Exportações crescem 26% e Sorocaba supera Campinas entre janeiro e abril de 2023

As exportações das empresas de Sorocaba tiveram aumento de 26,47% no primeiro quadrimestre de 2023, na comparação com igual período do ano passado. No total, de janeiro a abril deste ano, foram exportados mais de US$ 774 milhões (R$ 3,84 bilhões) contra US$ 611,7 milhões (R$ 3,04 bilhões) no primeiro quadrimestre de 2022. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e colocam a cidade na 7ª posição no Estado de São Paulo, à frente de cidades maiores, como Campinas (US$ 369 milhões), e na 2ª posição entre os municípios paulistas de mesmo porte.

Segundo o Mdic, o montante das exportações das empresas de Sorocaba corresponde a 3,4% na participação das exportações em todo o Estado de São Paulo, que somou US$ 20,5 bilhões no período.

Além disso, na comparação com as cidades paulistas de porte semelhante, as exportações das empresas da cidade colocam Sorocaba na 2ª posição, perdendo somente para São Bernardo do Campo (US$ 1.248.847.904), no período analisado. Sorocaba ultrapassou as exportações de São José dos Campos (US$ 653 milhões), Santo André (US$ 151 milhões), Ribeirão Preto (US$ 126 milhões) e Osasco (US$ 41 milhões).

Conforme a pasta federal, os principais produtos exportados por Sorocaba no período analisado são veículos / automóveis (54%); partes e acessórios de automóveis (6,8%) e máquinas bulldozzers, angledozers e niveladoras (6,8%). Ainda, de janeiro a abril de 2023, os principais destinos das exportações da cidade foram Argentina (42%), Colômbia (11%) e Chile (7,7%).

De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Paulo Henrique Marcelo, Sorocaba possui uma concentração valiosa de indústrias montadoras do setor automobilístico, além de suas empresas sistemistas. “Um diferencial importante na cidade é a mão de obra qualificada, oriunda da presença das universidades e da oferta de cursos profissionalizantes. Isso reflete na vinda de novas empresas, com reflexo também nas exportações”, destaca.

JCB espera alta de até 10% – Atualmente, cerca de 30% da produção de máquinas da fábrica da JCB em Sorocaba vai para países latino-americanos, como México e Argentina. A informação é do presidente para a JCB na América Latina, Adriano Merigli, que disse ainda que a empresa exporta para 17 países, com destaque para as retroescavadeiras.

Segundo Merigli, para 2023 é esperado um aumento nas exportações das máquinas produzidas pela JCB em Sorocaba entre 5 e 10%. “As exportações devem ficar no mesmo patamar do ano passado, com um leve crescimento entre 5 a 10% em relação a 2022. Para a Argentina houve queda, mas houve aumento para o México”, destaca.

Líder mundial em vendas de máquinas retroescavadeiras e manipuladores telescópicos Loadall, a JCB é uma das três maiores fabricantes de equipamentos para construção.

Com informações: Jornal Cruzeiro do Sul

Região de Piracicaba chega a US$ 1 bilhão em exportações

As exportações registradas na Região de Piracicaba no primeiro quadrimestre de 2023 tiveram um aumento de 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado, subindo dos US$ 865 milhões para os atuais US$1.060 bilhão. Os principais produtos exportados foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (63,7%), veículos automóveis, tratores (9%) e bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres (6,8%).

No período analisado, os principais destinos das exportações de Piracicaba foram Estados Unidos (39,7%), México (8,6%) e Países Baixos (Holanda) (4,6%). Já as importações somaram US$951 milhões, o que significa uma queda de 4,4% frente ao mesmo período do ano passado, que foi de US$995 milhões. Por outro lado, as importações da regional se concentraram em máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (48,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,7%) e veículos automóveis, tratores (13,1%).

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (9) pela regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Piracicaba que engloba as cidades de Piracicaba, Águas de São Pedro, São Pedro, Santa Maria da Serra, Charqueada, Laranjal Paulista, Rio das Pedras e Saltinho.

“Conforme já informamos anteriormente, superamos a marca de mais de US$1.060 bilhão no quadrimestre e vamos seguindo firmes, caso consigamos manter os mesmos valores médios ao US$1,5 bilhão no semestre e aos US$ 3 bilhões no final de 2023, porém, estamos apenas nos quatro primeiros meses e ainda teremos muitos desafios pela frente”, apontou o gerente da regional do Ciesp, Homero Scarso.

Na outra ponta, a balança comercial revela uma queda de 4,4%, nas importações.  “A queda é significativa, pois estamos mantendo uma queda desde o início de 2023, isso mostra um indicativo que itens antes importados, podem estar sendo produzidos por aqui ou seu consumo caiu de fato, observaremos nos meses seguintes para uma avaliação mais completa”, acrescentou Scarso destacando que, a diferença entre exportações de US$1.060 bilhão menos importações de US$951 milhões, resultou no saldo positivo de US$108 milhões no quadrimestre.

