Exportação de veículos cresceu 5,5% em agosto. Toyota anuncia 3º turno na planta de Sorocaba

A exportação de veículos produzidos no Brasil cresceu 5,5% em agosto ante julho, mostrou balanço da Anfavea divulgado nesta última quarta-feira, 8. Foram embarcadas no mês 29,4 mil unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus.

No acumulado do ano, indicam os dados do levantamento, as exportações somaram 253,3 mil unidades, alta de 43,5% na comparação com o volume embarcado no janeiro-agosto de 2020. Segundo a Anfavea, foi o melhor resultado para o período desde 2014.

Do total exportado até agosto 236 mil unidades tratam de veículos leves, categoria que envolve automóveis e comerciais leves. O volume representou crescimento de 41,5% sobre as exportações desses modelos realizadas no janeiro-agosto do ano passado.

As exportações de caminhões no período somaram 14,6 mil unidades, resultado que representou alta de 106%. O maior volume foi o de modelos pesados, que representaram 7 mil unidades do total embarcado até agosto. O volume foi 94% maior do que aquele registrado no segmento no janeiro-agosto de 2020.

Já as exportações de chassis de ônibus chegaram a 2,6 mil unidades, alta de 3,2% ante o acumulado dos oito meses do ano passado.

Em termos de valores, os embarques de veículos injetaram US$ 4,8 bilhões nas fabricantes instaladas no País até agosto. O valor foi 55% maior do que aquele registrado em igual período em 2020. Apenas em agosto, as exportações somaram US$ 688,6 milhões, alta de 33% ante o resultado obtido em agosto passado.

 

Toyota de olho na Exportação – A Toyota do Brasil anunciou que sua planta industrial de Sorocaba começará a produzir em três turnos a partir de janeiro de 2022. A iniciativa tem como objetivo aumentar a produção dos modelos Yaris, Etios (somente para exportação) e Corolla Cross atendendo à crescente demanda por esses produtos no Brasil e na América Latina e faz parte da estratégia de crescimento sustentável da Toyota, além de confirmar seu comprometimento com o País, apesar dos desafios que toda a indústria enfrenta por conta da pandemia de Covid-19.

A decisão da Toyota em operar 24 horas em Sorocaba elevará em 25% seu volume de produção anual, de 122 mil unidades para 152 mil, o que também contribuirá para atender a maior oferta de produtos da empresa no Brasil e na América Latina, principalmente impulsionada pelo excelente desempenho do Corolla Cross, o primeiro SUV da marca produzido no País e comercializado em 22 países da região.

 

Fábrica de Sorocaba e ciclo de investimentos – Com nove anos de existência, a fábrica de Sorocaba é um dos símbolos da confiança da Toyota no Brasil e no Estado de São Paulo. Fruto de um investimento de US$ 600 milhões, foi a terceira unidade produtiva da Toyota no País, além de ser um marco nas operações do Brasil, pois reúne atributos das plantas mais modernas da fabricante em todo o mundo.

 

Com informações: https://www.automotivebusiness.com.br

Produção de caminhões até agosto é a melhor desde 2013 e exportação cresce mais de 90%

A produção de caminhões em agosto atingiu 15 mil unidades, o maior número mensal desde fevereiro de 2014. No total dos oito meses, as fábricas instaladas no País já produziram 104,5 mil caminhões. O número indica alta de 114,8% sobre iguais meses do ano passado e é o melhor acumulado para o período desde 2013.

Os dados foram divulgados na quarta-feira, 8, pela Anfavea, associação que reúne os fabricantes do setor. Embora não informe quantas unidades, a Anfavea admite que o volume produzido seria maior se não houvesse escassez de semicondutores, o que ainda vai atingir a indústria automobilística por alguns meses.

“A maneira como afeta a produção de veículos pesados é diferente da de automóveis, mas sem dúvida também impacta. O problema tende a ser menor em caminhões leves e médios, que têm menor quantidade desses componentes”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini.

Em tempo, caminhões leves têm Peso Bruto Total (PBT) de 6 a 10 toneladas e os médios, de 10 a 15 toneladas. De janeiro a agosto a indústria montou 51,4 mil caminhões pesados (com Capacidade Máxima de Tração, CMT, acima de 45 toneladas), resultando em alta de 114,3% sobre iguais meses do ano passado.

O menor crescimento no acumulado da produção (108,3%) ocorreu para os semipesados (com CMT abaixo de 45 toneladas), mas estes detêm o segundo maior volume, com 29,8 mil unidades montadas em oito meses. A demanda aquecida pelo mercado interno vem puxando a produção de todos os segmentos.

“O transporte de grãos, a cana-de-açúcar e os setores de carga geral e mineração movimentam os negócios”, recorda Bonini, que admite estoques baixos nas fábricas e concessionárias, assim como vem ocorrendo com automóveis.

Exportação cresce mais de 90% – Em agosto as associadas enviaram para o mercado externo 2,1 mil caminhões, indicando alta de 9,8% sobre julho. E desde janeiro foram embarcadas 14,7 mil unidades, mais que o dobro realizado nos mesmos oito meses do ano passado. Assim como no mercado interno, os pesados respondem pelo maior volume exportado, 7,1 mil unidades e alta de 93,8% pela comparação interanual.

Os semipesados cresceram mais, 114,9%, com 4,2 mil caminhões entregues ao mercado externo. Todos os segmentos registraram alta na comparação com o acumulado de 2020, assim como na produção e vendas internas.

