Grupo Rodrimar pede recuperação judicial

O Grupo Rodrimar, que possui terminais no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, divulgou um comunicado nesta quinta-feira (6) informando que a empresa entrou com pedido de recuperação judicial. O motivo seria a crise no mercado portuário.

Segundo o comunicado publicado no site oficial do grupo, diante da retração econômica brasileira nos últimos cinco anos, da profunda crise no mercado portuário e de dificuldades em negociações com alguns credores, a empresa requereu processo de recuperação judicial para resguardar sua capacidade de operação e de geração de receitas de todas as suas empresas.

“Esta medida foi imprescindível para as empresas honrarem seus compromissos com fornecedores, funcionários, parceiros, clientes e credores, com o menor impacto possível, como sempre aconteceu ao longo de sua história de mais de 70 anos de atividades”, citou em nota.

O processo de recuperação judicial tem o objetivo viabilizar a superação das atuais dificuldades econômico-financeiras, a fim de permitir que as empresas continuem atuando e, com isso, preservar os direitos de todos os interessados.

Porto de Santos – No Porto de Santos, o terminal de contêineres da Rodrimar tem 70 mil metros quadrados e é localizado no Saboó, em Santos, onde a empresa possui um terminal para carga geral, contêineres e de projetos. A companhia ainda controla o terminal Pérola, no cais de Outeirinhos, onde movimenta fertilizantes e sal.

A Rodrimar ainda possui um terminal marítimo no Porto de Recife, com ênfase ao mercado de cabotagem (navegação costeira, entre portos do Brasil) para navios de contêineres. Em Ribeirão Preto, no interior paulista, a empresa tem um terminal para atender o mercado portuário, assim como em Miami, nos Estados Unidos.

Com informações: G1

Acordo entre UE e Mercosul deve sair até o fim do mês, afirma ministro

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou nesta quinta-feira, em Buenos Aires, que o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), negociado há quase 20 anos, deve ser fechado até o fim deste mês. “Temos uma grande esperança de fechá-lo agora em junho, em reunião ministerial”, disse o chanceler a jornalistas. Araújo, que acompanha o presidente Jair Bolsonaro em visita ao presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que a negociação entre os dois blocos entrou na reta final. “Temos uma grande expectativa que (o acordo) pode ser possível em breve.

Há um grupo pequeno de temas importantes que ainda existem, mas temos uma expectativa muito grande”, disse o ministro, sem dar detalhes sobre quais são esses assuntos. Os blocos começaram a explorar a possibilidade de firmar um tratado de livre-comércio em 1995, quando foi assinado um acordo de cooperação que entrou em vigor quatro anos depois. As negociações técnicas tiveram início em abril de 2000, também na Argentina.

Desde então, as equipes dos dois blocos realizaram mais de 30 rodadas de negociação, um processo longo que ficou paralisado por impasses durante vários anos. Os diálogos foram retomados pela última vez em maio de 2016, em Buenos Aires. Araújo disse durante um encontro de Bolsonaro com empresários argentinos que a relação “revitalizada” entre os dois países, as maiores economias do Mercosul, também se refletirá no bloco. “É um Mercosul que reencontra sua vocação original.

Durante alguns anos, o Mercosul não foi um processo de integração, foi um processo de desintegração, que queria criar barreiras entre os membros e isolar a região do mundo”, afirmou o chanceler. O ministro ainda afirmou que o Mercosul vive agora a nova lógica de “uma real integração aberta”, uma expressão que, segundo ele, era muito citada na época em que o bloco foi fundado, em 1991. “O Mercosul requer eficiência no comércio entre os membros, mas também que seja uma plataforma de abertura e de eficiência para o resto do mund como se vê em negociações estratégicas que estão perto de concluir, como a com a União Europeia”, ressaltou.

Industria automobilística 4.0 é debatida em Sorocaba (SP)

Um evento com o tema “O Automóvel e a Indústria Automobilística 4.0” recebeu, na manhã desta quarta-feira (05), no Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS), a participação de cerca de 800 pessoas. O auditório principal reuiniu palestrantes de setores ligados à temática do encontro.

A realização do evento foi feita em parceria entre o PTS e a Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Sorocaba, por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisa Tecnológica em Indústria 4.0 (NeptInd 4.0).

Para o presidente do PTS, Roberto Freitas, o evento é uma oportunidade de reunir grandes assuntos da atualidade. Ele lembra da vocação sorocabana no que se refere à indústria automotiva. “A cidade, inegavelmente, é um polo do setor, abrigando a Toyota e outras empresas ligadas ao segmento”, lembra.

