Givens anuncia a compra da American Packing & Crating e cresce em seu segmento

A Givens Logistics – Operador Logístico com Matriz e atividades nos Estados Unidos – está crescendo. A empresa anunciou a compra da AMERICAN PACKING & CRATING (APC) e segue o ano com boas perspectivas.

A APC, agora uma empresa Givens, possui alguns serviços de destaque no segmento logístico. São eles: Embalagem de exportação. Consolidação de carga, Estufagem de containers, Equipamento flat rack para cargas volumosas, Embalagem a vácuo, Cross docking, Embalagem no cliente, Desmontagem de fábricas, Serviços para materiais perigosos e Guindastes para grandes cargas.

No início do ano a Givens anunciou o foco em uma de suas especialidades na área de logística para 2021: os serviços de alta performance. Eles passam por FTL/LTL/ carga projeto, estocagem, order fulfillment, desova de container, coleta e consolidação de carga, reembalgem e demais atividades correlatas. Ações estas que serão apoiadas agora com os serviços da American Packing & Crating.

Em mais de 60 anos a Givens tem tido sucesso como um parceiro líder e confiável, implementando soluções da mais alta qualidade na cadeia de suprimentos. “A adição do pessoal e dos serviços oferecidos pela APC nos torna ainda mais próximos desse objetivo”, prevê Orlando Vieira, International Marketing Director da Givens Logistics.

Logística nos EUA – Para a entrega das exportações brasileiras nos E.U.A., a Givens oferece a segurança e a previsibilidade da prestação de serviços naquele país baseada na sua infraestrutura diferenciada. “Nos EUA, somos a última etapa da operação door-to-door das exportações brasileiras”, finaliza Vieira, International Marketing Director da Givens Logistics, responsável pelo atendimento da empresa no Brasil.

Em mais um recorde, Porto de Santos registra a maior marca mensal de sua história

O Porto de Santos continua superando seus recordes de movimentação de cargas e, no mês de março, registrou a inédita marca de 15,2 milhões de toneladas, melhor desempenho mensal da história. O volume superou em 10,4% o recorde mensal anterior, registrado em agosto de 2020 (13,7 milhões de toneladas). Além disso, ficou 18,5% acima do recorde para o mês de março, obtido no ano passado (12,8 milhões de toneladas).

Os embarques de soja em grão foram o grande destaque mensal. A commodity atingiu 5,4 milhões de toneladas, 28,3% acima das 4,3 milhões de toneladas embarcadas em março de 2020, seguida pela movimentação de cargas conteinerizadas (439,5 mil TEU), nos dois fluxos, que atingiu o considerável crescimento de 30,3% sobre o efetivado em março do ano anterior (337,2 mil TEU). Já a carga geral solta atingiu 1,5 milhão de toneladas, alta de 5,7% sobre o recorde anterior, de 2019, e 6,7% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Para o diretor de Operações da SPA, Marcelo Ribeiro, os recordes são motivados pelo bom momento do agronegócio no País, que encontra em Santos as condições adequadas para escoar a produção: “A Autoridade Portuária tem mantido a infraestrutura de acesso do canal e dos berços e estabeleceu novas regras de atracação, o que melhorou a produtividade nos berços e, consequentemente, a eficiência operacional do Porto”, explica o diretor.

Na movimentação geral de cargas, os embarques responderam por 11,6 milhões de toneladas, 18,9% acima de março de 2020, efetivando uma participação de 76,7% no total mensal.

Já as descargas atingiram 3,5 milhões de toneladas, um acréscimo de 17,4% sobre as realizadas no mesmo período do ano passado, estabelecendo uma participação de 23,2% no total mensal.

Tiveram relevância, também, as movimentações de açúcar (1,7 milhão de toneladas), com crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior; adubo (312,0 mil de toneladas), aumento de 59,2%; e óleo combustível (306,1 mil de toneladas), 56,2% acima de março de 2020.

Primeiro Trimestre – O acumulado no primeiro trimestre do ano também é recorde, fechando com 35,3 milhões de toneladas, 11,1% acima do verificado no mesmo período de 2020. Os embarques responderam por 24,9 milhões de toneladas, 11,1% a mais sobre o mesmo período anterior e as descargas somaram 10,4 milhões de toneladas, superando em 11,0% o volume apurado nos três primeiros meses de 2020.

