USP lança fábrica de semicondutores para produzir até 10 milhões de componentes por ano

A Universidade de São Paulo (USP) lançou, nessa semana, a PocketFab, uma fábrica modular de semicondutores desenvolvida em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), iniciativa que conta com apoio institucional da Abinee.

O projeto prevê a implantação de uma infraestrutura compacta, modular e reconfigurável de manufatura de semicondutores, voltada à prototipagem avançada de microprocessadores e dispositivos. Segundo os organizadores, trata-se de um modelo inédito no país, concebido para operar em escala reduzida e orientado a lotes e aplicações específicas, em contraste com as megafábricas tradicionais de grande porte e alto custo.

A capacidade produtiva estimada da PocketFab é de até 10 milhões de componentes por ano. O modelo abrange todo o ciclo de desenvolvimento, desde o design de chips, sob responsabilidade da USP, até as etapas de validação, integração e aplicação industrial, conduzidas pelo Senai-SP. A proposta, conduzida pela parceria entre a USP a e Abinee, é aproximar a pesquisa acadêmica da produção industrial, em um contexto global marcado por instabilidades nas cadeias de suprimento de semicondutores.

Entre as aplicações industriais previstas estão o setor automotivo, com foco em sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS); a indústria de máquinas e equipamentos, com o desenvolvimento de sensores inteligentes voltados à automação e manutenção preditiva; e a área de saúde, com semicondutores dedicados a dispositivos médicos de diagnóstico e monitoramento.

Durante o lançamento, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou que o caráter estratégico dos componentes eletrônicos se intensificou com a expansão de data centers e aplicações de inteligência artificial. Segundo ele, as oscilações no fornecimento global de semicondutores desde a pandemia reforçam a relevância da iniciativa.

O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Júnior, destacou que a universidade busca liderar investimentos em áreas estruturais de pesquisa. Já o coordenador do Centro de Inovação InovaUSP, Marcelo Zuffo, explicou que a fábrica deverá ocupar cerca de 200 metros quadrados, com equipamentos de alta precisão, e representa “uma mudança de paradigma de como fabricar semicondutores”.

Importação de máquinas e equipamentos cresce 8,3% e bate recorde em 2025

O mercado brasileiro de máquinas e equipamentos industriais encerrou o ano de 2025 com faturamento líquido total de R$ 298.982,38 milhões, com crescimento de 7,3% na comparação com o ano anterior. O resultado positivo foi obtido apesar de o setor ter fechado o mês de dezembro de 2025 com receita líquida total de R$ 21.236,64 milhões, uma queda de 9,9% em relação ao mês de novembro passado e redução de 3% na comparação com dezembro de 2024. Os dados foram divulgados pela Abimaq no dia 28 de janeiro.

“Em 2025 tivemos um primeiro semestre forte e depois desaceleração”, disse Cristina Zanella, diretora de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, frisando que o crescimento ocorreu tanto no mercado doméstico, como no internacional.

Para 2026, as expectativas, segundo a diretora, são de novo crescimento, embora em ritmo mais lento. A receita líquida total deverá crescer 4% e a receita interna bruta deve apresentar expansão de 5,6%. As exportações devem apresentar estabilidade.

No mercado interno, o faturamento líquido em 2025 somou R$ 221.680,89 milhões, com crescimento de 8,4% em relação a 2024. Em dezembro, a receita líquida no mercado doméstico de R$ 13.432,41 milhões é 20% menor que a do mês de novembro e 10,5% inferior ao do mesmo mês de 2024.

EXPORTAÇÕES – Em 2025, as exportações totalizaram US$ 13.821,61 milhões, crescimento de 5% em relação a 2025. No mês de dezembro, as vendas externas somaram US$ 1.431,16 milhões, com crescimento de 12,6% em relação ao mês anterior e 30,2% na comparação com o mesmo mês de 2024.

“Houve, no período, aumento na quantidade exportada que, aliado ao crescimento das vendas para países da América Latina e Europa, compensou as perdas decorrentes da desaceleração do mercado norte-americano e queda dos preços internacionais”, diz o relatório distribuído aos jornalistas pela Abimaq.

No acumulado do ano de 2025, dentre os setores com melhora nas vendas externas, se destacaram os fabricantes de máquinas para infraestrutura, agricultura e de componentes direcionados para extração de petróleo. Por outro lado, houve queda nas exportações de equipamentos para indústria de transformação (fornos, moldes, equipamentos para solda, controle de qualidade e outros).

Apesar da queda de 9,1% nas vendas para os Estados Unidos, em razão do aumento na alíquota do imposto de importação de máquinas brasileiras, os aumentos de 38,4% nas exportações para a Argentina, de 74,3% para Cingapura, de 17% para o Chile e de 22,5% para o Peru, resultaram em crescimento nas exportações. Em razão deste resultado, os Estados Unidos que até 2024 eram responsáveis por 27% do total das exportações de máquinas brasileiras, em 2024 passaram a representar 23% do total.

RECORDE DE IMPORTAÇÕES – Em 2025, importações setoriais totalizaram US$ 32.172,72 milhões, 8,3% a mais que no ano anterior. É o maior nível da história do país. No mês de dezembro de 2025, as importações foram de US$ 2.950,02 milhões, 19% a mais que em novembro e 12,2% acima do observado no mesmo mês de 2024.

