De olho no pós-pandemia, Governo lança programa para retomada da economia

O ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, apresentou nesta quarta-feira (22/4) um programa do governo federal que visa reduzir os impactos do novo coronavírus nas áreas social e econômica. A iniciativa, que deve ter início somente após o fim da pandemia no Brasil, foi intitulada Pró-Brasil, e terá como foco a criação de postos de emprego mediante investimentos em obras públicas e parcerias com o setor privado.

“O programa é estratégico e visa integrar e aprimorar ações para a retomada do crescimento socioeconômico em resposta aos impactos que o país sofreu do coronavírus, dessa pandemia”, comentou Braga Netto, em coletiva no Palácio do Planalto que marcou o anúncio do Pró-Brasil

Presente à cerimônia, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, comentou que ao menos R$ 30 bilhões sejam disponibilizados por meio de investimentos públicos e outros R$ 250 bilhões possam ser utilizados via contratos de concessões e privatizações. Ele garantiu que o Executivo federal não quer dar nenhuma “pirueta fiscal” e pretende, ainda, gerar mais de 1 milhão de postos de emprego com o Pró-Brasil.

“Vamos dar continuidade ao que já estava funcionando, como o vigoroso programa de concessões. Vamos trabalhar no ambiente de negócios para trazer investimentos em concessão, de R$ 250 bilhões. Também estimamos valor de R$ 30 bilhões para investimentos públicos. Não vamos dar nenhuma pirueta fiscal, nenhuma cambalhota”, comentou o ministro.

De acordo com a Casa Civil, o programa atuará com ênfase em dois eixos: ordem e progresso. No eixo ordem encontram-se as medidas estruturantes como o aprimoramento do arcabouço normativo; atração de investimentos privados; maior segurança jurídica e produtividade; melhoria do ambiente de negócios; e mitigação dos impactos socioeconômicos. E, no eixo progresso, estão previstos investimentos com a realização de obras públicas e de parcerias com o setor privado.

A pasta ainda apresentou um cronograma do Pró-Brasil, sendo que o programa deve ser estruturado de maio a julho. Entre agosto e setembro, os projetos serão detalhados, e a partir de outubro, haverá a implementação em larga escala. Após isso, o governo vai acompanhar a efetividade dos projetos.

Nesta manhã, Braga Netto apresentou o programa em encontro com o presidente Jair Bolsonaro e outros ministros. Segundo ele, “todos os ministros foram favoráveis” á proposta e na próxima sexta-feira (24/4) será feita a reunião inaugural do Pró-Brasil. “Não é um programa só de governo, é de Estado. A nossa previsão de trabalho deste programa está em um universo temporal de dez anos, até 2030. Estamos pensando a longo prazo”, destacou.

De acordo com o ministro, o programa não é um espelho do Plano Marshall, usado pelos Estados Unidos para recuperar a economia de países aliados após a Segunda Guerra Mundial. “O que existe é o Plano BRasil. Isso aqui não é um programa de recuperação econômica, ele é de crescimento socioeconômico, é para toda a infraestrutura que foi abarcada ou atingida pelo coronavírus”, disse Braga Netto.

UE defende comércio internacional para recuperação pós-covid-19 em reunião do G7

Em reunião virtual do G7, grupo das sete maiores economias do planeta, sobre os progressos no combate ao coronavírus, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, destacaram a importância do comércio internacional para superar a crise do coronavírus e garantir uma recuperação econômica “robusta”.

Segundo comunicado divulgado após a teleconferência, os líderes da União Europeia também citaram a transição para uma economia verde e as transformações digitais como elementos essenciais no caminho para a retomada do bloco.

Para eles, o G7 terá que liderar os esforços para construção de um mundo pós-crise da Covid-19, em “cooperação com organizações internacionais existentes e com multilateralismo”.

Von der Leyen e Michel disseram ainda que a UE continuará a apoiar os países mais vulneráveis, sobretudo na África, e pediu ao grupo de sete nações que se juntem a esses esforços. Nesse cenário, o bloco realizará, em 14 de maio, um evento online para arrecadar fundos para a resposta global ao vírus e para garantir o financiamento de uma vacina contra a doença.

LibraPort Campinas anuncia solução logística à indústria importadora

Em momento atípico de paralisação total ou parcial das linhas de produção, empresa oferta armazenagem de mercadoria em local alfandegado com suspensão total de tributos na importação pelo prazo de um ano

Com a propagação do Covid-19 e a disseminação mundial da doença pelo mundo, já podem ser observados os impactos significativos nas operações de comércio exterior, sobretudo naquelas que envolvem a importação de bens e produtos. Muitos dos importadores estão postergando a nacionalização de suas mercadorias em virtude do “congelamento” de acordos de fornecimento de bens no mercado interno ou em decorrência de paralisação total ou parcial de suas linhas de produção. “Neste contexto, torna-se oportuna a utilização do regime de entreposto aduaneiro de importação, o qual permite a armazenagem de mercadoria em local alfandegado com suspensão total do pagamento dos tributos pelo prazo de um ano, contado da data do desembaraço aduaneiro de admissão”, lembra Bruno Barbosa, diretor da LibraPort Campinas, primeiro CLIA(Centro Logístico e Industrial Aduaneiro) com a certificação OEA no Brasil.

