Indústria puxa alta histórica de mais de 313 mil empregos criados em setembro

O mês de setembro, o emprego formal no Brasil apresentou expansão, registrando saldo de 313.564 postos de trabalho. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foram divulgados nesta quinta-feira (29). O número é resultado de 1.379.509 admissões. Segundo o Ministério da Economia, é o melhor resultado para setembro desde que foi criado o Caged, em 1992.

“Uma excelente notícia, confirmando a volta da economia brasileira em ‘V’. É o maior ritmo de criação de empregos já registrado em qualquer setembro. Foram todos os setores e regiões criando novos empregos, o que configura o fenômeno da volta em ‘V’ da economia brasileira”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, que participou da divulgação dos números do Cadastro. A recuperação em ‘V’ ocorre quando a retomada é tão rápida quanto a queda.

O ministro Paulo Guedes lembrou que, em abril, o Brasil perdeu mais de 900 mil empregos; em maio 360 mil postos de trabalho; e, em junho, 20 mil. “Em julho, criamos 140 mil empregos, em agosto 244 mil empregos e, agora, em setembro, 313 mil (…) Então, não só estamos criando empregos nos três últimos meses seguidos, mas num ritmo crescente”, acrescentou o ministro da Economia.

Segundo o ministro, a economia do Brasil é uma das que está reagindo mais rapidamente ao impacto da Covid-19. “O Brasil preservou os sinais vitais da economia e já recuperou a metade dos empregos destruídos em três meses”.

Por setor – Em setembro, os dados do Novo Caged registraram saldo positivo no nível de emprego nos cinco grupos de atividades econômicas pesquisadas: Indústria geral (+110.868 postos); Serviços (+80.481 postos); Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (+69.239 postos); Construção (+45.249 postos); e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+7.751 postos).

Por região – No mês passado, as cinco regiões brasileiras também apresentaram saldo positivo na geração de emprego: Sudeste (+128.094 postos); Nordeste (+85.336 postos); Sul (+60.319 postos), Norte (+20.640 postos); e Centro-Oeste (+19.194).

Benefício emergencial – Bem – Os resultados mostram ainda que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, conhecido como BEm, em vigor desde abril, vem ajudando a manter os empregos no país durante o período de distanciamento social. O BEm já permitiu, até o momento, a celebração de 18.935.405 acordos entre trabalhadores e empregadores em todo o país.

O programa ajuda empresas e empregados a enfrentarem os efeitos econômicos da Covid-19. Proposto por Medida Provisória 936/2020, permite, quando houver acordo entre empregador e empregado, a redução proporcional da jornada de trabalho e salário; e a suspensão temporária do contrato de trabalho.

O programa prevê o pagamento de um benefício mensal a trabalhadores que tiveram o contrato de trabalho suspenso ou a jornada e o salário reduzidos.

Exportações puxam alta em setembro e apontam para recorde anual no Porto de Santos

A movimentação de cargas no Porto de Santos em setembro totalizou 12,2 milhões de toneladas, 5,2% acima do mesmo período de 2019. Esse foi o segundo melhor movimento mensal para o mês de setembro, tendo sido ligeiramente suplantado, apenas, por setembro de 2017.

No acumulado do ano, a movimentação alcançou 110,1 milhões de toneladas, alta de 10,2% sobre o mesmo período de 2019 e de 9,7% sobre o recorde anterior para o intervalo, registrado em 2018. Com isso, a expectativa é encerrar o ano com a melhor marca da história, acima das 134 milhões de toneladas de 2019 – que já fora recorde.

Tanto no mês quanto no acumulado do ano os embarques subiram dois dígitos, compensando a queda nos desembarques e garantindo o desempenho positivo.

O Porto manteve o patamar histórico de participação na corrente de comércio brasileira, respondendo por 28,3% das trocas nacionais no ano. Aproximadamente 27,0% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo complexo tiveram a China como país parceiro. São Paulo é o estado com maior participação (56,8%) nas transações comerciais com o exterior pelo Porto.

Destaques do mês – Os embarques, no mês, somaram 9,1 milhões de toneladas, um crescimento de 13,4% sobre os números registrados na mesma base anual. No acumulado do ano esse fluxo de carga atingiu 81,6 milhões de toneladas, alta de 15% sobre o mesmo período de 2019.

Já os desembarques totalizaram 3,0 milhões de toneladas, recuo de 13,8% sobre setembro de 2019. As descargas acumuladas no ano somaram 28,6 milhões de toneladas, 1,6% abaixo do mesmo período do ano passado.

O movimento de granéis sólidos somou 6,2 milhões de toneladas, alta de 12,2% sobre o mesmo mês do ano passado. Para o bom desempenho dessa modalidade de carga foram determinantes os embarques de açúcar e de farelo de soja.

Os granéis líquidos apresentaram alta de 18,6%, somando 1,6 milhão de toneladas, reflexo do bom comportamento das operações de óleo diesel e gasóleo, sucos cítricos e de óleo combustível.

A carga geral solta atingiu 457,8 mil toneladas, alta de 6,9%, devido, principalmente, aos embarques de celulose.

