Ministro Márcio França aponta que ABV seguirá em Viracopos e prevê fim de impasse ainda em 2023

O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, esteve em Campinas na última segunda-feira, 4 de setembro, para anunciar que o Tribunal de Contas da União (TCU) permitiu que a Aeroportos Brasil (ABV) mantenha concessão de Viracopos e que o Governo tem interesse que isso se concretize. Disse, ainda, que espera que tudo se resolva até o fim de 2023.

França participou do encontro “O futuro de Viracopos”, organizado pela Prefeitura de Campinas, em parceria com a Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp) e o Conselho de Desenvolvimento da RMC. O evento foi no Royal Palm Plaza Hall e reuniu mais de 220 pessoas, de diversos setores.

Um dos passos que faltavam para essa evolução, foi selado na última quarta-feira, 30 de agosto, quando a atual concessionária formalizou à União o pedido para que possa cumprir o prazo de concessão que tinha inicialmente, até 2042, e não mais devolver a concessão. Para destravar a situação, o ministro Márcio França explicou que foi necessário buscar uma solução, com segurança jurídica, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), o que já foi acenado positivamente.

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, destacou a importância do aeroporto. “Foi feito um anúncio muito importante aqui neste evento. O ministro disse que, após a decisão do Tribunal de Contas da União, será possível fazer uma nova repactuação com o atual concessionário e retomar o cronograma de obras e de ampliação do aeroporto. Destacamos a importância de resolver esta situação e retomar os investimentos no Aeroporto de Viracopos, que é importante para o desenvolvimento não somente de Campinas e região, mas para todo o Brasil.”, destacou o prefeito.

Viracopos é considerado o maior aeroporto de cargas do Brasil, teve recorde de passageiros em 2022, quase 12 milhões de pessoas, fechou os dois últimos anos no positivo e foi eleito o melhor do Brasil em 2022, na categoria acima de 10 milhões de passageiros ao ano.

Até o final de 2023 – O ministro Márcio França reforçou que é muito mais lógico repactuar com quem está dentro. “Até então, não havia ‘desistir da desistência’. Fomos atrás de uma solução, consultar o TCU. Se o governo entender que a renúncia não é interessante, pode verificar se a empresa pretende continuar e foi o que fizemos. A concessionária disse que pretende continuar. Precisamos de um serviço bem feito, e Viracopos faz um grande serviço, muito bem executado.”, explicou o ministro. Ele afirmou que o objetivo é que até o fim deste ano a situação do Aeroporto de Viracopos, concessionado pela ABV esteja acertada e concluída.

Para manter a concessão com a Aeroportos Brasil é necessário encerrar o processo de relicitação, já em andamento, para escolha de novo concessionário. O ministro Márcio França ressaltou que o governo federal tem todo o interesse de que a concessionária continue com a gestão desses serviços.

“A boa notícia é que o TCU tomou uma decisão permitindo que as empresas que desistiram pudessem voltar atrás e continuar na administração. No caso de Viracopos, já houve uma reunião e a concessionária decidiu permanecer no aeroporto”, disse o deputado federal Jonas Donizette.

A concessionária de Viracopos solicitou, em maio de 2018, a recuperação judicial, encerrada em dezembro de 2020. O edital de relicitação do Aeroporto de Viracopos foi publicado em março de 2022, com prazo para conclusão até julho de 2024.

O delegado da Alfândega de Viracopos Camilo Pinheiro Cremonez apresentou dados que consolidam a importância do aeroporto no comércio internacional.

Participaram do encontro o vice-prefeito de Campinas e secretário de Relações Institucionais, Wanderley de Almeida, o Wandão; os secretários municipais de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi; de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Marcelo Coluccini; de Urbanismo, Carolina Baracat; de Cultura e Turismo; Alexandra Caprioli; de Comunicação, Rose Guglielminetti; de Finanças, Aurílio Caiado; o presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Luiz Rossini; diversos vereadores, deputados, prefeitos e empresários.

Crédito Foto: Prefeitura de Campinas – Carlos Bassan

Navios barrados em Santos expõem esgotamento do porto e reacendem privatização, afirma Jornal

Com 95% de ocupação, o BTP, terminal ligado às empresas de navegação Maersk e MSC, já recusa navios no porto de Santos, evidenciando o esgotamento da capacidade local, informou a Coluna Painel da Folha de SP.

Pessoas que participam da operação no porto afirmam que, na semana passada, o BTP não conseguiu receber dois porta-contêineres programados para operar.

Ambas as embarcações tentaram desviar para os outros dois terminais portuários: Santos Brasil e DPW, mas eles também não puderam receber as embarcações.

A situação, segundo operadores, mostra que o porto não tem mais espaço para contingências.

A OCDE indica que o limite de ocupação de terminal para manter a eficiência é até 70% (pátio) e até 65% (berço de atracação).

O plano de expansão, com o leilão de novo terminal em Santos previsto para 2022, parou sob o governo Lula.

O ministro de Portos, Márcio França (PSB), que balança no cargo, quer estudar novamente a necessidade de se manter o porto sob controle estatal e o tamanho necessário para a expansão necessária para que o terminal não perca carga para portos vizinhos.

Ao lado da Autoridade Portuária de Santos, estatal que controla o maior Porto da América Latina, França tem dito que o porto ainda tem capacidade ainda para movimentar contêineres.

No entanto, dados da própria autoridade portuária mostram que, desde 2019, o porto opera no seu limite (70% de capacidade instalada). Naquele ano, foram 4,2 milhões de TEUs movimentados, limite operacional.

Neste ano, a projeção de cargas para Santos (5,3 milhões de TEUs) deve superar a capacidade operacional (4 milhões de TEUs).

Isso equivalente a 70% da capacidade instalada (5,7 milhões de TEUs), percentual a partir do qual a operação deixa de ser eficiente, segundo a OCDE.

Fonte: Folha de SP

Congestionamentos de caminhões escancaram necessidade de novo acesso ao Porto de Santos

Os congestionamentos de caminhões em direção ao Porto de Santos não são novidade, mas se intensificaram neste segundo semestre, devido ao escoamento da safra de grãos, e mobilizaram os caminhoneiros autônomos, como o da última quarta-feira, no Viaduto da Alemoa, que durou 12 horas. Essa antiga realidade reforça uma necessidade: a da construção de um novo acesso para a Margem Direita, na Cidade. Há projeto para isso e, na mesma proporção, o consenso das diversas esferas do Poder Público a respeito dessa carência.

O tema é tão urgente que, na noite de sexta-feira (01/09), motivou uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado, com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre ações de curto, médio e longo prazos para tentar encerrar o nó logístico que cerca a chegada de caminhões ao porto santista, o maior da América Latina.

“Nós, que trabalhamos na Alemoa e na Margem Direita do Porto de Santos, estamos convencidos há muitos anos desta necessidade. Aumentou-se o volume (por tonelada, por quantidade de veículos comerciais e por TEU) e parece óbvio que são necessários maiores e melhores acessos. Tudo pela fluidez logística, organização e por segurança”, afirma o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA), João Maria Menano.

Ele ressalta que o momento deve ser aproveitado para o desenvolvimento da logística conjuntamente com a carga. Ainda mais porque, lembra o dirigente da AMA, o recente Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a população residente em Santos diminuiu, sendo “pura carga na veia dos acessos rodoviários e aumento na área de negócios”.

“Se olharmos para o conjunto de ações das últimas décadas, constatamos que foram construídas a segunda pista para automóveis da Rodovia dos Imigrantes, as perimetrais de Santos e Guarujá, o Rodoanel, novos berços, além de novos e modernos terminais. E continuamos somente com a Anchieta para caminhões e o mesmo Viaduto da Alemoa para acesso à Margem Direita do Porto, que representa, ainda, mais de 50% do movimento de Santos. Ficamos verdadeiramente como um funil”, detalha.

O projeto – A segunda entrada para o Porto de Santos na Margem Direita, com a implantação de viadutos e via para descruzamento rodoferroviário na região da Alemoa e Saboó, está no contrato firmado pela Autoridade Portuária de Santos (APS) com a direção da Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips), administrada pelas empresas VLI, MRS e Rumo.

O compromisso é parte integrante da relação de investimentos mínimos e obrigatórios previstos a serem realizados pela cessionária, a fim de expandir a capacidade de movimentação de cargas no complexo portuário santista. O consórcio, porém, procurou o Governo do Estado para solicitar uma troca.

“No contrato, o preço estava em R$ 200 milhões, mas já atingiu hoje R$ 400 milhões. Fomos procurados pela Fips para fazer uma troca e incluir essa obra no contrato da Ecovias. Em contrapartida, a Fips gastaria esses R$ 200 milhões em habitação na Baixada Santista, em especial em Santos e Guaruja. Mas qualquer acerto depende da Autoridade Portuária”, revelou para A Tribuna o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini.

“É algo supernecessário. Não é uma obra fácil. Quanto mais rápido decidir, a obra pode ser iniciada. A Ecovias tem interesse em fazer”, emenda Benini. Procurada pela Reportagem, a APS respondeu, em nota, que está tratando do assunto diretamente com a direção da Fips, uma vez que a decisão sobre o tema é de competência da gestão do Porto de Santos. “A APS divulgará o resultado tão logo se chegue a uma definição”, afirma.

Negociações – Também em nota, a Fips confirmou as informações divulgadas pelo Governo do Estado, avaliando que essas negociações podem favorecer a Baixada Santista. O consórcio aguarda pelo que considera “o melhor acordo”.

“A construção do viaduto por um outro player possibilitará que os investimentos até então previstos pela Fips para a realização da obra sejam direcionados para outras importantes ações de cunho social da região. A Fips acredita que o Governo do Estado e a Autoridade Portuária vão chegar ao melhor acordo e aguarda a definição final por parte da APS”.

Rapidez – O prazo previsto para a construção da segunda entrada para o Porto de Santos na Margem Direita, de acordo com o contrato com a direção da Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips), é de cinco anos. Mas o prefeito Rogério Santos (PSDB) não deseja que essa espera seja tão longa assim.

“Há um pacto federativo desde 2013 com obras em diferentes esferas: municipal, estadual e federal. A do Governo Federal até agora não foi executada e passou para a Fips. O que a gente pede é seja executada antes do prazo, assinado no fim do ano passado. É importante que comecem a fazer entendendo a importância para o Porto, para os caminhões e para a ferrovia, porque tira o cruzamento do caminhão com o trem na região do Valongo, entrando diretamente na Avenida Augusto Barata (Retão da Alemoa), atendendo aos terminais que chegam até a Ponta da Praia”.

Intervenções – Em âmbito municipal, Rogério lembra que tudo nesse sentido foi cumprido, com a entrega da Nova Entrada de Santos e o sistema de drenagem. Em termos estaduais, falta pouco das intervenções realizadas pela Ecovias, empresa que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), e fiscalizadas e gerenciadas pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Trata-se do Binário de Santos.

A primeira fase da obra foi concluída em 2020 e foram entregues três viadutos (nos km 62, km 64+560 e km 65). Eles ampliaram a fluidez do tráfego de veículos e trouxeram mais mobilidade aos caminhões que saem do Porto de Santos em direção à Capital.

Na segunda fase do projeto, com previsão de entrega entre os dias 15 e 19 deste mês, estão sendo realizadas obras entre o km 59 e o km 65 da Via Anchieta, contemplando a construção de um novo viaduto no km 63, que vai possibilitar que os veículos com origem da Zona Noroeste de Santos e destino a São Paulo acessem a Via Anchieta pela SP-148, a Avenida Bandeirantes.

Aumento da demanda – Além disso, para atender o aumento da demanda de veículos que passarão a utilizar esse trecho, a SP-148 será totalmente recuperada e a ponte sobre o Rio Casqueiro terá sua capacidade de tráfego ampliada com a implantação de duas faixas adicionais. A obra tem investimento de R$ 346,2 milhões.

O outro é o Rabo do Dragão, também na Anchieta – uma alça de acesso ao Jardim Casqueiro, em Cubatão. O investimento é de R$ 72,6 milhões.

Fonte: A Tribuna. Para ler a reportagem original

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Ministro Márcio França aborda “Futuro de Viracopos” nesta segunda-feira (4), em Campinas (SP). Faça sua inscrição gratuita.

O Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas (SP) é um dos aeroportos mais importantes e estratégicos do país. Em 2022 apresentou um aumento de 38% em operações com cargas e vem crescendo de forma consolidada. Somente neste primeiro semestre de 2023, Viracopos registrou novo recorde, todavia, em seus Terminais de Passageiros. Foram 6,2 milhões de pessoas embarcadas e desembarcadas apenas nos primeiros 6 meses deste ano.

Neste encontro será discutido, junto com o Ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, e outras autoridades, os desafios e o futuro desta potência internacional.

O mesmo tema foi debatido em dezembro de 2021, sob o ponto de vista da relicitação, naquela oportunidade, em uma palestra do ex-secretário nacional de Aviação Civil, à época Ronei Saggioro Glanzmann (atualmente Juliano Noman é o titular da pasta).

Hoje o cenário mudou. O TCU autorizou e existe a possibilidade da atual gestora ABV (Aeroportos Brasil Viracopos) seguir na administração deste importante equipamento urbano.

O evento “O Futuro de Viracopos” reunirá lideranças regionais, entre públicas e privadas. A reunião foi convidada pela Prefeitura de Campinas, ao lado do Conselho de Desenvolvimento da RMC e da AGEMCAMP.

O prefeito de Campinas Dario Saadi deve abrir o encontro ao lado de Adriana Flosi, Secretária de Desenvolvimento Econômico de Campinas.

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SINDIFISCO divulga mobilização da Receita, mas Viracopos, Guarulhos, Santos e Portos Secos de São Paulo seguem sem impactos até o momento

Embora o Sindicato que representa a categoria dos Auditores Fiscais da Receita Federal (SINDIFISCO) tenha divulgado que a mobilização segue forte, inclusive sinalizando para “operação padrão na zona primária e apagão na zona secundária”, o Portal LogNews apurou junto a alguns players do comércio exterior (que optaram por não se identificar), que os recintos alfandegados do Estado de São Paulo seguem com funcionamento sem novidades.

À exceção foi da empresa Haidar, que divulgou oficialmente em seu informativo diário a situação da mobilização / paralisação dos auditores fiscais da RFB prevista para início nesta semana. O comunicado, divulgado nesta terça-feira(29), trazia a informação:

“Tendo em vista as notícias veiculadas na imprensa em relação a mobilização de greve dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil contra cortes no orçamento para o pagamento do bônus de eficiência, prevista para início nesta semana por tempo indeterminado, apuramos a situação do funcionamento da fiscalização nos principais pontos aduaneiros do estado de São Paulo, conforme contato realizado pelos nossos despachantes com os servidores das respectivas repartições públicas:

– Porto de Santos: Sem impacto até o momento;

-Aeroporto de Guarulhos: Sem impacto até o momento;

-Aeroporto de Viracopos: Sem impacto até o momento;

– EADI’s e CLIA’s (recintos alfandegados de zona secundária): Sem impacto até o momento”, concluiu a notícia.