Fabricantes brasileiros de máquinas buscam ampliar exportações para a América Latina

Santiago, no Chile, receberá 12 representantes da indústria brasileira que participarão da Expomin, principal evento do setor de mineração na América Latina, que acontece entre 24 e 27 de abril. As companhias participantes contam com o apoio do Programa Brazil Machinery Solutions (BMS), fruto da parceria entre Abimaq e ApexBrasil.

Nesta edição, serão apresentadas soluções voltadas aos setores de energia, tecnologia de mineração, máquinas industriais, entre outros, para um público estimado em mais de 70 mil profissionais envolvidos na cadeia produtiva de mineração.

Durante o evento, seminários e palestras terão abordagens de temas nacionais e internacionais relevantes para a indústria, com foco em inovação, desenvolvimento, competitividade, empregabilidade, eficiência produtiva, digitalização e segurança, entre outros.

As expositoras brasileiras –  BGL – Bertolotto & Grotto Ltda., Comet do Brasil, Grupo Oiram, Máquinas Furlan, Mineral Technologies, Neuman & Esser, Netzsch, Porta Cabos, Prensso Máquinas, Semco, Thermoval e TKA Cranes, apresentarão suas novidades e lançamentos voltados a diversos setores da indústria de mineração, como válvulas e acessórios de alta performance, acessórios e bombas capazes de melhorar a eficiência em limpeza pesada na mineração, bombas peristálticas para dosagem de químicos, sistemas de compressão de gás, equipamentos para concentração gravimétrica, magnética e eletrostática, carrinho e esteira porta cabos metálica, agitador industrial para mistura, homogeneização e agitação de produtos em fase líquida, sistemas de automação de lubrificação, vedação e monitoramento de temperaturas e vibração, entre outros.

“A Expomin é uma vitrine para as empresas do setor. Por se tratar de um dos maiores eventos voltados à mineração da América Latina, são grandes as chances de conquistar negócios e ampliar a visibilidade de produtos e fechar negócios promissores”, diz Patrícia Gomes, diretora de Mercado Externo da Abimaq.

Os países da América Latina foram destino de 47% do total das exportações brasileiras em 2022, que apresentou crescimento de 36% no último ano, de US$237 milhões em 2021 para mais de US$322,5 milhões em negócios realizados. Entre os três países que mais se destacaram estão a Argentina, com cerca de US$83 milhões e importações de máquinas e equipamentos brasileiros; o Chile, que alcançou US$57,6 milhões; e, por fim, o México, com a marca de US$42,7 milhões, ao longo de 2022.

“Além de ser um destino importante para as nossas máquinas e equipamentos, o Chile é o país sede da Expomin, o principal evento com foco em mineração da América Latina. Portanto, a exposição de produtos brasileiros na feira deve ajudar a fortalecer ainda mais a nossa imagem neste setor”, complementa Patrícia.

 Fonte: https://ipesi.com.br

Exportações do agronegócio atingem recorde em março e no acumulado do ano

O valor exportado pelo agronegócio brasileiro alcançou o recorde de US$ 16 bilhões em março deste ano. Os produtos de maior destaque no mês, em função do crescimento do valor exportado, foram: soja em grãos (+US$ 878,3 milhões), milho (+US$ 397,8 milhões), farelo de soja (+US$ 330,5 milhões), açúcar de cana em bruto (+US$ 215,2 milhões) e carne de frango in natura (+US$ 214 milhões).

Juntos, os produtos contribuíram com US$ 2,0 bilhões para o aumento das exportações, valor superior ao crescimento de US$ 1,6 bilhão nas vendas externas totais do setor. Em março de 2022, as exportações do agronegócio foram de US$ 14,4 bilhões.

De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, o aumento do volume embarcado explica, em grande parte, o valor histórico das exportações do agronegócio em março de 2023. O índice de quantum das exportações brasileiras do agronegócio subiu 7,1%, e o índice de preço dos produtos exportados teve aumento de 3,5%.

Soja em grãos e farelo de soja – No complexo soja, dois produtos merecem menção com recordes em volume e em divisas: soja em grãos e farelo. A soja em grãos atingiu US$ 7,3 bilhões (+13,6%) e embarques de 13,2 milhões de toneladas (+8,6%). O Brasil colhe uma safra recorde da oleaginosa estimada em 153,6 milhões de toneladas (+22,4%). A China continua sendo o principal destino, absorvendo 75,7% do total embarcado pelo Brasil.

Já as vendas de farelo de soja somaram valor recorde de US$ 1,1 bilhão (+45,5%), e quase 2 milhões de toneladas (+31,7%). A União Europeia, maior importadora do produto, adquiriu US$ 492,3 milhões (+40,9%) e 904,4 mil toneladas (+29,1%).

