Barretos exportou US$ 33,4 milhões para 7 países sul-americanos em 2025

Relatório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) apontam que as empresas barretenses embarcaram US$ 33,42 milhões em produtos para sete dos 12 países sul-americanos em 2025. O volume representa pouco mais de 9% dos US$ 356,8 milhões exportados pelo município no ano passado.

De acordo com o Mdic, o maior parceiro comercial barretense é o Chile, que comprou US$ 11,6 milhões, com 3,2% de participação nas exportações do município.

A Argentina vem em segundo lugar na lista, comprando US$ 7,3 milhões, ou 2,1%. Bem próximo ficou o Paraguai, com importações que somaram US$ 7,1 milhões (2,0%). Na sequência, ficou a Colômbia, que movimentou US$ 4,4 milhões, com 1,2% de participação, e o Uruguai que adquiriu US$ 2,8 milhões (0,8%).

Bolívia (US$ 170 mil) e Peru (US$ 56,5 mil) foram os menores compradores. A cidade não exporta para cinco países do continente, entre eles, a Venezuela.

Fonte: https://jornaldebarretos.com.br

Acordo Mercosul-UE é assinado e cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo

Após 26 anos de negociação, representantes dos blocos de integração regional Mercosul e União Europeia (UE) assinaram neste sábado (17), um acordo de livre comércio com potencial de integrar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul).

Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o tratado foi assinado em Assunção, no Paraguai – país que, desde dezembro de 2025, preside temporariamente o Mercosul.

Protocolar, a assinatura do acordo comercial formaliza o fim da fase de tratativas técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999, quando as partes começaram a negociar seus termos. O texto estabelece a gradual eliminação de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais (máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos) e produtos agrícolas.

Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos. De qualquer forma, a expectativa é que o tratado seja implementado gradualmente e que seus efeitos práticos demorem algum tempo para começar a ser sentidos, estabelecendo a maior zona de livre comércio do mundo.

Nesta quinta-feira (15), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse crer que o acordo comercial entre em vigor ainda no segundo semestre deste ano.

Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência”, afirmou Alckmin.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional.

Com informações: Agência Brasil

Porto de Santos fecha 2025 com 186,4 milhões de ton e recorde anual

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou, nesta quinta-feira (15), que a movimentação total de cargas do Porto de Santos (SP) atingiu 186,4 milhões de toneladas em 2025, com crescimento de 3,6% em relação a 2024 e maior volume já movimentado em um ano pelo terminal. O recorde foi consolidado com as 14,7 milhões de toneladas movimentadas em dezembro, 16,% acima da do mesmo mês do ano passado, que ficou em 12,7 milhões de toneladas. O fluxo de navios acompanhou o crescimento da movimentação, com 5,7 mil embarcações atracando no terminal, o que representou alta de 2,7% em comparação com 2024.

De acordo com dados divulgados pela APS, um dos destaques de 2025 foi a movimentação de carga geral conteinerizada, que superou 5,9 milhões de TEUs, com alta de 7,7% em relação a 2024. Em tonelagem, o total foi de 62,3 milhões de toneladas, 3,9% acima do registrado no ano passado.

Nos granéis sólidos, o volume movimentado chegou a 94,5 milhões de toneladas, com alta 4,2% com destaque para complexo da soja, com 44,9 milhões de toneladas e crescimento de 18,9%. A movimentação de celulose, com elevação de 21,5%, atingiu 9,9 milhões de toneladas.

Mas, segundo a autoridade portuária, foram registrados em 2025 quedas de 10,8% no movimento de açúcar, de 4,6% no de milho e de 6,3% no de granéis líquidos. A APS informou, no entanto, que em dezembro os granéis sólidos cresceram 36,7% e o milho, 44,9%, em relação ao mesmo mês de 2024.

