Amazon aumenta sua frota de aviões para agilizar entregas

Já está ficando difícil saber em quais setores a Amazon ainda não tem participação. Além de controlar a maior loja de comércio eletrônico do planeta e o maior serviço de computação na nuvem, o conglomerado estende seus tentáculos pela produção e distribuição de conteúdo, com seu Amazon Prime, pelos supermercados, com a cadeia norte-americana Whole Foods Market, pelos convênios médicos, pela exploração espacial e, é claro, pela logística.

O braço da Amazon que surgiu para atender sua própria demanda de entrega de mercadorias já começa a incomodar gigantes do setor nos Estados Unidos, como UPS, Fedex e DHL. E essa notícia mostra que o pessoal de Jeff Bezos está só no começo da história. A empresa anunciou hoje uma ampliação de sua frota de aviões de carga. Hoje, a Amazon já tem 50 aviões a seu serviço. A ampliação veio como uma resposta à Fedex, que deixou de transportar produtos da Amazon por via aérea. O segmento da Amazon responsável pelo transporte aéreo foi batizado de Amazon Air e pretende incorporar mais 20 Boeings até 2021.

Recentemente, a Amazon causou ainda mais incômodo no setor, ao anunciar um programa em que qualquer um pode fazer entregas para ela – um tipo de Uber das encomendas – dedicado exclusivamente aos produtos vendidos pela gigante.

Após fusão com a Boeing, Embraer aposta pesado no cargueiro KC-390 no Paris Air Show

As incertezas sobre o futuro da Embraer após a compra de 80% da área comercial pela Boeing não são poucas. A transação deve se concretizar até o fim do ano. Num contexto de desconfiança em relação à fabricante americana e guerra comercial entre Estados Unidos e China, a empresa brasileira focou a sua participação no Paris Air Show, o maior salão aeronáutico do mundo, nos seus carros-chefes de defesa e jatos comerciais de médio porte, além de jatinhos.

A feira é a primeira participação da Embraer em um evento internacional depois da transação com a Boeing. Além disso, o salão também é um marco importante nos festejos dos 50 anos da fabricante.

Para comemorar, a indústria brasileira levou ao Bourget o cargueiro KC-390, a maior aeronave já fabricada no Brasil. O primeiro de uma série de 28 aviões encomendados pela FAB deve ser oficialmente entregue ao retornar ao país, nas próximas semanas, numa compra estimada em R$ 7,2 bilhões. Trata-se da aeronave mais tecnológica já elaborada pela marca.

“A produção está em dia. Na linha de montagem, já temos até o FAB número 7, em diferentes estágios”, explica Valter Pinto Junior, vice-presidente dos programas de Defesa e Segurança da Embraer. “Nesse ano, teremos mais uma para ser entregue além dessa, e o contrato são 28 aeronaves até 2026. A forma e a cadência que iremos entregar por ano é uma informação confidencial do governo brasileiro, que envolve questões estratégicas de como ele está se emparelhando.”

Os KC-390 poderão transportar cargas e veículos militares, como um tanque médio, levar até 80 soldados ou 66 paraquedistas, realizar operações humanitárias ou de salvamento, além de poder abastecer caças no ar. O setor representa um filão apetitoso para a fabricante: aos poucos, os 2,5 mil antigos C-130 Hercules da FAB serão substituídos por novos cargueiros. Com a vitrine do salão de Paris, a Embraer espera emplacar novos contratos mundo afora, embora tenha preferido manter sigilo sobre potencias compradores.

“O produto levantou a barra e trouxe um novo patamar para a indústria, não só para a Força Aérea Brasileira (FAB), mas também para todo o mercado. É um produto que trouxe tecnologias que, para essa categoria, você não encontra”, argumenta Pinto Junior. “As últimas aeronaves que foram desenvolvidas para a categoria de transporte médio militar são plataformas antigas.”

Turbulências na Boeing

O novo jato executivo Praetor 600 e jato comercial E195-E2 são as outras duas apostas de contratos da Embraer no salão, marcado por fortes pressões sobre a Boeing, que não perdeu oportunidades de se desculpar pelas duas recentes catástrofes envolvendo seus 737 MAX. A companhia americana enfrenta turbulências pela suspensão do modelo em vários países, inclusive nos Estados Unidos. A guerra comercial entre os americanos e os chineses não colabora para melhorar a situação – a China é o maior mercado de jatos comerciais da Embraer.

