A Covid-19 parou o mundo, menos a indústria farmacêutica

A humanidade está passando por um dos piores momentos na saúde dos últimos tempos em função da Covid-19, doença que teria surgido na cidade de Wuhan (China) em dezembro de 2019, atravessou fronteiras e, em alguns meses, já devastou o mundo com milhares de vítimas.

No Brasil, não está sendo diferente. O número de infectados e vítimas fatais cresce a cada dia. O grande desafio é conter a disseminação do vírus, altamente contagioso e, principalmente, com alta taxa de mortalidade, o que gera uma expectativa de agravamento exponencial para os próximos meses. O País, seguindo a tendência mundial, parou.

Na contramão, a indústria farmacêutica entrou numa verdadeira corrida contra o tempo na busca pelo tratamento e cura da Covid-19. Desde os primeiros rumores sobre a chegada do novo Coronavírus, este setor, tanto no Brasil quanto no mundo, se organizou para enfrentar os desafios que estavam por vir e aumentou a sua atuação. Desde então, não parou mais.

Globalmente, o setor farmacêutico tem protagonizado iniciativas essenciais no combate e tratamento à Covid-19, por meio de parcerias com governos e organizações internacionais, doações de medicamentos e outras ações focadas no paciente e na contenção do vírus. Além disso, a indústria tem concentrado esforços em pesquisas por alternativas terapêuticas inovadoras, em medicamentos, vacinas e diagnóstico. Mas para chegar a um tratamento ou à cura de fato, inúmeras pesquisas clínicas ainda precisam ser realizadas.

Atualmente, o site do governo federal dos Estados Unidos que reúne todos os ensaios clínicos em andamento, o Clinical Trials, registra que existem no mundo 465 pesquisas1 relacionadas ao novo Coronavírus. A maioria está concentrada na América do Norte, com 140 pesquisas, seguida da Europa e Ásia, com 128 e 76 estudos, respectivamente.

O Brasil registra 10 pesquisas clínicas em curso e tivemos ainda a contribuição de duas pesquisadoras brasileiras. Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP, e Jaqueline Góes de Jesus, pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP, que se tornaram mundialmente conhecidas por terem descoberto, em 48 horas, o sequenciamento genético do novo Coronavírus.

Diante do número expressivo de vítimas, o total de pesquisas clínicas relacionadas à Covid-19 pode parecer insignificante. Mas quando comparado ao volume de pesquisadores, médicos e cientistas envolvidos e o tempo que se leva para encontrar uma alternativa e aprovar um protocolo para a realização de estudos clínicos, o cenário muda completamente.

Para efeito de comparação, o volume de pesquisas no mundo passou de 157 para 465 em pouco mais de um mês e os Estados Unidos, um dos países mais ágeis, levam, em média, 30 dias para aprovar um protocolo de pesquisa clínica. Portanto, estes números comprovam que em pouco tempo dezenas de laboratórios farmacêuticos direcionaram seus esforços para a pesquisa e desenvolvimento de um novo medicamento no combate à Covid-19, sem perder o foco na produção dos tratamentos já existentes, garantindo o acesso a medicamentos pela população.

No Brasil, embora o País tenha cientistas altamente capacitados, e seja atraente à pesquisa por suas dimensões continentais e diversidade étnica, ainda existem entraves processuais que prejudicam a realização de estudos clínicos.

Por outro lado, as indústrias farmacêuticas associadas à Interfarma continuam trabalhando ativamente, tanto para garantir o abastecimento de medicamentos quanto em parcerias e diálogos constantes com o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a segurança e bem-estar dos brasileiros.

Independentemente dos esforços e desafios, o maior resultado virá da união da população, em reconhecer a sua responsabilidade neste momento de crise e colaborar. Sobretudo, em respeito e agradecimento às autoridades e profissionais de saúde, que estão trabalhando ininterruptamente para a segurança e cuidado dos pacientes e de toda uma nação. E, assim como estes profissionais, as indústrias farmacêuticas também seguirão incansáveis na busca pela solução.

