Reunião da COLFAC em Guarulhos debate procedimentos na Importação de Produtos Controlados pelo Exército (PCE)

A 15ª reunião da COLFAC (Comissões Locais de Facilitação do Comércio) ocorreu no último dia 03/03, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, sob a direção do Dr. André Luiz Gonçalves Martins, com a participação dos membros deste fórum. O SINDASP representado por seu presidente Marcos Farneze levou o assunto ao encontro e, após discussão, foi proposto pela Receita Federal o mapeamento de todo o processo com a participação inclusive dos Despachantes Aduaneiros, que serão convocados oportunamente pelo SINDASP.

Devolução de Madeira – MAPA –  A Dra. Sandra Kunieda de Alonso, chefe do MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) solicitou que seja entregue cópia do Conhecimento de Embarque para comprovação e baixa nos processos de devolução das madeiras condenadas, pois a Receita Federal poderá aplicar multas e cancelamento de radares pela não comprovação do embarque.

Na pauta foram debatidos outros assuntos como ATA Carnet e Peticionamento Eletrônico (ANVISA).

A Imprensa, o Comércio Exterior e o Coronavírus. Corona quem?

Até o carnaval, pasmem, perdeu espaço no noticiário brasileiro para o Coronavírus ou o Covid-19. 

Ainda não se pode cravar nada sobre os desdobramentos e consequências do problema. Os EUA e Israel já sinalizam agora com uma vacina. Vamos ser prudentes.

A Imprensa já atingiu seu objetivo de alarmar a população sobre o problema. Cabe agora à sociedade aumentar os cuidados de higiene pessoal, às autoridades de saúde cumprirem seus protocolos internacionais e à Imprensa noticiar a melhor e a mais importante informação do dia. Vamos mudar as manchetes, os títulos da capa.

Estudo chinês comprova que a taxa de mortalidade geral de Covid-19 é de 2,3%. Temos um único caso confirmado no Brasil. A maioria dos casos fatais foi de pessoas com mais de 60 anos e/ou com doenças pré-existentes. Ainda segundo o estudo chinês, a taxa de mortalidade varia muito de acordo com a faixa etária. Entre pessoas com menos de 40 anos, por exemplo, a taxa é de 0,2%, mas ela aumenta para 14,8% entre aqueles com mais de 80 anos. Não houve nenhuma morte em crianças com menos de 10 anos.

O Coronavírus deve se espalhar pelo País, mas não há motivo para pânico.

Quer falar de morte. De sensacionalismo. Temos dados maiores. Muito maiores.

O Ministério da Saúde no Brasil acredita que 135 mil pessoas vivem com HIV no País e não sabem. No mundo, são mais de 9 milhões de pessoas que já contraíram a AIDS sem saber, segundo a organização Mundial de Saúde (OMS).

Em 2018, 43,9 mil casos novos de HIV foram registrados no Brasil. São mais de 120 casos por dia. Foram 11.000 mortes, neste mesmo período, segundo ainda o Ministério da Saúde. Em uma conta simples, chegamos a mais de 30 mortes por dia.

Querem mais. Olhem para outras causas de morte no mundo, como as provocadas por acidente de trânsito que atingem 1 milhão e 350 mil pessoas por ano, além de 50 milhões de feridos. Isso sim é uma “epidemia”.

Sempre dou o exemplo quando cai um avião. Noticiam um mês (ou mais) sobre a queda e buscam motivos e culpados. Esquecem que o trânsito mata 5 pessoas por hora (isso mesmo – por hora) no Brasil e custa R$ 3 bilhões ao SUS.

Poderia continuar com dados alarmantes…fome…dengue…zika vírus…

A mobilização é necessária, mas convido vocês à reflexão.

Será imperativo esse tratamento que a Imprensa permanece imprimindo ao caso e no abalo que se imagina na economia? 

Tudo isso pode retardar a retomada do comércio mundial. Por aqui, a fatia de comércio exterior do PIB brasileiro é relativamente baixa. O Brasil participa com cerca de ínfimo 1% do comércio internacional. 

Estamos um pouco mais blindados.

Internamente nenhuma empresa parou ou ninguém deixou de trabalhar por conta do vírus.

Os profissionais de imprensa, Jornalistas, investigativos que são, deveriam ser um pouco mais estudiosos e responsáveis com suas notícias alarmantes e sensacionalistas. Deveriam focar em dados comparativos e colher as melhores notícias do dia para sua audiência. Pedi licença aos nossos Jornalistas e Articulistas – estes sempre éticos e cuidadosos – e como Publisher do Portal LogNews, estou fazendo isso aqui hoje.

Alguns especialistas em Comércio Exterior esperam que o nível de produção da China seja retomado em março. Aos poucos a China retoma boa parte das atividades econômicas, e algumas fábricas já se encontram abertas. 

Como bom exemplo, as exportações de carnes brasileiras – apesar de atrasos no tempo de trânsito – não foram afetadas, conforme manifestado por frigoríficos brasileiros, através de entidades como a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) e a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), nesta quinta-feira, 27/02.