A área de defesa não foi incluída na joint venture com a Boeing, à exceção justamente do KC-390. A fabricante brasileira espera que, apesar da atual crise de confiança na marca americana, a influência e a tradição da Boeing poderão ajudá-la a conquistar novos clientes em países onde a construtora de São José dos Campos é menos conhecida.

“As discussões continuam em andamento e a transação ainda não aconteceu. Ela está na fase de planejamento, sujeita à aprovação de órgãos reguladores e esperamos que acontecerá no final do ano. Até lá, não existe nenhum trabalho em conjunto das duas empresas”, ressalta Pinto Junior.

O Paris Air Show se encerra domingo (23).

Com informações da Agência Brasil

Indústria de alta tecnologia será instalada em Itupeva, no interior de São Paulo

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Exportações por Aeroportos e Porto de Santos, no Estado, são decisivos para decisão na escolha do Município

“Uma grande notícia para Itupeva”. Assim o prefeito Marcão Marchi, na companhia do vice-prefeito, Alexandre Ribeiro Mustafa e o secretário de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico, Sami Mansour, considerou a visita do administrador da empresa Meta (que atua no segmento de rastreabilidade), Antonio Rebouças e do presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, Edson Luiz Vismona.

O encontro realizado nesta semana, no Paço Municipal, tratou entre outros assuntos sobre a implantação de uma nova indústria na cidade.

De acordo com Rebouças, a intenção da Meta é situar uma nova indústria no estado de São Paulo. “E a cidade de Itupeva foi escolhida, devido a sua localização estratégica, próxima de aeroportos internacionais e do Porto de Santos. A nossa pretensão é instalar uma empresa que atenda o mercado de São Paulo e também internacional, por meio da exportação”, destaca.

O empreendedor afirma que, além de gerar empregos, o propósito é ativar a economia local, protegendo a atividade legal, estabelecida na região. “Ou seja, nós temos soluções que ajudam as empresas que estão legalmente estabelecidas, a proteger seus produtos de falsificação, contrabando e atividades de desvio, como: roubo de carga, por exemplo”, diz.

Na prática, segundo Rebouças, a Meta – que está há 32 anos no mercado – é responsável pelo processo de marcação, através de componentes químicos inseridos nos produtos. “São nanopartículas que dão o DNA daquele produto. Ou seja, se o mesmo for falsificado, o material não possui o DNA em questão”, explica.

Nesta tratativa com Marcão Marchi, o empreendedor detalha que a Meta deseja implantar a empresa na cidade imediatamente. “Por isso, nosso foco é fazer uma locação para iniciar os serviços, por meio de pequenas produções e, acreditamos que em janeiro de 2020 estaremos em franca produção e exportando, tendo em vista que contamos com representantes na Argentina, Chile, México e estamos nomeando também na Colômbia”, confirma.

Presente na reunião, o presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, Edson Luiz Vismona, foi o responsável por sugerir a Antonio Rebouças, a cidade de Itupeva como um possível local para implantação da nova indústria da empresa Meta.

“Sendo que a Meta é uma empresa muito interessante, pois desenvolve uma mistura de Software com produto, permitindo uma intensa mão-de-obra qualificada e um produto de altíssima tecnologia e inovação mundial”, resume.

Em contrapartida, a Prefeitura de Itupeva, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico terá a incumbência de auxiliar a empresa Meta, a fim de encontrar um espaço para implantação da nova indústria.

Por sua vez, Marcão Marchi demonstrou muita satisfação pela escolha do município. “Além disso, já estamos vislumbrando o quanto a Meta agregará para Itupeva em questões de investimentos, geração de emprego e renda e atrativo para outras empresas”, afirma.

O vice-prefeito e secretário de Governo, Alexandre Ribeiro Mustafa, também mencionou que a gestão Marcão Marchi tem atuado incessantemente na geração de emprego e renda e também na alta tecnologia. “A escolha de Itupeva gera uma enorme alegria e somos gratos por isso, colocando a nossa Secretaria de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico à disposição do Antonio Rebouças e também do Edson Luiz Vismona”, detalha.

