Exportações de Campinas registram segundo melhor janeiro em 26 anos

Campinas exportou no mês passado US$ 89,25 milhões (R$ 460,71 milhões), que foi o 2º melhor desempenho nas vendas ao exterior em janeiro dos últimos 26 anos. É o que revela estatística divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que passou a apresentar os dados em sua plataforma desde 1997. O resultado no primeiro mês deste ano é inferior apenas a janeiro de 2018, quando as exportações totalizam US$ 100,53 milhões (R$ 518,93 milhões).

As vendas de empresas de Campinas a outros países no início de 2023 tiveram um aumento de 68,24% em comparação aos US$ 53,05 milhões (R$ 273,84 milhões) de janeiro de 2022, aponta a Comex Stat do MDIC, que apresenta os dados da balança comercial. “Apesar dos problemas estruturais do déficit comercial regional causados pela dependência das importações de insumos, as exportações mostram melhora da atividade”, afirma o economista e pesquisador do Observatório PUC-Campinas Paulo Ricardo da Silva Oliveira, que realiza estudos sobre a balança comercial.

Os principais produtos exportados pelas empresas de Campinas foram caldeiras, máquinas e instrumentos mecânicos, que totalizam US$ 21,6 milhões (R$ 111,49 milhões), o equivalente a 24,2% do total. Ou seja, esses segmentos foram responsáveis por praticamente US$ 1 em cada US$ 4 exportados no mês passado. Em segundo lugar aparecem os combustíveis (US$ 14,6 milhões), com os materiais elétricos em terceira posição (US$ 10,8 milhões).

O crescimento das exportações foi bem maior do que das importações, o que ajudou a reduzir o déficit da balança comercial de Campinas. As compras feitas em outros países em janeiro foram de US$ 299,97 milhões (R$ 1,54 bilhão), alta de 0,92% em relação aos US$ 291,30 milhões (R$ 1,5 bilhão) do primeiro mês de 2021. Com esse resultado, o déficit em janeiro deste ano foi de US$ 210,72 milhões (R$ 1,08 bilhão), 11,56% menor dos que os US$ 238,25 milhões (R$ 1,22 bilhão) registrados no mesmo mês de 2022.

No ritmo, uma multinacional com a sede brasileira em Campinas tem sentido o aumento nas exportações, que representam 25% do seu faturamento. As vendas ao exterior terão um papel importante na expectativa da empresa de fechar 2022 com um aumento de 6% no faturamento. Ela está terminando o fechamento de seu balanço fiscal do ano passado, que aponta que no primeiro trimestre a receita cresceu 5,2%.

A indústria de origem alemã produz ferramentas elétricas, componentes automotivos, sistemas de segurança e eletrodomésticos. Além da fábrica de Campinas, ela tem plantas em São Paulo, Sorocaba, Simões Filho (BA) e Curitiba (PR), onde emprega 8,8 mil funcionários. Em 2021, a multinacional teve um faturamento líquido de R$ 6,9 bilhões n o Brasil, o que representou 75% do total registrado na América Latina, que foi R$ 9,2 bilhões. A empresa classifica o resultado esperado para 2022 como “moderado”, atribuindo o desempenho a alta da inflação, dos juros e aumento dos custos de produção, com destaque para energia, matérias-primas e logística.

A filial brasileira exporta principalmente para os mercados da América Latina, América do Norte e Europa. “Nesses últimos dois anos, em plena pandemia, dobramos o número de colaboradores atuando na exportação de serviços de alto valor agregado de 300 para 600 profissionais”, afirmou o CEO e presidente da Bosch para a América Latina, Gastón Dias Perez.

Região Metropolitana – O aumento das exportações das empresas de Campinas em janeiro foi quase o dobro do registrado pela Região Metropolitana de Campinas (RMC), que é formada por 20 municípios. Estudo realizado pelo Observatório PUC-Campinas, que também utiliza como base os dados do MDIC, aponta que no mês passado as exportações da RMC foram de US$ 432,80 milhões (R$ 2,23 bilhões), crescimento de 36,22% em relação aos US$ 317,71 milhões (R$ 1,64 bilhão) do mesmo período de 2022. “Esse valor corresponde ao maior para o mês em dez anos”, ressalta o coordenador do levantamento, Paulo Oliveira, que também é professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC).

No primeiro mês deste ano, as importações da RMC foram de US$ 1,29 bilhão (R$ 6,65 bilhões), com alta de 7,15% em comparação ao US$ 1,20 bilhão (R$ 6,19 bilhões) do mesmo período de 2022. O melhor desempenho das exportações resultou em uma queda de 3,23% no déficit comercial regional, aponta o estudo do Observatório PUC-Campinas.

Com o resultado, a participação da RMC nas exportações do Estado de São Paulo foi de 7,72%, enquanto que nas importações ficou em 21,07%. Isso representa “uma melhora na participação das exportações e uma pequena redução nas importações”, disse o economista. De acordo com o levantamento, os destaques no valor das vendas ao exterior foram as máquinas de construção civil, com alta de 54,05%, e medicamentos, com 62,4%. Entre os itens que apresentaram queda, a maior foi de partes de motores (-7,9%).

