Exportações da BorgWarner para a AL crescem 55%

A BorgWarner registrou vendas de turbocompressores e embreagens na América Latina 42% maiores no segmento de reposição em 2021, na comparação com o volume vendido em 2020.

Por meio de comunicado, a empresa afirmou que o porcentual foi alavancado pelo crescimento de 55% das exportações para países da América Latina, atendidos pela equipe brasileira, e 37% de crescimento nas vendas no mercado interno. Em 2021, 30% das vendas vieram de demandas da região e 70% do mercado brasileiro.

“Nosso crescimento representa a expansão do mercado e a qualidade que nossas peças estão entregando aos nossos clientes e consumidores”, disse Guilherme Soares, diretor de aftermarket da BorgWarner Emissions, Thermal and Turbo Systems no Brasil.

Turbo puxa vendas da BorgWarner – Do crescimento de 42% nas vendas da BorgWarner em 2021, 69% é atribuido às vendas de turbocompressores e 31% é de produtos da linha Thermal, que engloba oferta de embreagens e ventiladores.

Nos últimos meses a empresa tratou de expandir sua oferta nos setores agrícola e de mineração. Além disso, seguiu a companhia em comunicado, o cenário incerto da pandemia fez com que os frotistas de caminhões e ônibus optassem por formas de se reduzir o consumo de combustível, uma das características da aplicação do turbo em motores.

Este ano a BorgWarner espera registrar um crescimento em vendas semelhante ao de 2021. Também espera expandir negócios nos estados brasileiros e, também, aumentar o volume de exportações para países da América Latina.

Fonte: https://automotivebusiness.com.br

Volkswagen e Bosch fecham parceria para trabalhar em motores

A Volkswagen do Brasil e a Bosch assinaram memorando de entendimento para desenvolver projetos relacionados a sistemas de motorização e assistência ao condutor. Essas iniciativas buscarão desenvolver em conjunto soluções customizadas para mercados emergentes, que favoreçam a descarbonização e a eficiência energética na mobilidade, assim como a segurança no trânsito.

Pablo Di Si (à direita na foto), chairman executivo da Volkswagen América Latina, e Gastón Diaz Perez (à esquerda na foto), CEO e presidente da Robert Bosch América Latina, participaram de evento realizado na sede da Bosch, em Campinas (SP), para formalizar a parceria.

Híbridos estão nos planos da Volkswagen e da Bosch – Segundo comunicado enviado à imprensa, os projetos contemplados no acordo abrangem motores de combustão interna movidos a biocombustível, redução de emissões de poluentes e soluções elétricas híbridas. Além disso, a colaboração visa fomentar o uso de biocombustíveis por meio da conectividade.

Do ponto de vista de segurança e assistência ao condutor, a parceria terá enfoque na otimização de sensores e na identificação de características próprias dos cenários de trânsito sul-americanos para sistemas de assistência à condução, além de adequações do sistema de frenagem para possibilitar recuperação de energia e economia de combustível.

“Estamos imersos e focados em trazer para a VW projetos que contribuam para nossa estratégia Way To Zero na região, em todas as esferas de atuação da empresa”, destacou Pablo Di Si. “Esta parceria vem ao encontro do nosso propósito ‘Tecnologia para a vida’, tornando a mobilidade mais limpa, econômica, segura e conectada”, declarou Gastón Diaz Perez.

Globalmente, em janeiro, a Volkswagen e a Bosch formaram uma joint-venture para produção de células de baterias de veículos elétricos.

Fonte: https://www.automotivebusiness.com.br

 

Mercado se une contra insegurança jurídica de contratos de carga aérea em Viracopos

Empresas pedem olhar urgente para o setor, responsável por 70% do faturamento do aeroporto campineiro. Investimentos podem atrasar 5 anos.

Em 2022 ABV completa 10 anos desde que assumiu a gestão de Viracopos em 2012 – Início da concessão: 11/07/2012 – e segue com excelência em suas operações. Nesta semana, Viracopos foi eleito o 10º melhor aeroporto do mundo em pesquisa internacional. Na edição anunciada, o ranking da organização alemã AirHelp avaliou os 132 aeroportos mais conhecidos e mais utilizados do mundo.

Em março, o aeroporto campineiro também já havia recebido mais uma vez o prêmio “Aviação + Brasil 2022”. A premiação, realizada pelo Ministério da Infraestrutura (MInfra), por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil, e da Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero), reconheceu os melhores aeroportos e empresas aéreas brasileiras de acordo com os passageiros.

