Exportações de indústrias da região de Campinas crescem quase 30%

As exportações das indústrias da região foram de US$ 1,74 bilhão (R$ 9,14 bilhões) no primeiro semestre deste ano, o que representa crescimento de 29,7% em relação a igual período de 2021, quando o montante foi de US$ 1,34 bilhão (R$ 7,19 bilhões). Esse é o melhor resultado desde o início da pandemia da covid-19, em 2020, de acordo com a Sondagem Industrial Mensal divulgada na terça-feira (26) pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Campinas, que tem 494 empresas associadas, distribuídas em 19 municípios.

De acordo com o Ciesp, em junho, as exportações foram US$ 338,9 milhões (US$ 1,82 bilhão), melhor resultado dos últimos 30 meses. O crescimento das vendas ao exterior foi de 38,8% em relação aos US$ 244,1 milhões (R$ 1,31 bilhão) registrados no mesmo mês do ano passado.

Exportações X importações – O resultado da balança comercial da região no primeiro semestre de 2022 ainda é deficitário, uma vez que as importações — mercadorias compradas no exterior pelas indústrias — atingiram US$ 6,5 bilhões (R$ 34,88 bilhões), contra US$ 1,74 bilhão (R$ 9,14 bilhões) em mercadorias da região vendidas para o exterior. As importações tiveram alta de 21,6% em relação aos US$ 5,35 bilhões (R$ 28,71 bilhões) registrados no seis primeiros meses de 2021.

As importações em junho foram de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,44 bilhões), crescimento de 30,7% em comparação aos US$ 988,6 milhões (R$ 5,2 bilhões) de igual período de 2021.

No mês passado, o déficit da balança comercial foi de US$ 952,8 milhões (R$ 5,11 bilhões), 28% superior aos US$ 744,4 milhões (R$ 3,99 bilhões) do sexto mês do ano passado.

O déficit na balança comercial ficou em US$ 4,7 bilhões (R$ 25,2 bilhões) nos primeiros seis meses do ano, montante 18,9% maior do que no mesmo período de 2021, quando somou US$ 4,01 bilhões (R$ 21.52 bilhões).

Apesar da balança comercial deficitária, o diretor de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso, destaca que o crescimento das vendas ao exterior foi melhor em relação aos anos anteriores. “Apesar da crise que estamos vivendo, estamos contribuindo para um crescimento muito grande para a balança comercial brasileira”, destacou.

Expansão de mercado – O crescimento das exportações foi sentido por uma fabricante de ventiladores e exaustores comerciais e industriais de Itapira, que aposta nas vendas ao exterior como parte da política de crescimento. A empresa passou a buscar clientes em outros países há dois anos, com as exportações hoje representando entre 10% e 15% da produção.

“As novas vendas no mercado nacional já estão bem consolidadas e a expansão das atividades passa naturalmente pelas exportações”, explica o gerente de Comércio Exterior da fábrica, Felipe Neira Ribeiro Stivalli. A empresa, que tem 50 funcionários, trabalha para que as exportações representem 40% da produção nos próximos cinco a seis anos “para atingir o equilíbrio entre o mercado nacional e o internacional”, completa.

Atualmente, a indústria exporta principalmente para os países da América do Sul, e o objetivo é ampliar as vendas para os mercados da América do Norte, Europa e Oriente Médio. Para isso, a estratégia passa por investimentos em marketing e participação de feiras no exterior, como uma recente nos Emirados Árabes Unidos e outra no Chile.

Foto: Roncon&Graça – Fonte: https://correio.rac.com.br

Klabin investirá R$ 1,6 bi em nova fábrica em SP

A cidade de Piracicaba (SP) será a sede de uma nova fábrica de papelão ondulado da Klabin. O investimento previsto é de R$ 1,57 bilhão, com a geração de 1,2 mil empregos (700 durante a obra e 500 na operação da fábrica). A previsão é que a unidade comece a funcionar em 2024 e tenha capacidade para produzir 240 mil toneladas de papelão ondulado por ano.

