Parceira “Levu” e “DHL” traz voos ligando Campinas à Manaus e Recife

A “DHL Supply Chain” anunciou a chegada do primeiro avião cargueiro da empresa no Brasil, em parceria com a operadora aérea brasileira LEVU Air Cargo.

Serão rotas regulares entre Campinas, Manaus, Recife e Belém, permitindo acesso dos clientes aos benefícios do modal aéreo de carga: agilidade, segurança e confiabilidade.

“Este projeto representa não apenas um investimento significativo no mercado brasileiro, mas também o resultado de nossa visão ousada e do trabalho incansável de nossa equipe, cujos destaques são listados abaixo”, divulgou a empresa em suas redes sociais.:

• Alta frequência, garantia de embarque e conexões para outras cidades, aumentando a integração entre mercados e regiões, contribuindo com o desenvolvimento econômico geral

• Aumento de nossa capacidade operacional através das novas filiais que estão sendo abertas em cada uma das cidades atendidas, com geração de empregos diretos e indiretos

“Agradeço a todos os envolvidos neste projeto, bem como aos nossos clientes e parceiros por sua confiança contínua. Juntos, continuaremos a superar barreiras e a impulsionar o progresso em direção a um futuro logístico mais ágil e eficiente. Mais uma opção para nossos clientes com voos ligando Campinas à Manaus e Recife”, encerra o Post.

Após aumento de impostos de importação, Siderúrgicas anunciam R$ 100,2 bilhões em investimentos até 2028

Empresas do setor siderúrgico anunciaram na última segunda-feira (20) um investimento de R$ 100,2 bilhões no Brasil até 2028. O valor foi divulgado em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com ministros da área econômica no Palácio do Planalto.

O investimento ocorre em contrapartida à decisão do governo de aumentar impostos sobre a importação de alguns produtos de aço, de acordo com o volume comprado. O setor reclamava de concorrência desleal com o metal estrangeiro, levando a uma alta ociosidade para a indústria brasileira do aço.

Segundo o presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, Jefferson de Paula, o setor representou um investimento de R$ 162 bilhões nos últimos 15 anos, e gera dois milhões e 900 mil empregos. Porém, apesar da capacidade instalada para produzir 51 milhões de toneladas, a produção em 2023 foi de apenas 26,6 milhões.

Ele citou ainda o grande aumento na importação de aço nos últimos anos e que, atualmente, os importados representam 26% do aço utilizado no Brasil. Desse valor, a maioria vem da China, maior produtor do mundo. “Apenas em 2023, as importações chinesas representaram 58% das importações no Brasil”, afirmou de Paula.

Em abril, o governo federal anunciou a elevação para 25% do imposto de importação sobre 11 produtos do aço, além de estabelecer uma cota de volume de importação para cada um deles. Na prática, a tarifa mais elevada só será cobrada para importações maiores do que a cota. Nos demais casos, ela mantém a taxa atual, entre 12 e 13%.

O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, por sua vez, citou que outros setores enfrentam problemas de concorrência com as importações, como petroquímico, químico, fertilizantes e construção civil.

Crescimento da importaçãoEm coletiva de imprensa após o anúncio, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que a cota de importação é uma medida inédita no Brasil.

“Houve uma grande preocupação em relação à importação de aço. Nos últimos anos, teve um crescimento muito grande da importação, levando a uma ociosidade de uma indústria de base importante”, comentou o vice-presidente. Ele destacou ainda que foram aplicados cinco mecanismos antidumping, ou seja, contra a comercialização de produtos abaixo do preço de mercado, e que outras 10 investigações estão em curso.

Para Alckmin, os anúncios de investimentos de outras indústrias, como a automobilística, representam um aumento do consumo de aço no país e, consequentemente, uma oportunidade para diminuir a ociosidade do setor siderúrgico.

Em Campinas, DECEX detalha operações de importação em auxílio às vítimas no RS

O diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Renato Agostinho da Silva, falou na manhã desta quarta – 22 de maio, na Regional Campinas do Ciesp, sobre as ações que estão sendo realizadas contra as importações ilegais e os efeitos das enchentes do Rio Grande Sul no comércio exterior. Ele foi o convidado da palestra mensal promovida pelo Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, coordenado pelo diretor Anselmo Riso.