O relatório da Abimaq indica que, depois das crises de 2015-2016 e da pandemia da Covid-19 em 2020, o movimento de substituição da produção nacional por bens importados ganhou força. Esse movimento fez aumentar o déficit na balança comercial de máquinas e equipamentos do país de uma média de US$ 8 bilhões naquele período para mais de US$ 18 bilhões em 2025, um aumento de mais de 120% em 15 anos. Considerando apenas os dois últimos anos (2024-2025) a piora no déficit da balança comercial foi de quase 45%.

No ano o crescimento das importações foi observado em seis das sete atividades econômicas mapeadas. Destacaram-se os aumentos nas importações de máquinas para infraestrutura, para bens de consumo e para a indústria de transformação. As importações de máquinas e equipamentos, em 2025, representaram 46% do consumo nacional, proporção semelhante à observada em 2024, mas quase o dobro da participação observada antes de 2014.

No acumulado de 2025, a China continuou com participação elevada no total importado pelo Brasil (32,5%). Houve no período crescimento de 12,1% das importações da China em relação a 2024, o que ampliou a distância em relação aos tradicionais fornecedores de máquinas e equipamentos no Brasil.

“Vamos sair definitivamente do modelo Reativo e Punitivo para o modelo Cooperativo no comércio exterior”, afirma Secretário Barreirinhas

Na abertura da live “O Futuro da Aduana Brasileira”, o Secretário Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), Robinson Sakiyama Barreirinhas, destacou que 2026 será o ano da Conformidade, reforçando a estratégia da instituição de fortalecer a cooperação com o setor produtivo, ampliar a previsibilidade e estimular o cumprimento voluntário das obrigações.

“O ano de 2026 será da Conformidade. O ano que a Aduana e a Receita mudam definitivamente a chave de um modelo Reativo e Punitivo para o modelo Cooperativo da Aduana com o empresário, aquele que trabalha com o comércio exterior brasileiro”, cravou Barreirinhas.

A iniciativa consolida uma nova fase da Administração Tributária e Aduaneira, baseada em transparência, gestão de riscos, uso intensivo de tecnologia e diálogo com a sociedade, alinhada às melhores práticas internacionais.

A conformidade passa a ser o eixo central da relação entre a Receita Federal e os contribuintes, promovendo um ambiente mais seguro, eficiente e favorável ao desenvolvimento econômico do país.

Em trecho da live O Futuro da Aduana Brasileira, o Subsecretário da SUANA, Fabiano Coelho, conversou também com o Coordenador-Geral da COANA, Felipe Mendes, sobre a revogação da multa de 1% pela Lei Complementar nº 227.

Com a revogação e enquanto a nova penalidade não é estabelecida, a Receita Federal passa a atuar com foco ainda maior na orientação, no diálogo e na promoção da conformidade, fortalecendo uma relação mais transparente e cooperativa com os operadores do comércio exterior.

A medida reforça a mudança de paradigma da Aduana brasileira: mais previsibilidade, menos litígio e mais estímulo ao cumprimento voluntário das obrigações.

Foto Fonte EBC: Lula Marques/Agência Brasil

Gourmet Comex apresenta novo espaço do evento em 2026: conheça o SMEAT Gastrobar

Confira abaixo o vídeo com a apresentação do SMEAT:

Alpha Cargo foca 2026 em avanços no Transporte de Cargas Refrigeradas

O mercado de logística da cadeia de frio atingiu US$ 5,4 bilhões em 2025. Para o futuro, o IMARC Group – International Market Analysis Research and Consulting Group – prevê que o mercado alcance US$ 11,5 bilhões até 2034, apresentando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 8,79% durante o período de 2026 a 2034.

Após Investimentos em Veículos (FOTO), Certificações ISO 9001 e SASSMAQ, a Transportadora Alpha Cargo – Com Sede em Campinas e atuando desde 2008 – busca fatia maior do mercado de cargas refrigeradas em 2026.

Atenta à crescente necessidade de armazenamento e distribuição segura de medicamentos sensíveis à temperatura, o aumento da demanda por produtos frescos e congelados e a melhoria das instalações de armazenamento refrigerado e da infraestrutura de transporte com temperatura controlada, a Alpha Cargo identificou os principais fatores que impulsionam estas operações rodoviárias.

Começamos firmes em 2026 e seguimos focados em aumentar a fatia de nossa participação no mercado do transporte de cargas refrigeradas. São veículos dedicados e equipe altamente qualificada para esse tipo de operação, que ainda possui variáveis diversas”, defende Rafael Constancio, diretor da Empresa.

Hoje as operações da cadeia do frio da empresa se concentram em importações e exportações de matéria prima e insumos de produtos farmacêuticos, mas a Alpha Cargp quer avançar em todos os tipos de produtos que necessitam de veículos refrigerados.

O ano também deve reservar boas novidades para a Alpha Cargo, pois estamos aguardando a qualquer momento a Certificação de OEA (Operador Econômico Autorizado) pela Receita Federal do Brasil”, finalizou Alexandre Anicetti, diretor da Empresa.