“Ano começa depois do carnaval”, com início da Feira Intermodal, hoje(28), em São Paulo

Se é verdade que o ano começa depois do carnaval, a logística e o comércio exterior brasileiro incrementam seus negócios com a Intermodal 2023, que acontece nos dias 28/02, 01 e 03/03, uma semana após o término da data da tradicional folia brasileira. A abertura será hoje (28), às 13h.

A 27ª edição do evento para o setor de transporte de carga, logística, intralogística & armazenagem e comércio exterior reunirá 500 marcas expositoras e 40.000 visitantes qualificados em 40.000m² de área de exposição durante três dias num formato híbrido, combinando a edição física com ações digitais em tempo real.

A Intermodal acontecerá no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, ambiente climatizado com mais de 5 mil vagas de estacionamento (4,5 mil cobertas) e a 850 metros do metrô Jabaquara, 10 minutos do aeroporto de Congonhas e acesso rápido aos principais hotéis da região.

“Despachantes Aduaneiros contribuem para conformidade aduaneira no comércio eletrônico mundial”, afirma FEADUANEIROS

O comércio eletrônico está se tornando cada vez mais popular em todo o mundo, e isso está impactando significativamente as operações aduaneiras. A valoração aduaneira desses produtos é um desafio único, pois os preços dos produtos podem ser difíceis de determinar com precisão. Para garantir um comércio justo e transparente, é essencial que haja uma harmonização global nesse processo.

Durante um Simpósio sobre Comércio Eletrônico e Valoração Aduaneira, ocorrido no último dia 15/02, o Secretário Geral da Organização Mundial das Aduanas (OMA), Kunio Mikuriya, enfatizou a necessidade de uma abordagem mais harmonizada e consistente em relação à valoração aduaneira desses produtos. Mikuriya destacou a importância desse meio de compra e venda de produtos e a colaboração entre as agências de alfândega e outras partes interessadas no comércio eletrônico para garantir a segurança deste mercado e a proteção dos consumidores.

José Carlos Raposo Barbosa, Despachante Aduaneiro profissional e Presidente da FEADUANEIROS – Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros – ao analisar o tema, destacou a importância de impor limites aos valores importados para não prejudicar a arrecadação das aduanas. Ele também enfatizou a importância dos despachantes aduaneiros como parceiros das aduanas para conter práticas ilícitas nas operações de comércio eletrônico, como o descaminho, o contrabando e o subfaturamento. “Os despachantes aduaneiros desempenham um papel crucial na facilitação do comércio eletrônico e na garantia da conformidade aduaneira, trabalhando em estreita colaboração com as aduanas ao redor do mundo para ajudar a identificar e prevenir fraudes e práticas ilegais”, defendeu Raposo.

Segundo análise feita pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce irá atingir R$ 185,7 bilhões só em 2023.

A harmonização global da valoração aduaneira no comércio eletrônico, juntamente com a implementação de medidas de segurança e facilitação do comércio, é essencial para garantir um comércio justo, seguro e transparente, sem prejudicar as Economias nacionais. É importante manter um equilíbrio entre a facilitação do comércio e a segurança das fronteiras, incluindo a identificação e prevenção de fraudes e o combate à entrada de produtos perigosos ou ilegais.

A adoção de uma abordagem baseada em risco para a valoração aduaneira no comércio eletrônico pode ajudar a garantir esse equilíbrio, permitindo um comércio seguro e transparente. As autoridades alfandegárias enfrentam desafios em relação ao comércio eletrônico e à valoração aduaneira, incluindo a falta de recursos e conhecimento especializado. Nesse sentido, as organizações internacionais têm um papel importante na coordenação e harmonização das políticas de comércio eletrônico e valoração aduaneira.

Exportações de Campinas registram segundo melhor janeiro em 26 anos

Campinas exportou no mês passado US$ 89,25 milhões (R$ 460,71 milhões), que foi o 2º melhor desempenho nas vendas ao exterior em janeiro dos últimos 26 anos. É o que revela estatística divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que passou a apresentar os dados em sua plataforma desde 1997. O resultado no primeiro mês deste ano é inferior apenas a janeiro de 2018, quando as exportações totalizam US$ 100,53 milhões (R$ 518,93 milhões).

