Viracopos propõe voltar a pagar taxa ao governo para evitar novo leilão

A Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), que em 2020 pediu para devolver o terminal, sugeriu em conversas com o governo que haja uma suspensão do prazo para um novo leilão, período no qual a concessionária voltaria a pagar taxas para a União a partir do próximo ano, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

De acordo com fontes, o esboço da proposta foi levado a integrantes do Executivo numa tentativa de desenrolar o imbróglio em torno da relicitação de Viracopos, no qual a ABV tem demonstrado preferência em permanecer na administração do aeroporto.

No ano passado, pela primeira vez, a administradora do terminal – que une TPI (Triunfo Participação e Investimentos), UTC Participações e Egis Airport Operation – registrou um resultado positivo, consolidando a vantagem que o aeroporto teve durante a pandemia da covid-19 com o transporte de cargas.

No desenho sugerido pela concessionária, a suspensão da relicitação duraria até que fosse resolvida a arbitragem em que o grupo e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) discutem valores que entendem ter a receber. Contudo, parar a contagem do prazo (o que faria o governo não avançar com um novo leilão do aeroporto, ao menos durante esse período) dependeria da assinatura de um aditivo com a Anac. Na agência, por sua vez, técnicos têm afirmado que o órgão regulador está comprometido em fazer dar certo a devolução de Viracopos, resultando em um novo leilão.

Receita de Viracopos cresce 45% dois anos após autorização para receber medicamentos e vacinas, afirma Portal

Segundo informações do Portal “PFARMA”, dois anos após ser incluído pelo Ministério da Saúde na rede nacional de pontos de entrada e saída de medicamentos e vacinas, o Aeroporto de Viracopos registrou entre janeiro e junho deste ano um aumento de 45% na receita com o processamento de cargas da indústria farmacêutica, na comparação com o primeiro semestre de 2021.

No período, a importação cresceu 5,8%, com volume de mais de 75 toneladas de insumo. No caso da exportação, a alta foi de 15,73%, com saída de mais de 56 toneladas de carga. O aeroporto também recepcionou 210 milhões de doses de vacinas contra a convid-19 que vieram do exterior para o Brasil nos últimos dois anos. Por Viracopos, também chegam os insumos, máquinas e peças do laboratório farmacêutico EMS.

Jussara Neves, diretora de suprimentos da EMS, explica que a proximidade de Viracopos proporciona segurança aos processos e ajuda a diminuir os impactos negativos que a pandemia da covid-19 e a guerra entre Rússia e Ucrânia geraram para as operações logísticas. “Nós tivemos um aumento no valor do frete, escassez de contêineres marítimos, o que acabou aumentando a demanda pelo frete aéreo. Todos os fatores geraram atraso no recebimento dos insumos do País. Para a EMS, o aeroporto é muito estratégico tanto pela proximidade com nosso complexo industrial, que está localizado em Hortolândia (SP), quanto pela segurança e previsibilidade que ele traz à nossa operação como um todo”, afirma.

Conheça as indústrias que puxam investimentos na Região de Campinas: R$ 16,6 bi, o maior em 10 anos

A Região Administrativa (RA) de Campinas lidera os investimentos anunciados no Estado de São Paulo nos primeiros sete meses do ano, com total de R$ 16,57 bilhões. O montante representa praticamente um terço dos R$ 50,43 bilhões programados para todo o Estado e é o maior para a região em 10 anos, quando o valor chegou a R$ 17,14 bilhões em 2012, de acordo com a Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp) divulgado na quinta-feira (1) pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Os investimentos na RA se concentram na indústria, responsável por 78,08% do total, seguidos por infraestrutura (18,48%), serviços (3,3%) e agropecuária (0,14%). Apesar do volume de investimentos neste ano ser expressivo, o coordenador do curso de Economia das Faculdades de Campinas (Facamp), José Augusto Gaspar Ruas, avalia que isso não significa uma retomada da economia regional ou paulista. “Os investimentos são positivíssimos, movimentam a economia da região. Porém, no aspecto macroeconômico, são localizados, pontuais, representam a oportunidade de modernização de plantas, com menor impacto na geração de emprego e renda”, explica.