Por fim, o secretário Sami Mansour celebrou a notícia para o município. “É uma grande satisfação receber uma empresa de nanotecnologia em Itupeva, tendo em vista que a mesma vai revolucionar diversos setores, como a saúde, indústria e segurança. Ou seja, contar com uma empresa deste porte irá contribuir para o crescimento da cidade e atrair novos investimentos”, finaliza.

Grupo Libra aprova plano de recuperação judicial

O grupo Libra, empresa de logística e terminais portuários, aprovou seu plano de recuperação judicial na assembleia de credores realizada nesta sexta-feira (14).

O pedido foi protocolado há quase um ano, no fim de julho de 2018. A dívida financeira da companhia é de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, com os bancos Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Banco do Brasil, além de debenturistas.

Os créditos referentes à Libra Santos ficaram de fora da recuperação judicial.

Agora, uma das principais missões do grupo será vender sua divisão fluminense, a Rio Terminais Libra. O valor da operação deverá ser usado para abater boa parte da dívida.

Oferta de grupo filipino – O grupo, inclusive, já recebeu uma proposta de aquisição da sua divisão portuária no Rio de Janeiro de um grupo filipino, o International Container Terminal Services (ICTSI). O envelope com a oferta foi entregue durante a assembleia de credores realizada hoje. 

Ainda não se conhece o valor da oferta, que não foi aberta, mas sabe-se que a proposta é de um pagamento à vista, de ao menos R$ 665 milhões — valor mínimo exigido no plano.

Nas próximas três semanas deverá ser publicado o edital de concorrência para a venda de Libra Rio, e outros grupos terão a oportunidade de apresentar propostas. Há ao menos outras quatro empresas avaliando o negócio, segundo fontes.

Caso alguma companhia apresente oferta superior à da ICTSI, a empresa terá ainda a possibilidade de igualar o valor e levar o ativo.

A entrega de uma proposta já na assembleia deu segurança para que os credores aprovassem o plano de recuperação judicial do grupo, segundo Marcelo Milliet, diretor da Íntegra Associados, que assessorou a Libra na recuperação. Entre os credores maiores, apenas o Banco do Brasil votou contra a aprovação, e o Bradesco se absteve.

Fonte: Valor

“Carnê ATA” atrai interesse de Despachantes Aduaneiros em Guarulhos

Hoje 40% da admissão temporária no aeroporto são de bens amparados pelo Carnê ATA. Receita Federal enaltece parceria com o SINDASP.

O carnê ATA, também conhecido como ATA carnet, é um regime aduaneiro especial para admissão temporária,  sendo considerado  um “passaporte” aduaneiro internacional que permite a importação e exportação temporária de bens e produtos, com suspensão dos tributos incidentes, válido por um ano. Este passaporte pode ser utilizado em mais de 75 países.

Na última quinta-feira, 13/06, o tema foi apresentado por Camila Mafissone, Coordenadora de Serviços de Comércio Exterior da FIESP, que ressaltou a importância da padronização. “O Brasil faz parte do Ata Carnet há 03 anos e o último país a entrar foi o Perú. Precisamos harmonizar os procedimentos entre as autoridades competentes”.

O evento contou com o apoio do SINDASP e foi aberto pela diretora da Entidade, Regina Terezin, que destacou a relevância do encontro. “A quantidade de profissionais que desconhecem o tema é grande e o momento aqui é para tirar dúvidas e propor soluções”. Mais de 50 pessoas compareceram ao evento, em sua maioria Despachantes Aduaneiros.

Realizado no auditório da Receita Federal, no Aeroporto de Guarulhos, o evento contou em sua abertura com Luís Augusto Orfei Abe – delegado adjunto da Alfândega da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos. “Sempre que surge um tema em destaque, temos a certeza que a parceria com o SINDASP é a garantia que nosso esforço vai ser difundido e multiplicado”.

Segundo estudo da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos, 40% da admissão temporária no Aeroporto é realizada através do ATA Carnet.