As operações de embarque de cargas de exportação totalizaram 137,4 milhões de toneladas no ano, com crescimento de 4,6%, enquanto os desembarques, no fluxo de importação, mantiveram-se estáveis com aumento de 1% e 49 milhões de toneladas movimentadas. Segundo a APS, em 2025, passaram pelo Porto de Santos 29,6% de todas as mercadorias do comércio exterior do Brasil, contra os 29% registrados no ano anterior. A China manteve-se como principal parceiro comercial, sendo destino ou origem de 29,6% das transações.

31º Almoço “Gourmet Comex” em março: conheça dados do mercado embarcador do interior de SP e confirme sua presença

O mercado de comércio exterior e logística tem encontro marcado no dia 20 de março de 2026, em Campinas, no forte interior de São Paulo. O Almoço de Negócios, Conteúdo e Networking “Gourmet Comex” chega a sua 31ª edição, ao lado do pujante mercado regional de importação e exportação.

Para se ter uma ideia do setor, a corrente de comércio exterior no interior de São Paulo encerrou o ano de 2025 consolidando sua posição como o motor produtivo do estado de SP.

Alta Tecnologia – A Região Metropolitana de Campinas (RMC) encerrou 2025 e inicia 2026 consolidada como o maior hub tecnológico e de importação do estado. Diferente de outras regiões do interior que são movidas pelo superávit do agronegócio, Campinas possui um perfil deficitário na balança comercial, o que não é necessariamente um sinal negativo, mas sim um reflexo de sua característica importadora como transformadora de insumos globais de alta tecnologia. A cidade cresceu 14%.

Destaques – Separamos alguns Municípios de Desempenho Regional, do interior com comportamentos distintos.

 

 

Município UF do Município Exportação – 2025 – Valor US$ FOB Importação – 2025 – Valor US$ FOB
São José dos Campos – SP São Paulo 4.061.634.331 3.106.328.497
Sorocaba – SP São Paulo 2.640.275.045 3.516.150.322
Campinas – SP São Paulo 1.189.884.608 3.380.166.959
Jundiaí – SP São Paulo 954.870.114 4.304.733.876
Paulínia – SP São Paulo 841.359.910 6.225.809.811

GOURMET COMEX – Neste cenário, o tradicional e regular evento “Gourmet Comex” chega em sua 31ª edição e receberá cerca de 150 convidados, entre autoridades e profissionais da indústria embarcadora e seus prestadores de serviços, em um ambiente que une conteúdo. informação e experiência gastronômica.

PARTICIPE: Para participar, fale com a GPA+ Comunicação: Fone ou WhatsApp (19) 99299-1987 ou mkt@gpamais.com.br.

FONTE: Comex Stat – MDIC

FOTO: Gemini IA

Acordo Mercosul x UE será assinado em 17/01 e poderá impactar agro, diversificar mercados, aumentar exportações de alto valor e modernizar produção

O tratado ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu para ser entrar em vigor, mas a aprovação do ACORDO UNIÃO EUROPEIA X MERCOSUL abre caminho para a assinatura do texto entre os blocos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro. A novidade, aguardada há 25 anos, ocorre em um momento particularmente sensível para o agronegócio brasileiro.

Mais do que uma abertura adicional de mercado, o tratado passa a ser visto como peça-chave de diversificação comercial em um cenário no qual o principal destino da carne bovina brasileira, a China, começa a impor limites mais claros ao ritmo das importações.

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo UE–Mercosul tem potencial para provocar uma das maiores reconfigurações no comércio agrícola global das últimas décadas.

Para o Brasil, representa a possibilidade de ampliar exportações com maior valor agregado para um mercado sofisticado e com maior previsibilidade institucional. Para a União Europeia, o desafio é conciliar interesses geopolíticos, proteção ambiental e forte pressão interna de produtores rurais.

Peso do agro brasileiro – Os dados mostram que a UE já ocupa papel central no agro brasileiro, mesmo sem o acordo em vigor.

