Automóveis da GAC iniciarão chegada ao Brasil. Empresa já conta com CD de peças no interior de SP

Os anunciados planos da GAC, Guangzhou Automobile Group Company, de estabelecer vendas e posteriormente produção de veículos no Brasil começam a ganhar contornos mais palpáveis.

Os primeiros automóveis da marca chinesa começarão a ser importados nas próximas semanas e desde este mês a empresa já conta com um centro de distribuição de peças e componentes para reposição.

Localizado em Cajamar, município da Grande São Paulo, o Centro de Distribuição da GAC Brasil abrigará peças de revisão, manutenção e acessórios em área inicial de 2 mil m². A gestão da operação ficará a cargo da DSV, empresa  especializada em logística e transporte com larga atuação no setor automotivo.

Cajamar foi escolhida devido à proximidade dos maiores mercados consumidores, mas também pela localização estratégica. A cidade tem acesso fácil a aeroportos, como Viracopos e Guarulhos, além de farta rede de rodovias e de estar a menos de 150 km do Porto de Santos.

“Queremos proporcionar aos nossos clientes um atendimento ágil e descomplicado, garantindo que as peças estejam disponíveis para reposição e manutenção no menor tempo possível”, afirma Alex Zhou, CEO da GAC Brasil, que diz que os estoques serão adequados de acordo com a demanda.

O CD no Brasil se somará a outros da empresa no Panamá, Emirados Árabes Unidos, México e Rússia e que, entende a GAC, sustentarão o processo de expansão global da marca que já está presente em 74 países e que produziu 2,5 milhões de veículos em 2023.

A linha de produtos é formada por modelos a combustão, híbridos e elétricos, alternativas que serão oferecidas no Brasil paulatinamente, seja no período de importação ou quando a empresa começar a produzir aqui.

Em julho, Feng Xingya, presidente do GAC Group, revelou pessoalmente ao governo brasileiro projeto de investimento conjunto com fornecedores de US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos para produção de veículos no País.

Em dezembro, a GAC já comprometeu uma parte dos recursos, R$ 120 milhões, em convênio com as universidades federais de Santa Catarina e Santa Maria, RS, e a estadual Unicamp, de Campinas, SP.

O principal objetivo da parceria é o desenvolvimento e produção local de motores flex e híbridos flex para os carros que a GAC passará a vender a partir das próximas semanas e que também equiparão os futuros automóveis nacionais a serem montados em fábrica que será erguida em local ainda não informado.

Fonte: https://www.autoindustria.com.br

MDIC abre consulta pública para ampliar acesso das MPMEs ao seguro de crédito à exportação

Fortalecer a capacidade exportadora das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Esse é o objetivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que, por meio da CAMEX (Câmara de Comércio Exterior), lançou, nesta sexta-feira (14), consulta pública sobre a alteração dos critérios de elegibilidade para a contratação do Seguro de Crédito à Exportação (SCE) pelas MPMES. O objetivo é ampliar o número de empresas que poderão se beneficiar do SCE, essencial para viabilizar a expansão de seus negócios no mercado internacional.

Pelas regras atuais, podem contratar o seguro empresas com faturamento de até R$ 300 milhões por ano e exportações anuais de até US$ 3 milhões. No caso de operações pré-embarque e de empresas que tenham até três importadores em suas carteiras de clientes cobertas pelo SCE, as exportações podem chegar a até US$ 5 milhões. Esse limite de exportações anuais foi estabelecido para garantir apoio governamental às empresas com maior dificuldade de contratar coberturas, premissa que continua válida.

Contudo, como as diretrizes atuais foram definidos há mais de cinco anos, a CAMEX reavaliou os critérios atuais para identificar novos segmentos de mercado em que não há oferta privada de seguro de crédito à exportação. A nova proposta prevê a eliminação do limite de exportação anual para operações com SCE pré-embarque, inclusive para o setor de defesa; e a expansão do limite para operações na fase pós-embarque, que deve voltar a ser oferecido em breve.

SCE pré e pós-embarque – Historicamente, as micro, pequenas e médias empresas têm dificuldade de conseguir com o mercado privado coberturas do seguro pré-embarque, que, para elas, é fundamental para reduzir os riscos inerentes às operações de exportação. O SCE facilita, inclusive, o acesso a capital de giro para o financiamento da produção exportável. Portanto, as alterações propostas na consulta pública buscam trazer soluções que o mercado não oferece.

Já o SCE pós-embarque protege os exportadores contra o risco de inadimplência do importador, possibilitando às empresas oferecerem condições de venda mais competitivas para pagamentos a prazo. Além disso, facilita o acesso a financiamento bancário caso o contratante do seguro opte por antecipar os recebíveis da exportação junto a instituições financeiras. Portanto, assim como o seguro pré-embarque, a modalidade pós-embarque é de grande importância para o importador.