As vendas de empresas de Campinas a outros países no início de 2023 tiveram um aumento de 68,24% em comparação aos US$ 53,05 milhões (R$ 273,84 milhões) de janeiro de 2022, aponta a Comex Stat do MDIC, que apresenta os dados da balança comercial. “Apesar dos problemas estruturais do déficit comercial regional causados pela dependência das importações de insumos, as exportações mostram melhora da atividade”, afirma o economista e pesquisador do Observatório PUC-Campinas Paulo Ricardo da Silva Oliveira, que realiza estudos sobre a balança comercial.

Os principais produtos exportados pelas empresas de Campinas foram caldeiras, máquinas e instrumentos mecânicos, que totalizam US$ 21,6 milhões (R$ 111,49 milhões), o equivalente a 24,2% do total. Ou seja, esses segmentos foram responsáveis por praticamente US$ 1 em cada US$ 4 exportados no mês passado. Em segundo lugar aparecem os combustíveis (US$ 14,6 milhões), com os materiais elétricos em terceira posição (US$ 10,8 milhões).

O crescimento das exportações foi bem maior do que das importações, o que ajudou a reduzir o déficit da balança comercial de Campinas. As compras feitas em outros países em janeiro foram de US$ 299,97 milhões (R$ 1,54 bilhão), alta de 0,92% em relação aos US$ 291,30 milhões (R$ 1,5 bilhão) do primeiro mês de 2021. Com esse resultado, o déficit em janeiro deste ano foi de US$ 210,72 milhões (R$ 1,08 bilhão), 11,56% menor dos que os US$ 238,25 milhões (R$ 1,22 bilhão) registrados no mesmo mês de 2022.

No ritmo, uma multinacional com a sede brasileira em Campinas tem sentido o aumento nas exportações, que representam 25% do seu faturamento. As vendas ao exterior terão um papel importante na expectativa da empresa de fechar 2022 com um aumento de 6% no faturamento. Ela está terminando o fechamento de seu balanço fiscal do ano passado, que aponta que no primeiro trimestre a receita cresceu 5,2%.

A indústria de origem alemã produz ferramentas elétricas, componentes automotivos, sistemas de segurança e eletrodomésticos. Além da fábrica de Campinas, ela tem plantas em São Paulo, Sorocaba, Simões Filho (BA) e Curitiba (PR), onde emprega 8,8 mil funcionários. Em 2021, a multinacional teve um faturamento líquido de R$ 6,9 bilhões n o Brasil, o que representou 75% do total registrado na América Latina, que foi R$ 9,2 bilhões. A empresa classifica o resultado esperado para 2022 como “moderado”, atribuindo o desempenho a alta da inflação, dos juros e aumento dos custos de produção, com destaque para energia, matérias-primas e logística.

A filial brasileira exporta principalmente para os mercados da América Latina, América do Norte e Europa. “Nesses últimos dois anos, em plena pandemia, dobramos o número de colaboradores atuando na exportação de serviços de alto valor agregado de 300 para 600 profissionais”, afirmou o CEO e presidente da Bosch para a América Latina, Gastón Dias Perez.

Região Metropolitana – O aumento das exportações das empresas de Campinas em janeiro foi quase o dobro do registrado pela Região Metropolitana de Campinas (RMC), que é formada por 20 municípios. Estudo realizado pelo Observatório PUC-Campinas, que também utiliza como base os dados do MDIC, aponta que no mês passado as exportações da RMC foram de US$ 432,80 milhões (R$ 2,23 bilhões), crescimento de 36,22% em relação aos US$ 317,71 milhões (R$ 1,64 bilhão) do mesmo período de 2022. “Esse valor corresponde ao maior para o mês em dez anos”, ressalta o coordenador do levantamento, Paulo Oliveira, que também é professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC).

