015,  o “Programa OEA” é um parceiro estratégico da Receita Federal que certifica operadores de baixo risco e confiáveis

Exportações da RMC crescem 15%, batem recorde e somam R$ 2,62 bilhões

As empresas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) fecharam setembro com US$ 460,59 milhões (R$ 2,62 bilhões) em exportações, o melhor resultado do ano, revelou a Comex Stat, plataforma de balança comercial do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O maior valor anterior havia sido registrado em maio, US$ 419,44 milhões (R$ 2,38 bilhões). O volume de vendas ao exterior teve uma alta de 14,74% em comparação aos US$ 401,43 milhões (R$ 2,28 bilhões) de setembro de 2023, sendo o segundo maior resultado para o mês em 12 anos. Ele ficou atrás apenas aos US$ 485,13 milhões (R$ 2,76 bilhões) de igual período de 2022, de acordo com os dados do Comex.

Já as importações da RMC no mês passado somaram US$ 1,47 bilhão (R$ 8,36 bilhões), também o segundo maior valor desde 2013. Ele é superado apenas pelos US$ 1,74 bilhão (R$ 9,9 bilhões) de 2022. Com isso, o déficit da balança comercial da Região Metropolitana em setembro foi de US$ 1,01 bilhão (R$ 5,74 bilhões).

O ano – No acumulado de janeiro a setembro deste ano, a RMC exportou US$ 3,61 bilhões (R$ 20,54 bilhões), o quarto melhor resultado para o período desde 2013. De acordo com a Comex Stat, o maior volume de vendas ao exterior ocorreu em 2012, quando nos primeiros nove meses do ano o total chegou a US$ 4,424 bilhões (R$ 24,13 bilhões). A segunda posição foi registrada em 2023, com US$ 4,14 bilhões (R$ 23,56 bilhões) e, na sequência, 2013 (US$ 3,65 bilhões – R$ 20,77 bilhões) teve o terceiro melhor período.

Dos cinco produtos mais exportados pela Região Metropolitana, quatro são de média-alta complexidade, ou seja, com alto valor agregado. A lista é puxada por medicamentos, tratores, automóveis e partes e acessórios de veículos. O único item nesse ranking apontado como de média-baixa complexidade são os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos, na quarta posição.

Já as importações em 2024 totalizaram US$ 11,92 bilhões (R$ 67,84 bilhões), o segundo maior valor em 12 anos. Elas foram inferior apenas aos US$ 13,81 bilhões (R$ 78,6 bilhões) de 2022. De acordo com a economista Daniela Faria, esses números indicam a manutenção do ritmo de crescimento das importações e está “relacionado com o aumento da renda e da produção nacional”. Umas das boas notícias, destacou. tem sido o aumento da compra de bens de capital, o que significa “contratação de investimento futuro”.

Entre os itens mais comprados no exterior estão, em ordem decrescente, agroquímicos, circuitos eletrônicos, aparelhos telefônicos, compostos de nitrogênio e sangue humano e animal para uso terapêutico e vacinas. O saldo da balança comercial da RMC apresentou o déficit de US$ 8,3 bilhões (R$ 47,3 bilhões) de janeiro a setembro deste ano.

Com informações RAC (CP)