Maior do planeta, Airlander 10 faz voo inaugural e promete revolucionar transporte aéreo de carga

aviaão maior finalO Airlander 10, considerada a maior aeronave do mundo, decolou nesta quarta-feira(17/08) para seu primeiro e breve voo, sobre uma pista no centro da Inglaterra. Com 43,5 metros de largura e 92 metros de comprimento, 6 metros a mais que o gigante Antonov An-225, o Airlander 10 é um híbrido de avião, helicóptero e dirigível. A aposta é que a aeronave possa revolucionar o mercado de transporte aéreo de cargas.

“É uma grande inovação britânica.”, disse o diretor executivo da Hybrid Air Vehicles, fabricante da aeronave, Stephen McGlennan, em entrevista à Associated Press. “É uma combinação de aeronave que tem partes de um avião com asas fixas, de helicóptero e de balão de hélio”.

O voo inaugural aconteceu em Cardington, cerca de 75 quilômetros ao norte de Londres. De acordo com a fabricante, o Airlander 10 foi desenvolvido para usar menos combustível que um avião, mas carregar cargas maiores, de até 10 toneladas. Ele pode alcançar 4.900 metros de altitude, viajar a velocidade de 148 quilômetros por horas e permanecer no ar por até duas semanas.

O projeto inicial foi tocado pelas forças armadas americanas, que planejavam usar a aeronave em missões de reconhecimento e vigilância no Afeganistão, mas foi abandonado em 2013 e, desde então, assumido pela pequena companhia britânica Hybrid Air Vehicles, que sonha em inaugurar uma nova era para as imensas aeronaves que voam por serem mais leves que o ar.

Os dirigíveis tiveram sua época de ouro no início do século passado, mas foram abandonados após graves acidentes, sendo o Hindenburg, em Nova Jérsei, nos EUA, o mais famoso. Na Alemanha, esses aeróstatos, também conhecidos como Zepelins, foram usados durante a Primeira Guerra Mundial.

A diferença do Airlander 10 em relação ao Zepelim é que o gás usado não é o hidrogêneo, inflamável, mas o hélio.

Fonte: Com informações “O GLOBO”

Aeroporto de Guarulhos: recuperação judicial à vista? GRU Airport se defende

terminal4-aeroportoA GRU Airport, concessionária que opera o Aeroporto Internacional de Guarulhos, corre sério risco de paralisar suas operações. A afirmação é da Grant Thornton, responsável pela auditoria de seu balanço.

Dentre os fatores que podem levar a empresa a um pouso forçado, estão o prejuízo acumulado de R$ 666 milhões no semestre; o patrimônio líquido negativo de R$ 894 milhões (isto é, se a empresa vendesse tudo o que possui, ainda ficaria devendo); e o fato de que a GRU não reservou dinheiro para pagar a outorga fixa da concessão, que venceu em 11 de julho. Uma coisinha de R$ 1,1 bilhão.

A GRU é formada pela Invepar e pela sul-africana ACSA. As informações são do Valor.

Em nota Oficial, porém, a Concessionária do Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A. rebate e informa que o plano de investimentos até 2032 é da ordem de R$ 6 bilhões. Desse total, mais de R$ 4 bilhões foram investidos nos primeiros quatro anos de gestão, atendendo às principais obras previstas no contrato de concessão.

O modelo adotado para a concessão de aeroportos exigiu um relevante investimento inicial que gerou uma necessidade de grandes aportes. Estes investimentos foram fundamentais para atingir a capacidade necessária para atender ao crescimento da demanda com o nível de serviço acordado. Tais investimentos foram previstos dentro do modelo de negócio e estão em linha com o retorno esperado.

Desde que assumiu a administração do Aeroporto Internacional de São Paulo, a concessionária realizou diversas obras de melhorias e implantação de novas tecnologias que resultaram na liderança da pesquisa de satisfação dos passageiros, na categoria de aeroportos que recebem mais de 15 milhões de passageiros/ano, além da terceira posição entre os aeroportos mais pontuais do mundo, segundo a consultoria britânica OAG.

Fonte: O Financista – 15.08.16 – 20:59h e Nota da GRU Airport

Viracopos implanta Câmara Climatizada Móvel na Exportação

foto frigoríficoA ABV – Aeroportos Brasil Viracopos – anunciou que foi implantado nas operações de Exportação no aeroporto de Viracopos, containers climatizados com “range” de 18°C à 22°C, a fim de atender de imediato uma  demanda relacionada às cargas perecíveis.

A ABV salienta, porém, que se trata de uma estrutura temporária, enquanto será concluído o projeto do complexo climatizado de VCP para cargas em Exportação.

