Airbus A321 cargueiro ganha os céus já em testes

Ganhou os céus no último dia 22, pela primeira vez na história, um jato Airbus A321 em versão exclusiva de transporte de cargas

O primeiro A321-200F convertido em cargueiro decolou para realizar seu voo inicial de teste pós-conversão, executado sobre Singapura em uma rápida jornada de, aproximadamente, vinte minutos.

O teste confirma que a aeronave, de número de série 835 e que voou por último na companhia aérea Onur Air, finalmente recebeu seus dois motores modelo IAE V2500, os quais aguardava há algum tempo para se lançar ao ar.

Em outubro de 2019, a Elbe Flugzeugwerke (EFW), a joint venture entre a Airbus e a ST Aerospace, havia dito que a aprovação do STC (certificado que aprova a alteração do projeto original da aeronave) para seu programa A321P2F tinha sido adiada para 2020, porque o primeiro exemplar ainda aguardava seus motores. Os testes de voo são parte fundamental para a certificação da modificação.

A unidade 835, o primeiro A321 a ser convertido pela EFW, foi levada para Singapura em novembro de 2018 e, após a conclusão da certificação, será alugada pela empresa Vallair à companhia australiana Qantas FOTO).

Enquanto isso, o segundo A321 a ser convertido pela EFW, de número de série 1238 e que voava na Thomas Cook Airlines, foi transladado para Singapura no dia de Natal. Essa aeronave é gerenciada pela BBAM, que assinou, no Paris Air Show em junho de 2019, uma carta de intenções com a EFW para a conversão de jatos A321 de passageiro para cargueiro.

Indústria projeta crescimento a partir do segundo semestre

Logcast tem a honra de receber Anselmo Riso

CIESP Campinas enaltece o momento de modernização do comércio exterior e a proatividade da Receita Federal em Viracopos

Especialista em Comércio Exterior espera que nível de produção da China seja retomado em março

Valdir Santos alerta, todavia, que hoje o tempo de trânsito em Hong Kong aumentou em dois dias, há acúmulo de cargas e ainda podem ocorrer atrasos

Aos poucos a China retoma boa parte das atividades econômicas, e algumas fábricas já encontram-se abertas. “Espera-se que o nível de produção total seja restabelecido a partir do mês de março”, afirmou Valdir Santos, diretor da empresa de Logística Internacional V. Santos.

No entanto, ainda há incerteza quanto à volta e normalização das práticas logísticas. Apesar de o governo estar encorajando as transportadoras, existem muitos motoristas em quarentena e a presença da escassez de transporte na China é uma realidade.

“Já em Hong Kong, os serviços de transporte estão funcionando, mas apresentam um tempo de trânsito maior em 2 dias”, ponderou Valdir Santos.

Alfândega, portos e aeroportos estão funcionando em quase todo o país, e as aeronaves cargueiras estão operando na maior parte da China, absorvendo algumas cargas que originalmente seriam embarcadas via marítima, gerando acúmulo das mesmas.

Desta maneira, os armadores marítimos estão cancelando saídas de navios e mudando rotas, podendo ocasionar atrasos no envio e recebimento de cargas.

Processo caminha rápido e justiça já homologa “RJ” de Viracopos

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo aprovou, na terça-feira (18), o plano de recuperação judicial do aeroporto de Viracopos, etapa importante para dar início ao pagamento dos credores menores da concessionária – excluindo bancos e Anac.

Segundo despacho, assinado pela juíza Bruna Marchese e Silva, “no presente caso não se vislumbra qualquer cláusula que possa ser considerada abusiva ou violadora de normas de ordem pública, inexistindo do mesmo modo indício de fraude a macular a aprovação ocorrida livremente em assembleia”. Diante disso, a magistrada homologou a decisão da assembleia de credores e concedeu a recuperação judicial à concessionária.

A Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos aprovou, no último dia 14, o plano de Recuperação Judicial em assembleia geral de credores, com 99,9% dos votos, entre os quais o da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No plano, a concessionária concorda em requerer, no prazo de 15 dias após a homologação do Plano pela Justiça, a relicitação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

Na assembleia, foi apresentado um cronograma de pagamentos aos credores, que garante quitação da dívida com empregados, fornecedores e empresas prestadores de serviço.