Os mercados americanos e europeus continuam ativos e abertos. Por fim, a OMS confirmou a redução de casos do coronavírus na China e elogiou a reação do país. 

Subestimar ou superestimar os efeitos do coronavírus também varia de acordo com o seu veículo de comunicação preferido. Fica a dica.

Apenas uma coisa parece certa: deve ter gente ganhando muito dinheiro com máscaras e álcool gel…e trabalhando bastante no WhatsApp.

Menos “coronas” e mais filtros na comunicação. 

Como diz um meme famoso, que viralizou através de uma menininha: “Chega….deu por hoje!

Por Nilo Peralta – Diretor da GPA+ Comunicação e Marketing e Publisher do Portal LogNews

Publicado edital de chamamento para modelagem da concessão de Viracopos

O Ministério da Infraestrutura publicou o Edital de Chamamento Público para as empresas e consórcios autorizados a apresentarem projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos que subsidiarão a modelagem da concessão para expansão, exploração e manutenção do Aeroporto Internacional de Viracopos – Campinas (SBKP). O edital está publicado na edição desta quinta-feira, 27, do Diário Oficial da União (DOU).

Estão autorizadas a apresentarem os estudos: o Consórcio Concessão Viracopos; o Grupo de Consultores em Aeroportos (GCA); o Grupo Aeroquip – Borelli e Merigo – Logit – BF Capital – JGP – Queiroz Maluf; e o Consórcio Engevix / HV / DWAY / MPB / Carvalho.

O edital informa ainda os valores máximos de ressarcimento autorizados por consórcio autorizado: R$ 13,119 milhões para o Consórcio Concessão Viracopos; R$ 13,809 milhões para Grupo de Consultores Aeroportuários; R$ 13,733 milhões, para Grupo Aeroquip; e R$ 13,760 milhões, Consórcio Engevix. 

O Aeroporto de Viracopos está em plano de recuperação judicial e será relicitado.

Na sexta-feira da última semana, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, avaliou que a modelagem estaria “fácil” de ser feita. “É estudo para 90, 120 dias”, disse em cerimônia de leilão da BR 101/SC. Segundo ele, talvez no início do ano que vem (2021) seja possível fazer o leilão de Viracopos.

O edital publicado nesta quinta prevê um prazo final de 90 dias para a elaboração e apresentação dos projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos à SAC/MI, podendo ser prorrogado, a critério da SAC/MI, mediante fundamentação.

SECEX prevê automatizar Cargas Aéreas, Repetro e Recof no segundo semestre

Expectativa é que substituição de processo manual reduza prazo médio de sete para dois dias

O governo pretende colocar em funcionamento, no segundo semestre do ano, um novo sistema de processamento de importações nos aeroportos brasileiros. Totalmente automatizado, ele reduzirá de sete para dois dias o tempo gasto na liberação das mercadorias. 

“Isso representa economia no custo de oportunidade da carga parada e do custo de armazenamento”, disse ao Valor o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz. A medida melhora as condições para o Brasil integrar cadeias globais de produção. Além disso, pode consolidar o país como um “hub” logístico para a América do Sul. 

Em geral, as importações por via aérea são de produtos de alto valor agregado. Em termos de volume, representam atualmente de 10% a 15% das compras brasileiras no exterior. Mas, considerando o valor das mercadorias, chegam perto de 40%. 

O comércio internacional via aeroportos cresce a uma taxa 2,5 vezes maior do que o marítimo, o que indica a importância cada vez maior do tempo gasto nas transações comerciais. 

Atualmente, todo o processamento burocrático das importações que chegam por via aérea é manual, afirmou o secretário. Uma nova ferramenta tecnológica permitirá que o trabalho passe a ser totalmente automatizado. 

Com uma logística rápida, será mais viável a empresas brasileiras integrar cadeias internacionais nas quais as etapas de produção de um bem ocorrem em diferentes países. Hoje, com o processamento tomando sete dias em média, há risco de a produção ficar parada ou atrasar, o que torna o Brasil menos atrativo para esse tipo de negócio. 

A automatização do desembaraço aduaneiro das compras por via aérea é uma das etapas de implantação do Portal Único do Comércio Exterior, uma “janela única” no qual as empresas podem cumprir todas as etapas burocráticas das exportações e importações. 

Repetro e Recof – Além das compras por via aérea, o governo pretende automatizar ainda neste ano o processamento das importações associadas ao Repetro, o regime aduaneiro especial para as atividades de pesquisa e lavra de óleo e gás, e ao Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (Recof). Juntos, os dois programas responderam por importações de US$ 22 bilhões no ano passado. 

Em dezembro, a automatização chegará às demais importações, inclusive as que precisam de licenças para ingressar no país. Assim, estarão potencialmente cobertas 60% das compras de mercadorias brasileiras no exterior. O alcance da medida, porém, dependerá da integração das empresas ao novo sistema e também da velocidade com que órgãos anuentes, como Anvisa e Inmetro, passarem a conceder as licenças por meio do portal. 