O serviço já está disponível ao custo de R$ 70,00 por pallet de madeira ou volume com permanência de 24hs, contemplando o acompanhamento e monitoramento técnico 24hs de farmacêutico e equipe operacional do Terminal de Exportação.

Há exatos dois anos, em início de agosto de 2014, a ABV inaugurava um novo complexo frigorífico do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Viracopos. Além da modernização do local, foram construídas mais duas câmaras e uma antecâmara de armazenagem, passando de 13.000m³ para 21.000m³ de área total.

Na época, Viracopos passou a contar com 11 câmaras frigoríficas de armazenagem. Com isso, a capacidade foi ampliada naquela oportunidade em quase 40%.

Dachser Brasil impulsiona processo de desembaraço aduaneiro da Tetra Pak

imagem aéreoEmpresa de origem sueca de soluções em processamento e envase de alimentos chega ao topo do Ranking de Eficiência do Aeroporto de Viracopos 

A Tetra Pak busca constantemente a melhoria contínua em seus processos de importação e exportação. Como resultado desse esforço, a empresa foi recentemente classificada em 1º lugar no segmento “Regime Especial Linha Azul”, no Ranking de Eficiência Logística de Viracopos / Campinas (SP). O ranking é baseado no tempo médio de liberação de carga de importação e é agrupado em diferentes segmentos.

Este é o resultado de uma parceria bem desenvolvida entre a Tetra Pak e a Dachser Brasil – subsidiária local da empresa de logística sediada na Alemanha. Além de seu know-how e experiência em comércio exterior, a Dachser compartilha o mesmo conjunto de valores da Tetra Pak: visão de longo prazo, qualidade e inovação.

Monitoramento de processos, identificação de gargalos e melhoria de processos, foram os fatores determinantes para essa conquista de acordo com Angel Santana, Managing Director Dachser Brasil. “A otimização e a coordenação dos processos internos, ligados e cronometrados com o regime aduaneiro no aeroporto, foram determinantes para a operação ser bem sucedida. Juntamente com a Tetra Pak, nos concentramos em comunicações, atividades operacionais e maior eficiência”, explica Santana.

Nos últimos dois anos, a Tetra Pak tem realizado progressos significativos na eficiência dos processos, obtendo por vários meses o segundo melhor tempo no desembaraço aduaneiro. “Os desafios são grandes, mas acreditamos que podemos, em parceria com a Dachser, evoluir cada vez mais. Estamos confiantes de que excelentes resultados como este continuarão a ser alcançados”, conclui Rosana Mello, Diretora de Suprimentos da Tetra Pak para o Norte, Central e América do Sul.

Chineses querem retomar projeto do trem-bala entre SP e RJ

Empresas chinesas estão interessados em retomar o projeto do trem-bala entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

O embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, disse ao presidente interino Michel Temer na semana passada que empresas chinesas estão interessadas no projeto, cujas estimativas de investimentos variavam entre cerca de 35 bilhões de reais, por parte do governo, e 50 bilhões de reais, na visão do mercado.

Temer foi convidado para um passeio de trem de alta velocidade na China, de Xangai para Hangzhou, durante a reunião em setembro de líderes do G20, em que ele vai discutir o projeto com o presidente chinês Xi Jinping, em reunião bilateral.

“Os chineses querem muito vender esse projeto ao Michel (Temer)”, disse uma fonte palaciana que pediu anonimato porque não estava autorizado a falar publicamente. “O Brasil não comprou ainda, mas a ideia é vista com simpatia”, completou.

Um porta-voz da embaixada chinesa em Brasília disse que não tinha conhecimento do conteúdo das discussões entre Temer e embaixador Li Jinzhang. Emails para Li não foram respondidos até a publicação desta reportagem.

Fontes do governo Temer dizem que, dada a situação fiscal do país, uma condição para o projeto do trem-bala ser retomado é as empresas interessadas bancarem sozinhas os custos, sem participação de recursos públicos.

Técnicos do governo defenderam várias vezes alternativas para ajudar a pagar a conta do projeto. Além das tarifas dos passageiros, poderia haver exploração imobiliária nos arredores das estações de embarque e desembarque.

A tese é de que condomínios de alto padrão poderiam ser construídos ao longo do trajeto do trem-bala, pois o serviço de alta velocidade viabilizaria o deslocamento diário de seus moradores para o trabalho nos grandes centros urbanos.

Entre as empresas chinesas que estariam interessadas em retomar o projeto está a China Railway Construction, segundo uma fonte do governo. A empresa não pôde ser imediatamente contactada para comentar.

Empresas chinesas acreditam que o projeto seja economicamente viável, mas querem que o governo brasileiro proponha um novo modelo de concessão, disse uma autoridade chinesa familiar às discussões, sob a condição de anonimato.

Fonte: Reuters