Campinas abre o roadshow da retomada econômica paulista

A InvestSP deu início em Campinas nesta sexta-feira (17) ao roadshow da retomada da economia paulista que passará por todas as regiões do Estado de São Paulo. Os encontros, dirigidos a empresários, gestores municipais, representantes de entidades e comerciantes tem como objetivo apresentar os diversos serviços oferecidos gratuitamente pelos órgãos do governo estadual para acelerar a economia paulista.

O Governador João Doria participou nesta sexta-feira (17) em Campinas, do lançamento oficial do RetomaSP, programa estadual de oferta de serviços de qualificação, investimentos, emprego e renda para toda a população. Ele também fez entregas de benefícios integrados ao Bolsa do Povo, maior programa de assistência social e transferência de renda do Estado.

“O RetomaSP é uma ação capilarizada entre o poder público, que tem capital político e institucional, e o setor privado que determina o crescimento econômico. Juntos somos mais fortes no combate à pandemia e na retomada da economia. Onde houver um brasileiro, nós temos que estar ao lado para ajudar e apoiar”, declarou Doria.

Os eventos do RetomaSP em Campinas foram organizados pela InvestSP, agência estadual de promoção de investimentos e competitividade, e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, em parceria com a Prefeitura de Campinas e a Associação Comercial e Industrial do município.

“Nossa população está retomando as atividades de trabalho. São Paulo é um estado que cresce, emprega e empreende”, afirmou Patricia Ellen, Secretária de Desenvolvimento Econômico. “Mas São Paulo também tem o olhar de inclusão. Ainda temos uma desigualdade muito grande e precisamos reduzir diferenças. É possível ter desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável”, acrescentou.

A programação começou com um roadshow no Expo Dom Pedro, que reuniu cerca de 400 empresários, investidores e gestores para apresentação de serviços e parcerias do Governo do Estado nas áreas de crédito, inovação, pesquisa, fomento, qualificação, internacionalização e geração de oportunidades nos setores de comércio, indústria, turismo e agronegócio regional.

“Hoje damos um passo importante na retomada econômica em São Paulo. Estamos levando uma série de ações, serviços, recursos financeiros, investimentos e negócios a segmentos diversos da sociedade. O RetomaSP é uma grande oportunidade para reinventarmos o futuro hoje, alinhando interesses públicos e privados”, afirmou Gustavo Junqueira, Presidente da InvestSP.

Na sequência, Doria acompanhou um mutirão do RetomaSP no Largo do Rosário, um dos principais pontos da região central de Campinas. O evento reuniu programas e serviços públicos destinados a trabalhadores, desempregados, estudantes e pequenos empreendedores que necessitam de apoio do Estado no atual cenário de retomada econômica.

O mutirão contou com estandes de serviços diversos como Bolsa do Povo – incluindo Bolsa Trabalho e Bolsa Empreendedor –, Banco do Povo, cursos Novotec e Via Rápida, Empreenda Rápido, Poupatempo, Mutirão do Emprego, Junta Comercial do Estado de São Paulo e projetos promovidos em parceria com Sebrae-SP, Unicamp, Unesp e Univesp.

As ações do RetomaSP integram um extenso pacote de políticas e serviços público em um cenário de retomada de atividades econômicas. O objetivo é garantir apoio do setor público e organizações privadas a profissionais prejudicados pelos graves impactos da pandemia.

Klabin abre maior terminal ferroviário de contêineres do mundo

Com capacidade de levar 125 mil toneladas de celulose e papel em contêineres por mês das unidades dos Campos Gerais (Puma, em Ortigueira , e Monte Alegre, em Telêmaco Borba) até o Porto de Paranaguá, o projeto nasce como o maior do mundo em capacidade de transporte em volumes para uma única empresa.

Além disso, seu potencial de distribuição pela linha férrea diminui o trânsito nas rodovias, aumenta a eficiência operacional da empresa no Paraná e colabora com a sustentabilidade diminuindo as emissões de CO2.

O projeto foi desenhado a partir do ramal construído na Unidade Puma inaugurada em 2016 e até então o maior investimento privado da história do Paraná, com R$ 8,5 bi, que dobrou a capacidade produtiva da Klabin em três anos.

Em 2021, com o novo investimento de R$ 12,9 bi no Projeto Puma II, a Companhia está adquirindo mais quatro locomotivas e 460 vagões para o transporte do volume adicional gerado pela nova fábrica. Para colocá-los em operação, o ramal passou por uma expansão, a construção de trincheira na PR-340, que liga Telêmaco Borba a Ortigueira, contemplando, além do transporte por ferrovia de celulose, o transporte de papel.