“Do resultado apresentado das 39 diretorias do Ciesp no Estado, Piracicaba ficou na sétima posição referente ao primeiro quadrimestre de 2023, um bom resultado, pois fechou em dezembro de 2022, na oitava posição”, avaliou.

Segmento Fármaco responde por 32% do Market Share da carga aérea nacionalizada na GRU Airport, afirma Revista.

A GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, registrou a movimentação de 26,4 mil toneladas de cargas no mês de março de 2023. Deste total, cerca de 12,6 mil toneladas representam itens importados e 13,8 mil toneladas são referentes à exportação.

No acumulado do ano, foram 69,5 mil toneladas de cargas com percentuais que correspondem a 50% das exportações e 42% das importações via aérea no país, consolidando o aeroporto como principal terminal logístico em termo de volume movimentado no Brasil.

Do total de itens importados no mês de março, 118,6 toneladas de cargas foram processadas por meio dos armazéns couriers. Em relação à exportação, 228,6 toneladas foram movimentadas nos armazéns de couriers.

Os volumes movimentados pelos Correios e as cargas domésticas não estão incluídos no levantamento.

Segmento fármaco – No primeiro trimestre de 2023, foi registrada a movimentação de 69,5 mil toneladas de carga. Desse total cerca de 33,6 mil toneladas são referentes às importações, sendo 325,5 toneladas de cargas processadas por meio das importações nos armazéns couriers. A exportação totalizou 35,9 mil toneladas movimentadas, sendo 528,2 toneladas processadas nos armazéns de couriers.

Segundo a matéria da Revista AEROFLAP, entre os produtos mais transportados no período estão os itens do segmento fármaco, maquinário, automotivo e eletrônico, com respectivamente 32%, 12%, 9% e 7% do Market share das cargas nacionalizadas faturadas no mês de março. Destaque ainda para o segmento de remessas expressas, que se beneficia da extensa malha aérea de GRU e de operações dedicadas para aumentar a velocidade de entrega.

Em relação às cargas importadas, o TECA (Terminal de Cargas) de GRU foi responsável por 42% de toda importação via aérea realizada no país, enquanto as exportações totalizaram em novembro 50% da movimentação via aérea, (ComexStat, Março de 2023).

O TECA GRU é o maior complexo aeroportuário do país, localizado em uma área de aproximadamente 100 mil m² e que abriga o maior complexo frigorífico em aeroportos do Brasil, com cerca de 30.000 mil m³ de capacidade de armazenamento de importação e exportação. As 24 câmaras frias alcançam todos os ranges de temperatura e atendem todos os tipos de produtos. Além disso, o espaço conta com 440 posições para contêineres refrigerados na importação.

Com informações Aeroflap

A compra da Dermacyd é a mais nova aposta da EMS na disputa pela liderança da indústria farmacêutica nacional

Laboratório brasileiro adquiriu a marca global de sabonetes íntimos da Sanofi em uma transação de € 66 milhões, equivalente a R$ 366 milhões no câmbio atual.

Segundo informações do Valor Econômico, em 2002 a Dermacyd movimentou cerca de R$ 50 milhões no mercado brasileiro, 28% do faturamento geral da categoria no país. A EMS mira ainda a expansão das operações internacionais, pois a linha ainda é uma das líderes em vendas na América Latina – em especial na Argentina e no México.

A operação envolve propriedade intelectual, fabricação e comercialização de um portfólio de 17 produtos da marca. Até a aprovação do negócio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Sanofi manterá o comando da operação do Dermacyd. A transferência total da produção para as quatro plantas da EMS no Brasil e no México está prevista entre 2025 e 2026.


Compra da Dermacyd  – Compra da Dermacyd mira expansão em MIPs – A compra da Dermacyd também representa uma estratégia da EMS para melhorar sua participação no mercado de medicamentos isentos de prescrição (MIPs). Esse segmento respondeu por 18,4% das vendas do laboratório em farmácias no ano passado, contra 36,4% da Sanofi e 41,8% da líder do setor, a Hypera Pharma.

Considerando a divisão de OTC como um todo, a representatividade para a receita da EMS é de apenas 10% a 12%. “Essa é a menor unidade de negócios da companhia, mas pode estar entre as maiores”, acredita Cinthia Ribeiro. A executiva assumiu há três meses a diretoria comercial e de marketing das marcas OTC, com a meta de reposicionar a atuação da farmacêutica nessa área.

 

O objetivo é comercializar R$ 300 milhões nesse segmento em 2023, volume 25% superior ao do ano passado. A EMS estreou na categoria de MIPs em 2018 com a aquisição do antigripal MultiGrip, que até hoje é a maior marca do portfólio. A divisão abrange ainda o creme Caladryl e o Lacday, para intolerância à lactose. Outros produtos, entre os quais a vitamina C Energyl, passarão por um processo de revitalização para alavancar as vendas.

