Economia brasileira deve crescer 2,5% em 2020, diz CNI

A economia brasileira consolidará o processo de retomada do crescimento em 2020, com aumento de 2,5%, depois de expansão de 1,2% neste ano. A projeção foi divulgada  nesta semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Informe Conjuntural Economia Brasileira.

Segundo a entidade, o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) será puxado pela expansão do PIB industrial. A estimativa é que o setor cresça 2,8%, de acordo com a CNI.

Para a confederação, a atividade econômica também será impulsionada pelo aumento dos investimentos em 6,5%, em 2020. Para este ano, a previsão é que o PIB industrial cresça 0,7% e os investimentos, 2,8%. A previsão para o consumo das famílias é de alta de 1,9%, em 2019, e 2,2%, em 2020.

Segundo o estudo, a aceleração na economia na segunda metade deste ano é sinal de que haverá crescimento mais sólido nos próximos 12 meses.

De acordo com a CNI, os dados mais recentes indicam aumento do consumo, em consequência da queda da taxa básica de juros, a Selic, e da paulatina recuperação do mercado de trabalho.

“A garantia de que esse crescimento [econômico] vai se materializar é a continuidade das mudanças na economia, que vai gerar melhor ambiente de negócios e mais segurança para as empresas investirem mais, contratarem mais”, disse o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

O presidente da CNI, Robson Andrade, afirmou que todas as políticas públicas, como a liberação dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ajudam na recuperação da economia. “A redução da taxa Selic, isso ajuda também, maior disponibilização de recursos para a sociedade, um programa de construção, tudo isso gera uma recuperação segura, mas lenta”, disse.

Reformas – Para a confederação, as reformas implementadas em 2019, sobretudo a da Previdência, têm contribuído para um ambiente mais propício ao aumento do investimento, da produção e do consumo. Entretanto, a entidade defende “maior celeridade e ambição na agenda pró-competitividade, com forco na reforma tributária”. Outra indicação é que sejam feitas reformas adicionais para conter o crescimento dos gastos públicos e promover equilíbrio fiscal duradouro.

Andrade afirmou que não há condições políticas atualmente para fazer uma reforma tributária ampla envolvendo estados e municípios, apesar de este ser um desejo do setor. Segundo ele, as eleições municipais no próximo ano dificultam a aprovação de uma reforma ampla. “Só a reforma dos impostos federais já é uma grande vantagem. Uma reforma federal vai induzir os estados a irem no mesmo sentido”, afirmou.

Contas públicas – A CNI projeta que o déficit primário (despesas maiores que as receitas, sem considerar gastos com juros da dívida pública) deve representar 0,9% do PIB, em 2019, e 1,3% do PIB, em 2020. A dívida pública bruta deve atingir 78,2% do PIB, em 2019, e 79,3% do PIB no próximo ano.

Segundo Castelo Branco, o déficit público vai crescer em 2020 porque não haverá receitas extraordinárias do leilão da cessão onerosa do petróleo, que ocorreu este ano. Entretanto, ele afirmou que medidas na área fiscal e os efeitos graduais da reforma da Previdência vai ajudar a conter os gastos.

Inflação e emprego – A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve terminar 2019 em 3,78% e 2020, em 3,70%, abaixo da meta pelo quarto ano consecutivo.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, e 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

A expectativa da CNI para a Selic é que permaneça no patamar estabelecido na última reunião do Copom, semana passada, em 4,5% ao ano ao longo de 2020.

A previsão da entidade para a taxa de desemprego é que caia de 12,3%, patamar atingido em 2018, para 11,9%, neste ano e 11,3%, em 2020.

Com foco na exportação para a América do Sul, empresa têxtil se instala no interior de São Paulo

A Saurer Têxtil Soluções, que atua no segmento de máquinas têxteis para fiação de algodão, está deixando a cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, para se instalar em Americana.

