Após alerta do SINDASP, Viracopos pode ampliar área para Exportação

Alerta sobre gargalos dos embarques com destino ao exterior em aeroportos foi notícia no Jornal Valor

Um alerta do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – sobre as dificuldades de exportação nos dois maiores aeroportos do País foi notícia no Jornal Valor Econômico.

Confira abaixo a íntegra da matéria do Jornal Valor Econômico.

“São Paulo 21/07/18 – Os exportadores que utilizam os aeroportos de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, e de Viracopos, em Campinas (SP), estão com dificuldades para embarcar produtos por causa do acúmulo de cargas nos terminais, alerta o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (Sindasp), que representa profissionais que atuam em 97% do desembaraço do comércio exterior brasileiro. Segundo a categoria, situação deve piorar a partir da semana que vem, quando auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal prometem retomar o movimento grevista, interrompido temporariamente na primeira semana de julho. “Os aeroportos de Guarulhos e Viracopos, os dois maiores do Brasil na movimentação de carga aérea, vem sofrendo com restrições de espaço em seus terminais, culminando até mesmo com a suspensão temporária no recebimento de mercadorias com destino ao exterior”, conta o presidente do Sindasp, Marcos Farneze.

Segundo ele, o crescimento das exportações brasileiras este ano aumentou o volume de cargas direcionadas aos aeroportos de Guarulhos e de Viracopos. E o acúmulo de produtos nos terminais nos últimos dois meses cresceu por fatores pontuais — a redução do ritmo dos trabalhos dos fiscais da Receita Federal, desde 1º de novembro de 2017, e a greve dos caminhoneiros em maio deste ano.

“As companhias aéreas ainda não reagiram para atender à demanda que está cerca de 77% maior [que um ano atrás]. Isso criou um acúmulo nos terminais. Em função disso, as cargas estão sendo armazenadas por mais tempo. Quando se esgota a capacidade dos terminais, a carga fica nos caminhões”, diz o diretor de operações de Viracopos, Marcelo Mota. Segundo a empresa adotou um procedimento chamado de “fila inteligente”. “Quem tem o voo contratado para voar nos próximos dois dias, a gente processa e coloca no voo. Se o exportador não tem o voo contratado, é melhor não enviar a carga para o terminal”, afirma.

A movimentação de cargas para exportação no Terminal de Carga (TECA) do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), atingiu em junho o maior índice dos últimos cinco anos e meio, com alta de 77,17% em relação a junho de 2017. Foram movimentadas um total de 10,4 mil toneladas ante 5,8 mil toneladas de junho de 2017 e 5,5 toneladas de junho de 2016.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o transporte aéreo internacional de cargas feito a partir do Brasil acumula crescimento de 36,9% de janeiro a junho deste ano ante igual período de 2017, enquanto o frete doméstico apurou incremento de 14% no mesmo período.

Mota aponta que Viracopos pode ampliar o espaço de armazenamento, por meio de lonas em áreas do terminal não usadas atualmente. “Estamos avaliando se esse movimento maior de exportações ainda é um pico, ou se vai sustentar. Se for verificado que é mesmo uma tendência firme e estrutural, poderemos fazer ampliação”, diz o diretor de Viracopos.

Também a GRU Airport, operadora do aeroporto de Guarulhos, aponta que os terminais de carga, principalmente os setores de exportação e trânsito, registraram aumentos no volume de armazenamento, no tempo de liberação das cargas e execução dos serviços, devido à greve dos Auditores da Receita Federal do Brasil, iniciada no dia 7 de novembro de 2017 e finalizada, parcialmente, em julho de 2018. Além disso, afirma, a greve dos caminhoneiros, em maio deste ano, agravou a situação.

