Autopeças retomam uso da capacidade pré-pandemia
Com crescimento na passagem de agosto para setembro e desempenho positivo no comparativo com igual mês do ano passado, a indústria brasileira de autopeças retomou os patamares pré-pandemia no que diz respeito à utilização da capacidade fabril do setor.
Pesquisa conjuntural publicada no site do Sindipeças indica que a receita das autopeças cresceu 11,5% em setembro sobre agosto e ficou 3% acima da registrada no nono mês de 2019. Desde março, quando foram implantadas no País as primeiras medidas de isolamento social, o setor vinha registrando decréscimo nos comparativos interanuais.
A utilização da capacidade produtiva chegou a 71% em setembro, índice idêntico ao do mesmo mês do ano passado e até um pouco acima do registrado em janeiro e fevereiro, que foi de 69%.
Essa recuperação produtiva dos fornecedores certamente será favorável aos fabricantes de veíuclos e máquinas agrícolas, que vinham reclamando de problemas com falta de peças e insumos nos últimos meses. O mercado automotivo reagiu mais rápido do que o esperado e hoje há falta de algunas modelos no varejo, principalmente os carros premium e aqueles de maior demanda.
Dentre os dados positivos de setembro, o Siindipeças destaca o avanço das exportações em relação ao mês anterior, que foi de 15% em dólares e 16,3% em reais. Também relevante a volta das contratações na indústria de autopeças, com alta de 1% no nível de emprego em setembro com relação a agosto.
Foi o terceiro mês consecutivo de melhoria no quadro de mão de obra, mas os resultados continuam negativos no ano, com queda de 9,2% em relação ao mesmo período de 2019. Também o faturamento tem queda no acumulado de 2020, da ordem de 29,5%. A estimativa do Sindipeças é a de que o setor encerrará o ano com uma receita entre 25% e 30% inferior à de 2019.



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