Fonte: Saude Business

Valdir Santos faz abordagem sobre o momento dos Despachantes Aduaneiros e o futuro pós-pandemia. Após acusar positivo para Covid-19, o bem-sucedido empresário de Comércio Exterior também relata cura ao lado da família.

Em entrevista exclusiva ao Portal LogNews, um dos profissionais de comércio exterior de maior destaque no Brasil, Valdir Santos, abre o coração e revela superação e cura do COVID-19.

Um dos maiores especialistas do setor no País traz ainda sua experiência e as conquistas dos Despachantes Aduaneiros ao longo dos anos (categoria comemorou 170 anos de existência) e fala de futuro: o mundo pós-pandemia.

Na abertura do Logcast, Valdir Santos enaltece marca de 500 edições do LogNews.

Líder no mês, Viracopos atinge quase 25% das Declarações de Importação (DI’s) no Brasil

Receita Federal atribui à vocação cargueira de Viracopos, o diferencial para a marca de maior entre as Alfândegas da Receita Federal no País nos últimos 30 dias, face à prioridade aos produtos contra Covid-19

A Receita Federal registrou e desembaraçou, no aeroporto de Viracopos, mais de 1,1 mil Declarações de Importação (DI) de mercadorias a serem utilizadas no combate à pandemia da Covid-19 desde o dia 20 de março. O número é o maior entre as Alfândegas da Receita Federal no País e representa quase 25% do total nacional. Mais de R$ 180 milhões em produtos foram importados via Viracopos, entre eles máscaras, kits para testes, respiradores e luvas.

Em mais de mil declarações de importação, o desembaraço ocorreu em tempo médio de cinco horas a partir do registro pelo importador. O chamado “desembaraço aduaneiro” é a liberação, pela Receita Federal, da entrada de mercadorias no País após a comprovação da regularidade da carga. A liberação prioritária cumpre o objetivo de defender e atender os interesses da população em tempos de pandemia.

Somente no mês de abril, foram registradas mais de 800 Declarações de Importação de produtos vinculados à pandemia. A média diária passou de 20, registrada em março, para 40. “O forte movimento se explica pelo fato de o aeroporto ter uma logística montada para operar com aviões cargueiros. Nesse período da Covid-19, a participação de Viracopos no total geral de declarações de importações do Brasil saltou de 14% para 19,5%, disparando entre os aeroportos e encostando no primeiro colocado, que é o Porto de Santos, com 21%”, explicou o auditor-fiscal Fabiano Coelho, delegado da Receita Federal na Alfândega de Viracopos.

Entre as medidas adotadas para atender a essa demanda estão a criação de uma cartilha com orientações sobre o desembaraço de mercadorias vinculadas à Covid-19 e a identificação antecipada das cargas relacionadas à pandemia para tratamento prioritário e, conforme o caso, orientação ao importador. Também foram ampliadas as competências do plantão 24 horas da Receita Federal no aeroporto, que passou a cuidar das cargas da Covid-19 a qualquer hora, inclusive finais de semana e feriados.

Além disso, atos normativos locais foram elaborados para facilitar o tratamento das cargas ligadas à contenção da pandemia, instituindo formas alternativas de realização do trabalho, como a conferência física remota de cargas por auditores-fiscais trabalhando em home office pelo risco da Covid-19.

“Houve engajamento de todo o pessoal da Alfândega nas atividades de desembaraço e de controle aduaneiro. Nesse período, mais de 100 kg de cocaína foram apreendidos pela Alfândega no aeroporto. Por um lado, facilitamos o comércio lícito; por outro, tornamos mais rigoroso o controle do contrabando e do descaminho”, afirmou o delegado da Receita Federal na Alfândega de Viracopos.