Renato Agostinho afirmou que o MDIC vem adotando uma série de medidas legais, buscando uma concorrência mais justa com o mercado interno, entre produtos nacionais e os importados. “Isso não se confunde com o embaraço desnecessário às operações que têm um baixo risco para ingressar no País. É uma atuação assertiva e direcionada para combater essas situações atípicas detectadas. Temos um instrumento para licenciamento não automático para o combate à essas operações, quando as empresas identificadas possuem suspeitas de irregularidades, adotamos o regime de licenciamento não automático, previsto pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, em portaria publicada em 2023. Temos também fortalecido um canal de contato com a Receita Federal, através de um Grupo de Inteligência de Comércio Exterior, que também verifica denúncias encaminhadas pelo setor privado sobre supostas práticas irregulares nas importações brasileiras.”

Ele acrescentou que esse Grupo publicou em relatório de 2023, que recebeu 13 denúncias sobre fraudes, sendo as mais comuns subfaturamento e desvio de classificação fiscal e nesse sentido providências foram adotadas pela Secretaria de Comércio Exterior e pela Receita Federal no contexto da fiscalização aduaneira. Somando com 2024, Renato Agostinho afirmou que já são 26 casos com irregularidades nas importações brasileiras que sofrem uma investigação minuciosa.

Na avaliação do diretor, em relação as enchentes no Rio Grande do Sul, no âmbito do MDIC foi zerada a alíquota de importação do arroz. Uma outra medida para empresas localizadas na região sul, atrelada ao drawback (regime aduaneiro especial) é a extensão adicional por um ano do prazo, para que as empresas possam cumprir seus compromissos de exportação. Devemos encaminhar brevemente uma proposta de ato legal nesse sentido, que depende de lei e passa pelo Congresso Nacional.

Na palestra no Ciesp-Campinas, que reuniu empresários, executivos e demais profissionais ligados ao segmento, o diretor do MDIC abordou as iniciativas para desburocratização do comércio exterior e ampliação da competitividade das exportações brasileiras.

Porto de Santos segue com recordes e cresce 13,5% até abril

Continuando sua trajetória de recordes consecutivos, o Porto de Santos já apresenta em 2024 um crescimento de 13,5% na movimentação de cargas em relação aos quatro primeiros meses do ano passado, somando 57,0 milhões de toneladas, recorde para o período. O movimento mensal de cargas em abril também foi a maior marca para aquele mês, atingindo 14,7 milhões de toneladas, 7,0% acima do verificado em abril de 2024.

O 4º mensal consecutivo foi comemorado pelo presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini: “Teremos investimentos públicos da ordem de R$ 10 bilhões para fazer frente à expansão do Porto de Santos diante da demanda cada vez mais forte da movimentação de cargas”, declarou.

Os embarques cresceram 15,8% no primeiro quadrimestre (42,3 milhões de toneladas) e as descargas 7,3% (14,6 milhões de toneladas). No mês de abril os embarques somaram 11,2 milhões de toneladas (+11,1%) e as descargas apresentaram redução de 4,4%, atingindo 3,4 milhões de toneladas.

O expressivo crescimento nos embarques de açúcar é o grande destaque na pauta de exportações. A commodity soma 7,2 milhões de toneladas no acumulado do ano, crescimento de 88,3% e 1,0 milhão de toneladas no mês (+ 48,8%). O café em grãos também se sobressaiu, atingindo 818,4 mil toneladas embarcadas no quadrimestre (+60,3%) e 226,8 mil toneladas no mês de abril (+97,0%). A celulose apresentou boa performance no mês, atingindo 841,3 mil toneladas (+26,7%) e mantendo o volume anual em 2,6 milhões de toneladas (+0,2%). O farelo de soja cresceu 21,5% no acumulado do ano (3,1 milhões de toneladas) e 31,5% no mês (1,0 milhão de toneladas).

O desempenho da carga conteinerizada também foi um dos principais destaques, com aumento de 14,6% no mês (450.509 TEU – unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), elevando o movimento acumulado no quadrimestre em 19% (1,72 milhões de TEU), ambos a maior marca para os períodos, movimentando 19,1 milhões de toneladas até abril de 2024, 30,8% acima do mesmo período de 2023.

Os granéis sólidos somaram 28,5 milhões de toneladas no acumulado do ano, um crescimento de 7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, caracterizando-se como a maior marca acumulado nesse quadrimestre, tendo como carro chefe o açúcar e a soja peletizada.