O terminal foi construído ao lado da fábrica de Ortigueira e vai centralizar os volumes de exportação das unidades dos Campos Gerais, que serão transportados até o Porto de Paranaguá.

Com capacidade para o armazenamento de 2.000 contêineres, este pátio contém duas novas linhas férreas internas e teve investimento em terminais de última geração, como quatro RTGs, sigla em inglês para Pórtico para Contêineres sobre Pneus, usado nos setores de equipamentos portuários e móveis para transportar cargas pesadas e complexas que possuem eficiência 70% maior quando comparada aos demais equipamentos.

AEB projeta crescimento de importações e exportações na casa de 30% em 2021

As exportações deverão ficar em torno de US$ 270,052 bilhões, alta de 28,7%, e as importações, aumento de 27,1%, ante 2020. O superávit da balança brasileira deverá alcançar um aumento de 33,6% no ano.

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) divulgou no dia 14 de julho (quarta-feira) suas previsões para a balança comercial deste ano. Segundo a AEB, as exportações deverão ficar em torno de US$ 270,052 bilhões, com aumento de 28,7% em relação aos US$ 209,817 bilhões efetivados em 2020, e as importações, em US$ 202,051 bilhões, com expansão de 27,1% sobre os US$158,930 bilhões alcançados em 2020. Para a entidade, haverá superávit na balança comercial de US$ 68,001 bilhões, mais 33,6% em relação aos US$ 50,887 bilhões apurados no ano passado.

De acordo com a AEB, os aumentos projetados para as exportações e importações refletirão de forma positiva no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos produtos e serviços produzidos no país) de 2021.

Segundo o presidente executivo da AEB, José Augusto de Castro, a forte elevação dos preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado externo), especialmente petróleo e minério de ferro, explica o crescimento projetado para as exportações. O peso do petróleo em bruto, do minério de ferro e da soja em grão na pauta de exportação brasileira passou de 35%, no ano passado, para 41%, este ano. — Do lado das importações, o fato de vários produtos não estarem sendo fabricada atualmente no país para suprir o mercado interno, como peças e componentes, responde pelo incremento das vendas externas ao Brasil — disse Castro à Agª Brasil.

Quanto ao superávit, Castro disse que, se for confirmado, constituirá novo recorde, superando o recorde de 2017, de US$ 67 bilhões. A corrente de comércio, projetada em US$ 472,103 bilhões para 2021, ficará próxima do recorde atual de US$ 482,292 bilhões, apurado em 2011.

Custo Brasil — O presidente da AEB afirmou que o câmbio não está afetando de forma alguma a balança comercial brasileira: “nem positivo, nem negativo. Não está nem estimulando a exportação de manufaturados, nem as importações. Está neutro”. Para Castro, o câmbio não é suficiente para deixar a balança competitiva.

Na opinião de Castro, o principal problema do país é o elevado custo Brasil. — Estamos exportando basicamente commodities, e o custo Brasil afeta os manufaturados. Sem o custo Brasil, exportaríamos mais manufaturados, e isso geraria mais empregos no país— . O presidente executivo da AEB disse esperar que o custo Brasil se reduza para que aumentem as exportações de produtos manufaturados, de maior valor agregado. Ele acrescentou que a reforma tributária ajudará a diminuir o custo Brasil.

Ele acrescentou que, além disso, a ausência de reformas estruturais e o custo Brasil são responsáveis pelo fato de as exportações de produtos manufaturados terem hoje valor nominal inferior ao exportado em 2007.

A previsão anterior da AEB para o ano de 2021 foi divulgada em 16 de dezembro do ano passado e mostrou os seguintes dados: exportação de US$ 237,334 bilhões, importação de US$ 168,316 bilhões e superávit de US$ 69,018 bilhões. | ABr

Cartilhas da CNI sobre comércio exterior trazem dicas de exportação para MEI e MPEs

Como parte das iniciativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para promover a internacionalização de empresas brasileiras, a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN) disponibilizará uma série de cartilhas sobre comércio exterior. O material foi elaborado em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por meio do convênio Indústria Global.

Dicas de exportação para MEI, informações para conciliar o mercado interno e externo, ensinamentos sobre o Portal Único Siscomex e apontamentos de quando surgem as oportunidades no comércio exterior são as quatro cartilhas publicadas essa semana. Veja, a seguir, o resumo de cada uma:

Cartilhas sobre digitalização para exportar também já estão disponíveis

Lançadas junto com o estudo Negócios Internacionais 4.0: promoção digital para internacionalização, na semana passada, as três primeiras cartilhas são sobre digitalização para exportar.
Tópicos como “o que deve ser considerado para promover digitalmente um produto”, “quais redes sociais são utilizadas para promover vendas no exterior”, “como posicionar uma marca no exterior” e “quais são os principais marketplaces nos Estados Unidos, na Ásia e na Europa” são abordados no material.
Ao todo, 15 cartilhas serão disponibilizadas de forma gratuita no portal do Indústria Global.

