Multinacional construirá fábrica de baterias para veículos elétricos no interior de SP e foca exportação

A multinacional BorgWarner construirá uma fábrica de baterias para veículos elétricos em Piracicaba (SP). O anúncio foi feito 3 meses após a compra da AKASOL, fabricante de baterias

A multinacional BorgWarner anunciou na última sexta-feira (13) que desenvolverá uma fábrica de baterias para veículos elétricos no município de Piracicaba (SP), dentro da sua unidade que fabrica componentes para reposição e sistemas de injeção. A informação foi confirmada pelo vice-presidente de aftermarket da multinacional para a América do Sul, Amaury Oliveira, durante entrevista na Autopar 2022. De acordo com o executivo, a empresa adquiriu a Akasol e está desenvolvendo uma fábrica de baterias em SP para equipar os veículos elétricos que serão fabricados na América do Sul e também para exportar.

Planos – A expectativa, de acordo com Oliveira, é que a fábrica de baterias para carros elétricos esteja pronta já no próximo ano. A Akasol é uma fabricante de baterias para carros elétricos fundada em 2008, na Alemanha.

A unidade no Brasil se unirá a uma fábrica dos Estados Unidos e à Gigafactory 1, instalada na Europa desde o último ano. O executivo não divulgou os pormenores do projeto, como o tamanho da unidade em SP, a capacidade de produção e as empresas do setor automotivo que planeja atender.

Para avançar no mercado OEM e de reposição, a BorgWarner utiliza dois projetos principais, que são a compra de outras empresas que podem contribuir com seus negócios e também a expansão do seu portfólio. Durante a Autopar deste ano, uma feira de fornecedores do setor automotivo, que é realizada em Pinhais (PR), foram apresentadas novidades para o mercado de reposição, caso das novas linhas de direção e suspensão que atendem a 80% do setor de veículos premium.

Outros lançamentos – Bobinas de ignição para mais de 4,5 milhões de veículos, embreagem para veículos pesados, compressores, motores de partidas start-stop nacional e sensores de oxigênio também farão parte dos lançamentos apresentados pela empresa.

A multinacional BorgWarner, além da fábrica de baterias para veículos elétricos em SP, anunciou a mudança na comunicação visual de suas peças para o setor leve de reposição com a unificação de todas as marcas como BorgWarner.

No setor pesado, as marcas serão mantidas, como a Delphi. Oliveira comentou sobre as expectativas para este ano, que a multinacional observa pontos de atenção como o dólar, a alta nos custos e a situação na China, mas que até agora o desempenho no ano é positivo e espera que continue assim nos próximos meses.

Com informações/Foto: Autodata/Divulgação 

Exportações da Bosch Brasil responderam por 25% do faturamento em 2021

Campinas (SP) — A Bosch, uma líder global no fornecimento de tecnologias e serviços, fechou o ano fiscal de 2021 com vendas totais de 9,2 bilhões de reais na América Latina, incluindo as exportações e as vendas das empresas coligadas. “Mesmo com todas as incertezas que enfrentamos ao longo de 2021 com a pandemia, como a falta de matéria-prima, aumento nos custos de produção e até mesmo as adversidades enfrentadas nos campos social, econômico e político, conseguimos crescer vertiginosamente em todas as nossas áreas de atuação e países onde estamos presentes. Este é, com certeza, o melhor resultado do Grupo Bosch na região nos últimos anos, o que nos mostra que a estratégia de longo prazo combinado com o desenvolvimento de soluções e serviços com foco em “Tecnologia para vida” para diferentes setores de negócios foi assertiva”, ressalta Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Robert Bosch América Latina.

Exportações Brasil – As operações do Grupo no Brasil foram responsáveis por 73% do volume de vendas na região. Seus quase 8.800 colaboradores no país contribuíram para gerar um faturamento de R$ 6,9 bilhões de reais, sendo 25% gerados a partir das exportações para os mercados da América Latina, América do Norte e Europa.

Apesar do resultado de vendas positivo do ano passado, 2022 merece cautela. O conflito na Ucrânia e o recente o lockdown na China devido à pandemia da Covid-19 agravou ainda mais a crise de abastecimento, principalmente de semicondutores. Na América Latina, há ainda outros fatores que podem impactar o desenvolvimento dos negócios na região, como a alta da inflação, dos juros e o consequente aumento dos custos de produção. Nesse contexto, a Bosch planeja um crescimento moderado das vendas ao longo desse ano.