No primeiro mês deste ano, as importações da RMC foram de US$ 1,29 bilhão (R$ 6,65 bilhões), com alta de 7,15% em comparação ao US$ 1,20 bilhão (R$ 6,19 bilhões) do mesmo período de 2022. O melhor desempenho das exportações resultou em uma queda de 3,23% no déficit comercial regional, aponta o estudo do Observatório PUC-Campinas.

Com o resultado, a participação da RMC nas exportações do Estado de São Paulo foi de 7,72%, enquanto que nas importações ficou em 21,07%. Isso representa “uma melhora na participação das exportações e uma pequena redução nas importações”, disse o economista. De acordo com o levantamento, os destaques no valor das vendas ao exterior foram as máquinas de construção civil, com alta de 54,05%, e medicamentos, com 62,4%. Entre os itens que apresentaram queda, a maior foi de partes de motores (-7,9%).

Já os itens mais importados foram os compostos heterocíclicos de nitrogênio, que registraram crescimento de 206%. Em segundo lugar no ranking de aumento aparecem os agroquímicos, com 121%. Por outro lado, as importações de circuitos eletrônicos tiveram queda de 14,01%, que é reflexo da falta desse item no mercado mundial, o que prejudica a produção de várias fábricas no Brasil.

É o caso da maior fabricante de automóveis do País, que este mês concedeu férias coletivas de dez dias para os funcionários de três fábricas por causa da falta de semicondutores. A paralisação atingiu as unidades de São Bernardo do Campos e São Carlos, ambas no Estado de São Paulo, além de São José dos Pinhais, no Paraná.

O estudo do Observatório PUC-Campinas revelou que houve aumento relativo das exportações para praticamente todos os principais destinos, com destaque para a Argentina, Estados Unidos, México e Alemanha. As importações também aumentaram em todas as principais origens, ocupando a primeira colocação a China.

Paulo Oliveira apontou que o maior aumento nas exportações da RMC foi de itens de média-baixa complexidade, com crescimento de 118,48%. Em seguida, estão os produtos de baixa complexidade (114,98%), alta (41,35%) e média-alta (18,65%). Quanto as importações, a maior alta foi de itens de média-baixa complexidade, com 37,82%, enquanto que a queda mais significativa foi o de baixa (-67%).

“Assumindo que as importações estão relacionadas às atividades econômicas das cidades à frente dos produtos considerados, há indícios de aumento da atividade da indústria química”, disse o economista. “É importante ressaltar que nesse período houve grande aumento de preços de muitos insumos importados, elevando o valor das importações também pelo efeito preço”, acrescentou o economista.

O estudo do Observatório PUC-Campinas aponta que nos últimos 12 meses Campinas foi o município da RMC que mais exportou, com o montante chegando a US$ 1,05 bilhão (R$ 5,42 bilhões), o que representou 18,6% do total. O segundo lugar foi ocupado por Paulínia, US$ 1,01 bilhão (R$ 5,21 bilhões), com uma participação de 17,75%. A terceira colocação ficou com Indaiatuba (16,45%), vindo depois Americana (9,23%) e Vinhedo (7,54%).

Com informações: https://correio.rac.com.br

Governo de São Paulo reduz carga tributária de setores produtivos até o final de 2024

O governador Tarcísio de Freitas assinou nesta segunda-feira (27) decretos que reduzem a carga tributária de vários segmentos do setor produtivo paulista até 31 de dezembro de 2024. As medidas têm o objetivo de reduzir o custo de produção e estimular a economia no Estado de São Paulo.

“Esse é um ato em prol da indústria de São Paulo. Estamos acionando todas as alavancar disponíveis para promover o desenvolvimento no Estado. A nossa caminhada vai ser no sentido de promover a reindustrialização do Estado e de promover a competitividade da indústria paulista. Nossa expectativa é que a renúncia, mesmo que em um primeiro momento leve a uma redução de arrecadação, alavanque os investimentos no Estado, com a geração de emprego e renda”, destacou o governador Tarcísio de Freitas.

