Brasil atinge melhor patamar para negócios desde 2013

A medida do risco-Brasil atingiu nesta semana o menor patamar em mais de seis anos (o último foi em 1993), já atingido na véspera, quando engatou oito quedas consecutivas, em meio ao clima positivo nos mercados internacionais e ao ambiente de otimismo na cena doméstica após a reforma da previdência.

O CDS (Credit Default Swap) de cinco anos — derivativo que mede o custo de proteção contra um calote da dívida soberana brasileira — se estabilizava em 117,15 pontos-base nesta terça, depois de fechar nesse patamar na segunda — o menor nível para um encerramento desde 10 de maio de 2013 (111,179 pontos-base).

Em oito quedas consecutivas entre 17 e 28 de outubro, o CDS perdeu 14,16 pontos-base, queda de 10,78%. No mesmo período, o dólar à vista se desvalorizou 3,91%, e o Ibovespa subiu 2,62%, para máximas recordes.

A melhora dessas medidas no mercado ganhou força depois de o Senado concluir, no último dia 23, a votação da reforma da Previdência, tirando definitivamente um importante fator de risco para o mercado.

Somado aos temas locais, sinais de progresso nas negociações tarifárias entre Estados Unidos e China, menor chance de um Brexit desordenado e expectativas de mais cortes de juros nos Estados Unidos também ajudaram a diminuir a percepção de risco, o que reduziu prêmios na dívida brasileira e colaborou para a queda do CDS.

Receita Federal assina Acordo de Reconhecimento Mútuo entre os Programas OEA do Brasil e da China

Em cerimônia realizada em 25/10/2019, na presença do Presidente da República Federativa do Brasil, Sr. Jair Messias Bolsonaro, e do Presidente da República Popular da China, Sr. Xi Jinping, e demais autoridades, foi assinado o Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM) entre o Programa de Gerenciamento do Credenciamento de Empresas da China e o Programa Operador Econômico Autorizado do Brasil.

O Programa de Operador Econômico Autorizado (OEA) é uma ferramenta de facilitação de comércio prevista na Estrutura Normativa para Segurança e Facilitação do Comércio Global (SAFE) da Organização Mundial de Aduanas (OMA). É também um dos compromissos do Acordo de Facilitação do Comércio (AFC) da Organização Mundial do Comércio (OMC), concluído na Conferência Ministerial de Bali, em 2013.

Os Acordos de Reconhecimento Mútuo (ARM), instrumentos voluntários de facilitação de comércio são assinados entre países parceiros que possuem Programa de Operador Econômico Autorizado e que seguem os padrões propostos no marco SAFE. Os principais objetivos de um ARM são: reconhecimento das certificações OEA emitidas pela Aduana do outro país; tratamento prioritário das cargas e consequente redução de custos associados à armazenagem; comprometimento recíproco da oferta de benefícios comparáveis; previsibilidade das transações; e melhora na competitividade das empresas OEA no comércio internacional.

O Acordo foi assinado pelo Ministro da Administração Geral de Aduana da República Popular da China (GACC), Sr. Ni Yuefeng, e o Coordenador-Geral de Administração Aduaneira, auditor-fiscal Jackson Aluir Corbari, que representou a RFB no evento.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2018, 3600 empresas brasileiras registraram 80 mil declarações de exportação para a China, no valor US$ 63,93 bilhões, o que equivaleu a 26,7% da totalidade de nossas exportações. Já na importação, 25 mil empresas brasileiras registram 680 mil declarações de importação, no valor de US$ 27,12 bilhões, representando 19,2% de nossas importações. A China teve, em 2018, superávit comercial de cerca de 352 bilhões de dólares em relação ao mundo todo, no entanto, no comércio Brasil e China, o superávit é do Brasil, de quase 30 bilhões.

Faturamento da indústria cresce pelo quarto mês consecutivo

O faturamento da indústria brasileira aumentou 0,4% em setembro em relação a agosto na série livre de influências sazonais. Pela primeira vez desde 2014, o indicador cresce pelo quarto mês consecutivo e acumula alta de 2,1% no período, de acordo com os dados da pesquisa Indicadores Industriais de setembro, divulgada nesta sexta-feira (1º) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo a CNI, “mesmo com os aumentos sucessivos, o faturamento da indústria registra queda de 1,7% no acumulado de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, em setembro, os demais indicadores não tiveram o mesmo desempenho do faturamento”.

A pesquisa mostra também que as horas trabalhadas na produção registraram redução de 0,2% frente a agosto, e a utilização da capacidade instalada ficou estável em 78%.

O levantamento diz ainda que o emprego e o rendimento médio do trabalhador permaneceram estáveis e a massa real de salários aumentou 0,4% em setembro na comparação com agosto. “Isso confirma que a recuperação da indústria brasileira continua em ritmo lento”, diz a CNI.

Fonte: Agência Brasil

Setor de Transporte celebra manutenção do preço do Diesel há mais de 30 dias, maior período de estabilidade em 1 ano

A Petrobras completou no último sábado (19) um mês sem reajustar os preços do diesel em suas refinarias, registrando o maior intervalo de estabilidade nos valores em cerca de um ano, de acordo com dados compilados pela Reuters.

O preço médio do diesel nas refinarias da petroleira figura em cerca de 2,30 reais por litro desde 19 de setembro, quando a Petrobras elevou a cotação em 4,2%, na esteira das fortes altas no preço internacional do petróleo após ataques a instalações da estatal saudita Aramco, ocorridos em 14 de setembro.

O último intervalo tão longo entre reajustes havia acontecido exatamente entre setembro e outubro do ano passado. Na ocasião, a estatal reduziu o valor nas refinarias em 10,07% em 30 de outubro, após tê-lo elevado em 2,8% em 30 de setembro.

Antes disso, a Petrobras chegou a ficar quase três meses sem praticar reajustes nos preços do combustível mais consumido do Brasil, após a greve dos caminhoneiros ocorrida no final de maio de 2018.

Distribuição logística de medicamentos ganha indicadores setoriais

A Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA) lançaram nova ferramenta estratégica de compartilhamento de indicadores logísticos do setor para fortalecimento da gestão das empresas deste mercado, por meio da qual os associados poderão comparar seus resultados com os demais e estabelecer novas referências de produtividade.

Atualmente 55 companhias já enviaram dados e a meta da associação é obter a adesão das 138 empresas associadas. De acordo com  Ivan Coimbra, diretor executivo da Abradilan, os primeiros indicadores a serem divulgados são: dias de estoque, prazo médio de compra, prazo médio de venda, inadimplência e custo operacional.

“Observando o momento de transformação por que passa o país, com aumento da competitividade, pressão por margens e variáveis das quais não se tem pleno controle, entendemos que é preciso ir além da análise de indicadores e referências externas de mercado”, argumenta. Para Coimbra, é necessário levar em conta fatores internos para elaborar um planejamento detalhado sobre o ganho de produtividade de cada empresa, o que permitirá corrigir rotas e estratégias com mais rapidez e assertividade.

A FIA estruturou o projeto de forma a garantir a maior acuracidade e total confidencialidade das informações compartilhadas. Para cada indicador, o associado poderá avaliar seu desempenho inclusive com base na região de atuação. Para um segundo momento, novos dados serão incorporados, ampliando ainda mais as referências para benchmarking.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico