PIB do agronegócio deve terminar 2023 com alta de 2,5%, afirma CNA

De acordo com projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do agronegócio deve terminar 2023 com alta de 2,5% em relação a 2022. Segundo balanço do último ano e perspectivas para 2023 da CNA, o Governo Federal deve centralizar o pilar da infraestrutura logística no “Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”. O assunto é um dos temas que será tratado na 27a edição da Intermodal South America, o principal evento de logística, intralogística, transporte de cargas e comércio exterior que traz o panorama de mercado e explora nichos setorizados. No novo PAC, o conjunto de medidas incentiva o investimento privado, e estimula o aumento do investimento público em infraestrutura, além de pleitear a remoção dos obstáculos burocráticos, administrativos, normativos, jurídicos e legislativos.

O agronegócio fechou 2022 com exportações recordes de US$ 159,1 bilhões, crescimento de 32% em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais compilados pela CNA, no Boletim de Comércio Exterior do Agronegócio. As projeções da confederação indicam que os investimentos, privados e/ou públicos compreendam os eixos de logística (incluindo rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias); energia (com geração e transmissão de petróleo e gás); e o eixo urbano (contemplando habitação, saneamento e mobilidade urbana).

Fertilizantes – Elemento estrutural da cadeia agrícola, os fertilizantes têm grande impacto na composição do custo final das commodities. O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking de consumidores globais de fertilizantes, sendo responsável pela aquisição de 8% da produção mundial. Cerca de 80% dos adubos consumidos pelos brasileiros são de origem estrangeira e chegam via marítima, vindos de países produtores, como Rússia, Canadá, Bielorrússia, China, Israel, Marrocos, Argélia, Egito, Alemanha e Estados Unidos.

Receita Federal e Secex cravam início do CCT aéreo para julho, em evento do SINDASP

Conforme divulgado pelo informativo “Última Hora” do SINDASP, foi realizado na manhã desta terça-feira, dia 31/01, mais um evento de conteúdo do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo. O movimentado encontro em comemoração do “Dia do Comércio Exterior” (ocorrido no último dia 28/01), trouxe novidades ao setor de comércio exterior.

Três importantes apresentações marcaram o encontro. A Receita Federal esteve representada pelos Gerentes do Portal Único de Comércio Exterior Tiago Barbosa e Alexandre Zambrano. Já a Associação Internacional ASAPRA (Asociación Internacional de Agentes Profesionales de Aduana) marcou presença através de seu Presidente Nelson Brens.

Elson Isayama, Presidente SINDASP (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo) abriu o evento e enalteceu a presença dos palestrantes e agradeceu aos dirigentes da Receita Federal, Jackson Corbari, Subsecretario de Administração Aduaneira da Suana e de Tatiana Prazeres, Secretária de Comércio Exterior da SECEX / MDIC, que cedeu os servidores da RFB para o evento.

Alexandre Zambrano abriu os debates e revelou que o Portal Único é um dos Projetos prioritários e estratégico da Presidência da República. Destacou grande avanços na área de exportação e, a partir de agora no processo de Importação, ao divulgar o cronograma previsto, aprovado pela Comissão Gestora em dezembro, com destaque para a implantação até julho do CCT Aéreo que substituirá definitivamente o Sistema Mantra em voos regulares, com a meta de ganhos de até 80 % no tempo médio na liberação de cargas.

Por sua vez, Tiago Barbosa, Coordenador-Geral de Projetos Estratégicos da SECEX (Secretaria de Comércio Exterior), Gerente do Programa Portal Único de Comércio Exterior, destacou o cronograma do Portal Único até 2026, e enalteceu a participação do SINDASP e da FEADUANEIROS nas contribuições de melhorias dessa implantação, no que tange a facilitação do comércio exterior brasileiro, contribuindo para se atingir processos cada vez mais céleres e seguros.

A última intervenção foi de Nelson Brens, Presidente da ASAPRA, que destacou os Despachantes Aduaneiros e o Comércio Exterior: perspectivas 2023 na América Latina. Brens destacou o plano da ASAPRA, que tem como objetivo geral consolidar a Entidade como o organismo de referência da Organização Mundial de Aduana e para as autoridades aduaneiras de todos os países membros, a fim de contribuir no desenvolvimento competitivo dos sistemas aduaneiros da região, gerando maior vínculo institucional e utilidade prática dos despachantes, corretores de aduana e agentes aduaneiros da Iberoamérica diante dos diferentes desafios.

“O SINDASP segue promovendo encontros do gênero, buscando a atualização da categoria dos Despachantes Aduaneiros. Hoje, os avanços anunciados são motivos de comemoração pelo mercado de comércio exterior”, encerrou Elson Isayama, Presidente do SINDASP.

Em abril, por ocasião das comemorações do “Dia do Despachante Aduaneiro”, o SINDASP promoverá o evento “Desembaraça SP”, com uma semana de debates de 24 a 28 de abril de 2023.

Fonte e Informações: Última Hora SINDASP – www.sindaspcg.org.br

 

Sorocaba (SP) atinge US$ 3,11 bilhões em vendas para o exterior e sobe no ranking de exportações em 2022

As indústrias da região de Sorocaba exportaram US$ 3,11 bilhões em 2022. O montante representa um crescimento de 44,2% na comparação com o ano anterior — US$ 1,73 bi — e coloca a região em sétimo lugar no rankig paulista de vendas ao exterior. Os dados constam de um estudo realizado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) que leva em consideração o volume total comercializado de janeiro a dezembro do ano passado pelas empresas do setor localizadas nos 48 municípios que integram a regional sorocabana do órgão.

No período analisado os principais produtos exportados foram veículos automotores e tratores — com 42% do total –, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (18,7%) e alumínio e suas obras (5,2%). Já os principais destinos dos produtos feitos na região de Sorocaba foram Argentina, Estados Unidos e Chile.

No caso das importações, o valor alcançou US$ 4,64 bilhões, significando um crescimento de 26,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as empresas da região de Sorocaba compraram US 3,42 bilhões do exterior. Os mercados mais relevantes que fornecem para a região são China (27,3%), Japão (13,7%) e Índia (8,9%). Os principais produtos importados são: máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (26,2%), além de produtos químicos orgânicos (18,6%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (15,5%).

“Cada dia que passa, nossa região tem mais índices positivos na economia, isso se deve às parceiras público-privada, além do clima de otimismo e confiança no setor industrial”, destacou o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga.

Entre os maiores – Esse resultado posiciona a região de Sorocaba em 7º lugar no ranking estadual de exportações, à frente, até mesmo, de outras regiões paulistas de porte semelhante ou maior, como Jundiaí, que exportou US$ 2,35 bilhões em 2022, Bauru (US$ 2,29 bilhões), Guarulhos (US$ 2,36 bilhões), Santo André (US$ 1,08 bilhão) e São Caetano do Sul (US$ 932,1 milhões).

“A Região de Sorocaba se destaca, cada vez mais, com sua economia aquecida, gerando vagas de emprego em diversos setores industriais. Somente em 2022, foram mais de 6 mil postos de trabalho criados. Isso reflete no bom desempenho da exportação local”, ressaltou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (Sedettur), Paulo Henrique Marcelo.

Para o diretor titular do Ciesp Sorocaba, Erly Domingues de Syllos, o bom desempenho da região de Sorocaba é fruto de um trabalho conjunto que possibilita a atração de empresas de porte. “Esse crescimento das exportações vem ancorado principalmente pelo setor industrial, juntamente com o poder público, o Parque Tecnológico de Sorocaba, além das faculdades, universidades, colégios técnicos, Senai e Sesi que têm um trabalho preponderante na formação de mão de obra, contribuindo para atrair novos investimentos em Sorocaba e toda nossa Região Metropolitana”, concluiu o diretor.

Fonte: https://www.jornalcruzeiro.com.br

Luftwege inicia 2023 com nova página na Internet e monitoramento de cargas aos clientes

Após ativar suas mídias sociais no ano que passou, a Luftwege – empresa de logística de Santos (SP) com origem no Despacho Aduaneiro – acaba de ampliar sua comunicação com o lançamento de sua nova home page. No site luftwege.com.br os usuários agora têm uma visão ainda mais clara e moderna dos conceitos da empresa, seus serviços e diferenciais.

Em uma área específica aos clientes, estes poderão acessar o monitoramento da sua carga e o status do processo de importação ou exportação. Também, com apenas alguns dados, no campo “cotações”, os visitantes poderão também receber valores online para avaliar os custos de sua operação logística.