“Por isso, o aeroporto adotou uma operação específica para o recebimento de cargas para exportação, priorizando o embarque de cargas especiais como perecíveis, animais vivos, mala diplomática, esquifes e produtos biológicos. As cargas secas foram tratadas, conforme o índice de ocupação do armazém. Todo esquema especial foi alinhado com as companhias aéreas e órgãos do setor”, informa a GRU Airport por nota enviada ao Valor.

O sindicato dos despachantes alerta que esse quadro vai piorar se os fiscais da Receita Federal retomarem as manifestações. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) aguarda a publicação do decreto que regulamenta uma remuneração chamada Bônus de Eficiência, uma promessa do governo de federal assumida há dois anos mas não cumprida. Na primeira semana de julho, a categoria suspendeu as paralisações, sob a condição de que Brasília publicasse a norma – o que ainda não aconteceu.  A diretoria-executiva da entidade afirma que, após 1º de agosto, sem que o bônus tenha sido regulamentado, a categoria deve automaticamente retomar o movimento.”

Com informações: Valor Econômico

Decreto com as regras para entrega de concessões deve ser assinado nos próximos dias

Mesmo após decreto, Governo acredita que Viracopos terá uma solução de mercado dentro do processo de recuperação judicial, diz Jornal. 

Após meses de idas e vindas, o presidente Michel Temer deve finalmente assinar, nos próximos dias, o decreto que regulamenta a devolução de concessões problemáticas de infraestrutura. A subchefia de assuntos jurídicos da Casa Civil, última instância de análise antes de sua assinatura, já emitiu atestado dizendo que não existe mais nenhum “óbice legal” à publicação do decreto.

Com isso, destrava-se a entrega amigável de concessões como as rodovias BR-040, entre Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG), controlada pela Invepar, e BR-393 (RJ), da espanhola Acciona.

Viracopos – Os acionistas do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), também aprovaram sua devolução e chegaram a entrar na Justiça cobrando agilidade no decreto, mas o governo acredita que o aeroporto terá uma solução de mercado dentro do processo de recuperação judicial da concessionária, informou o Jornal Valor.

Com 14 artigos, o decreto regulamenta a Lei 13.448, que foi sancionada em junho do ano passado. Sem ele, faltavam instruções sobre o processo de relicitação dos ativos devolvidos e o pagamento de indenizações às empresas por investimentos não amortizados em obras.

A versão final do decreto foi considerada “seca” por participantes das discussões. Não traz nenhuma menção explícita, por exemplo, ao congelamento de multas aplicadas às concessionárias por inadimplência contratual – como atraso na duplicação de estradas ou no pagamento de outorgas. Isso significa que, ao manifestar desejo de devolver uma concessão ao governo, a empresa não terá garantias de que suas multas deixarão de crescer.

Teria sido, segundo fontes do governo ouvidas pelo Valor, uma forma de evitar controvérsias e suspeitas de favorecimento que possam gerar dores de cabeça a Temer após o Decreto dos Portos – pivô de um inquérito na Polícia Federal para investigar o presidente.

O cálculo das indenizações também ficou de fora do decreto e será objeto de resoluções específicas, que estão em estágio avançado de elaboração, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

De acordo com o texto ao qual o Valor teve acesso, a empresa ou consórcio interessado em devolver a concessão deverá encaminhar à agência reguladora setorial um pedido por escrito com uma série de explicações: justificativas e elementos técnicos que mostrem a razoabilidade de relicitação do ativo; declaração formal quanto à intenção de aderir de forma irrevogável e irretratável ao termo aditivo que extingue o contrato de parceria; renúncia expressa quanto à participação de seus acionistas diretos ou indiretos na relicitação do novo contrato; e informações necessárias ao prosseguimento da relicitação (investimentos realizados, financiamento contratado, cessão de áreas comerciais).

O concessionário deverá informar, de maneira fundamentada, sua proposta para a continuidade e segurança na prestação dos serviços enquanto o ativo não for relicitado.

Uma vez recebido o pedido formal, a agência reguladora avaliará se os requisitos foram cumpridos e se manifestará em “caráter preliminar” ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil sobre a “viabilidade técnica e jurídica” da relicitação.

