Anvisa: importador será responsável pelas condições de transporte e armazenamento das importações emergenciais de medicamentos e vacinas

A Diretoria Colegiada aprovou uma Resolução de Diretoria Colegiada (RDC), que regulamenta a autorização excepcional e temporária para a importação por Estados, Municípios e Distrito Federal de medicamentos e vacinas para Covid-19 que não possuam registro sanitário ou autorização para uso emergencial no Brasil, para o enfrentamento da emergência de saúde pública de importância nacional decorrente do surto do novo coronavírus (SARS-CoV-2), nos termos da Lei nº 14.124/2021.

Os medicamentos e vacinas importados devem ter indicação específica para tratamento ou prevenção da Covid-19 aprovada pela respectiva autoridade sanitárias estrangeiras e precisam ter, pelo menos, estudos clínicos de fase 3 concluídos ou com resultados provisórios.

Além disso, precisam ser registrados ou autorizados para uso emergencial por, no mínimo, uma das seguintes autoridades sanitárias estrangeiras e autorizados à distribuição em seus respectivos países: Estados Unidos, União Europeia, Japão, China, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Rússia, Índia, Coreia, Canadá, Austrália, Argentina e outras autoridades sanitárias estrangeiras com reconhecimento internacional e certificadas, com nível de maturidade IV, pela Organização Mundial de Saúde ou pelo Conselho Internacional para Harmonização de Requisitos Técnicos para Registro de Medicamentos de Uso Humano e pelo Esquema de Cooperação em Inspeção Farmacêutica.

Nesses casos, a Diretoria Colegiada da Anvisa poderá conceder autorização excepcional e temporária para a importação de medicamentos e vacinas para Covid-19 que sejam considerados essenciais para auxiliar no combate à pandemia.

Responsabilidades – O importador será responsável pela qualidade, eficácia e segurança do medicamento ou vacina a ser importado, assim como pelo monitoramento das condições de transporte, visando garantir as condições gerais e a manutenção da qualidade dos produtos importados, além do seu adequado armazenamento.

Também cabe ao importador prestar orientações aos serviços de saúde sobre uso e cuidados de conservação dos produtos importados, assim como aos pacientes sobre como notificar as queixas técnicas e eventos adversos a eles relacionados. A criação de mecanismos para a realização do monitoramento pós-distribuição e pós-uso dos produtos importados também cabe ao importador.

Assim, a proposta normativa isenta os referidos medicamentos e vacinas para Covid-19 de registro sanitário e autorização temporária de uso emergencial emitidos pela Anvisa, considerando as etapas regulatórias cumpridas para autorização de uso emergencial ou registro concedidos pelas autoridades sanitárias internacionais definidas pela Lei 14.124/2021.

Nesse sentido, os medicamentos e vacinas para Covid-19 devem ter qualidade, segurança e eficácia atestadas por meio da comprovação do registro ou autorização de uso emergencial pelas respectivas autoridades internacionais.

Gigante marítima ingressa no mercado de carga aérea

Após operar seu primeiro voo de carga no último sábado, 13 de março, entre Liège, na Bélgica, e Chicago, nos Estados Unidos, a gigante dos transportes marítimos CMA CGM informou que decidiu que sua nova divisão aérea CMA CGM AIR CARGO terá o objetivo inicial de conectar a Europa aos mercados internacionais começando pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito pela empresa durante sua comunicação de balanço anual.

Com uma capacidade de carga de 60 toneladas e um alcance de voo na casa de 7.500 km, através de quatro aeronaves Airbus A330-200F, o CMA CGM Group escolheu o Aeroproto de Liège, hub intermodal de carga, como local para sua base europeia, e começará operando voos para Chicago nos EUA.

Adrien Thominet, CEO do Grupo ECS, disse: “O Grupo ECS está extremamente honrado em apoiar este movimento estratégico da CMA CGM, um grupo que já é um especialista em fretamento e logística. Nossa flexibilidade, nossa rede de vendas e nosso know-how de negócios significam podemos ampliar o valor agregado que a companhia aérea está procurando.”

O Grupo CMA CGM e o Grupo ECS destacam que estão determinados a fazer da CMA CGM AIR CARGO um importante player no setor de carga aérea.

“TPC Logística Inteligente” tem novo presidente

Luis Chamadoiro, formado em engenharia civil, pós-graduado em logística e distribuição, ingressou na empresa desde seu início, há 20 anos, conquistando a função de VP de operações, VP comercial e hoje a presidência da TPC Logística Inteligente.Atualmente a empresa possui o título de Melhor Operador Logístico do Brasil (concedido pela ABOL e Editora OTM), mas ainda temos grandes conquistas pela frente.

Com muita tecnologia, investimento pesado e gestão de pessoas, chegaremos em um novo patamar de empresa. O futuro nos aguarda! Deem as boas-vindas ao nosso novo presidente, Luis Chamadoiro, exaltou a página da empresa no LinkedIn.