Para a escolha de Piracicaba como sede do empreendimento, também pesou um acordo para a antecipação, para o ano que vem, da construção de um anel viário que estava previsto para 2040 no contrato de concessão da Eixo SP, que administra rodovias da região.

A nova fábrica da Klabin ficará em um terreno de quase 1 milhão de m² com localização estratégica, a cerca de 10 quilômetros de uma outra planta que a empresa já possui no município. Maior recicladora de papéis do Brasil com uma produção de 415 mil toneladas por ano, a empresa diz que “o projeto está alinhado a seu plano de crescimento e reforça sua crença no mercado brasileiro e seu compromisso de criar valor sustentável para toda a cadeia”.

Considerada um dos principais polos industriais do estado de São Paulo, a região de Piracicaba tem como atrativos para as empresas, entre outras coisas, logística privilegiada, com fácil acesso a rodovias importantes e ao aeroporto de Viracopos; oferta de mão de obra qualificada, com universidades e uma ampla rede de ensino técnico e tecnológico; e apoio à inovação, com diversos hubs e centros de pesquisa.

Fonte: https://www.usinagem-brasil.com.br

Viracopos tem semestre histórico na carga aérea com 180 mil toneladas movimentadas

Após apresentar recorde histórico de movimentação de carga em 2021, o Aeroporto Internacional de Viracopos registrou o melhor primeiro semestre da história da movimentação do Terminal de Carga, com um total de 179.288 toneladas ante 168.924 toneladas do mesmo período do ano passado, resultando em uma alta de 6,14%.

O acumulado dos primeiros seis meses de 2022 indica que o aeroporto poderá superar o recorde atingido em 2021. O resultado do primeiro semestre deste ano foi alavancado pelo aumento das movimentações na importação, na exportação, nas cargas domésticas (nacionais) e nas remessas expressas.

Neste período, se destacaram novamente os setores farmacêutico, metalmecânico, químico, de tecnologia, automotivo e de vestuário. Hoje, Viracopos é o maior aeroporto em importação de carga do país, movimentando 40% de toda a carga aérea que chega ao Brasil.

Considerando apenas o mês de junho, Viracopos teve crescimento de 3,6% em relação a junho de 2021. Foram 31.316 toneladas em junho de 2022 contra 30.222 toneladas registradas no mesmo mês do ano passado. O resultado da soma dos seis primeiros meses do ano consolida a tendência de alta neste setor do aeroporto.

Os resultados, mês a mês, na movimentação de carga em peso foram: 26.281 ton. (janeiro); 29.031 ton. (fevereiro); 32.270 ton. (março); 28.428 ton. (abril); 31.962 ton. (maio) e 31.316 ton. (junho).

 

Importação e ExportaçãoNa importação, houve alta de 5,8% no primeiro semestre de 2022 na comparação com o mesmo período do ano passado, com um total de 75.106 toneladas que chegaram ao país pelo TECA (Terminal de Carga) de Viracopos.

Já na comparação apenas entre os meses de junho de 2022 e junho de 2021, houve alta de 16,9% com um total de 13.412 toneladas que chegaram ao país por Viracopos ante 11.474 toneladas de junho de 2021.

A exportação também apresentou resultados positivos, com alta de 15,73% nos primeiros seis meses de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram registradas 56.736 toneladas de carga saindo do país por Viracopos de janeiro a junho deste ano ante 49.024 dos primeiros seis meses de 2021.

 

Remessas expressasJá o setor de remessas expressas (courier), somados os resultados de importação e de exportação, apresentou alta de 2,4% nos primeiros seis meses de 2022, com um total de 3.325 toneladas contra 3.248 toneladas do mesmo período do ano passado.

No caso das Cargas Nacionais (domésticas), houve uma movimentação de 7.473 toneladas em junho e 44.121 toneladas no acumulado dos seis primeiros meses de 2022.