Em seguida, o ministério enviará o processo ao conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que poderá qualificar ou não o ativo para relicitação. Se isso ocorrer, a agência preparará um termo aditivo definindo as condições de prestação do serviço pelo concessionário atual até que seja concluída a passagem de bastão para um novo grupo ou empresa. Esse é o ponto de inflexão do processo.

Uma empresa independente de auditoria deverá ser contratada para fazer um pente-fino nos números, com recursos do próprio concessionário, até 15 dias depois da assinatura do termo aditivo. Também “poderão constar” outras questões relevantes, como a previsão do pagamento de indenizações devidas ao concessionário por investimentos não amortizados e compromissos financeiros de quem estiver entregando a concessão (não distribuir dividendos aos acionistas, proibição de redução do capital social e veto à celebração de novos contratos para a exploração comercial nas áreas dos ativos).

Do valor total das indenizações, serão abatidos multas aplicadas por inadimplência contratual e valores de outorgas (no caso dos aeroportos) que estejam em atraso.

Um parágrafo do decreto fala especificamente sobre o financiamento à concessão e abre caminho para que as condições pactuadas originalmente sejam mantidas: “Quando as condições de financiamento se mostrarem vantajosas para o poder público e viáveis para os financiadores, a agência reguladora poderá, consultados os financiadores e garantidores do requerente, exigir a assunção, pela futura sociedade de propósito específico (SPE), das dívidas adquiridas pelo requerente, no todo ou em parte”. 

Com informações: Valor

Setor automotivo puxa recorde de exportação em Viracopos

A movimentação de cargas para exportação no Terminal de Carga (TECA) do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), atingiu em junho o maior índice dos últimos 5 anos e meio, com alta de 77,17% em relação a junho de 2017.

Foram movimentados um total de 10.338 toneladas ante 5.835 toneladas de junho de 2017 e 5.489 toneladas de junho de 2016. O maior índice de exportação para um mês havia sido registrado em novembro de 2011, com 10.378 toneladas.

Se comparado o primeiro semestre de 2018 ao mesmo período do ano passado, o crescimento nas exportações por Viracopos foi de 41,93%, com um total de 42.259 toneladas movimentadas de janeiro a junho.

A alta na exportação por Viracopos em junho foi puxada pelo setor Automotivo, com crescimento de 27,8%, seguido pelos setores Metal-Mecânico (16,1%), Químico (6%), Tecnologia (2,64%), Calçados-Bolsas (1,80%), Têxtil (1,40%), Farmacêutico (1,40%) e Transporte de Duas Rodas (1,28%), Alimentos-Bebidas-Fumos (1,24%), entre outros.

“Este crescimento nas exportações tem sido constante nos últimos meses, mas se intensificou por causa da alta do dólar, que estimula as exportações, e também em virtude da grande infraestrutura de Viracopos, que capaz de absorver a restrição de capacidade de outros aeroportos”, disse o diretor de Operações de Viracopos, Marcelo Mota.

 

Importação – Também houve crescimento nas importações. A alta chegou a 5,86% em relação a junho de 2017, com 10.744 toneladas ante 10.149 toneladas do mesmo mês de 2017. Já em junho de 2016, foram 8.217 toneladas movimentadas neste setor.

Se comparado o primeiro semestre de 2018 ao mesmo período do ano passado, a alta na importação chegou a 17,65%, com um total de 67.283 toneladas movimentadas.

 

Remessas Expressas – As remessas expressas (Courier) de Exportação e Importação cresceram 16,7% no mês de junho em relação ao mesmo mês de 2017. No primeiro semestre deste ano, a alta chega a 21,3% em relação ao mesmo período do ano passado, com um total de 2.993 toneladas.