Os granéis líquidos atingiram 6,4 milhões de toneladas, aumento de 9,2% e melhor marca acumulado no período, puxados, principalmente, pela gasolina (+40,3%), óleo combustível (+23,9%) e álcool (+22,4%), frente ao mesmo período do ano passado.

O fluxo de navios nos quatro primeiros meses do ano subiu 6,4%, totalizando 1.833 atracações.

Corrente Comercial – A participação acumulada do Porto de Santos na Corrente Comercial Brasileira registrou aumento de 29,1% em abril, frente ao mesmo período do ano anterior (28,1%).

Cerca de 12% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo Porto de Santos até abril tiveram a China como país parceiro. São Paulo se mantém como o estado com maior participação nas transações comerciais com o exterior (25,1%) por meio do Porto de Santos.

Legislação sofre ajustes para dar agilidade às importações em apoio à população do RS

Ao lado de parceiros, SINDASP destaca união e revela contribuição dos Despachantes Aduaneiros na flexibilização de normas da Receita Federal, MAPA e ANVISA

Não só o Brasil, mas o mundo inteiro está mobilizado em minimizar prejuízos e sofrimentos, além de sair em defesa ao caos instalado no Estado do Rio Grande do Sul. Muitos países já iniciaram o envio de remessas diversas para esse auxílio. A ONU se manifestou para apoiar em uma ação coordenada e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está distribuindo itens essenciais como cobertores, colchões, utensílios de cozinha, lâmpadas solares e kits de higiene.

Para que tudo isso chegue de forma rápida e cumprindo as exigências legais para importação, os Despachantes Aduaneiros desencadearam uma série de ações através, principalmente, de duas Entidades que representam a categoria: o SINDASP (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo) e o SDAERGS (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Rio Grande do Sul).

Unidos, eles somaram esforços e não só mobilizando o mercado para doações, através de uma ação ao lado da AGESBEC e da Receita Federal, como também pleitearam e buscaram soluções junto aos Órgãos Federais para flexibilizar normas para atendimento a essas operações. Remessas de água e 400 cobertores já chegaram ao estado gaúcho. Na outra frente, as gestões surtiram o efeito desejado e a Receita Federal (RFB) e o MAPA se manifestaram com instruções para agilizar a liberação das mercadorias destinadas às vítimas.

A RFB publicou a Instrução Normativa nº 2192/24, em 09 de maio, para dispor sobre o uso do formulário de Declaração Simplificada de Importação (DSI) relativo a doações em calamidades públicas. Já o MAPA – igualmente após esforços conjuntos da categoria dos Despachantes Aduaneiros, com proposta ao Vigiagro – definiu a simplificação das normas de importação de doações no Rio Grande do Sul, com rápida aprovação do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro.

A campanha da World Customs Organization de 2024 estimula as relações conformes entre setores públicos, privados e organizações. Num momento como este de socorro aos desabrigados pelas enchentes no RS se percebe o quanto esta diretriz é acertada, ações rápidas são coordenadas e mais facilmente implementadas. “O papel da Aduana é muito maior que proteger fronteiras, é também facilitar o cuidado humanitário. E é dever cívico dos Despachantes Aduaneiros cooperar para o sucesso destas iniciativas”, lembrou Marcelo de Castro, diretor do SINDASP.

Por fim, o SINDASP e o SDAERGS anunciaram o desfecho positivo ao pleito feito para mais um importante interveniente do comércio exterior: a ANVISA. As entidades protocolaram um ofício ao Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Antônio Barra Torres, solicitando um esforço da Diretoria Colegiada da ANVISA para flexibilização temporária das regras para donativos internacionais sob o Capítulo XI da RDC 81/08, aceita prontamente, na última sexta-feira, 10/05, pelo STAFF da Agência Reguladora, contemplando todas as sugestões propostas.

“Seguimos atentos e atuantes, assim como fizemos em um passado recente durante a pandemia, momento crítico em que nossa atuação foi de aprendizado e de resultados, em apoio à sociedade. O SINDASP não representa apenas essa especial categoria em São Paulo, mas, também, se mostra ativo e sensibilizado quando tema é a ajuda humanitária. E isso está ao nosso alcance”, sublinhou Elson Isayama, Presidente do SINDASP (FOTO).