Com informações: https://www.automotivebusiness.com.br

Vendas de máquinas devem crescer 20,4% em 2021

As vendas de máquinas agrícolas no mercado doméstico devem crescer 20,4% em 2021, estima a Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Em julho, a comercialização, no entanto, registrou ligeira queda de 0,06% em relação a junho. Todavia, na comparação com igual período do ano passado, as vendas subiram 17,52%.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a comercialização aumentou 30,81% se comparada ao mesmo intervalo de 2020.

De acordo com o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, as vendas da categoria seguem em ritmo bastante superior ao de 2020, mas as dificuldades enfrentadas pela indústria impedem uma recuperação mais robusta. “Há boa demanda para o segmento, dados os recordes apresentados pelo agronegócio. Mas, como falamos de máquinas altamente tecnológicas, com muitos recursos computadorizados, a crise dos semicondutores impacta bastante a produção, tanto que alguns modelos devem ser entregues apenas em 2022.”

Fonte: Portal Máquinas Agrícolas

Após DU-IMP e DU-E, agora é a vez da DT-E que segue para sanção presidencial

Nova ferramenta do Governo Federal vai digitalizar e unificar todos os documentos referentes ao transporte de cargas

Um dispositivo do Governo Federal que vai digitalizar e unificar todos os documentos referentes ao transporte de cargas, o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), foi aprovado na noite desta quarta-feira (1) pelo Senado Federal. Agora, a Medida Provisória 1.051/2021, sob forma do Projeto de Lei de Conversão 16/2021 segue para sanção presidencial.

O documento vai substituir cerca de 90 documentos diferentes necessários atualmente para emissão em uma viagem de origem e destino. Com ele, os transportadores autônomos de carga terão benefícios diretos como a redução de custos e do tempo nas paradas para fiscalização, deixando o frete mais competitivo. Além disso, o DT-e também poderá ser usado como meio de comprovação de renda, garantindo mais segurança à categoria.

“É um grande dia para o Brasil. O DT-e foi pensado para reduzir burocracia e simplificar processos, beneficiando a categoria do transportador autônomo e a cadeira produtiva. Com ele, vamos aumentar a competividade dos produtos brasileiros no exterior, criando condições para geração de emprego e renda em todo o país”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Confira as principais inovações da MP 1.051/2021:

– Garantia de aplicação do DT-e no transporte de carga em todos os modais: rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo e dutoviário;
– Previsão de estabelecimento de prazo para a extinção de documentos físicos [impressos em papel] para as operações de transporte de cargas: serão gradualmente substituídos por digitais/eletrônicos;
– Alterado e ampliado o rol de critérios para dispensa do DT-e;
– Ênfase no respeito aos sigilos da informação, “(…) asseguradas a segurança dos dados e o sigilo fiscal, bancário e comercial das informações contempladas”;
– Ampliação do rol de atores que podem gerar o DT-e;
– Redução do limite máximo do valor de multa em geral; estabelecimento de limite máximo do valor de multa para o modo rodoviário; inseridas prescrições para notificações e aplicações de multas;
– Restringidas as hipóteses de titularidade da conta em que o transportador autônomo de cargas (TAC) receberá os pagamentos de fretes;
– Autorizada a possibilidade de o TAC contratar pessoa jurídica para administrar seus direitos relativos à prestação de serviços de transporte;
– Prevista anistia das multas relativas ao piso mínimo aplicadas até 31/05/21;
– Constituída multa pelo não pagamento do vale-pedágio;
– Crédito presumido de Cofins para transportadores;
– Inclusão do Canal Verde na operação do DT-e – a iniciativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) conta com 77 pontos de leitura de passagens dos caminhões, via OCR, onde é feita a fiscalização dos veículos.

Viracopos tem projeto-piloto de exportação de carga postal

Aeronave da Lufthansa decolou no último sábado para a Suécia para levar o primeiro lote com 1 tonelada de produtos devolvidos

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), iniciou um projeto-piloto, em conjunto com os Correios e com a Receita Federal, para o envio de carga postal destinada a outros países.

O projeto foi iniciado com a exportação de um lote com 1 tonelada de carga em devolução, que foi embarcada em um voo da Lufthansa para a Suécia. A aeronave decolou na tarde de sábado (28/08). A operação foi acompanhada de perto pela Receita Federal de Viracopos e pelos Correios.

O projeto prevê, inicialmente, que seja transportada carga em devolução para diversos países. As cargas consistem em produtos adquiridos no exterior, mas que não tiveram autorização de importação ou que não puderem ser entregues aos destinatários no Brasil.

Com o projeto, as cargas serão devolvidas aos seus remetentes. Pelo menos 30 pessoas participaram da operação de descarregamento da carga dos Correios, na sexta-feira (27), e do carregamento dos produtos na aeronave, no último sábado, no pátio do Terminal de Carga de Viracopos.

A carga embarcada no piloto saiu do Centro Internacional em São Paulo, já com a documentação de embarque emitida e autorizada pela Receita Federal. O transporte até Viracopos foi realizado em veículo exclusivo, lacrado na presença de auditor da Receita Federal local, conforme previsto na legislação.

Com o projeto-piloto foi possível identificar pontos a serem ajustados para que o embarque das cargas em Viracopos ocorra de forma permanente, ampliando as opções de voos que os Correios possuem para o escoamento da carga destinada a outros países.

Foto: Priscila Thomaz Paparoto