Em relação ao setor de defesa, um diagnóstico realizado pela CAMEX constatou que o mercado privado não tem atuação significativa na concessão de financiamento ou coberturas para a exportação de bens e serviços de uso militar, o que motivou a proposta de ampliação do SCE para o setor de defesa com a oferta nas duas fases: pré e pós-embarque.

Após recorde em 2024, IATA prevê crescimento moderado de 5,8% para a carga aérea em 2025

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou os resultados dos mercados globais de transporte aéreo de carga do ano de 2024 e dezembro de 2024, com os seguintes destaques:

• A demanda total de 2024, medida em toneladas de carga por quilômetro (CTKs), aumentou 11,3% em relação a 2023 (12,2% nas operações internacionais). A demanda de 2024 excedeu os volumes recordes registrados em 2021.

A capacidade total de 2024, medida em toneladas de carga disponível por quilômetro (ACTKs), aumentou 7,4% em comparação a 2023 (9,6% nas operações internacionais).

Os yields de 2024 ficaram em média 1,6% abaixo dos yields de 2023, mas 39% acima dos yields de 2019.

• Para encerrar o ano, dezembro de 2024 apresentou desempenho forte e contínuo. A demanda global ficou 6,1% acima dos níveis de dezembro de 2023 (7,0% nas operações internacionais). A capacidade global ficou 3,7% acima dos níveis de dezembro de 2023 (5,2% nas operações internacionais). Os yields de carga ficaram 6,6% acima dos yields de dezembro de 2023 e 53,4% acima dos yields de 2019.

“A carga aérea foi o destaque em 2024, com crescimento recorde no transporte aéreo. Mais importante que isso é que 2024 foi um ano de crescimento lucrativo. A demanda, com alta de 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionada pelo comércio eletrônico particularmente forte e pelas várias restrições no transporte marítimo. Além disso, as restrições do espaço aéreo que limitaram a capacidade em algumas rotas importantes de longo curso para a Ásia ajudaram a manter os yields em níveis excepcionalmente altos. Apesar da queda dos yields médios em relação aos picos em 2021-2022, os yields ficaram em média 39% acima do nível de 2019″, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.

Para 2025, a IATA estima que o crescimento seja moderado e atinja 5,8%, alinhado ao desempenho histórico. “O cenário econômico indica outro ano bom para a carga aérea — com a tendência de queda nos preços do petróleo e crescimento do comércio. Mas não há dúvida de que a indústria de carga aérea será desafiada a se adaptar às mudanças geopolíticas que estão ocorrendo. A primeira semana do governo Trump mostrou forte interesse em adotar tarifas como uma ferramenta política, que podem causar um golpe duplo para a carga aérea: aumentar a inflação e deflacionar o comércio”, finalizou Walsh

ANVISA confirma apresentação no Gourmet Comex, em março

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) confirmou sua apresentação na 29ª Edição do Gourmet Comex, que acontecerá no dia 21/03, sexta-feira, em Campinas, no forte interior de SP.

A Agência estará representada por Elisa Boccia – Gerência Nacional de Controle Sanitário de Produtos e Empresas em Portos, Aeroportos e Fronteiras (GCPAF – Brasília – DF).

O tradicional encontro reunirá profissionais de comércio exterior em um ambiente de conteúdo, negócios e networking.

Entre as novidades apresentadas para o Gourmet Comex deste ano, uma delas diz respeito ao novo local. O evento agora será realizado no Espaço Bar/Restaurante BIGODERA, no badalado Bairro Cambuí, em Campinas (SP).

Com o apoio do CIESP Campinas e com a capacidade local de até 200 pessoas, a expectativa é de que estes próximos formatos contribuam para superar o número de convidados, mantendo a qualidade de sempre.

Informações (19) 99299-1987, diretamente com Nilo Peralta.

Pesquisa inédita da UNICAMP revela olhar do mercado sobre futuro do Despachante Aduaneiro

Mais de 80% dos entrevistados citaram as palavras “consistência, qualidade e confiança” para fidelização dos serviços. Conheça aqui os resultados completos do Estudo.

“Pesquisas científicas sobre o tema “Despachante Aduaneiro” são raras em todo o mundo”. Assim abre o trabalho do Professor Cristiano Morini, da UNICAMP em parceria com o Professor Edmundo Inácio Jr., consolidado no livro “A Percepção dos Operadores Econômicos sobre os Despachantes Aduaneiros”. Uma pesquisa, cujos detalhes poderão ser conhecidos aqui abaixo na íntegra. O trabalho teve o apoio da Federação das Associações de Despachantes Aduaneiros do Brasil (FEADUANEIROS) e do SINDASP (Entidade que representa dos Despachantes Aduaneiros em São Paulo).