Já os itens mais importados foram os compostos heterocíclicos de nitrogênio, que registraram crescimento de 206%. Em segundo lugar no ranking de aumento aparecem os agroquímicos, com 121%. Por outro lado, as importações de circuitos eletrônicos tiveram queda de 14,01%, que é reflexo da falta desse item no mercado mundial, o que prejudica a produção de várias fábricas no Brasil.

É o caso da maior fabricante de automóveis do País, que este mês concedeu férias coletivas de dez dias para os funcionários de três fábricas por causa da falta de semicondutores. A paralisação atingiu as unidades de São Bernardo do Campos e São Carlos, ambas no Estado de São Paulo, além de São José dos Pinhais, no Paraná.

O estudo do Observatório PUC-Campinas revelou que houve aumento relativo das exportações para praticamente todos os principais destinos, com destaque para a Argentina, Estados Unidos, México e Alemanha. As importações também aumentaram em todas as principais origens, ocupando a primeira colocação a China.

Paulo Oliveira apontou que o maior aumento nas exportações da RMC foi de itens de média-baixa complexidade, com crescimento de 118,48%. Em seguida, estão os produtos de baixa complexidade (114,98%), alta (41,35%) e média-alta (18,65%). Quanto as importações, a maior alta foi de itens de média-baixa complexidade, com 37,82%, enquanto que a queda mais significativa foi o de baixa (-67%).

“Assumindo que as importações estão relacionadas às atividades econômicas das cidades à frente dos produtos considerados, há indícios de aumento da atividade da indústria química”, disse o economista. “É importante ressaltar que nesse período houve grande aumento de preços de muitos insumos importados, elevando o valor das importações também pelo efeito preço”, acrescentou o economista.

O estudo do Observatório PUC-Campinas aponta que nos últimos 12 meses Campinas foi o município da RMC que mais exportou, com o montante chegando a US$ 1,05 bilhão (R$ 5,42 bilhões), o que representou 18,6% do total. O segundo lugar foi ocupado por Paulínia, US$ 1,01 bilhão (R$ 5,21 bilhões), com uma participação de 17,75%. A terceira colocação ficou com Indaiatuba (16,45%), vindo depois Americana (9,23%) e Vinhedo (7,54%).

Com informações: https://correio.rac.com.br

Governo de São Paulo reduz carga tributária de setores produtivos até o final de 2024

O governador Tarcísio de Freitas assinou nesta segunda-feira (27) decretos que reduzem a carga tributária de vários segmentos do setor produtivo paulista até 31 de dezembro de 2024. As medidas têm o objetivo de reduzir o custo de produção e estimular a economia no Estado de São Paulo.

“Esse é um ato em prol da indústria de São Paulo. Estamos acionando todas as alavancar disponíveis para promover o desenvolvimento no Estado. A nossa caminhada vai ser no sentido de promover a reindustrialização do Estado e de promover a competitividade da indústria paulista. Nossa expectativa é que a renúncia, mesmo que em um primeiro momento leve a uma redução de arrecadação, alavanque os investimentos no Estado, com a geração de emprego e renda”, destacou o governador Tarcísio de Freitas.

Os benefícios – alguns renovados e outros concedidos pela primeira vez – têm potencial para promover novos investimentos e gerar uma ampla oferta de empregos. Os decretos concedem isenção, redução de base de cálculo, crédito outorgado ou diferimento do ICMS aos produtores de soja, fabricantes de suco de fruta e bebidas à base de leite, à geração de energia elétrica, indústria de informática, empresas de data center, fabricantes de embalagens metálicas e medicamento para fibrose cística, entre outros.

A medida também reverte os efeitos do ajuste fiscal implementado em 2020, que havia reduzido os benefícios fiscais em razão da pandemia.

Confira na lista abaixo um resumo dos novos benefícios concedidos:

Leite de aveia – redução da base de cálculo do ICMS nas vendas de bebida vegetal à base de aveia, não alcoólica, não fermentada, pronta para consumo, de forma que a carga tributária seja equivalente à aplicação do percentual de 7%.

Embalagens metálicas – A cobrança do imposto na venda de máquinas e equipamentos destinados a estabelecimento fabricante de embalagens metálicas fica diferido para o momento em que ocorrer a sua alienação ou sua eventual saída.

Fibrose Cística – Operações com o medicamento Trikafta (princípios ativos Elexacaftor, Tezacaftor e Ivacaftor), destinado ao tratamento da doença, ficam isentos de ICMS.

Pá carregadeira de rodas, escavadeira hidráulica e retroescavadeira – Crédito do imposto de forma que a carga tributária resulte no percentual de 5%.

Máquina semiautomática sem centrífuga (tanquinho) – O estabelecimento fabricante poderá creditar-se de importância de forma que a carga tributária dessas saídas resulte no percentual de 3% nas operações internas e de 1,5% nas operações interestaduais.