Apenas quatro empresas – duas montadoras, uma fabricante de papel e a Petrobras – são responsáveis por 89,92% do montante. O economista observa que a maior parte do valor investido por elas será em novos equipamentos, o que não representa necessariamente criação significativa de novos postos de trabalho.

“Para efeito estatístico, os números são impressionantes, mas não significa uma retomada da economia”, afirma. Ruas considera que se o montante anunciado para a região estivesse pulverizado em um número maior de empresas que realmente estivessem se instalando, os efeitos na geração de empregos seriam ampliados. Ele acrescenta que os valores anunciados serão escalonados em um período de tempo, com o desempenho que tiverem no mercado definindo se realmente serão efetivados.

Maior investimento – A chegada ao Brasil da maior fabricante chinesa de automóveis de capital 100% privado, a chinesa Great Wall Motors (GWM), é o maior investimento anunciado para o Estado nos primeiros sete meses do ano. A montadora divulgou a destinação de R$ 10 bilhões para a fábrica em Iracemápolis, ocupando a planta adquirida de uma empresa alemã. A fábrica será a primeira da marca no País e a sua maior base de produção fora da China, com o objetivo de atender o mercado local e também exportar para a América Latina. Serão dois ciclos de investimentos para produzir SUVs e picapes híbridas e elétricas, com cerca de R$ 4 bilhões entre este ano e 2025 e outros R$ 6 bilhões de 2026 a 2032.

A unidade terá capacidade de produzir 100 mil veículos por ano e gerar 2 mil empregos na próxima década. Segundo a montadora, os veículos terão plataforma inteligente, conectividade avançada e recursos semiautônomos de segurança, estimulando a indústria local de fornecedores com a nacionalização de componentes e a criação de uma rede de eletropostos.

“O mercado brasileiro não é apenas o líder da América Latina, mas também um dos dez maiores mercados onde a empresa inicia a produção local fora da China. O Brasil é definitivamente nosso pilar estratégico para fazer acontecer a nossa meta para 2025”, afirma o Chief Operating Officer (COO) da montadora no País, Koma Li.

A expectativa da empresa é que a nova unidade fature R$ 30 bilhões já em 2025. Nos próximos três anos, serão lançados dez veículos no mercado nacional. O primeiro chegará até o final deste ano, ainda como importado, e o primeiro de fabricação nacional será lançado no segundo semestre de 2023. Para isso, a unidade de Iracemápolis passará por uma modernização inicial, que incluirá processos digitais na produção e linha de montagem inteligente.

O segundo maior investimento na RA de Campinas será da Petrobras na Refinaria de Paulínia (Replan), a maior em capacidade de processamento de petróleo da empresa, com 434 mil barris por dia, o equivalente a 69 mil metros cúbicos. A empresa de capital aberto, cujo maior acionista é o governo federal, anunciou R$ 2,2 bilhões para a construção de uma nova unidade de hidrotratamento de diesel, com capacidade para produzir 10 milhões de litros de diesel S-10 por dia.

O terceiro grande investimento na região é da maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil: a Klabin. A empresa investirá R$ 1,6 bilhão em uma nova fábrica de papel ondulado em Piracicaba, com capacidade de produção de 240 mil toneladas por ano. A previsão é que a unidade comece a funcionar em 2024, gerando 1,2 mil empregos, sendo 700 durante a obra e 500 na operação da planta.

A nova fábrica ficará em um terreno de quase 1 milhão de m² com localização estratégica, a cerca de 10 quilômetros de uma outra planta que a empresa já possui no município.

O quarto investimento de porte na RA de Campinas é de R$ 1,1 bilhão. Uma montadora japonesa Honda destinará recursos para a expansão e produção de novos modelos em sua fábrica em Itirapina.