Mercado de MIPs supera casa de R$ 30 bilhões – A venda de MIPs em farmácias mantém evolução de dois dígitos, na esteira de um consumidor cada vez mais maduro e apto ao autocuidado. E pela primeira vez a categoria movimentou valores acima de R$ 30 bilhões em um ano. O avanço na receita foi de 22,2%, de acordo com a Close-Up International.

Foto: Reprodução – Fonte: Panorama Farmacêutico

Nova Fábrica no interior de São Paulo será polo de veículos híbridos e elétricos para toda a América Latina.

O Governo de São Paulo firmou no final de abril um acordo com a Great Wall Motor Brasil (GWM) de desenvolvimento de projetos para introdução de frotas movidas a hidrogênio no estado. O novo complexo automotivo em Iracemápolis terá capacidade produtiva de 100 mil veículos por ano e vai gerar 2 mil novos empregos diretos até 2025.

O compromisso foi firmado durante visita do governador Tarcísio de Freitas à planta da GWM na Região Metropolitana de Piracicaba. O termo de engajamento é implementado por intermédio da InvestSP, a agência de promoção de investimentos do Governo do Estado.

“São Paulo quer ser líder no processo de transição energética. Temos um grande potencial do estado no etanol, que é a ponte para termos veículos movidos a partir de hidrogênio e que vão ser muito viáveis na questão de carga. Será uma revolução no transporte brasileiro, a tecnologia está aí e, com uma dose de incentivo, vamos ter usinas de etanol produzindo também o hidrogênio verde. Vamos fechando as pontas da economia circular e, no final, proporcionando essa grande revolução energética. Todo o Brasil vai ganhar muito com isso”, afirmou Tarcísio.

“Com um investimento total planejado de R$ 10 bilhões de reais no nosso estado, a GWM está trazendo tecnologia e também mais 2 mil empregos”, acrescentou.

O governador estava acompanhado do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, e do presidente da InvestSP, Rui Gomes Junior, além de outras autoridades do Executivo paulista e da Assembleia Legislativa.

Pelo acordo, o Estado e a GWM vão estudar conjuntamente a implantação de uma rota logística para veículos a hidrogênio e identificação de parceiros para geração e fornecimento do combustível verde a partir de fontes renováveis, como o etanol. O Governo de São Paulo também se compromete a engajar as universidades estaduais na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de descarbonização das cadeias de transportes.

“Acreditamos que o Brasil vai continuar se consolidando como referência global em matriz energética sustentável. A GWM pretende contribuir com o desenvolvimento das melhores tecnologias de eletrificação no país utilizando a liderança industrial do estado de São Paulo”, diz Ricardo Bastos, diretor de Assuntos Institucionais da GWM Brasil.

A gestão comandada por Tarcísio assumiu o Governo de São Paulo com o compromisso de liderar a transição energética no Brasil, seja por meio de parcerias e fomento à iniciativa privada como por incentivos a pesquisas e projetos científicos desenvolvidos em universidades e institutos vinculados ao Estado.

Com a diversificação da matriz energética a partir de fontes renováveis e redução do uso de combustíveis fósseis, São Paulo se posiciona na vanguarda da tendência global de desenvolvimento econômico sustentável. Além disso, o Governo do Estado também reforça a adesão a conceitos ESG de governança ambiental, social e corporativa aplicados à gestão pública.

“Estamos comemorando o êxito de uma conversa que já começamos há cinco meses. Além de agradecer a todos, estou muito otimista pelo o que vamos fazer, principalmente o desenho do desenvolvimento equilibrado regionalmente, seguindo uma diretriz do governador Tarcísio. E estamos rodando por todas as regiões”, afirmou o secretário Jorge Lima.

“É mais um passo da InvestSP no sentido de garantir que os setores público e privado trabalhem juntos e de maneira estratégica, que ajudará na transição para uma matriz energética cada vez mais limpa e na criação de um ecossistema para projetos de hidrogênio de São Paulo”, disse o presidente da InvestSP, Rui Gomes Junior.

Iracemápolis no Interior de SP – A parceria entre o Governo de São Paulo e a GWM é estratégica para ampliar a produção e uso de veículos e equipamentos à base de energia verde no Brasil. Maior montadora chinesa de capital 100% privado, a companhia está investindo mais de R$ 10 bilhões para transformar a antiga fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis em um polo de veículos híbridos e elétricos para toda a América Latina.

A previsão da montadora é iniciar a fabricação dos novos modelos em 2024, com um portfólio baseado em picapes médias e SUVs híbridos e flex. A GWM está priorizando novas fontes de energia, como biocombustíveis e motores elétricos ou a hidrogênio, em substituição à gasolina e ao diesel. A fábrica de Iracemápolis deverá ser a maior da GWM no hemisfério ocidental.