No interior de SP, Takasago moderniza laboratórios de fragrâncias e projeta crescer 30%

Na contramão da tendência econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus, que completa um ano, a Takasago – uma das cinco maiores empresas de aromas e fragrâncias do mundo, com operação em 26 países, incluindo o Brasil – manteve planos de investimentos e expandiu e modernizou seu Centro Criativo de Fragrâncias no país. Planejada desde 2019, a remodelação do local compreende os Laboratórios de Criação e Aplicação, as Salas de Avaliação e de Qualidade, e foi inaugurada no começo deste mês, na sede da companhia, em Vinhedo, no interior de São Paulo.

Maior investimento na Divisão de Fragrâncias nos últimos 10 anos, a reforma ampliou a área em 50%, propiciando um aumento da equipe de especialistas também em até 50%. “Faremos as aberturas de vagas e contratações de maneira gradual, como parte do plano de investimento. E esta renovação aumenta de maneira significativa a nossa eficiência de criação de fragrâncias e aplicação nas diferentes formatos e segmentos e, portanto, também esperamos um crescimento no nosso faturamento, algo em torno de 30% até 2023”, revela Anacelia Schlittler Contador, diretora da Divisão de Fragrâncias da Takasago.

Além do aporte financeiro na ampliação da área e na infraestrutura, a Takasago também comprou equipamentos de aplicação e de análise sensorial de última geração, e adquiriu um software para gerenciamento de materiais.

“Nosso ‘novo’ Centro de Criação tem três grandes pilares: o primeiro são os laboratórios de criação, onde são feitas as pesagens para as novas fragrâncias e amostras; outro são os laboratórios de aplicação, onde injetamos as fragrâncias em todos os segmentos, como, por exemplo, shampoos, sabonetes, detergentes, sabões em pó, etc; o terceiro elemento são as salas de avaliação, onde a equipe interna, após aplicada a fragrância, faz testes que reproduzem a condição real de uso dos produtos, como um chuveiro ou uma máquina de lavar, por exemplo, para podermos avaliá-los em todos os níveis de utilização pelo consumidor”, explica Anacelia.

Segundo a diretora, a Takasago, desta forma, ganha força em suas capacidades de produção de amostras e de desenvolvimento, apostando em uma modernização e um consequente crescimento. “Ganho de eficiência, ganho de produção. Fizemos um investimento por entendermos que, antes e, principalmente, durante a pandemia, houve aumento de consumo em vários segmentos, como o de limpeza, por exemplo: tanto em higiene pessoal, quanto da casa. Pensamos, principalmente, no consumidor”, conclui.

Fonte: Canal Executivo

Projeto logístico em Itu (SP), inédito do setor de autopeças no mundo, é apresentado pela ZF

Em um projeto inédito no mundo todo no mercado de reposição de autopeças, a ZF está digitalizando todos os processos logísticos associados e 100% de seu estoque de componentes no centro de distribuição em Itu (SP), que abriga perto de 5 milhões de itens que são enviados a 750 pontos de venda na América do Sul. O processo interno de digitalização, que recebe boa parte dos investimentos de R$ 15 milhões programados para a unidade até 2025, começou em 2019 e deve se estender até o meio de 2022 com a aplicação de etiquetas dotadas de chip de identificação por radiofrequência (RFID, na sigla em inglês) em todas as 40 linhas de produtos comercializadas pela empresa. 

Integrado na mesma etiqueta com código de barras que continua a ser fixada nos produtos, o chip RFID é uma identidade eletrônica da peça, com número de série único, que transmite de forma instantânea todas as informações sobre cada componente ao passar por portais de recebimento e expedição dotados de antenas, que captam os dados e os inserem automaticamente no sistema de controle informatizado da empresa, cruzando com a nota fiscal da remessa. Com isso, os processos de recebimento, conferência e envio dos componentes aos distribuidores é encurtado de horas para minutos, destaca Everton Silva, gerente sênior de operações da ZF Aftermarket América do Sul. 

Atualmente o centro de distribuição da ZF em Itu movimenta por dia de 150 a 200 toneladas de componentes, com giro diário na unidade de 30 a 40 caminhões. “Com a digitalização temos grandes ganhos de produtividade. Com o mesmo número de pessoas e período de trabalho conseguimos reduzir em 18% o tempo gasto em todos nos processos”, conta Silva. O avanço dos procedimentos digitais também deve eliminar ainda este ano os documentos em papel, tudo será eletrônico. 

Na doca da ZF em Itu, tela mostra todos os dados captados das etiquetas RFID das peças que chegaram no caminhão e já faz o cruzamento automático com as informações da nota fiscal eletrônica da remessa: tudo sem papel 

AUTOMAÇÃO E PRIMEIRA FÁBRICA DE RFID NO BRASIL  – A digitalização dos processos da ZF em Itu também trouxe mais automação ao centro, com a instalação de telas touch screen no interior de todo o centro de distribuição para consultas e inserção de informações, leitores a laser de identificação e elevadores automáticos integrados. São recursos que em conjunto quadruplicam a velocidade de atendimento dos pedidos, garantindo entregas em questões de horas para os produtos disponíveis em estoque. 

Atualmente, toda a linha de embreagens Sachs produzidas pela ZF em Araraquara (SP) e encaminhadas para Itu já está etiquetadas com RFID. A gama de produtos TRW fabricados em Limeira (SP), principalmente componentes de freios, será a próxima a receber os chips. O plano é adotar as etiquetas eletrônicas em todos os produtos da ZF direcionados ao aftermarket até o meio de 2022. Silva estima que será necessário comprar cerca de 500 mil etiquetas RFID por mês para identificar cada componente negociado, mas ele afirma que isso não implica em aumento de custos para os distribuidores, pois os ganhos de produtividade compensam os gastos envolvidos com a adoção dos chips. 