A empresa anunciou recentemente um crescimento de 12% em 2022. O diretor Rogério Grecchi atribuiu à chegada de novos clientes este impacto no resultado positivo no período. No ano que se inicia, a empresa monitora o comportamento do mercado sem parar de inovar. “Começamos 2023 com este olhar para transparência em nossas comunicações e um canal aberto com os clientes e potenciais parceiros de negócios”, resumiu Grecchi.

Visite e conheça o novo site: www.luftwege.com.br

América do Sul deverá manter crescimento gradual em 2023 nas vendas de automóveis

A América do Sul deverá ter, em 2023, mais um ano de crescimento nas vendas de automóveis e comerciais leves. Segundo projeções da Bright Consulting serão vendidos 3 milhões 370 mil veículos leves, volume 4% superior ao do ano passado, com o Brasil representando em torno de 60% do volume. O consultor Cássio Pagliarini afirmou que a expectativa é de manutenção do crescimento gradual nos principais mercados da região:

“Este é o segredo: crescimento contínuo, consistente, sem grandes saltos como já vimos no passado. E as nossas perspectivas indicam que Argentina, Brasil, Chile e Colômbia, os principais mercados da região, seguirão em expansão”.

Mesmo projetando um cenário positivo o consultor lembrou que não considera na projeção algum fato negativo que possa impactar nos negócios, como ocorreu nos últimos anos com a chegada da pandemia da covid-19 e com a falta de componentes.

O consultor projeta crescimento de 5% nos emplacamentos no Brasil, ainda impulsionado pelas locadoras, que estão renovando suas frotas. Pagliarini revelou um percentual interessante: no último trimestre de 2022 as vendas diretas representaram um terço do total comercializado pelas montadoras.

Para 2023, além da expectativa de alta, ele também enxerga alguns movimentos positivos em alguns países, caso do encontro do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com o da Argentina, Alberto Fernández, em busca de uma solução para o comércio local, que está sendo afetado pela questão cambial. Para Pagliarini conversas em busca de soluções são o primeiro passo para resolver este problema e uma possível solução deverá ajudar a indústria automotiva, que também pode elevar o volume exportado para a Colômbia.

O Chile continuará sendo o segundo maior mercado da América do Sul, à frente da Argentina, como em 2022. As vendas no Chile cresceram com robustez em 2021 e 2022 e, para 2023, a expectativa é de um avanço de 5% a 8%, com grande volume de veículos produzidos na China.

Na Argentina, que deverá seguir na terceira posição do ranking por país, a projeção também é de crescimento para 2023. Na visão do consultor o país já passou pelo seu pior momento, que foi em 2021. O porcentual de incremento esperado é de 5% a 8%. Na Colômbia, mercado considerado bastante estável, a expectativa também é de expansão de um dígito.

O Peru, quarto principal mercado da região, é o que a Bright monitora com menos otimismo, por causa das instabilidades políticas locais, que dificultam projetar como será o ano. Em 2022 o mercado local avançou 0,7% ante 2021, quase igualando o resultado.

Balanço – Em 2022 a região somou 3 milhões 260 mil automóveis e comerciais leves comercializados, após crescimento em quase todos os países. O Brasil encerrou o ano com 1 milhão 960 mil unidades emplacadas, queda de 0,7%, sendo o único dos maiores que recuou. O Chile, segundo maior mercado, chegou a 410 mil vendas, alta de 3% ante 2021. Assim como no Brasil e no mundo os SUVs estão aumentando sua participação, saindo de 30,5% em 2020 para 40,8% em 2022, representando a preferência dos consumidores.

Na Argentina, que somou 372,8 mil vendas e alta de 4,9% sobre 2021, a maior demanda foi por sedãs e picapes, veículos produzidos localmente e que receberam benefícios fiscais desde o fim de 2021, segundo a Bright. O segmento de sedãs tinha participação de 17,7% em 2021 e encerrou 2022 com 26,1%, e as picapes médias saíram de 18,1% para 21,7%. O segmento SUV caiu de 17,2% em 2021 para 13,1% em 2022, por causa dos impostos maiores que afetam o preço final.

A expansão do mercado colombiano foi de 2,6% em 2022, somando 238,7 mil unidades comercializadas. Por lá o mix de vendas por segmento se manteve estável na comparação com 2021. No Peru as vendas avançaram 0,7% com 153 mil 950 veículos entregues e os SUVs tiveram participação de 37,4%, contra 31,1% em 2021.

Fonte: https://www.autodata.com.br

Foto: EBC