O mundo nunca importou tanto do agronegócio brasileiro em um mês de março: US$ 11,57 bilhões

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram o valor recorde para o mês de março, alcançando US$ 11,57 bilhões. A cifra nunca havia ultrapassado US$ 10 bilhões para os meses de março, em toda a série histórica desde 1997. O valor é 28,6% superior aos US$ 9,0 bilhões no mesmo período de 2020.

Um dos motivos que explicam o bom desempenho do agronegócio é o aumento dos preços dos produtos exportados, que registraram alta de 8,7% na comparação com março de 2020. A quantidade vendida ao exterior registrou aumento de 18,3%.

O complexo soja foi o setor de maior destaque, com aumento nas exportações absolutas de US$ 1,66 bilhão. As condições climáticas da safra 2020/2021, que geraram atrasos na colheita do primeiro bimestre de 2021, em função do excesso de chuvas, concentraram os embarques da soja em grãos para março.

O setor de carnes também bateu recorde de exportações, ao totalizar US$ 1,60 bilhão, alta de 16,1%. A China foi o principal país responsável pelo aumento das exportações de carne bovina e carne suína do Brasil.

“O setor de criação animal para produção de carne na China possui histórico de enfermidades nos anos recentes, com destaque para Peste Suína Africana e a gripe aviária de alta patogenicidade, que assolaram e afetam os rebanhos chineses, sendo o principal fator responsável pela expansão das exportações brasileiras de carnes”, segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

A principal carne exportada foi a bovina, com US$ 711 milhões em vendas externas (alta de 11,9%) e volume recorde de 158 mil toneladas (+7,8%). As exportações de carne suína também bateram recorde, com aumento de 51,2% no volume exportado, alcançando 108 mil toneladas equivalentes a US$ 260 milhões (+57,4%).

O complexo sucroalcooleiro observou a maior taxa de crescimento percentual dentre os principais setores exportadores (+59,4%). O volume de açúcar atingiu recorde de praticamente 2 milhões de toneladas em março de 2021 (+39,6%). Esse recorde de volume, em conjunto com o aumento de 9% no preço médio, gerou US$ 638,96 milhões em exportações (+52,1%).

Apesar do recorde das exportações do agronegócio em março, houve também forte elevação dos valores demais produtos (+37,6%), fato que explica a queda da participação do agronegócio de 49,1% para 47,4% no total do mês.

As importações do agronegócio também aumentaram, passando de US$ 1,28 bilhão em março de 2020 para US$ 1,34 bilhão, o que representa elevação percentual de 4,5%.

Fonte: Comex do Brasil

Após leilão, CCR comemora a marca de “maior operadora de aeroportos do Brasil”

Em leilão realizado na última semana na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), foram concedidos 22 aeroportos em 12 estados, arrecadando-se R$ 3,3 bilhões em outorgas. A concorrência foi feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em três blocos: Norte, Sul e Central.

Agora a CCR Aeroportos, que já era sócia do Consórcio no BH Airport, recebe neste leilão mais 15 aeroportos. Para comemorar, segundo apurou o Portal LogNews a empresa enviou a um grupo de colaboradores uma taça e uma garrafa de vinho para um brinde previsto para o dia 14 de abril, pelo trabalho que a transformou, segundo ainda a empresa em mensagem no seu mimo, “na maior operadora de aeroportos do Brasil” (foto).

Já a Infraero – que chegou a administrar 67 aeroportos no Brasil – segue hoje sob seu guarda-chuva com cerca de 15 aeroportos, sendo os principais, Belém, Congonhas e Santos Dumont.

A Companhia de Participações em Concessões, parte do grupo CCR, arrematou o bloco Sul, por R$ 2,1 bilhões, e o lote Central, por R$ 754 milhões. Os lances representam, respectivamente, ágio de 1.534% e 9.156% em relação aos lances mínimos. A Vinci Airports ficou com o bloco Norte, pagando R$ 420 milhões, um ágio de 777% sobre o preço mínimo estipulado.

 

Os blocos – Estão no bloco Norte os aeroportos de Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga (AM), Tefé (AM) e Boa Vista (RR). O lance mínimo havia sido estipulado em 47,9 milhões.

No bloco Sul foram concedidos os terminais de Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC), Londrina (PR), Joinville (SC), Bacacheri (PR), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS). O valor mínimo para esse lote era de R$ 130,2 bilhões.

O bloco Central é composto pelos aeroportos de Goiânia (GO), São Luís (MA), Teresina (PI), Palmas (TO), Petrolina (PE) e Imperatriz (MA). O lance mínimo era de R$ 8,1 milhões.

O Ministério da Infraestrutura espera que os terminais, por onde circulam cerca de 24 milhões de passageiros por ano, recebam aproximadamente R$ 6,1 bilhões em investimentos. Devem, segundo o ministério, ser investidos R$ 2,85 bilhões no bloco Sul, R$ 1,8 bilhão no Central e R$ 1,4 bilhão no Norte. Os contratos de concessão têm validade de 30 anos.

Fabricante alemã do setor de alimentação elege Brasil como hub na America Latina

As balinhas de gelatina em formato de urso são o principal símbolo da fabricante alemã de doces Haribo. Mas a empresa, que completou 100 anos em 2020, possui um portfólio de mais de mil produtos em todo o mundo. Atuando com fábrica própria no Brasil desde 2016, a Haribo já exporta parte do que é produzido aqui para os Estados Unidos. A unidade foi construída com capacidade para ir muito além – a expectativa é abastecer todos os países da América do Sul.

