Grupo Bosch persegue meta de atingir 7% de EBIT em 2026
O Grupo Bosch continua com sua ambiciosa estratégia para fortalecer sua competitividade, mesmo que o ambiente de mercado tenha sido um obstáculo ao crescimento no ano passado: com 90,3 bilhões de euros, a empresa teve um faturamento 1,4% menor em 2024 do que no ano anterior, ou 0,5% menor após ajustes cambiais. A margem EBIT das operações foi de 3,5%. “Em 2024, alcançamos melhorias importantes em termos de custos, estruturas e portfólio”, disse Stefan Hartung, presidente mundial do Grupo Bosch. Com uma taxa de inflação normal entre 2 e 3%, a Bosch visa alcançar um crescimento anual médio entre 6 e 8% até 2030.
No primeiro trimestre do ano, a Bosch aumentou sua receita de vendas em 4% em comparação ao ano anterior. O Grupo Bosch ainda tem como meta atingir 7% de EBIT em 2026, considerando isso uma tarefa extremamente ambiciosa diante dos desafios atuais. Para continuar sendo bem-sucedida em meio a mercados e tecnologias em mudança, a Bosch continuará a trabalhar intensivamente em custos e estruturas e a se concentrar em áreas de negócios lucrativas. “Como líder global em tecnologia, estamos totalmente comprometidos em explorar nossas fortalezas e diferenciais, como nosso alto nível de inovação”, afirmou Hartung.
A empresa também vê sua colaboração com startups como um grande estímulo para o crescimento. Como um dos maiores investidores de capital de risco corporativo da Europa, o Grupo Bosch anunciou um novo fundo para capital de risco: a subsidiária Bosch Ventures está disponibilizando cerca de 250 milhões de euros. A Bosch espera que os desenvolvimentos em seu principal negócio de Mobilidade, particularmente em eletromobilidade, hidrogênio e veículos definidos por software, sejam um grande impulso para o desenvolvimento. No setor de Bens de Consumo, a Bosch vê oportunidades significativas de crescimento surgindo de novas demandas dos clientes.
O foco para ferramentas elétricas está na expansão das linhas de equipamentos sem fio. Em seu negócio de Tecnologia Industrial, a Bosch espera que a entrada de pedidos se estabilize e ainda persegue o objetivo de alcançar uma receita de vendas de cerca de 1 bilhão de euros até o início da próxima década, com software e serviços digitais. Além disso, a automação industrial deve se concentrar em áreas de crescimento, como produção de baterias, semicondutores e bens de consumo.
No setor de Tecnologia de Energia e Construção, a expectativa é que a aquisição planejada do negócio de aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC) da Johnson Controls e Hitachi traga um crescimento significativo. Apesar de toda a turbulência global, a questão climática continua sendo uma preocupação central para a Bosch.
A empresa está destacando isso com novas metas de escopo 3, que visam reduzir ainda mais as emissões de carbono fora da esfera de influência direta da Bosch, como aquelas provenientes do uso de produtos. Independentemente de suas metas de crescimento, a Bosch deseja dobrar sua meta correspondente de redução de CO2 até 2030, de 15% para 30% em comparação a 2018. “A mudança climática não desaparecerá apenas porque a economia global atualmente enfrenta outros desafios”, alerta Hartung. “A sustentabilidade continua sendo uma prioridade para a Bosch.”



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