Comissão para licitar porto seco de Ponta Porã é instituída pelo Governo Federal

Cargo containers

O Governo Federal instituiu Comissão Especial de Licitação para definir empresa para operar o Porto Seco que será implantado em Ponta Porã. Publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (19), a decisão representa um importante passo para o setor de comércio exterior em Mato Grosso do Sul.

A ação conjunta do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), com a prefeitura municipal de Ponta Porã e que está sendo articulada há um ano. O Governo do Paraguai também está envolvido nos trâmites para implantação do Porto Seco na fronteira.

O objetivo é que o intermodal dinamize as importações e exportações por Ponta Porã, principalmente no relacionamento com os países vizinhos. Para acelerar o desembaraço de carga entre os dois países, a unidade da Receita Federal será transferida para dentro do Porto Seco e haverá a unificação das alfândegas do Paraguai e do Brasil.

“Com o Porto Seco o município de Ponta Porã passa a ser um hub de comércio exterior para a América do Sul, além de ter importante relevância para a economia pela atração de novas empresas para a região e a facilidade para agilizar o processo de comércio exterior”, explicou o titular da Semagro, Jaime Verruck.

A portaria nº 90 foi assinada pelo superintendente da Receita Federal no Brasil, Antônio Henrique Lindemberg Baltazar, que esteve em Ponta Porã, onde se reuniu com o prefeito Helio Peluffo, além do superintendente-adjunto da RFB, Onássis Simões da Luz, o delegado da RFB em Ponta Porã, Marcelo de Souza Brito, representante da RFB no Paraguai, Sérgio Messias e Ênio Motta Júnior, chefe da divisão da aduana da 1ª Região Fiscal.

VIABILIDADE – Em dezembro do ano passado foi realizada uma reunião, no Senado do Paraguai, em Assunção, para discutir a viabilidade de se construir o porto seco na fronteira de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. A alfândega brasileira em Ponta Porã está com sua capacidade estrangulada até pela localização, liberando em média 40 veículos ao dia, quando a projeção do porto seco é desembaraçar dez vezes mais que isso, observou o assessor de Logística da Semagro, Lucio Lagemann, que participou do encontro representando o governo do Estado.

De acordo com a prefeitura de Ponta Porã, a intenção é que com a construção do porto seco no município, a cidade se transforme num polo de importação e exportação. O intermodal incrementará a receita própria de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em até 4,2%.  

“O diagnóstico hoje é muito claro. Nós temos uma situação de alfândega no município de Ponta Porã que precisa ser modificada. Está no centro da cidade, a estrutura física não é adequada e a tendência é de aumento no fluxo de transporte no âmbito do Mercosul. A alfândega acaba se transformando numa restrição em termos de fluxo”, observou o secretário da Semagro, Jaime Verruck.

Os senadores paraguaios decidiram formar uma comissão para deliberar sobre o assunto. Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, juntas, têm mais de 200 mil habitantes e já protagonizam uma experiência de integração pela fronteira seca que as une. Entretanto, essa realidade não se aplica quando se trata do tráfego de mercadorias. Caminhões chegam a esperar até 72 horas para serem liberados a entrar no território paraguaio, e o mesmo ocorre no sentido inverso.

Ainda conforme o secretário, a prefeitura de Ponta Porã já estudou determinadas áreas e encaminhou à Receita Federal, que prepara estudos de viabilidade econômica para que o projeto possa avançar. “Dentro da estratégia de Mato Grosso do Sul, o que buscamos, na verdade, é a melhoria da estrutura de logística, que inclui o porto seco. Para isso precisamos de uma coordenação entre os órgãos, não se trata só de carga, mas de migração também, que envolve Receita Federal, Ministério da Agricultura, portanto tem que ser pensado toda essa estrutura”, pontuou.

PORTO SECO – Porto Seco é um recinto alfandegado de uso público, administrado por uma entidade privada, que oferece serviços de armazenagem, movimentação, despacho aduaneiro de mercadorias importadas ou a exportar, em regime comum ou especial, sempre em área específica e delimitada pela Secretaria da Receita Federal, de tal forma que o controle aduaneiro seja mantido desde a entrada até a nacionalização e entrega dos produtos ao consignatário, no caso da importação, ou embarcadas em transporte internacional, no caso de exportação.