“Os planos da Haribo para o Brasil são bastante robustos. Apesar da pandemia de Covid-19, a empresa continua em movimento de crescimento no longo prazo. Somos líderes globais no segmento e apostamos no Brasil como o país que vai abastecer não só o mercado interno, mas também a América do Sul”, conta o diretor comercial Alexandre Nedel.

O Brasil foi o primeiro país escolhido para sediar uma fábrica da empresa fora da Europa. A unidade fica em Bauru, no interior paulista, emprega atualmente 200 pessoas e está preparada para dobrar de tamanho. Em 2020, a Haribo investiu em máquinas europeias e na ampliação da estrutura física para comportar a nova linha de produção de balas sticks, conhecidas como regaliz. Atualmente, acomoda três linhas de produção: além dos sticks, de balas de gelatina e de marshmallow.

Tanto as balas de gelatina quanto os sticks que abastecem o mercado americano partem daqui, o que tem sido importante para a empresa ganhar mercado naquele país – onde uma outra fábrica será inaugurada, mas apenas em 2023.

Desafios da pandemiaA pandemia, admite Nedel, tem sido desafiadora. “Fazemos reuniões regulares. O escritório de Jundiaí [também no interior paulista] está fechado e todos estão em home office. Mesmo assim, lançamos produtos e fizemos campanhas promocionais”, conta. No fim do ano passado, por exemplo, a marca lançou, no mercado brasileiro, a linha Sports Time, balas de gelatina sem glúten, em embalagens de 60g, que possuem três combinações de sabores.

Ao mesmo tempo em que o segmento de festa, em que os produtos da marca estão muito presentes, foi extremamente prejudicado pela pandemia, assim como pequenos pontos de venda do varejo, em outros locais, como hipermercados, cash & carry e farmácias, o fluxo de clientes se manteve relativamente bem. “A frequência de compra diminuiu, mas houve busca por economia”, conta Nedel.

Com o lançamento da linha Sports Time, a empresa deu um passo no sentido de não oferecer somente produtos relacionados a prazer e indulgência, mas também aqueles que são fonte rápida de energia e podem proporcionar a disposição necessária para a prática esportiva. “A Haribo quer crescer no País e tem planos de curto, médio e longo prazo, que incluem melhorias, inovações e uso das melhores práticas globais”, resume o executivo.

Seguindo tendência, Azul disponibiliza aviões de passageiros para atender demanda de carga internacional, informa Portal

A Azul disponibilizou aviões de passageiros para atender demanda de carga internacional. Os voos para a Bélgica estão partindo de Viracopos nas terças e domingos, decolando às 05h da manhã para chegar em Bruxelas às 22h locais. A aeronave volta para o Brasil decolando às 21h locais do dia seguinte, porém com destino a Guarulhos, onde pousa às 05h da manhã do outro dia, informou o Portal Aeroin.

Segundo dados da ANAC, a Azul registrou esses voos como regulares, e irá operá-los pelo menos até o final do mês de abril, sendo utilizados os Airbus A330-900 de passageiros, mas que estão levando carga de maneira adaptada. Os números dos voos são AD9997 e AD9998.

Mas por que a Azul estaria fazendo voos regulares de carga para um país europeu tão pequeno, e que é conhecido pelas cidades medievais e também pela Tomorrowland, o maior festival de música eletrônica do mundo?

A resposta está longe de cavaleiros templários ou jovens que procuram na música a terra do amanhã. Muito pelo contrário: está na Alemanha, ou parcialmente nela, informou ainda o Portal Aeroin.

Em contato com a Azul, a empresa informou que “está operando voos por meio da Azul Cargo Express para atender às demandas de um seus clientes, a DB Schenker“.

A DB Schenker é uma subsidiária da Ferrovia Federal da Alemanha, a Deutsche Bahn, ou simplesmente DB. A Schenker é uma empresa de logística focada em exportação e foi adquirida pela DB em 2002, que queria expandir seu ramo logístico e de cargas.

A carga levada não foi revelada, assim como também não foi o motivo de usar Bruxelas. Mas, além de ser um importante entreposto de cargas mundial, a Bélgica possui diversos complexos logísticos da DB Schenker, completou o Aeroin

Com informações: Aeroin

Porto de Santos cresce 132% e registra lucro líquido recorde de R$ 202,5 milhões em 2020

A Santos Port Authority (SPA), estatal que administra o Porto de Santos, encerrou 2020 com o melhor resultado financeiro de sua história ao registrar lucro líquido de R$ 202,5 milhões – alta de 132% sobre 2019, quando fechou com lucro de R$ 87,3 milhões. Também houve aumento na receita líquida, que cresceu 15%, (R$ 1,1 bilhão), impulsionada pelo desempenho do agronegócio nacional, o que proporcionou novo recorde histórico de movimentação de cargas, avançando 9,4% em relação ao ano anterior e alcançando 146,6 milhões de toneladas.

As diversas ações de otimização de gastos, revisão de processos e redução de despesas favoreceram o resultado. As despesas administrativas recorrentes tiveram forte recuo e demonstraram queda de 16% na base anual. Os custos operacionais recorrentes cresceram 4,2%, abaixo do incremento verificado nas receitas, o que resultou em ganho de 1,6 ponto percentual na relação custos/receita líquida, indicando maior eficiência operacional.

PDZ – O ano de 2020 registrou outras importantes ações no porto. Uma delas foi a aprovação do novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), que permitirá a modernização do complexo portuário ao planejar estrategicamente a ocupação das áreas públicas pelos próximos 20 anos. Também foram realizados os leilões para arrendamento de dois terminais (STS 14 e STS 14A) destinados à movimentação e armazenagem de carga geral, especialmente celulose. Os terminais demandarão investimentos mínimos de aproximadamente R$ 380 milhões e renderão um total de R$ 505 milhões em outorgas para a SPA.