Diversidade de negócios e soluções em serviços – A estratégia da Bosch para a América Latina está pautada na diversidade, digitalização, inovação, expansão regional e novos negócios. A região oferece um ecossistema favorável para desenvolvimento da digitalização e oferta de serviços para outros mercados. Para isso, a empresa busca alavancar sua competitividade combinando sua experiência em Internet das Coisas (IoT) com Inteligência Artificial (AI) na geração de novos negócios e, assim, se tornar uma empresa líder em AIoT (AI + IoT). Na região, a multinacional atua nessa vertente de desenvolvimento oferecendo soluções de AIoT para os setores da mineração, agronegócios, mobilidade, indústria e, mais recentemente, na área de tecnologia da informação.

“As soluções que desenvolvemos localmente vão além de tecnologias para implementação em hardware. Nesses últimos dois anos, em plena pandemia, dobramos o número de colaboradores atuando na exportação de serviços de alto valor agregado de 300 para 600 profissionais, destaca Diaz Perez. Segundo o executivo, nas regiões de Campinas e Curitiba, por exemplo, há uma excelente infraestrutura logística, universidades renomadas para formação de pessoas, centros de pesquisa e desenvolvimento e custos competitivos que corroboram para tornar o Grupo Bosch na América Latina um centro de competência global em transformação digital.

Mobilidade segura e sustentável: Até o fim da década, novas formas de powertrain estarão disponíveis no mercado nacional, como o híbrido com a motorização flex, o carro totalmente elétrico e própria célula a combustível. Com a criação da tecnologia flex fuel, a Bosch ajudou a posicionar o Brasil entre os países com baixo índice de emissões de CO2 devido ao uso do etanol, matriz totalmente renovável. Agora é o momento do país aproveitar esse amplo know-how e se tornar um dos protagonistas no desenvolvimento de soluções para neutralização de carbono através de biocombustíveis, híbrido-flex ou célula a combustível. Por meio de meio de parcerias público-privadas, universidades, centros de pesquisas e desenvolvimento, a Bosch está estudando formas de apoiar o Brasil a participar do desenvolvimento dessa tecnologia em nível global. Além disso, a empresa apoia a disseminação de tecnologias de assistência ao condutor para tornar a mobilidade mais segura e livre de acidentes.

Conectividade no campo: O agronegócio é outra área foco para a Bosch no Brasil e na Argentina, que vem ganhando ainda mais relevância com a Bosch BASF Smart Farming (BBSF), empresa resultante da joint venture entre a Bosch e a BASF Digital Farming. A partir de agora, a BBSF passa a distribuir e comercializar globalmente tecnologias agrícolas inteligentes, como a Solução de Plantio Inteligente Bosch e a Solução de Pulverização Inteligente Bosch, ambas inovações que têm o objetivo de levar mais conectividade, eficiência e produtividade para o agricultor.

“Nossa região está inserida em um ambiente que nos gera novas oportunidades de negócios graças a todas as mudanças tecnológicas que estamos vivenciando hoje e estamos atentos a essas possibilidades nos mais diversos setores de negócios”, completa o CEO e presidente da Bosch.

Investimentos e estratégia de longo prazo – A Bosch chegou na América Latina há quase 100 anos. Hoje, seus mais de 10.500 colaboradores atuam para tornar a região cada vez mais estratégica e relevante para o Grupo Bosch. Em 2022, a empresa planeja investir cerca de 331 milhões de reais que serão direcionados para garantir o desenvolvimento e a competitividade de suas unidades fabris na região.

Os investimentos na Indústria 4.0, junto com a qualificação de seus colaboradores, têm contribuído para a eficiência das operações da empresa, que atingiu níveis de excelência operacional em produtividade e qualidade em linhas de produtos regionais e globais. “Graças aos investimentos em soluções baseadas em automação, conectividade e inteligência artificial, nossas fábricas no Brasil têm se transformado continuamente”, ressalta Diaz Perez.

Além de ser usuária de tecnologias de Indústria 4.0 em suas operações, a Bosch também é provedora de soluções para que toda a cadeia produtiva possa estar conectada, especialmente as pequenas e médias empresas. A empresa disponibiliza para o mercado soluções customizadas turn key nas áreas de automação e engenharia industrial, ferramentaria e I4.0.

Komatsu investirá R$ 158 milhões na modernização da fábrica de Suzano

A Komatsu, que fabrica e fornece equipamentos, tecnologias e serviços para os mercados de mineração, construção, industrial e florestal, divulga que vai investir R$ 158 milhões em um novo ciclo de expansão na unidade de Suzano (SP). O aporte, distribuído ao longo de três anos, será destinado à modernização do parque fabril, com a implantação de equipamentos e tecnologias a fim de tornar o ambiente de trabalho mais seguro, com menor impacto ambiental e resultando também no aumento de 26% da capacidade produtiva ainda em 2022.