Informática – Regime Especial de tributação do ICMS para contribuintes da indústria de Informática.

Data Center – Suspensão, o diferimento e a isenção do ICMS nas aquisições de equipamentos.

Bebidas à base de leite – Redução da base de cálculo do ICMS nas saídas internas de produtos alimentícios promovidas por estabelecimento fabricante ou atacadista.

Energia elétrica – Isenção do ICMS para geração distribuída de energia elétrica e centrais geradoras com potência instalada de até 5 MW (megawatts).

Fonte: https://www.saopaulo.sp.gov.br

Pelas redes sociais, EMBRAER anuncia chegada do primeiro jato E190 que será convertido em cargueiro

A Embraer informou nesta sexta-feira (17), pelas redes sociais, que recebeu em sua sede em São José dos Campos (SP) o primeiro jato E190 que será convertido em cargueiro, por meio do programa P2F (“passenger to freight”, em inglês).

Anunciado em março de 2022, o programa de conversão de E-Jets de primeira geração em aeronaves de carga comtempla os modelos E190 e E195. As modificações incluem uma porta lateral frontal para acesso dos containers de padrão ULD e a transformação da cabine de passageiros em espaço para cargas, além da instalação detectores de fumaça e alterações no sistema de geração do ar, entre outros itens. Após as alterações, os aviões receberão as designações E190F e E195F.

Segundo o fabricante, o E190F é projetado para transportar carga útil de 10,7 toneladas com alcance de 3.723 km. Já o E195F comporta até 12,3 toneladas e terá autonomia de 3.000 km.

Na rede: o primeiro #E190 ‘preowned’ a ser convertido na versão cargo chegou em nossa unidade em São José dos Campos, Brasil. Este importante marco reforça o compromisso da #Embraer com este novo programa. #EmbraerStories #WeAreEmbraer #HighTech #VeryHuman pic.twitter.com/q54c8FZJPa

— Embraer (@embraer) February 17, 2023

A Embraer espera ocupar uma categoria atualmente sem concorrentes, com capacidade e alcance superiores a de turboélices de carga como o ATR 72-600F, mas com custos mais baixos que os Boeing 737 e Airbus A320 convertidos para carga.

Com informações: AIRWAY

Gourmet Comex é destaque em Relatório da Receita e prestigiado por autoridades municipais

Foco agora é na edição 2023 – em Campinas (SP), 24/03 – com o apoio do CIESP e do SINDASP, e a adesão da Libraport, Asa Express, Agesbec e Lothus Cargo.

 Com o apoio do CIESP e do SINDASP, o mercado de comércio exterior e logística do interior de SP já tem encontro marcado para o dia 24 de março, uma sexta-feira, no Hotel Vitória Concept, em Campinas (SP).

Libraport, Asa Express, Agesbec e Lothus Cargo são algumas das empresas que até o momento já confirmaram presença – e assinarão com suas marcas – no tradicional almoço de conteúdo e networking.

Evento ainda repercute – A última edição, ocorrida em novembro de 2022, ainda repercute. A Alfândega da Receita Federal de Viracopos destacou entre as ações de 2022, na página 4 de seu “Portfólio Gerencial” – divulgado em agora fevereiro – a participação do Delegado Camilo Cremonez no evento (foto).

A Prefeitura de Campinas também esteve representada naquela oportunidade por dois Secretários Municipais: de Desenvolvimento Econômico e o de Finanças, respectivamente, Adriana Flosi e Aurílio Caiado.

Entre as novidades desta próxima edição, em março, será um esforço maior para aumentar ainda mais a presença das indústrias importadoras e exportadoras do interior de São Paulo e a valorização do tema da apresentação sobre o cenário deste importante setor, em 2023.

As empresas interessadas em apoiar o evento deverão entrar em contato no (19) 99299-1987 ou mkt@gpamais.com.br. A organização é da GPA+ Comunicação de Nilo Peralta.

Portfólio Gerencial da Alfândega de Viracopos revela números significativos da carga aérea em 2022

Após divulgação dos números totais de 356.789 toneladas em 2022 da carga aérea do Aeroporto de Viracopos, pela ABV – gestora do Terminal – agora foi a vez da Receita Federal anunciar a performance da Alfândega local.

A Alfândega da Receita Federal do Brasil (RFB) da 8ª Região Fiscal, no Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas (SP), divulgou seu Portfólio Gerencial 2022.

O material traz todas as ações, principais acontecimentos e projetos desenvolvidos ao longo do ano pelo Órgão Federal.

Já os números anunciados, demonstram o protagonismo de Viracopos em diversos segmentos da carga aérea. Confira a liderança da Alfândega no Brasil.

  • Maior quantidade de Declarações de Importação (DI) OEA
  • Líder em Remessas Expressas na Importação – Aeroportos (em volumes)
  • Líder em Quantidade de DIR registradas – Aeroportos
  • Exportações DUE por Remessa Postal ou Expressa (VMLE em Dólar)