Mas, em tempos de relicitação, é para o setor de carga aérea – responsável por 70% do faturamento de Viracopos – que as atenções se voltam neste momento. O aeroporto projeta uma receita de R$ 1,4 bi em 2022 e a carga aérea é vital para se atingir este objetivo.

Os serviços dos terminais cargueiros seguem, igualmente, com excelência e premiações, mesmo diante de seguidos recordes e aumentos operacionais expressivos na movimentação de importação e exportação. Viracopos foi eleito o Melhor Aeroporto de Carga do Mundo no Air Cargo Excellence Awards ainda 2018, na categoria até 400 mil toneladas/ano, mas tem figurado nos últimos anos no pódio da premiação. Além disso, Viracopos possui a certificação CEIV Pharma (Center of Excellence for Independent Validators in Pharmaceutical Logistics), emitida pela IATA (International Air Transport Association), de excelência na logística de produtos farmacêuticos

Todavia, aspectos administrativos da relicitação em curso podem atingir em cheio as empresas que operam em Viracopos.

Isto porque, para realizar suas operações no terminal de cargas, empresas que prestam serviços logísticos precisam estabelecer contratos de serviços com a concessionária. Em ano de relicitação, a ANAC determinou que os contratos não poderão ser renovados com prazos superiores a 1 ano.

“Os prazos exigidos pela ANAC engessam nossas ações. Algo tem que ser feito. Após 16 de julho próximo, não podemos assinar mais nenhum documento e a projeção, ao meu ver até otimista da ANAC, é para assinatura com o novo concessionário na relicitação, em abril de 2023”. O depoimento é de Gustavo Müsnich, presidente da ABV (Aeroportos Brasil Viracopos), que ocupa o principal cargo da empresa desde 2015.

Se por um lado, temos o mercado reaquecido e aumentando seus volumes, gerando assim a necessidade de maiores espaços para operar e armazenar as cargas, por outro, as empresas, que relutam em investir.

Associados da ABRAEC – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas – também revelam grande preocupação com as operações em um futuro próximo. Segundo Vagner Battaglioli, diretor executivo da instituição, importantes investimentos estão paralisados em função da insegurança em estabelecer contratos de curto prazo. “Apenas uma das empresas associadas tinha a previsão de investir cerca de R$ 20 milhões em 2021, mas que em função deste cenário, mudou sua estratégia”, lembrou Battaglioli.

Além da insegurança jurídica, há também o fato de que o tempo de transição da gestão da concessão será um período de pouco avanço nos negócios. “Dessa forma, os impasses da relicitação podem atrasar os investimentos em aproximadamente 5 anos”, concluiu Battaglioli.

Outras preocupações – Não menos importantes, a pauta da relicitação também traz outras questões, como por exemplo, o modelo de cobrança de armazenagem das cargas. Na avaliação de Elson Isayama, Presidente do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – a questão fundamental neste momento está na indefinição sobre quando finalizará a relicitação. “No tocante à carga área, precisamos conhecer o modelo de cobrança de armazenagem que será aplicado e, obviamente, os interessados no certame para se dar qualidade aos serviços no local.

Segundo ainda Isayama, o mercado está atento aos desafios do próximo concessionário para continuar atraindo cargas e superando as expectativas do setor. “Importante a continuidade nos investimentos para que o setor de cargas continue em expansão, busque atrair novas cias aéreas de passageiro para que tenhamos a “barriga da aeronave” e novas origens e destinos, além, é claro, do alinhamento com as melhores práticas do comercio exterior global, onde os aeroportos serão pontos de passagem e, por isso, a necessidade de ajuste das tarifas de armazenagem”, finaliza Isayama.

Colaboração: Ana Miaço

Receita da carga aérea em Viracopos cresce 27% em 2021

Receita bruta foi de R$ 1,1 bilhão em 2021; Concessionária reverte prejuízo de R$ 322 milhões em 2020.

Pela primeira vez, desde o início da concessão, a Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos S.A., administradora do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), teve resultado positivo na última linha do balanço, com receita bruta de R$ 1,1 bilhão em 2021. O montante representa um incremento de 29% sobre o faturamento do ano anterior, e um lucro líquido no exercício de 2021 de R$ 276 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 322 milhões de 2020.

Apesar do recrudescimento da pandemia da COVID-19 no primeiro semestre de 2021, que frustrou as expectativas de uma retomada econômica mais vigorosa e impôs novos desafios para o setor de aviação no segundo semestre do ano passado, a Concessionária conseguiu reverter a situação e apresentar um ótimo resultado operacional.