Os benefícios – alguns renovados e outros concedidos pela primeira vez – têm potencial para promover novos investimentos e gerar uma ampla oferta de empregos. Os decretos concedem isenção, redução de base de cálculo, crédito outorgado ou diferimento do ICMS aos produtores de soja, fabricantes de suco de fruta e bebidas à base de leite, à geração de energia elétrica, indústria de informática, empresas de data center, fabricantes de embalagens metálicas e medicamento para fibrose cística, entre outros.

A medida também reverte os efeitos do ajuste fiscal implementado em 2020, que havia reduzido os benefícios fiscais em razão da pandemia.

Confira na lista abaixo um resumo dos novos benefícios concedidos:

Leite de aveia – redução da base de cálculo do ICMS nas vendas de bebida vegetal à base de aveia, não alcoólica, não fermentada, pronta para consumo, de forma que a carga tributária seja equivalente à aplicação do percentual de 7%.

Embalagens metálicas – A cobrança do imposto na venda de máquinas e equipamentos destinados a estabelecimento fabricante de embalagens metálicas fica diferido para o momento em que ocorrer a sua alienação ou sua eventual saída.

Fibrose Cística – Operações com o medicamento Trikafta (princípios ativos Elexacaftor, Tezacaftor e Ivacaftor), destinado ao tratamento da doença, ficam isentos de ICMS.

Pá carregadeira de rodas, escavadeira hidráulica e retroescavadeira – Crédito do imposto de forma que a carga tributária resulte no percentual de 5%.

Máquina semiautomática sem centrífuga (tanquinho) – O estabelecimento fabricante poderá creditar-se de importância de forma que a carga tributária dessas saídas resulte no percentual de 3% nas operações internas e de 1,5% nas operações interestaduais.

Informática – Regime Especial de tributação do ICMS para contribuintes da indústria de Informática.

Data Center – Suspensão, o diferimento e a isenção do ICMS nas aquisições de equipamentos.

Bebidas à base de leite – Redução da base de cálculo do ICMS nas saídas internas de produtos alimentícios promovidas por estabelecimento fabricante ou atacadista.

Energia elétrica – Isenção do ICMS para geração distribuída de energia elétrica e centrais geradoras com potência instalada de até 5 MW (megawatts).

Fonte: https://www.saopaulo.sp.gov.br

Pelas redes sociais, EMBRAER anuncia chegada do primeiro jato E190 que será convertido em cargueiro

A Embraer informou nesta sexta-feira (17), pelas redes sociais, que recebeu em sua sede em São José dos Campos (SP) o primeiro jato E190 que será convertido em cargueiro, por meio do programa P2F (“passenger to freight”, em inglês).

Anunciado em março de 2022, o programa de conversão de E-Jets de primeira geração em aeronaves de carga comtempla os modelos E190 e E195. As modificações incluem uma porta lateral frontal para acesso dos containers de padrão ULD e a transformação da cabine de passageiros em espaço para cargas, além da instalação detectores de fumaça e alterações no sistema de geração do ar, entre outros itens. Após as alterações, os aviões receberão as designações E190F e E195F.

Segundo o fabricante, o E190F é projetado para transportar carga útil de 10,7 toneladas com alcance de 3.723 km. Já o E195F comporta até 12,3 toneladas e terá autonomia de 3.000 km.

Na rede: o primeiro #E190 ‘preowned’ a ser convertido na versão cargo chegou em nossa unidade em São José dos Campos, Brasil. Este importante marco reforça o compromisso da #Embraer com este novo programa. #EmbraerStories #WeAreEmbraer #HighTech #VeryHuman pic.twitter.com/q54c8FZJPa

— Embraer (@embraer) February 17, 2023

A Embraer espera ocupar uma categoria atualmente sem concorrentes, com capacidade e alcance superiores a de turboélices de carga como o ATR 72-600F, mas com custos mais baixos que os Boeing 737 e Airbus A320 convertidos para carga.

Com informações: AIRWAY