Com informações da Receita Federal do Brasil

Presidente do Porto de Santos anuncia desligamento, após terminal registrar maior primeiro trimestre da história

Casemiro Tércio Carvalho anunciou na tarde da última sexta-feira, dia 24 de abril, o desligamento da presidência do Porto de Santos, o mais importante e movimentado da América Latina. Em texto com o título “Carta aberta à sociedade”, ele agradeceu ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, pela oportunidade de “preparar a Companhia para a desestatização com a máxima geração de valor” e anunciou que o seu substituto será o atual diretor de Administração e Finanças, Fernando Biral.

A movimentação de cargas pelo Porto de Santos em março registrou recordes mensal e acumulado. Ao atingir 12,74 milhões de toneladas, o mês superou em 12,1% o resultado de março de 2019 e elevou o acumulado do ano a 31,62 milhões de toneladas, resultando no melhor primeiro trimestre da história, 1,4% acima da maior marca anterior para o período, registrada em 2018, e 3,9% de alta sobre janeiro a março de 2019.

O bom desempenho deveu-se principalmente ao crescimento de 14,6% no total mensal dos embarques, que somaram 9,74 milhões de toneladas. No trimestre, o avanço de 2,4% permitiu ao Porto de Santos atingir 22,3 milhões de toneladas embarcadas. Também o fluxo inverso apresentou crescimento. As descargas cresceram 4,8% no mês e 7,5% no trimestre, alcançando 3, milhões de toneladas e 9,37 milhões de toneladas, respectivamente.

“Com o aquecimento no comércio marítimo de diversas cargas, o Porto de Santos mostrou agilidade  no recebimento e  escoamento das mercadorias e elevada produtividade operacional frente a essa demanda”, destacou Casemiro Tércio Carvalho, em seu último depoimento como presidente da Santos Port  Authority (SPA), lembrando que Santos conta hoje com uma capacidade de atendimento para a movimentação de até 162 milhões de toneladas ao ano para uma previsão de demanda da ordem de 136 milhões de toneladas em 2020.

Justiça encerra disputa e define 5 dias para assinatura do contrato para gestão do novo Porto Seco de Anápolis (GO)

Sentença da Desembargadora do TRF4 ratifica vitória da Aurora da Amazônia para assumir gestão do Novo Terminal Alfandegado, que atenderá ao segundo maior polo farmacêutico do Brasil, com potencial de movimentação de R$ 45 bilhões em 25 anos

A justiça determinou, em caráter de urgência, que a União conclua o processo administrativo da Concorrência Pública em um prazo de cinco dias, convocando a vencedora da licitação, Aurora da Amazônia, para assinatura do contrato, sob pena de fixação de multa diária. Determina, ainda, que fica resguardado o direito da Aurora de substituir o terreno indicado por outro adequado ao fim a que se destina.

Com a sentença proferida pela Desembargadora do TRF4, Daniele Maranhão, a empresa – que é especializada em serviços logísticos e operação de portos secos – deve assumir nos próximos dias a gestão do porto seco de Anápolis. Isso acontece exatos dois anos após vencer a licitação, que foi concluída em março de 2018, com a menor proposta comercial. À época, após a derrota, a segunda colocada (a mesma empresa que há 20 anos opera no local) entrou com medidas judiciais para postergar a licitação. Desde então, um imbróglio jurídico impediu o andamento do novo contrato.

O Porto Seco de Anápolis tem potencial de movimentação de R$ 45 bilhões em 25 anos, segundo estudo da Receita Federal, e atende diretamente ao segundo maior polo farmacêutico do Brasil. A Aurora prevê investimentos de R$ 90 milhões no porto seco para proporcionar um salto de qualidade nos serviços do terminal, o que deve gerar cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos.

 

Entenda o caso:

Em março de 2018, a Aurora da Amazônia venceu, ao oferecer a melhor proposta comercial, a licitação para operar o porto seco de Anápolis pelos próximos 35 anos. À época, após a derrota, a segunda colocada (a mesma empresa que há 20 anos opera no local) entrou com medidas judiciais para postergar a licitação. Desde então, foram várias medidas que impediram o andamento do novo contrato.