A empresa está investindo R$ 2,2 milhões na cidade e terá 33 funcionários, 12 deles contratados em Americana.

Representantes da empresa estiveram ontem no gabinete do prefeito Omar Najar (MDB) para formalizar o anúncio da transferência e informar que a inauguração está confirmada para 6 de fevereiro do ano que vem.

A instalação será em uma área na Rodovia Rodolfo Kivitz, de ligação da Rodovia Anhanguera (SP-330) até o Centro de Nova Odessa, mas no território de Americana.

Dos 12 funcionários a serem contratados em Americana, dois já começaram a trabalhar. Outros 11 virão do Sul junto com a empresa.

A Saurer tem previsão de faturamento bruto de R$ 22 milhões anuais em peças e serviços. O produto é importado das fábricas da Alemanha, China e Índia.

Segundo a chefe de controladoria da empresa, que cuida do financeiro, logística e administrativo, Eliane Enzveiler, a arrecadação no Sul é de R$ 100 mil de ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) e R$ 3,7 milhões de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias).

A meta da empresa é começar a faturar em Americana em janeiro, informou o diretor geral Carlos Heinz Stahnke.

A escolha por Americana, segundo ele, foi decorrente da logística, pelo fato de a cidade ser um polo têxtil e de a maioria dos seus clientes estarem na região, informou o diretor, ao participar do encontro com o prefeito Omar ontem no Gabinete.

AMÉRICA DO SUL – A unidade de Americana venderá máquinas e peças e prestará serviços na área de montagem de máquinas, assistência técnica, consertos de peças eletrônicas e suporte para desenvolvimento de produtos.

A base de Americana atenderá Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile, países para os quais presta serviços.

O mercado da empresa no Brasil é de 9 milhões de Euros de peças/ano e 25 milhões de Euros em máquinas por ano. Em nível mundial, a empresa fatura 1,8 bilhão de Euros anuais.

O secretário de Planejamento de Americana, Angelo Marton, informou que foi a direção da transportadora RKM que fez a intermediação e que alugou o salão onde funcionará a empresa de origem alemã.

Segundo o secretário, a instalação contribuirá para aumento da arrecadação de impostos.

Com informações: Jornal Todo Dia

Nova fábrica em Sorocaba vai gerar 60 empregos e investir R$ 30 milhões

A empresa Tamboré Alumínios pretende se instalar em Sorocaba no primeiro semestre de 2020. Especializada na fabricação de perfis de alumínio, a nova unidade deve gerar 60 empregos – 50 diretos e outros 10 indiretos.

O protocolo de intenções com a empresa Tamboré Alumínio foi assinado nesta quarta-feira (18) pela prefeita de Sorocaba, Jaqueline Coutinho. A empresa pretende investir R$ 30 milhões no município.

Jaqueline ressaltou a importância do investimento para Sorocaba alegando se tratar “de um caminho de mão dupla. Bom para os investidores e bom para o município, principalmente, na geração de empregos”. A Tamboré Alumínio é pertencente a Stopar Holding Ltda.

Na zona industrial – Segundo o diretor da Stopar Holding Ltda, Carlos André Stoiahov, até o meio do próximo ano a Tamboré Alumínios já estará instalada em Sorocaba. A unidade industrial terá mais de 8 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de 45 mil metros quadrados.

A sede da empresa ficará na zona industrial de Sorocaba. Sua produção terá início após a obtenção das respectivas licenças de operação da atividade, segundo a Prefeitura.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Renda (Sedetter), Robson Coivo, esse protocolo de intenções significa a chegada de boas notícias para o ano que se inicia. “Ainda mais agora, próximo ao Natal, esse é um grande presente para a cidade”, ressaltou.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Confiança da indústria atinge maior valor desde julho de 2018

O Índice de Confiança da Indústria brasileira (ICI) cresceu três pontos na prévia de dezembro na comparação com o resultado consolidado de novembro. O indicador subiu para 99,3 pontos, o maior valor desde julho de 2018 (99,5 pontos).