Ainda ficarão de fora os produtos que ingressam o Brasil no regime de “drawback” e aqueles sujeitos a medidas de proteção comercial. Esses serão incorporados ao longo do próximo ano. 

Até o fim do ano que vem, o módulo de importação do Portal Único do Comércio Exterior estará completo, pela programação do governo. 

O módulo de exportações do portal, que já está em operação, conseguiu cortar de 13 para oito dias o tempo de processamento das exportações. No caso das importações por via marítima, a intenção é reduzir prazos de 17 para dez dias – ainda acima da média internacional, que é de sete dias. Com isso, a expectativa é, no longo prazo, obter uma economia de US$ 20 bilhões ao ano no comércio exterior. 

“As barreiras não tarifárias, e a ineficiência portuária é uma delas, são tão ou mais importantes do que as tarifas de importação para o comércio exterior”, apontou Ferraz. “Esse é um dos tópicos mais importantes do comércio internacional.” 

Enquanto as alíquotas do Imposto de Importação são de 13,5%, na média, os entraves às importações têm um peso equivalente a outros 14,2%, apontou estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). 

A implementação de uma “janela única” para o comércio exterior faz parte de uma agenda mais ampla, que pretende facilitar o comércio brasileiro. 

Em dezembro passado foi assinado um protocolo na reunião de cúpula do Mercosul para facilitar o comércio entre integrantes do bloco. Um dos itens foi a previsão para que Argentina, Paraguai e Uruguai adotem um portal de comércio exterior e que haja integração entre essas ferramentas. A interoperabilidade deverá ser estendida à União Europeia, conforme o acordo assinado pelos dois blocos no ano passado. 

Enquanto aumentam temores de uma postura mais protecionista da Argentina no comércio, o secretário aponta para um sinal positivo. A administração de Alberto Fernández eliminou, já em dezembro passado, a cobrança da “taxa estatística” de 2,5% sobre importações do Brasil. É uma economia de US$ 500 milhões ao ano. O governo do ex-presidente Mauricio Macri havia se comprometido em adotar a medida no prazo de um ano. Fernández antecipou o fim da taxa. 

O Brasil também negocia com diversos países o reconhecimento mútuo dos Operadores Econômicos Autorizados (OEA). Trata-se de uma lista de empresas com bom histórico de conformidade com regras aduaneiras, que, por isso, têm um desembaraço mais rápido nas suas transações comerciais. 

Já há um acordo desse tipo em funcionamento com o Uruguai e a medida consta do acordo do Mercosul com a União Europeia. Há negociações avançadas com os Estados Unidos e um compromisso de implantar o reconhecimento mútuo no âmbito de todo o Mercosul.

Com informações do Valor Econômico

Movimentação de contêineres registra recorde em janeiro no Porto de Santos

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, registrou em janeiro de 2020 o maior movimento de contêineres para o mês. Houve um crescimento de 2% em relação ao recorde anterior, registrado em janeiro de 2018, e de 16,2% em relação ao mesmo mês em 2019. Porém, o cais santista registrou queda na quantidade de mercadorias devido às reduções na exportação de milho e soja. Os dados foram divulgados pela Santos Port Authority.

A marca registrada em janeiro foi de 338.476 TEU (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés). Em janeiro de 2018 esse valor chegou a 331.748 TEU e, em janeiro de 2019, a 291.295 TEU. Segundo a autoridade portuária, o desempenho na movimentação de contêineres contribuiu para amenizar a queda do resultado consolidado.

Já fluxo de navios em janeiro registrou o total de 374 embarcações, 15 a menos que em janeiro do ano passado.

Queda – O Porto de Santos atingiu 8.313.049 toneladas de cargas no primeiro mês do ano, registrando a terceira maior marca no período. O recorde para o mês foi em janeiro de 2019, com 9.053.996 toneladas. O recuo deveu-se à queda de 13,2% nos embarques. Já os desembarques somaram 3.067.794 toneladas, um crescimento de 1,8% em relação ao ano passado.

Segundo a Gerência de Tarifas e Estatísticas da Santos Port Authority (SPA), a queda no total geral pode ser atribuída, principalmente, às reduções de duas das mais importantes cargas exportadas pelo Porto de Santos.

Os embarques de milho a granel saíram de 1.141.538 toneladas para 530.544 toneladas, representando uma queda de 53,5%. Eles foram impactados pelo fim do escoamento da safra e pela redução das compras chinesas, devido à diminuição do rebanho de porcos daquele país, atingido pela peste suína no ano passado. O produto é usado na alimentação dos animais.

A soja em grãos passou de 800.507 toneladas para 478.562 toneladas, ou seja, a quantidade de embarque caiu 40,2%. A soja ainda não contava em janeiro com início dos embarques que começam em fevereiro. No ano passado, o início foi antecipado e a soja em grãos registrou aumento de 118,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, fato que inflou os números estatísticos.