A empresa lembra que concluiu recentemente um investimento de mais de R$ 180 milhões na unidade. Apenas na área fabril, de 2019 a 2021, foram investidos cerca de R$ 100 milhões com o objetivo de aumentar a capacidade produtiva, além de garantir mais segurança aos funcionários.

A companhia revela que como resultado teve um aumento de 32% na capacidade de produção em 2021, o maior desde a inauguração da fábrica. “Dentre as novidades da unidade estão a troca dos transformadores de energia e instalação de proteções superiores nas máquinas; novos robôs de solda, máquinas a laser para processos de corte e pontes rolantes mais modernas”, explica o vice-presidente industrial da Komatsu, Jeferson Biaggi.

Nova sede administrativa – Segundo a empresa, parte do aporte já investido foi direcionada à construção da nova sede administrativa na fábrica de Suzano. Também foram efetuadas a renovação dos equipamentos de TI, a expansão do estacionamento da fábrica, além do recapeamento asfáltico das ruas internas.

“Com novas máquinas operando, que consomem 70% menos energia elétrica, teremos também redução de custos e uma fábrica mais eficiente, o que nos ajudará a alcançar a nossa meta mundial de reduzir em 50% a emissão de CO2 até 2030″, explica Biaggi.

Publicada portaria que regulamenta a verificação remota de mercadorias

A verificação remota poderá ser utilizada pela Receita Federal e pelos demais órgãos ou entidades da administração pública federal.

Foi publicada no Diário Oficial da União nº 90, de 13 de maio de 2022, a Portaria Coana nº 75, de 12 de maio de 2022, que regulamenta os requisitos e procedimentos para a verificação física remota de mercadorias nos despachos de importação, de exportação e de trânsito aduaneiro, pela Receita Federal, a verificação pelo importador, além da inspeção física de produtos, e as especificações técnicas do sistema informatizado, a ser disponibilizado pelo local ou recinto alfandegado.

Atualmente, as diversas unidades locais aduaneiras da Receita Federal adotam procedimentos para a verificação física por meio de câmeras conforme regulamentação do titular de cada unidade de despacho aduaneiro, os quais foram fundamentais durante o período de enfretamento da pandemia da covid-19. A Portaria Coana nº 75, de 2022, padroniza, em âmbito nacional, os procedimentos de verificação remota de mercadorias.

O ato normativo também oferece condições para que a inspeção física remota, realizada por servidores dos demais órgãos ou entidades da administração pública federal participantes do Sistema Integrado de Comércio Exterior, possa ser realizada de forma conjunta, ou que as imagens gravadas nas verificações físicas possam ser acessadas por aqueles servidores.

A Portaria tem como finalidades evitar a movimentação descoordenada de mercadorias para áreas de verificação e reduzir o tempo necessário para sua liberação, benefícios diretos para o importador e o exportador, que também poderão acompanhar o evento de verificação de forma remota.

O sistema informatizado deverá ser disponibilizado pelos locais ou recintos já alfandegados até 2 de setembro de 2022, conforme dispõe o inciso I do art. 43 da Portaria RFB nº 143, de 11 de fevereiro de 2022.

Grupo V. Santos moderniza gestão com Managing Director e anuncia executivo de destaque no Brasil

Roberto Prudente é o novo Managing Director Internacional do Grupo V. Santos. Formado em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Roberto possui MBA em Sales Intelligence, Sales Management & Market Intelligence pela Live University,

Com larga experiência no mercado de comércio exterior e logística, Roberto chega com a missão de coordenar as ações de importação e exportação aérea e marítima da empresa, como explica Valdir Santos, CEO do Grupo V. Santos. “De maneira inédita na história da empresa, a criação do cargo Managing Director tem o foco não apenas de agilizar a gestão, mas também em modernizar a estrutura atual com o olhar para o futuro da empresa, da logística e do comércio exterior”, avalia Valdir.

Na visão de Roberto Prudente, “o caminho do Grupo V. Santos é muito respeitado pelo mercado e se compara com a própria história de seu gestor. Por isso, essa nova função requer um gigante comprometimento e foco nos resultados. Isso não só engaja a empresa a evoluir e se modernizar, mas busca trazer reflexos no mercado, pois o futuro sempre mostra novas tendências e o que é novidade hoje, amanhã será o novo normal”, conclui Roberto Prudente.