Foram observadas melhoras tanto das expectativas dos empresários quanto da percepção sobre a situação corrente. O Índice de Situação Atual subiu 3,7 pontos, alcançando 99,5 pontos, o maior valor desde maio de 2018 (100,2 pontos). A pesquisa foi feita pela Fundação Getulio Vargas e divulgada hoje no Rio de Janeiro.

Já o Índice de Expectativas cresceu 2,3 pontos, indo para 99,1 pontos, o maior valor desde fevereiro deste ano (99,2).

O resultado preliminar de novembro sinaliza queda de 0,2 ponto percentual do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria para 75,1%. O resultado consolidado de dezembro será divulgado no próximo dia 27.

Tecnologia em empilhadeiras revoluciona movimentação e pode trazer avanços ao mercado cerâmico

Alguns fabricantes de empilhadeiras reportaram bons resultados de faturamento do último ano, com avanço de 20%. No entanto, esse mercado ainda tem muito a crescer no nosso país. Para se ter uma ideia, no Brasil são 8 empilhadeiras para cada 100 mil habitantes. Já em países da Europa, como a Alemanha, esse mercado é bem maior e a projeção é de 100 empilhadeiras para cada 100 mil pessoas, segundo um conceituado veículo. Neste contexto, como em outros segmentos, a inovação pode trazer benefícios na área de movimentação nas fábricas das empresas, somada à economia significativa nos custos das operações logísticas.

 

Tecnologia embarcada – Uma das empresas que oferece soluções agregadas às máquinas de movimentação – em especial às empilhadeiras – é a Softrack. Com Sede em Campinas, a empresa está presente neste processo com soluções que podem ajudar a medir em tempo real a produtividade de máquinas ou operadores, e ainda indicar quais setores da planta precisam de mais equipamentos ou suprimentos.

 

Ao inovar com a telemetria nos equipamentos de movimentação, o conceito de “fleet management” oferece a integração dos dados automaticamente, ofertando uma ampla visão, além da rotina das operações. “Entregamos o Business Intelligence na logística que vai muito mais além que uma simples leitura de dados, um projeto de gerenciamento com visibilidade total da planta”, destaca Mário Neto, diretor da Softrack.

 

Baixo custo e alto retorno – A gestão de todo o processo proporciona uma visão ampla do negócio. O sistema da SOFTRACK é composto por soluções Web e equipamentos eletrônicos instalados diretamente nos veículos. Os softwares capturam os dados dos dispositivos e fornecem, de forma clara e objetiva, gráficos que mostram as mais diversas informações a respeito da frota, como planejamento e acompanhamento das viagens em tempo real, cercas eletrônicas, viagens realizadas, trocas de mensagens entre os motoristas e a central de monitoramento – seja ela própria ou terceirizada – e alertas de velocidade e de paradas. Ele monitora máquinas utilizadas em armazéns e pátios, como empilhadeira e elevadores industriais.

“Hoje em dia, se notarmos, encontramos a presença da tecnologia em tudo o que fazemos. Desde a utilização continua de um smartphone até aplicativos que facilitam sua rotina diária mesmo fora do trabalho. A gestão de frotas e seus benefícios não podem ficar de fora desses avanços e muitas empresas já notaram esse benefício “Em um primeiro momento, a busca é pela redução de custos, o que seguramente é entregue em nossa proposta. Todavia, os clientes recebem muito mais que isso”, revela. “Temos alguns cases de sucesso apresentados ao mercado. Queremos dividir esses resultados positivos para que mais empresas possam se utilizar desses recursos e conquistar ganhos expressivos em suas operações logísticas, a exemplo do mercado cerâmico”, completa Neto, diretor da Softrack.

A empresa, que atua hoje no Brasil e na América Latina, atingiu quase 2.000 equipamentos com essa tecnologia.