Usar etiquetas eletrônicas importadas em todo esse volume de peças poderia criar um gargalo perigoso para a ZF, como tem sido visto com a falta global de semicondutores que está paralisando linhas de produção no mundo inteiro. Por isso, a demanda motivou um novo investimento, com a instalação da primeira fábrica de RFID no Brasil. A ZF não divulga o fornecedor, mas no ano passado a Avery Dennison, com sede na Califórnia, Estados Unidos, anunciou que iria inaugurar em 2021 uma linha de produção de etiquetas RFID em instalações que já opera em Vinhedo (SP).  

POR ETAPAS, DISTRIBUIDORES TAMBÉM SERÃO DIGITALIZADOS  –  A segunda etapa do projeto é até o fim de 2022 estender a digitalização para todos os distribuidores, que também poderão ter portais de leitura dos componentes e o sistema informatizado de controle. A ZF vai dar consultoria e apoiar seus clientes a adotar as soluções digitais. Silva afirma que boa parte deles gostaria de instalar os sistemas ainda este ano, pois avaliam que os ganhos superam com folga os custos envolvidos – o maior deles é o portal de leitura, que custa cerca de US$ 4 mil. 

“Imagine um distribuidor que às vezes pode receber uma carreta cheia de peças. Ele vai precisar abrir todas as caixas e conferir com a nota fiscal. Isso pode demorar um dia inteiro, às vezes até dois. Com a digitalização, passando as caixas pelo portal de leitura dos RFID, esse processo pode ser reduzido a minutos”, explica Silva. 

Segundo o executivo, mais adiante a digitalização vai gerar dados de inteligência de mercado, com informações sobre demanda e giro de cada linha de produto em cada distribuidor, que inseridas em um sistema dotado de inteligência artificial poderá emitir automaticamente ordens de produção e remessas de acordo com a necessidade. “Isso vai nos permitir fazer a gestão compartilhada do estoque dos clientes e vai mudar nossa relação, porque com essas informações vamos ajudar eles a vender. Será possível, por exemplo, programar o aumento do fluxo de peças de maior procura, para não deixar faltar, assim nós e os distribuidores não perdemos vendas”, aponta.   

Com informações Automotive Business

Projeto iniciado em Campinas (SP), Bosch chega a 10 milhões de módulos ABS feitos no Brasil

A Bosch anunciou que chegou à marca histórica de 10 milhões de módulos ABS (sistema antibloqueio de frenagem) feitos no Brasil, todos produzidos desde 2007 na fábrica de Campinas (SP). Na mesma unidade também são fabricados desde 2015 os módulos de ESP (programa eletrônico de estabilidade). 

A partir do início de 2014, os freios ABS (juntamente com os airbags frontais) passaram a ser equipamento obrigatório em todos os carros 0 km vendidos no Brasil. Já o controle de estabilidade é um item obrigatório desde 2020 para novos projetos de veículos leves e a partir de janeiro de 2024 também passará a ser obrigatório para qualquer modelo de veículo leve comercializado no País. 

“Com o objetivo de tornar o trânsito cada vez mais seguro e a tecnologia veicular acessível, a Bosch decidiu nacionalizar a produção do ABS muito antes de o dispositivo se tornar item obrigatório em todos os carros produzidos e comercializados no mercado nacional”, diz Michel Braghetto, gerente de marketing da Divisão Chassis System Control da Bosch. 

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

Hellmann Logistics entra no top 10 do setor aéreo mundial e líderes não alteram posição

Dez primeiros somam queda de meio milhão de toneladas. DSV salta de 8º para 4º com aquisição da Panalpina

Com o objetivo de fornecer informações sobre o que mudou no setor de freight forwarder no frete aéreo no ano de 2020 em comparação com o período pré-pandemia, a Alcott Global comparou as toneladas métricas de carga aérea compiladas por Transport Topics News, no final de 2019, respectivamente, em o final de 2020.

A lista é dominada por empresas europeias; a nova entrada no top 10 dos freight forwarders de carga aérea em 2020 foi a Hellmann Worldwide Logistics, uma empresa alemã.

Os volumes transportados diminuíram em 2020, em comparação com os de 2019. Para os Top 10 players, a redução foi de cerca de meio milhão de toneladas.

Os três principais freight forwarder de frete aéreo, DHL, Kuehne + Nagel e DB Shenker mantiveram sua classificação. O salto mais significativo na classificação é visto pelo DSV, do top 8 para o top 4, como resultado da aquisição da Panalpina. No entanto, o volume de frete aéreo combinado para DSV e Panalpina em 2019 foi 0,65 milhões de toneladas métricas maior do que o volume transportado em 2020.

O estudo foi divulgado pela Alcott Global.

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Kuehne + Nagel segue líder no transporte marítimo mundial em TEU’s

Este infográfico fornece insights sobre o número de contêineres de frete marítimo no final de 2019, respectivamente no final de 2020, compilado por Transport Topics News.

O número de contêineres transportados aumentou em 2020, em relação ao de 2019. Para os Top 10 players, o aumento foi próximo a meio milhão de contêineres.

A nova entrada para os 10 principais freight forwarders de frete marítimo em 2020 é FR MEYER’S SOHN Forwarding Business, uma empresa alemã.

Os quatro principais freight forwarder de frete marítimo, Kuehne + Nagel, Sinotrans Ltd., DHL e DB Shenker mantiveram sua classificação, enquanto o restante dos 10 principais freight forwarder de frete marítimo subiram uma posição no ranking desde 2019.

O estudo foi divulgado pela Alcott Global.

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