Filial “modelo”, Campinas recebe a segunda maior unidade da Brink’s no Brasil

A Brink’s, empresa líder mundial em logística segura e soluções de segurança, acaba de inaugurar a nova filial de Campinas, interior de São Paulo, a segunda maior do País, atrás apenas da unidade situada na capital paulista. A base reúne o que há de mais moderno e inovador em Segurança e Sustentabilidade e servirá de modelo para a empresa no País.

“Uma das metas da Brink’s com a filial de Campinas é que ela sirva de exemplo em quesitos fundamentais para nós, como a Segurança e a Sustentabilidade, temas que temos dedicado especial atenção nos últimos anos. Além disso, o espaço foi cuidadosamente projetado para proporcionar um ambiente funcional e agradável para nossos colaboradores”, afirma o presidente da Brink’s no Brasil, Marcelo Caio Bartolini D’Arco.

A segunda maior base da empresa no País está localizada em Campinas e conta com uma área de 9.700 m². Entre as tecnologias aplicadas para sustentabilidade, é destacado o sistema fotovoltaico. Por meio de um painel que reveste toda a extensão da filial, a irradiação luminosa é convertida em corrente elétrica, gerando eletricidade. Um diferencial é que a energia produzida em excesso durante as horas de insolação é injetada na rede elétrica, enquanto durante as horas de insolação escassa ou nula a carga é alimentada pela rede. Além da contribuição ao Meio Ambiente e redução de emissões poluentes, o sistema fotovoltaico exige baixa manutenção e tem vida útil elevada, possibilitando a capacidade de geração da própria energia elétrica.

A expansão da Brink’s e a definição por Campinas se dá pela excelente localidade e potencial presente nesta macrorregião paulista, que tem uma grande demanda por logística de valores e soluções de gestão total de numerário, incluindo cofres inteligentes com crédito diário para o varejo local, logística segura de produtos de alto valor como por exemplo, indústrias de eletrônicos e farmacêuticos. Essas são ações em que a Brink’s é líder de mercado.

Outros pontos de destaque são o desenvolvimento da unidade com materiais reciclados – das 1.200 toneladas de aço utilizado, 60% foram reutilizados de trilhos que serviram anteriormente para a circulação de trens – e a captação da água pluvial feita por calhas, que levam a água até um filtro, onde os resíduos e impurezas são eliminados. A escolha do piso também levou em consideração conceitos sustentáveis, já que foi instalado de forma intertravado na pavimentação externa para reduzir os efeitos de ilhas de calor. Além disso, é um material de drenagem eficiente em que a água da chuva é escoada para os lençóis freáticos. Por permitir essa infiltração, o pavimento é considerado sustentável, pois evita a impermeabilização do solo e previne problemas, como acúmulo de água e enchentes.

Em relação à Segurança, a unidade está equipada com os sistemas de monitoramento mais modernos do mercado, que captam, inclusive, movimentos sensíveis, como, por exemplo, uma pessoa tentando tirar foto em frente ao prédio. O local conta também com barreiras virtuais de proteção.

Desde julho deste ano a Brink’s iniciou o projeto de repaginar as demais filiais espalhadas por todo o Brasil, tendo a unidade de Campinas como modelo em Sustentabilidade e Segurança. A companhia já conta, atualmente, com filiais que são exemplos de inovações relevantes, como as de Governador Valadares, Montes Claros e Ipatinga (MG), Linhares (ES), Dourados (MS) e Ribeirão Preto (SP), que contam com a certificação do Programa Green Furukawa, uma solução sustentável que tem como objetivo a conscientização sobre o uso de recursos renováveis com o tratamento de resíduos provenientes do descarte de produtos de cabeamento estruturado.

Já as unidades de Divinópolis, Patos de Minas e Uberlândia (MG); Goiânia (GO) e Campinas contam com a certificação do Programa Green Commscope, que também tem a finalidade de descartar da forma correta os resíduos de cabos.

Nessas unidades certificadas, a Brink’s utiliza cabeamentos com classe de queima LSZH. Em uma situação de incêndio, por exemplo, a propagação do fogo pode ser muito prejudicial à infraestrutura ou construção, mas a fumaça, contendo gases tóxicos, é a maior causadora de danos e prejuízos às pessoas. Para buscar mais segurança em situações de risco como essa, desenvolveu-se materiais Low Smoke Zero Halogen (LSZH) – baixa fumaça e zero halogênio –, que durante o processo de fogo apresentam baixa emissão de fumaça e não geram gases tóxicos.