Outra vantagem nas operações logísticas locais, diz respeito ao Regime Especial de Trânsito Aduaneiro (DTA), que permite o transporte de mercadoria, de um ponto a outro do território aduaneiro. É aplicado, por exemplo, para mercadorias que desembarcam em Portos e Aeroportos e são transportadas para CLIAs/Portos Secos no interior do país, ou ainda para mercadorias estrangeiras que estão apenas de passagem pelo território nacional. A Receita Federal promoveu recentemente a modernização desse regime aduaneiro, facilitando e conferindo maior automação ao trâmite das mercadorias no comércio exterior, reduzindo custos e o tempo de todo o processo de importação.

O dólar instável, pagamento de impostos imediatos e falta de consumidor, tudo pode contribuir para a busca de agilidade e custo na importação de produtos. O envio de uma mercadoria a um CLIAs/Porto Seco com custos de armazenagem muito mais baixo, devolução do contêiner e não pagamento dos impostos, gerando vantagens no fluxo de caixa, são diferenciais no processo.

A LibraPort Campinas possui vasta experiência na operacionalização destes regimes (Entreposto e DTA) em seu recinto alfandegado. A empresa desempenha um papel fundamental nos dias atuais. “Hoje em operação no Terminal, estamos focados em oferecer ainda mais agilidade no desembaraço. Para se ter uma ideia, processamos no momento desde tubos (sem reagentes) usados para diagnóstico da Covid-19 até equipamentos respiratórios (máscaras e respiradores) usados no tratamento de pacientes infectados ou com suspeita de Covid-19, sendo que esses últimos foram liberados com extrema agilidade, sem deixar de cumprir os trâmites legais”, finaliza Barbosa.

Um dos recentes diferenciais previstos nas melhorias da legislação pela Receita Federal é que já está sendo anexado os documentos digitalizados diretamente no Portal Siscomex. A nova funcionalidade permite Recepção dos Documentos diretamente via sistema pela autoridade aduaneira da Receita Federal ou de forma automática.

GRU Airport passa a ter novos voos cargueiros da Europa operados pela LATAM Cargo

Anac também autoriza transporte de carga no espaço normalmente destinado aos passageiros

A GRU Airport e a Latam Cargo, a unidade de cargas do Grupo Latam Airlines anunciaram a expansão de suas operações no Aeroporto de Cumbica. A empresa passou a oferecer três novos voos cargueiros por semana, partindo da Europa, de Frankfurt. Todas as operações estão sendo realizadas com aviões modelo 767F, com capacidade para 50 toneladas cada.

Resultado do mútuo interesse entre a concessionária GRU Airport e a empresa aérea em expandir suas operações, os três novos voos vão elevar para 16 o total de frequências semanais exclusivamente cargueiras disponíveis no maior complexo aeroportuário da América do Sul. Segundo a diretora Comercial e de Cargas da GRU Airport, Mônica Lamas, a negociação entre as companhias é de longa data e, em 2019, tornaram-se mais consistentes.

“Estamos entusiasmados com a decisão da LATAM em lançar estes três voos semanais no atual contexto social e econômico. Certamente, são mais rotas disponíveis para o transporte de suprimentos e cargas essenciais entre o Brasil e a Europa”, afirma.

Em 2019, o Terminal de Cargas foi responsável por 45% de todo o market share brasileiro de importação e exportação. A média de movimentação diária é de 900 toneladas de carga.

Anac autoriza transporte de carga em cabine de passageiros – Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou o transporte de carga nos compartimentos de passageiros durante a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Em reunião da Diretoria Colegiada do órgão, nesta terça-feira (14/04), a agência entendeu que para manter o abastecimento de produtos e insumos diversos a medida era necessária. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

STF julga constitucional lei sobre transporte rodoviário de cargas

Ministros consideraram que atividade configura relação comercial de natureza civil, e não trabalhista

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu na terça-feira (14/04/2020) o julgamento da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) de número 48, de autoria da Confederação Nacional do Transporte (CNT). A ação teve como objetivo a confirmação da constitucionalidade da Lei 11.442/2007, que dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas por conta de terceiros.

A norma disciplina, entre outras questões, a relação comercial, de natureza civil, existente entre os agentes do setor de transporte, permitindo a contratação de autônomos para a realização do Transporte Rodoviário de Cargas sem a configuração de vínculo de emprego. No entanto, decisões da justiça do trabalho vinham negando a aplicação ao disposto na referida lei, sob o fundamento de caracterizar terceirização ilícita da atividade fim.

A ação está sob a relatoria do ministro Luis Roberto Barroso, que julgou procedente o pedido formulado pela CNT, tendo sido acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Carmen Lúcia, Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.

A tese firmada foi a seguinte:

“1 – A Lei 11.442/2007 é constitucional, uma vez que a Constituição não veda a terceirização, de atividade-meio ou fim. 2 – O prazo prescricional estabelecido no art. 18 da Lei 11.442/2007 é válido porque não se trata de créditos resultantes de relação de trabalho, mas de relação comercial, não incidindo na hipótese o art. 7º, XXIX, CF. 3 – Uma vez preenchidos os requisitos dispostos na Lei nº 11.442/2007, estará configurada a relação comercial de natureza civil e afastada a configuração de vínculo trabalhista”.