Além dos investimentos previstos para a RA de Campinas e RM de São Paulo, o maior anúncio feito foi da concessionária CCR RioSP, que aplicará R$ 7,4 bilhões na modernização e operação do trecho paulista das Rodovias Via Dutra e Rio-Santos. Ainda na área de infraestrutura, a Tamoios destinará R$ 1,5 bilhão na implantação de contornos na Rodovia dos Tamoios, em Caraguatatuba e São Sebastião.

fonte: https://correio.rac.com.br/campinasermc/regi-o-de-campinas-lidera-investimentos-anunciados-no-estado-de-sp-1.1283780

Após última rodada de concessões, SOCICAM é a maior administradora de aeroportos do Brasil

A SOCICAM foi elevada à condição de maior operadora privada de aeroportos no Brasil, com 24 terminais aeroportuários sob sua gestão.

Essa liderança ocorreu após a empresa adquirir o “Bloco Norte II”, formado pelos aeroportos de Belém (PA) e Macapá (AP), arrematado pela empresa ao lado da Dix, formando o Consórcio Novo Norte. O grupo pagou R$ 125 milhões pelos dois aeroportos do bloco, com ágio de 119,78% em relação ao lance mínimo inicial de R$ 56,9 milhões.

Os 15 aeroportos leiloados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) no início de agosto, em São Paulo, renderam um total de R$ 2,716 bilhões para o Governo Federal. O valor total inicial a ser pago pelos vencedores da 7ª rodada de concessão representa um ágio médio de 116,94% em relação ao lance mínimo inicial total de R$ 938,4 milhões.

Os 15 aeroportos serão concedidos à iniciativa privada por um período de 30 anos.

Os três blocos de aeroportos processam, juntos, aproximadamente 15,8% do total do tráfego de passageiros do país, o equivalente a mais de 30 milhões de passageiros por ano (dados de 2019, período pré-pandemia). Entre 2011 e 2021, o programa de concessão aeroportuária no Brasil concedeu o equivalente a 75,82% do tráfego nacional à iniciativa privada. Somado à 7ª rodada, esse percentual atingirá 91,6% de passageiros atendidos em aeroportos concedidos.

A SOCICAM informa que desenvolveu um modelo de negócio capaz de atender os níveis de exigência do poder público e dos passageiros com eficiência e excelência operacional, “como se pode notar nos terminais que administra”.

Anac estabelece valores da recomposição financeira dos aeroportos de Guarulhos e Galeão

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revisou o Fluxo de Caixa Marginal do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Com isso, a concessionária terá direito a R$ 750,866 milhões referentes ao desequilíbrio verificado em 2021, a valores de 18 de dezembro de 2021.

De acordo com a decisão publicada no Diário Oficial da União (DOU), a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato será realizada, conforme anuência do Ministério da Infraestrutura, por meio da revisão da contribuição fixa devida pela concessionária em 2021.

O saldo remanescente, se houver, acrescenta a decisão, será deduzido nas parcelas de contribuição variável e fixa futuras, atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e pela taxa de desconto do fluxo de caixa marginal de 8,55%

A Anac aprovou, também, a revisão extraordinária do contrato de concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, localizado no Rio de Janeiro (RJ), “com o objetivo de recompor o equilíbrio econômico-financeiro”. Pela decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 30, o valor referente ao desequilíbrio verificado pela falta de atualização dos valores de tarifas corresponde a R$ 1,140 milhão na data-base de julho de 2021.

“A recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato será realizada, após a anuência do Ministério da Infraestrutura, por meio da revisão da contribuição mensal e/ou contribuição fixa devida pela concessionária”, diz a Anac na decisão.

A diretoria do órgão regulador sugeriu que o valor seja incorporado nos cálculos de indenização que a operadora irá receber no processo de relicitação do terminal.