A carga conteinerizada caiu 10,8%, saindo de 386.165 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) para 344.427 TEU.

ANVISA identifica falhas no sistema de peticionamento das LI’s ao longo da semana

Brasília(DF), 16/03/2017 – Anvisa – Foto: Michael Melo/Metrópoles

A ANVISA Agência está atuando junto à área de Tecnologia da Informação para solucionar falhas persistentes no sistema de peticionamento e distribuição de processos de importação.

A Anvisa tem enfrentado falhas persistentes no sistema de peticionamento e distribuição de processos de importação. Tais problemas têm comprometido os tempos de anuência. A Agência está monitorando a situação e atuando junto à área de Tecnologia da Informação para solucionar o problema.

Novas regras para atuar no comércio exterior passam a vigorar a partir de dezembro

A Receita Federal publicou na edição desta semana do Diário Oficial da União a Instrução Normativa RFB nº 1.984/2020, que trata da habilitação de declarantes de mercadorias para atuarem no comércio exterior, bem como as regras para credenciamento de responsáveis e representantes nos sistemas informatizados do órgão. Com o intuito de diminuir a burocracia e facilitar o fluxo de mercadorias, a habilitação passa a ser concedida via de regra de forma automática, através do sistema Habilita, localizado no Portal Único do Comércio Exterior.

Outra mudança significativa foi a dilatação do prazo de desabilitação automática por inatividade, que passou de seis meses para 12 meses. Caso a desabilitação ocorra, o interessado pode pedir a habilitação automaticamente através do sistema Habilita. A nova Instrução Normativa passa a vigorar a partir de 1º de dezembro de 2020.

A IN 1984/2020 também reúne legislação espalhada em atos dispersos e a organiza de maneira mais simples, definindo de maneira clara os papéis que cabem aos declarantes, responsáveis que atuam em seu nome perante a Receita Federal e representantes autorizados. A sistemática de habilitação Expressa, Limitada e Ilimitada foi mantida, de acordo com as características das empresas e pessoas físicas que requerem a habilitação e de sua capacidade financeira. Caso o responsável queira aumentar o limite de sua habilitação, ele pode fazer o requerimento de maneira automática pelo sistema Habilita, ou abrir um Dossiê Digital de Atendimento, nos casos em que seja necessária a inclusão de documentos comprobatórios de sua capacidade financeira que não possam ser acessados automaticamente pelo sistema.

A habilitação automática busca agilizar o processo e trazer simplificação para o usuário do comércio exterior, mas sem abrir mão do controle aduaneiro e do combate a fraudes, prevendo regras para a punição de quem agir em desacordo com as regras previstas, que variam de sanções administrativas como a exclusão da habilitação até a responsabilidade criminal dos responsáveis. A nova Instrução Normativa se insere em um contexto de controle aduaneiro que prevê o gerenciamento de risco integral do comércio exterior, atingindo as fases pré-despacho, o despacho em si e as operações posteriores.

Assinatura de acordo e câmbio favorável devem incrementar exportação e uso de operação logística nos EUA

Facilidades de armazenagem e distribuição nos EUA para entrega do produto “door-to-door” é diferencial da Givens Logistics para exportadores brasileiros

O Brasil e os Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira(19) um Acordo de Comércio e Cooperação Econômica (ATEC, na sigla em inglês) que prevê, entre outras medidas, a facilitação do comércio e o combate à corrupção. Tal medida deve incrementar ainda mais as exportações brasileiras, em destaque atualmente por conta do cãmbio favorável. Embora a força da exportação brasileira ainda esteja mais relacionada ao agronegócio, os demais setores com produção industrial já dão claros sinais de recuperação na venda de produtos ao exterior.

Na esteira dessa evolução, a logística para atender essa demanda passou a ser um dos diferenciais competitivos em tempos de crescimento das exportações. A terceirização desses serviços, o 3PL – Third Party Logistics (Provedores Logísticos Terceirizados) estão em evidência nesse momento, como explica Orlando Vieira, International Marketing Director da Givens Logistics – Operador Logístico com serviços de armazenagem, transporte, reembalagem, pick-pack, order fulfillment, consolidação e etc. –  com Matriz e atividades nos Estados Unidos. “As vantagens são diversas, principalmente por contar com especialistas focados nessas operações, deixando para a indústria a preocupação única e exclusiva em seu core business”, resume Vieira.

Vantagens 3PL – “Quando se fala nessa terceirização, conseguimos identificar muitas variáveis em vantagens competitivas para quem contrata esse serviço. Os investimentos em ativos e os problemas com mão de obra são minimizados”, prossegue Vieira. Outros ganhos também são visíveis como a redução das despesas, a flexibilização nas operações de urgência/retrabalho, entre outros do gênero.

Logística nos EUA – Para a entrega das exportações brasileiras nos E.U.A., a Givens oferece a segurança e a previsibilidade da prestação de serviços naquele país, “A infraestrutura diferenciada da Givens assegura previsibilidade ao processo logístico. Nos EUA, somos a última etapa da operação door-to-door das exportações brasileiras, finaliza Vieira, representante e responsável pelo atendimento da empresa no Brasil.