Nos 11 primeiros meses de 2025, as exportações agropecuárias do Brasil para o bloco europeu somaram US$ 22,89 bilhões, segundo o sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura, valor menor que os US$ 27,71 bilhões registrados no mesmo período de 2024, mas com representação de 48,5% de todas as vendas externas do setor.

A carne bovina é um dos principais destaques: os embarques para a UE alcançaram US$ 820,15 milhões de janeiro a novembro, um salto de 83,2% na comparação anual — ficando atrás apenas de China e Estados Unidos como destino em termos de valor.

Na carne de frango, o bloco foi o sexto principal destino, com US$ 457,99 milhões exportados. Já no café verde, a UE foi o principal destino, com US$ 6,43 bilhões em vendas nos 11 primeiros meses de 2025 — US$ 1,22 bilhão a mais que no mesmo período de 2024.

No complexo soja, a UE foi o terceiro maior destino, com quase US$ 6 bilhões em embarques. Na celulose, mesmo com queda de 12,9% nas exportações, o bloco manteve-se como o segundo maior mercado, respondendo por 21,1% do total exportado, com receitas de US$ 1,98 bilhão.

Se o acordo entrar em vigor, está prevista a redução ou eliminação de tarifas para produtos como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja, café e celulose — medidas que podem ampliar ainda mais a competitividade brasileira no mercado europeu.

Concessões europeias para viabilizar o acordo – Para reduzir a resistência interna na UE, especialmente entre agricultores de França, Itália e Hungria, a Comissão Europeia anunciou que vai reduzir tarifas de importação sobre certos fertilizantes que são insumos básicos para a agricultura do bloco.

A proposta prevê zerar as tarifas padrão de 6,5% sobre a ureia e de 5,5% sobre a amônia — dois dos fertilizantes mais usados na produção.

Além dessa proposta, a UE também estuda medidas para permitir a suspensão temporária da taxa de carbono na fronteira (CBAM) para determinados produtos importados, reduzindo custos no curto prazo para os agricultores europeus.

Salvaguardas europeias – Ao mesmo tempo em que avança na abertura comercial, a União Europeia reforça mecanismos de proteção internos.

Entre eles, foi criado um “gatilho automático”. Se as importações de produtos agrícolas do Mercosul crescerem mais de 8% em relação ao ano anterior, a Comissão Europeia pode abrir investigações e adotar medidas corretivas, como reintroduzir tarifas temporárias ou limitar volumes.

Esse percentual de 8% representa um meio-termo político entre propostas anteriores, que iam de 5% a 10%, e se aplica principalmente a cadeias consideradas sensíveis, como carne bovina, frango e açúcar, que têm forte peso político na Europa.

As exigências ambientais continuam sendo um ponto de tensão, incluindo demandas por combate ao desmatamento, rastreabilidade da produção, cumprimento rigoroso de normas sanitárias e respeito a compromissos climáticos internacionais. Tais exigências elevam custos e tendem a favorecer grandes produtores já organizados.

Importância da diversificação – Enquanto a Europa debate salvaguardas preventivas, a China — principal destino da carne bovina brasileira — implementou um sistema de cotas que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026, estabelecendo uma cota inicial de 1,106 milhão de toneladas com tarifa de 12% dentro da quota e uma sobretaxa de 55% fora dela — resultando em uma tarifa total de 67% sobre volumes excedentes.

Em 2025, as importações chinesas de carne bovina brasileira somaram aproximadamente 1,7 milhão de toneladas, o equivalente a 48,3% de todo o volume exportado pelo Brasil. Frente a isso, entidades como ABIEC e CNA afirmam que ajustes na cadeia produtiva serão necessários para evitar impactos mais amplos sobre pecuaristas e exportadores.

Europa como alternativa estratégica – Nesse contexto, o acordo UE–Mercosul ganha ainda mais relevância para o agronegócio brasileiro. Embora o mercado europeu seja mais exigente e politicamente sensível, ele oferece maior previsibilidade institucional e valor agregado.