O diretor da Fatec Sorocaba, Luiz Carlos Rosa, diz que a proposta veio em um momento oportuno, principalmente após o governador João Dória (PSDB) ter anunciado recentemente que a cidade, entre outras do Estado, está inserida em quatro polos de desenvolvimento econômico da indústria (automotivo, metal-metalúrgico, têxtil e de vestuário).

Na prática, segundo o Governo do Estado, a inserção busca fomentar e incentivar o aumento da produtividade da indústria, atraindo investimentos e impulsionando a inovação e a geração de empregos e renda.

“Estamos sempre muito preocupados com essa vanguarda tecnológica. Desde a década de 70, percebemos a manufatura sendo substituída pela atividade intelectual, então precisamos nos atualizar com frequência”, comenta Rosa. “Até para se equiparar ao mundo, senão ficamos para trás. Não tem saída, a automação é o presente e o futuro”, acrescenta ele, lembrando da importância do curso de tecnologia em eletrônica automotiva como formador de profissionais à cidade.

O quadro de palestras, que teve início com o presidente da VDI Brasil, Mauricio Hiroshi Muramoto, e recebeu o engenheiro de produto da Mercedes Benz no Brasil, Jonathan Peter Marxen, segue com outros palestrantes até 12h30.

JBS investe R$105 milhões em produção de embalagens no interior de SP

A JBS, maior produtora de carnes do mundo, vai investir cerca de 100 milhões de reais na construção de uma fábrica de embalagens metálicas e na modernização de sua unidade em Lins, no interior paulista.
Deste total, cerca de 80 milhões vão para a nova fábrica, que produzirá latas de aço e alumínio. O início da operação está previsto para o primeiro semestre de 2020. A unidade terá três linhas de produção e será voltada para o mercado doméstico.

“Com a inauguração da planta, vamos ampliar nossa capacidade produtiva de aerossóis para mais de 220 milhões de embalagens por ano e com a entrada no segmento de embalagens de alumínio, com foco no mercado de cosméticos como desodorantes”, afirmou em nota o diretor da JBS Embalagens Metálicas, Marcelo Jorcovix.

“A expansão dos negócios por meio da diversificação dos segmentos e portfólio de produtos nos ajudará no processo de agregação de valor à companhia”, acrescentou o executivo.

A unidade investirá outros 25 milhões de reais na expansão da capacidade litográfica e modernização das linhas de produção da unidade de Lins. Os novos equipamentos, usando tecnologias alemã e suíça, estarão em funcionamento até o final de 2019.

Fonte: DCI

Governo anuncia monotrilho até terminais do aeroporto de Guarulhos

O Ministério da Infraestrutura e o governo do estado de São Paulo, em parceria com a administradora do Aeroporto de Internacional de Guarulhos, a GRU Airport, anunciaram hoje (28) a construção de uma interligação, por meio de um monotrilho, da linha 13 Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e até os terminais de passageiros do aeroporto.

O investimento será de R$ 175 milhões, custeado com recursos da outorga da concessionária GRU Airport. A obra será iniciada em setembro deste ano, com previsão de conclusão em maio de 2021. O monotrilho terá 2,6 km de extensão, com paradas nos três terminais de passageiros do aeroporto e na Estação Aeroporto Guarulhos da CPTM.

“Encontramos uma solução de engenharia e financeira para viabilizar essa interligação. Até maio de 2021, a interligação estará em funcionamento revertendo uma situação ruim, que é aquela em que o passageiro tem se deslocar de ônibus para os terminais do aeroporto”, disse o governador, João Doria.

O monotrilho terá capacidade de 2 mil passageiros por hora em cada sentido. O trajeto total entre a Estação da CPTM e o Terminal 3 do Aeroporto será feito em seis minutos. A estação Aeroporto-Guarulhos, da Linha 13-Jade, está localizada a 500 metros de distância do Terminal 1; 1,5 km do Terminal 2, e 2 km do Terminal 3 (Internacional). Atualmente, quem chega na estação Aeroporto de Guarulhos da CPTM tem de utilizar um ônibus para chegar nos terminais de passageiros.

“Essa solução de mobilidade para o aeroporto, ou seja, a ligação por monotrilho da Linha da CPTM com os três terminais coloca o aeroporto no mesmo patamar de outros aeroportos no mundo. O maior aeroporto da América Latina merecia essa consideração, um projeto deste nível”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

De acordo com a GRU Airpoort, o traçado do monotrilho percorre terrenos da União concedidos à concessionária e, por isso, não haverá necessidade de desapropriação. Não há previsão de qualquer construção nestes locais para expansão do aeroporto.

Com o novo equipamento, o passageiro deverá chegar aos terminais de passageiros em 52 minutos, a partir da Avenida Paulista, e 40 minutos, a partir da Estação da Luz.

Fonte: Agência Brasil EBC