Os destaques ficaram com as cargas conteinerizadas que atingiram um crescimento de 17,9% em TEU (1,2 milhão TEU) sobre o mesmo período do ano passado (1,0 milhão TEU), caracterizando-se como novo recorde histórico para o período.

Outro destaque é o açúcar, com 4,2 milhões de toneladas, um aumento de 23,4% sobre o primeiro trimestre anterior, cerca de 809,1 mil toneladas a mais. Sobressaíram-se também os embarques de soja em grão (7,9 milhões de toneladas), 5,5% acima do registrado no primeiro trimestre do ano passado; e as descargas de adubo (1,8 milhão de toneladas), 76,1% acima do efetivado no mesmo período do ano anterior.

Os volumes de granéis sólidos (16,7 milhões de toneladas) e granéis líquidos (4,3 milhões de toneladas) superaram em, respectivamente, 10,7% e 4,0%, aqueles efetivados no primeiro trimestre de 2020.

O número de navios atracados (1.168) recuou 3,0% sobre o primeiro trimestre de 2020, denotando os bons índices de produtividade atingidos pelo Porto de Santos e a presença de navios de maior porte que viabilizam o transporte de um volume maior de cargas.

Corrente de Comércio – A participação acumulada de Santos na corrente de comércio brasileira vem se mantendo em 28,6%. Cerca de 26,6% das trocas comerciais que passaram pelo Porto de Santos tiveram a China como destino ou origem. O Estado de São Paulo teve a maior participação nessas transações comerciais, respondendo por 57,1%.

Minfra apresenta Plano Nacional de Logística 2035

O Ministério da Infraestrutura divulgou nesta terça-feira (20), em um webinar, o Plano Nacional de Logística 2035 (PNL 2035). Com uma previsão de investimentos da ordem de R$ 480 bilhões até 2035, entre dinheiro público e parcerias privadas, o documento estima em R$ 21,7 bilhões o montante a ser investido em cabotagem até em 2035, além de um aumento de 13% no TKU da cabotagem com a aprovação do programa BR do Mar.

— O PNL foi muito bem construído e apresenta muitas inovações. Vai servir tanto para embasar o orçamento quanto para elaborar políticas públicas — explicou o ministro Tarcísio de Freitas, destacando ainda que o plano foi construído de forma a receber melhorias sempre que preciso.

A expectativa do Minfra é que no período de abrangência do PNL o setor cresça entre 42% e 71%, a partir de fatores como o incremento do volume de cargas, a oferta de infraestrutra assegurada pelo ministério e a implementação de um modelo de transporte mais bem equilibrado entre os diversos modais.

O PNL 2035 está em consulta pública até 30 de abril. Porém, o Plano Setorial Portuário e a atualização dos Planos Mestres já foi iniciada. Na avaliação dos técnicos da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), com as medidas propostas no documento, o TKU da cabotagem pode passar dos atuais 8% para chegar a 9,1%.

Em termos de inovação, o Plano traz duas iniciativas para o segmento. A eficiência da propulsão de navios deve significar uma redução de custos da ordem de 3,76% na cabotagem e interior e também de 3,76% quando aplicada à navegação de longo curso. Outra meta do PNL é fazer com que todos os portos sejam inteligentes até 2035. Isso significará uma diminuição do custo portuário em 10%.

Em relação ao transporte hidroviário, projeta-se investimentos de R$ 4,3 bilhões até 2035. Entre outras frentes de atuação, os técnicos da EPL destacaram dois projetos no Norte do país: aumentar a navegação no Rio Tapajós e viabilizar a navegação no Rio Tocantins até Belém. A proposta do Ministério da Infraestrutura também completa os setores ferroviário, rodoviário, aeroviário e dutoviário.

Fonte: Portos e Navios e Foto Alberto Ruy / minfra

FGV: PIB aumenta 1,4% e importação apresenta crescimento de 6,9% no trimestre móvel

O Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), indica crescimento de 1,4% na atividade econômica em fevereiro, em comparação a janeiro. No trimestre móvel terminado em fevereiro, houve expansão de 2,9%, em relação ao período encerrado em novembro. Na comparação interanual, a economia cresceu 1,6% em fevereiro e 0,7% no trimestre móvel terminado em fevereiro. Segundo o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Claudio Considera, o crescimento de 1,4% da economia em fevereiro em relação a janeiro mostra continuidade na recuperação da economia. “Embora expressiva, essa taxa não é motivo de euforia já que é comparada a meses sob forte impacto da recessão da pandemia. Por sua vez, a taxa interanual de 1,6% em fevereiro foi obtida sobre um fevereiro de 2020 já bastante desacelerado (crescimento zero frente a 2019 e de 0,3% em janeiro de 2020 com relação a 2019)”, disse, em nota.