DHL inicia voos exclusivos em Viracopos para garantir demandas mesmo em épocas de pico

Em parceria com a Cargojet, no último domingo, dia 10, a DHL Express iniciou o serviço exclusivo com 6 saídas semanais na rota de ida Miami-Viracopos e, na volta, na exportação, Viracopos-Bogotá-Miami.

O equipamento exclusivo, um avião Boeing 767 que conectará o Brasil com o mundo, tem uma capacidade de carga de 52 toneladas e facilitará o envio e recebimento de encomendas expressas.

Com o serviço, a empresa que já vem investindo muito no Brasil nos últimos anos, amplia sua capacidade e reduz problemas de falta de espaço para embarque de cargas, principalmente em épocas de picos de demanda, como Black Friday e Natal.

É com imenso orgulho que anuncio a chegada do avião da DHL Express Brasil!
Será totalmente dedicado e exclusivo para atender as demandas de nossos clientes, aumentando a capacidade, melhorando o tempo de trânsito e oferecendo a garantia de embarque em todas as épocas do ano, principalmente nos períodos de pico, afirmou Mirele Mautschke, CEO da DHL Express.

IATA divulga resultados globais positivos de carga aérea e América Latina é destaque

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA – International Air Transport Association) divulgou os resultados dos mercados globais de transporte aéreo de carga de maio de 2022.

Segundo o relatório, a flexibilização das restrições relacionadas à variante Ômicron na China ajudou a aliviar os problemas da cadeia de suprimentos e melhorar o desempenho em maio.

  • A demanda global, medida em toneladas-quilômetro de carga (CTKs*), ficou 8,3% abaixo dos níveis de maio de 2021 (-8,1% para operações internacionais). Este resultado representou uma melhoria em relação à queda de 9,1% registrada em abril.
  • A capacidade ficou 2,7% acima daquela registrada em maio de 2021 (+5,7% para operações internacionais). Esse resultado foi melhor que a queda anual de 0,7% registrada em abril. A capacidade aumentou em todas as regiões, com a Ásia-Pacífico apresentando o maior índice de aumento.
  • Diversos fatores causaram impacto no desempenho da carga aérea em maio:

– A atividade comercial aumentou ligeiramente em maio com o relaxamento das restrições relacionadas à variante Ômicron na China. As regiões emergentes também contribuíram para o crescimento, apresentando aumento nos volumes.

– Os novos pedidos de exportação, um indicador importante da demanda de carga e do comércio mundial, diminuíram em todos os mercados, exceto na China.

– A guerra na Ucrânia continua afetando a capacidade de transporte de carga que serve a Europa, pois várias companhias aéreas importantes para o transporte de carga são da Rússia e Ucrânia.

“O mês de maio trouxe notícias positivas para a carga aérea, principalmente por causa da flexibilização de algumas restrições relacionadas à variante Ômicron na China. Com ajuste sazonal, observamos crescimento (0,3%) após dois meses de queda. O retorno da produção asiática com o relaxamento das medidas da COVID-19, principalmente na China, apoiará a demanda por carga aérea. A forte recuperação do tráfego de passageiros também aumentou a capacidade de transporte de carga no porão das aeronaves de passageiros, com exceção de alguns mercados onde a crise de capacidade é mais crítica. Porém, a incerteza na situação econômica geral terá que ser observada com muita atenção”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.

As transportadoras da América Latina relataram aumento de 13,8% nos volumes de carga aérea em maio de 2022 em relação ao mesmo mês de 2021. Este foi o melhor resultado entre todas as regiões. As companhias aéreas da região mostraram otimismo e introduziram novos serviços e capacidade e, em alguns casos, investiram em aeronaves adicionais para carga aérea nos próximos meses. A capacidade em maio aumentou 33,3% em relação ao mesmo mês de 2021.

Fonte: https://www.aeroflap.com.br/carga-aerea-e-impulsionada-pela-flexibilizacao-das-restricoes-relacionadas-a-variante-omicron-na-china-em-maio/