O documento inicia sua apresentação, informando que o termo “Despachante Aduaneiro” foi utilizado indistintamente, desconsiderando o sexo das pessoas que prestam este serviço. O objetivo da pesquisa foi entender e analisar a percepção dos operadores econômicos brasileiros sobre a utilização dos serviços deste profissional no País.

O período de coleta de dados englobou o início de dezembro de 2023 a 15 de junho de 2024, tendo sido coletadas 137 respostas válidas, via link do google forms enviado por e-mail para associações e entidades ligadas ao comércio exterior no Brasil, bem como associados de sindicatos de despachante aduaneiro, para que estes enviassem a seus clientes. A pesquisa acabou por utilizar um “n” de 120, devido ao fato de 17 respondentes indicarem que não utilizam despachantes aduaneiros. É importante destacar que o “n” de cada questão pode variar, porque nem todas as questões foram de preenchimento obrigatório. O questionário foi respondido por importadores e exportadores, de todo o país. Importante destacar, que os “Despachantes Aduaneiros” não responderam ao questionário.

Considerando a caracterização dos respondentes, 93% possuem curso superior. Dos que possuem curso superior, 60% deles possuem MBA/Especialização. Estes dados revelam que os respondentes são pessoas qualificadas, o que contribui para a qualidade dos dados coletados. 54% são do sexo feminino. A idade média dos respondentes foi de 45 anos. 80% dos respondentes possuem idade entre 30 e 55 anos.

Quase 50% destacam futuro promissor da categoria – Quais seriam os maiores desafios do comércio exterior no futuro? Um fato curioso se caracterizou nesta resposta. O item mais citado foi um problema atual, que eles acreditam, portanto, que seguirá no futuro: burocracia, legislação complexa, custo-brasil e logística. Este ponto da pesquisa revela um item importante. Ao serem questionados “quais são os serviços que os despachantes aduaneiros prestam hoje e que seriam difíceis de substituir no futuro”, a resposta valida ainda mais o item anterior, de forma mais intensa, quando quase 50% dos entrevistados (47,6%) afirmam que a Consultoria e Assessoria sobre Comércio Exterior serão as principais atuações do Despachante Aduaneiro no futuro, numa indicação de que os Despachantes Aduaneiro seguirão imprescindíveis no futuro, pelo seu diferencial técnico de consultor.

O Estudo lembra, ainda, que alterações da legislação são constantes, com centenas de Instruções Normativas e dezenas de Portarias novas por ano. A introdução de novos sistemas, como o Mercante e outros, a digitalização de documentos também faz parte deste contexto, bem como a interface do governo federal com os governos estaduais, considerando pagamento de tributos.

Outro dado importante revela a confiança neste profissional. Entre os fatores determinantes para a escolha do Despachante Aduaneiro, 83% citaram as palavras “consistência, qualidade e confiança”, situação ratificada na pergunta seguinte, sobre o tempo, em anos, que a empresa utiliza o mesmo despachante aduaneiro. Neste item, foi apontado por 55% dos entrevistados, que indicaram a utilização por mais de 10 anos. Este número ratifica as citadas, como “consistência”, “confiança”, “experiência”, atributos que podem ser mensurados com um relacionamento de longa duração.

Conclusões – Entre uma das principais conclusões, observa-se que a experiência de um profissional que atua na área é um quesito imprescindível neste contexto de significativas transformações. Não apenas experiência, mas também conhecimento. A capacitação continuada é necessária em qualquer contexto, especialmente neste marcado por grandes transformações.

Conheça aqui as principais conclusões do material:

  1. O despachante aduaneiro como facilitador essencial do comércio internacional
  • A pesquisa identificou que os despachantes oferecem 32 serviços especializados, incluindo consultorias em compliance e gestão de riscos operacionais.
  • Sua atuação é particularmente vital para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que frequentemente carecem da expertise necessária para lidar com regulamentações complexas.
  • Importadores e exportadores consideram os despachantes parceiros estratégicos, responsáveis por garantir segurança e previsibilidade em um ambiente de negócios global dinâmico.
  1. Oportunidades emergentes em digitalização e interoperabilidade de dados
  • A automação e a Inteligência Artificial (IA) estão transformando os processos aduaneiros, exigindo dos profissionais novas competências digitais e analíticas.
  • Modelos globais, como o Código Aduaneiro da União Europeia, indicam que a automação não elimina o papel humano, mas redefine suas funções, criando oportunidades na gestão estratégica do comércio exterior.
  • A integração de dados e interoperabilidade entre aduanas e empresas está se tornando um fator determinante para a eficiência do setor, abrindo espaço para novos serviços e modelos de atuação dos despachantes.

CONFIRA O RESULTADO DA PESQUISA NA ÍNTEGRA, consolidada no livro “A Percepção dos Operadores Econômicos sobre os Despachantes Aduaneiros”:  https://forms.gle/wmnhjpeopAXHA9HQA