De acordo com o pesquisador, dentre as três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços), apenas a indústria apresentou pequena retração de 0,4% em fevereiro, enquanto os serviços cresceram 1,4% influenciado pelo desempenho dos serviços de informação (5,3%) e intermediação financeira (7%). Em termos monetários, estima-se que o PIB (soma dos bens e serviços produzidos no país) do primeiro bimestre de 2021, em valores correntes, foi de R$ 1,367 trilhão.

Consumo das famílias – O consumo das famílias retraiu 3% no trimestre móvel findo em fevereiro em comparação ao mesmo período do ano passado. “Apenas o consumo de produtos duráveis cresceu no trimestre e o consumo de serviços segue sendo o grande responsável pelo desempenho ainda negativo do consumo das famílias”, informou a FGV.

Formação bruta de capital fixo – A formação bruta de capital fixo (investimentos) cresceu 19,5% no trimestre móvel terminado em fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo a FGV, o componente de máquinas e equipamentos é o principal responsável por este resultado expressivo na taxa trimestral ainda influenciado pelo forte crescimento em dezembro de 2020 devido à importação de plataforma de exploração de petróleo.

Exportação – A exportação contraiu 3,1% no trimestre móvel findo em fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os segmentos exportados que retraíram no ano foram os de produtos agropecuários, com recuo expressivo de 24,3% no trimestre, os serviços e os produtos da extrativa mineral. Em contrapartida, os segmentos que apresentaram desempenho positivo foram os bens de consumo, os bens de capital e os bens intermediários.

Importação – A importação apresentou crescimento de 6,9% no trimestre móvel terminado em fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Este resultado foi influenciado, principalmente, pelo crescimento elevado dos bens de capital devido à importação de plataformas em dezembro de 2020, o que ainda se reflete na taxa trimestral móvel finda em fevereiro.

Além da importação dos bens de capital, o outro componente da importação que registrou aumento na taxa trimestral móvel terminada em fevereiro foi a importação dos bens intermediários e a queda mais expressiva da importação foi verificada em serviços.

Fonte: Agência Brasil

Gerdau investe R$ 1 bilhão em modernização e ampliação de suas fábricas em SP e RS

A Gerdau vai investir R$ 1 bilhão na modernização e ampliação de suas fábricas voltadas à produção de aços especiais no Brasil, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira, dia 19. Três unidades receberão a maioria desse aporte: Pindamonhangaba, Mogi das Cruzes (SP) e Charqueadas (RS). Os investimentos estão dentro do Capex global anunciado pela Gerdau no início do ano. 

A usina de Charqueadas ganhará um novo forno de recozimento e esferoidização para barras de aço. Segundo a Gerdau, o equipamento vai permitir que a empresa atenda a demanda crescente por materiais com especificações mais exigentes, como grau de esferoidização e de dureza, além de baixos níveis de descarbonetação, principalmente pelo setor automotivo. Com capacidade anual de 48.000 toneladas, ele deve começar a operar em agosto de 2022. 

A unidade de Mogi das Cruzes vai reativar sua aciaria (parte da usina que transforma o ferro gusa em aço), que estava parada desde março de 2019, para começar a produzir até o início do segundo semestre, gerando 150 novos postos de trabalho diretos. A ideia é operar com capacidade anual de 80 mil toneladas de aço, que será laminado em Pindamonhangaba. Já os investimentos em Pindamonhangaba vão permitir que o novo lingotamento contínuo entre em operação em agosto de 2022. 

“Temos realizado investimentos em nossas usinas de aços especiais para aumentar a produtividade e atender as necessidades e a demanda crescente dos nossos clientes. Os novos aportes reforçam nossa presença nos mercados em que atuamos e nosso espírito inovador, bem como nossa visão otimista para os setores automotivo e de máquinas e equipamentos no Brasil, que deve, nos médio e longos prazos, ter seus níveis de produção recuperados”, diz Rubens Pereira, vice-presidente de Aços Especiais da Gerdau no Brasil. 

Fonte: Automotive Business