Carne de frango – As exportações do país alcançaram o recorde de US$ 967,8 milhões (+29,6%) em março deste ano, com incremento de 25,5% em volumes exportados, que foram de 504,9 mil toneladas. Os principais importadores foram China, Japão e Arábia Saudita.

Segundo analistas da SCRI, em um contexto mundial com surtos generalizados de gripe aviária nos principais exportadores, foram abertas oportunidades adicionais para o mercado brasileiro, já que o Brasil nunca registrou casos em seu território.

Açúcar – As exportações de açúcar alcançaram recorde de US$ 818,1 milhões (+46,4%). O volume exportado aumentou 27,0%, atingindo 1,8 milhão de toneladas. Há expectativas de menor produção de açúcar em países como China, Índia, México, Tailândia e União Europeia.

Milho – As exportações de milho alcançaram US$ 401,9 milhões. Em março de 2022 foram de apenas  de US$ 4,1 milhões. Os principais destinos foram Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Vietnã.

Acumulado do ano – No primeiro trimestre do ano, as exportações brasileiras do agronegócio atingiram o recorde de US$ 36 bilhões, alta de 6,7% em relação ao mesmo período anterior.

O agronegócio registrou participação de 47,2% da pauta de exportações do Brasil, no período.

Fonte: https://www.gov.br/agricultura

Região de Limeira tem alta em importações e exportações

A Corrente de Comércio Internacional (soma das Exportações e Importações) da Regional Limeira teve um aumento de 6,6% no primeiro trimestre de 2023 comparado ao mesmo período de 2022, totalizando US$ 373,6 milhões. A informação foi divulgada pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo a pedido da Gazeta. Os dados do estudo englobam as cidades de Limeira, Cordeirópolis, Iracemápolis e Engenheiro Coelho.

Segundo levantamento, na Balança Comercial (diferença entre valor das Exportações e das Importações) houve um superávit de US$ 78,2 milhões. “Apesar da Balança Comercial manter-se superavitária nesse trimestre, tivemos um aumento significativo de 20% nas Importações (total US$ 147,7 milhões) enquanto que as Exportações ficaram estáveis em US$ 225,9 milhões (menos de 1% menor que 2022)”, disse Carlos A. Contiero, membro da Diretoria de Comércio Exterior do Ciesp.

Os principais produtos exportados na região foram: papel e cartão (1º), pastas de madeira (2º), gomas, resinas e outros sucos e extratos vegetais (3º), produtos químicos orgânicos (4º), preparações alimentícias diversas (5º), veículos automóveis (6º), máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (7º), bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres (8º), produtos cerâmicos (9º) e produtos de perfumaria (10º).

“Na Exportação, embora o valor total tenha sido estável relativamente a 2022, os dados apontam uma variação significativa entre os produtos já que Pastas de Madeira reduziram 22,5% e Gomas e Resinas aumentaram 49,5%. Essas variações podem ser explicadas por novos negócios, sazonalidade ou até aumento de preço devido à inflação internacional, especialmente energia e insumos industriais”, destaca.

No lado das Importações, o aumento total de 20% em 2023 é puxado pela família de produtos Veículos Automotivos e Tratores com 66,7% a mais que em 2022.  Em segundo lugar o setor de máquinas, aparelhos mecânicos, seguido por máquinas, aparelhos elétricos.  O item Gorduras e Óleos foi o quarto item mais importado e em quinto lugar do ranking de importação o setor de Instrumentos e Aparelhos de Ótica, mostrando um aumento de 39%.

“Os incrementos na Importação podem estar relacionados à reposição de estoques, aposta em aquecimento do mercado a médio prazo ou mesmo aumento de preços internacionais ou efeitos dos prazos da liberação alfandegária/logística internacional de transportes”, afirma.

GM vai investir US$ 35 bilhões em nova geração de elétricos até 2025

A General Motors (GM) revelou nesta quarta-feira, 19, o investimento de US$ 35 bilhões no desenvolvimento de uma nova geração global de veículos elétricos 2025. O plano de eletrificação começará com o lançamento dos SUVs Chevrolet Blazer e o Equinox, além do Bolt EUV.

Blazer e Equinox são equipados com a tecnologia Ultium. Esta consiste na plataforma modular específica da GM para veículos elétricos com diferentes combinações de motores e avanço na composição química das baterias.

“Tudo isso se traduz em melhor autonomia, maior velocidade de recarga e maior prazer de dirigir. Com esta plataforma é possível fabricar desde carros compactos, passando por SUVs, superesportivos até grandes picapes”, diz a GM, em comunicado.

América do Sul será estratégica no plano de eletrificação – Santiago Chamorro, presidente da GM América do Sul, destacou, em coletiva de imprensa, que países como o Brasil e o Chile são estrategicamente importantes para o plano de eletrificação da montadora. Isso por a América do Sul ser um mercado consumidor com potencial de trazer maior escola a linha de elétricos e por a fabricante estadunidense ter na região um centro de desenvolvimento de engenharia.