Isso irá possibilitar a antecipação do pagamento de parcelas do empréstimo de longo prazo que a Concessionária contraiu com o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – no início da concessão. As negociações nesse sentido já estão em adiantado estágio. Viracopos não tem parcelas atrasadas com o BNDES e demais bancos repassadores do financiamento.

Os resultados financeiros positivos foram possíveis por conta da conjunção de crescimento da demanda nos terminais de passageiros e de carga, atrelada a uma agressiva estratégia comercial.

Em 2021, Viracopos retomou a importante marca de 10 milhões de passageiros/ano, registrando o terceiro melhor resultado desde o início da concessão. O incremento frente a 2020 foi de 50%, o que fez o aeroporto encerrar o ano como o terceiro terminal de passageiros mais movimentado do Brasil.  Em dezembro de 2021, o aeroporto atingiu, pela primeira vez na história, a marca de 1 milhão de passageiros processados em um único mês.

Nos movimentos de aeronaves, o aeroporto teve um incremento de 43% em 2021: 105.320 contra 73.698, de 2020.

No processamento de cargas, Viracopos teve um ano de superação, com registros seguidos de altas na quantidade de toneladas movimentadas. Com isso, a Concessionária encerrou o ano estabelecendo um novo recorde histórico: 364,3 mil toneladas, entre importação, exportação, remessas expressas (courier) e cargas nacionais, superando em 39% o resultado de 2020, que era também o recorde anterior.

Crescimento financeiro na carga – Na linha de importação, a mais representativa para a Companhia em termos de receita, foi registrado o terceiro maior resultado desde o início da concessão. Foram 153.404 toneladas movimentadas contra 120.485 de 2020 (incremento de 27%), ficando atrás, apenas, dos resultados de 2013 (163.018 ton.) e 2014 (155.739 ton.).

“Isto, combinado com a manutenção do Real mais desvalorizado, fez com nossa receita de cargas fechasse o ano com um crescimento de 27% sobre a receita de cargas auferida em 2020”, completou o Diretor Administrativo-Financeiro da Concessionária, Fábio Tosta Gadelha Souza.

Programas estratégicos e hub de vacinas foram destaques e alavancaram negócios em 2021

Sem o foco em programas estratégicos e em parceiras inovadoras, os resultados não seriam possíveis. Em 2021, Viracopos lançou o Programa Fast Lane, que tem o objetivo de oferecer um atendimento diferenciado às empresas aéreas cargueiras, premiando sua pontualidade por meio do processamento prioritário dos voos.

Viracopos também foi escolhido para ser o mega-hub do Programa World Logistics Passport – WLP no Brasil, em reconhecimento à nossa importância e eficiência na cadeia logística de carga nacional e internacional. O WLP foi criado pelo Governo de Dubai com objetivo de conectar hubs globais com rotas mais eficientes e deve alavancar o comércio exterior do Brasil, interligando Viracopos com 11 países do Oriente Médio, Ásia e África por meio de novas rotas aéreas.

Adicionalmente, o aeroporto inaugurou um projeto pioneiro entre aeroportos brasileiros, o Viracopos Cargo – Serviços Logísticos LTL (Less Than Truckload), que, em parceria com a transportadora rodoviária de cargas Navi Logistics, oferece aos clientes um processo logístico integrado, que vai do recebimento da carga no aeroporto até a entrega na porta da sua casa ou empresa, evitando a necessidade de se dirigir ao aeroporto para retirá-la.

A principal vantagem do LTL é o custo reduzido para clientes que precisam retirar poucos e pequenos volumes no aeroporto, pois o espaço do caminhão da transportadora é dividido com a carga de outros clientes.

 Hub das vacinas – Em 2021, Viracopos também se consolidou como a principal porta de entrada das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. Mais de 210 milhões de doses chegaram ao país pelo Terminal de Cargas de Viracopos e foram desembarcados com agilidade e eficiência, em um trabalho conjunto da equipe da Concessionária e das equipes da Receita Federal, Polícia Federal e ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Novos investimentos – Em 2021, Viracopos deu sequência aos investimentos no Terminal de Passageiros, com vistas a aumentar a capacidade de processamento em hora-pico e a promover melhorias aos clientes, ampliando sua qualidade e conforto.

Foram inauguradas cinco pontes de embarque doméstico no Píer B (B2, B4, B6, B8 e B10).  Outras quatro pontes de embarque serão inauguradas até o final do primeiro semestre de 2022. Também foram inaugurados uma sala VIP na área doméstica e pelo menos 12 novas operações de varejo no Terminal.