Fonte: LinkedIn TPC

Miami-Campinas-Santiago-Miami é nova rota regular e semanal em Viracopos

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), passou a receber a partir do início de março os voos cargueiros regulares da companhia Ethiopian Airlines, que vão aumentar a ligação para o transporte de cargas entre Brasil, América do Sul e EUA.      

O voo da Ethiopian tem previsão de uma operação semanal (todas as quintas-feiras, às 15h30) e fará a rota Miami–Viracopos–Santiago do Chile–Miami, utilizando uma aeronave Boeing 777-F. 

Na semana passada, a companhia realizou, excepcionalmente, dois voos inaugurais na quinta-feira e no sábado, mas estes ainda não faziam parte desta frequência regular iniciada nesta quinta-feira (04/03).  

“A chegada de mais uma grande companhia cargueira como a Ethiopian amplia a conexão do aeroporto ao mundo com rotas importantes para América do Sul e EUA. Com isso, o aeroporto consolida ainda mais a sua importância no cenário mundial de transporte de cargas”, disse o diretor de Operações de Viracopos, Marcelo Mota.      

Hoje, o Terminal de Carga (TECA) de Viracopos é um dos mais importantes e movimentados do Brasil e é o maior no processamento de carga importada no país. Além de contar com uma ampla, ágil e moderna estrutura para movimentação, armazenamento e liberação de cargas, o aeroporto é responsável por movimentar quase 40% de toda carga aérea importada do país em toneladas.  

Foto: Lúcio Daou

Embrapa: Brasil será maior exportador de grãos do mundo em cinco anos

Responsável por produzir uma quantidade de alimentos que atende a 800 milhões de pessoas em todo o mundo, o Brasil deve continuar ampliando sua contribuição para o abastecimento mundial a ponto de se tornar, nos próximos cinco anos, o maior exportador de grãos do planeta, superando os Estados Unidos. A informação está em levantamento feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). 

De acordo com a Embrapa, em apenas dez anos a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, tendo como destaque carne, soja, milho, algodão e produtos florestais. 

“Olhando os dados dos últimos 20 anos (2000 a 2020), a produção brasileira de grãos cresceu 210%, enquanto a mundial aumentou 60%, O Brasil é o quarto produtor mundial, mas o segundo exportador de grãos, basicamente de soja e milho”, disse à Agência Brasil o pesquisador Científico e Gerente de Inteligência da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, Elisio Contini. 

O maior exportador de grãos em 2020 foram os Estados Unidos com 138 milhões de toneladas. O Brasil está em segundo lugar com 122 milhões de toneladas. “Nos próximos 5 anos o Brasil deverá superar os Estados Unidos em exportação. Com base neste histórico e com os elevados preços internacionais dos produtos, a produção do Brasil deverá atingir a 3% de crescimento mundial”, disse. 

“E até 2050 a produção brasileira de grãos poderá superar os 500 milhões de toneladas, sendo ainda mais importante para a segurança alimentar do mundo”, acrescentou. 

A afirmação tem por base o estudo “O Agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas”, divulgado recentemente pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, tendo como autores Elisio Contini e Adalberto Aragão. 

Contini lembra que a contribuição brasileira para a alimentação das pessoas é expressa de forma direta e indireta, uma vez que parte da produção de soja e milho tem como destino a alimentação de gado e, consequentemente, a produção de carnes e leite. 

“A produção de grãos, de 2011 a 2020, cresceu no Brasil 5,33% ao ano, enquanto a do mundo em 2,03% ao ano. Isto significa que o Brasil cresceu mais do que o dobro do mundo”, disse. 

Dessa forma, acrescenta o pesquisador, o Brasil tem uma “janela de oportunidades de negócios” por, pelo menos, 20 anos, que deve ser aproveitada. “Afinal, estamos nos tornando uma economia de recursos naturais”. 

A situação privilegiada do país se deve, entre outros fatores, à grande quantidade de terras aráveis que se encontram no país. “Parte dos 160 milhões de hectares de pastagens pode ser convertida para a produção de grãos, tem regime de chuvas regulares como nos cerrados, líderes mundiais em tecnologia tropical e agricultores competentes”, argumentou, ao lembrar que as terras disponíveis para agricultura em outros países, como os Estados Unidos, estão praticamente esgotadas. 

Além disso, acrescenta ele, já há algumas tecnologias com potencial de aumentar ainda mais a produção nacional, como sementes melhoradas, insumos eficientes, maquinaria da melhor qualidade no mundo e sistemas de produção eficientes como o plantio direto, integração lavoura-pecuária. 

“Falta-nos melhoria na infraestrutura e marketing dos nossos produtos. A solução para a questão ambiental é vital para as nossas exportações”, complementa.