As principais colaborações estão relacionadas às áreas de eficiência energética e de conectividade. Além de testes de certificação e homologações que já foram iniciados para adaptar os automóveis à legislação e às preferências de cada país.

Em São Paulo, por exemplo, estão localizados o Campo de Provas da montadora e seu Centro Tecnológico. Além disso, a GM do Brasil já sinalizou que vê nos carros elétricos o caminho prioritário para a transição energética.

Em 2022, a GM lançou a nova geração do elétrico Chevrolet Bolt. E prometeu os lançamentos dos já citados Blazer EV, Equinox EV e Bolt EUV para cá.

 Fonte: https://www.automotivebusiness.com.br

MDIC lança bases para nova industrialização do país e volta a ser relevante no cenário internacional

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) chega aos seus 100 primeiros dias de administração com a realização de uma série de iniciativas que atendem a algumas das principais metas do atual governo: fortalecer a indústria brasileira em bases sustentáveis, com inovação tecnológica, capacidade exportadora e comprometida com a geração de emprego e renda; além da retomada das negociações comerciais, reinserindo o Brasil no cenário internacional.

Neste período, boa parte dos esforços do MDIC esteve voltada para a reestruturação e reativação dos instrumentos de gestão e governança, a começar pela recriação do próprio Ministério. A reativação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), cujo decreto foi publicado na última quinta-feira (6/4), marca o início da construção da nova política nacional para o país — o MDIC preside o conselho, que conta com mais 19 ministérios, o BNDES e 21 conselheiros representantes da sociedade civil.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi reestruturada em apenas dois meses. Havia 126 pleitos represados (“backlogs”), sendo 79 referentes à desabastecimento e 47 relativos à Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (LETEC). A Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex) voltou a ser vinculada ao MDIC. O Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte foi reativado. E o Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) está em processo de reestruturação.

A reorganização desses importantes instrumentos tem como objetivo aumentar a produtividade e a competitividade das empresas brasileiras, aperfeiçoar as políticas públicas, simplificar e desburocratizar processos, melhorar a articulação entre agentes públicos e privados, trazer segurança jurídica para as operações comerciais e reorientar sua atuação para o projeto nacional de fortalecimento da indústria brasileira e desenvolvimento com responsabilidade social e ambiental.

Resultados — Os resultados já começam a aparecer. O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (PADIS) foi ampliado, garantindo a isenção fiscal também para o segmento de fotovoltaicos, voltado à produção de energia solar. A iniciativa reforça a prioridade dada pelo atual governo ao segmento de alta tecnologia, estratégico para a economia verde.

Também houve redução a zero dos custos aos exportadores de carne de frango, para emitir Certificados de Origem aos mercados da União Europeia e Reino Unido. Ainda entre as medidas para fortalecer as exportações brasileiras, o governo federal obteve a revogação, pelos EUA, do direito antidumping aplicado às exportações de chapas de aço carbono, que estava em vigor desde 1993.

Para impulsionar a bioeconomia, o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) passará, nos próximos dias, a ter personalidade jurídica própria e poderá captar recursos públicos e privados e ampliar suas atividades. Instalado em um complexo com área construída de 12 mil metros quadrados, o centro tem como objetivo estimular o desenvolvimento econômico e sustentável da região amazônica através do estímulo à inovação, ao empreendedorismo e à geração de negócios sustentáveis baseados nos recursos naturais da Amazônia.

No âmbito da Camex, tarifas para pneus de carga e resinas plásticas vindas de fora tiveram alíquotas ampliadas, beneficiando os produtores brasileiros de pneus e a indústria química nacional, e revertendo tendência de paralisação das linhas de produção e demissões.

Em outra importante decisão, a Camex aperfeiçoou o Programa de Financiamento às Exportações, na modalidade Proex-Financiamento. O objetivo foi aumentar de R$ 600 milhões para R$ 1,3 bilhão o limite de faturamento bruto anual das empresas que podem fazer parte do programa, e permitir que mais empresas brasileiras possam se qualificar para obter financiamento para suas exportações.

Player internacional – No cenário internacional, o Brasil voltou a ser um player relevante, e isso terá reflexo positivo para nossa indústria e para o comércio internacional. O MDIC presta apoio técnico às missões internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como ocorreu nas viagens à Argentina e Uruguai, e, nesta semana, na missão à China – nosso principal parceiro comercial, com o qual o Ministério deve fechar acordos importantes para fortalecer a cooperação industrial, a economia digital e a facilitação do comércio. O Brasil também assumiu importante liderança na retomada das reuniões para o acordo Mercosul — União Europeia, além das negociações bilaterais com, entre outros, Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Alemanha e Reino Unido.

Foto: agência Brasil – EBC