Greve dos auditores fiscais está suspensa até 31 de julho em todo o país

Os auditores fiscais da Receita Federal do Brasil decidiram, na última quarta-feira (4), pela suspensão da greve na Alfândega e na Delegacia da Receita Federal até 31 de julho. A greve está suspensa em todo o país, incluindo portos e aeroportos. Com isso, os auditores voltam a trabalhar normalmente até o fim do mês.

Em 26 de junho havia sido aprovada a continuação da greve até 15 de julho, mas durante uma reunião na mesma data entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e a direção do Sindifisco Nacional, sindicato que representa os Auditores Fiscais da Receita Federal, Maia se comprometeu a interceder junto ao presidente da República pelo cumprimento do acordo salarial fechado com o governo em 2016. Em troca, pediu a suspensão da greve da categoria.

A direção do Sindifisco Nacional avaliou o pedido de Maia e decidiu suspender a greve. Caso ele não cumpra o prometido, a categoria volta a paralisar os trabalhos em 1º de agosto. A Assembleia Nacional que decidiu pela suspensão da greve aconteceu em todo o país no início desta semana e, em Santos, ela aconteceu na terça (3). Os auditores fiscais da cidade também votaram pela suspensão da greve.

Greve – Os auditores reivindicam o cumprimento do acordo salarial fechado com o governo em 2016. A paralisação teve início em 1º de novembro de 2017 e a greve de forma contínua e ininterrupta da categoria começou em 14 de maio deste ano

 

EXPORTAÇÕES 50% MAIS RÁPIDAS

DU-E entra em vigor oficialmente nesta segunda-feira(2) já com 50% de ganhos em agilidade, afirma SINDASP

Treinamentos do SINDASP credenciaram Despachantes Aduaneiros para as novas operações

A entrada efetiva da Declaração Única de Exportação (DUE), definida pelo governo para esta próxima segunda-feira, dia 02/07/18, já chega ao mercado com grandes avanços para quem já está operando com a nova ferramenta.

Embora ainda com muitas dúvidas pelos usuários – a Receita Federal realizará uma palestra em São Paulo um dia após a entrada em vigor da nova modalidade – o SINDASP (Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo) vem observando melhoria significativa nas exportações para quem já está utilizando a nova modalidade no Portal Único. “Através de nossos associados e em contato com a FIESP, chegamos a esse número expressivo em grande avanço no burocrático comércio exterior brasileiro”, assegura Élson Isayama, Vice-Presidente do SINDASP.

Participativos, desde quando iniciou a formatação do processo até a sua implementação, um dos intervenientes que trabalham diretamente com as DU-E’s estão preparados para as novas operações. São os Despachantes Aduaneiros, representantes legais dos exportadores nas operações de desembaraço aduaneiro. Foram cerca de 25 treinamentos (15 em São Paulo e mais de 10 em todo o Brasil) realizados pelo SINDASP para esta categoria de profissionais.

Ministrado pela diretora do SINDASP, Regina Terezin, os encontros trouxeram a prática para os participantes. Terezin ressaltou a necessidade de que os Despachantes Aduaneiros sempre verifiquem os procedimentos para a utilização da DUE nos Recintos, com o transportador nacional e internacional, para não ser pego de surpresa no meio do processo. Deve ter atenção ao processo que é novo e tem alguns pontos diversos do anterior, mas é certamente mais ágil e mais preciso.

 

Início oficial – O cronograma prevê o desligamento gradual das operações nos antigos sistemas, garantindo, com isso, menor impacto na absorção das exportações pela nova DU-E. A próxima segunda-feira(2), porém, ocorrerá o desligamento do NOVOEX, data a partir da qual novas operações de exportação só poderão ser iniciadas via DU-E. Em setembro, finalmente, será desligada a DE-WEB para registros de novas declarações, ficando os sistemas logados em operação apenas para retificações e para consultas.

Sobre o SINDASP – Com quase 70 anos de existência o SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – representa a categoria responsável por 97% dos processos do Comércio Exterior  Brasileiro.