Exportações iniciam 2019 em alta no Riogaleão. Ano anterior registrou crescimento de 44% neste setor.

O RIOgaleão Cargo, terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim, apresentou, em 2018,

A avaliação do ano de 2018 registra outras conquistas para O RIOgaleão Cargo. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o aeroporto apresentou o maior crescimento percentual em peso de produtos importados no país. O incremento foi de 19%, se comparados os anos de 2017 e 2018.  A conquista reflete, em parte, o incremento específico registrado no período por importadores do Estado do Rio de Janeiro. Os números mostram melhoria de 12% em valor de carga e 13% em peso.

No ano passado, os cinco setores que apresentaram maior movimento em valor de carga de importação foram os de Transporte Aéreo, Farmacêuticos, Oil & Gas, Equipamentos Médicos e Metal Mecânico.

 

Recorde também em importações – O Aeroporto conquistou também a maior movimentação em valor de carga de importação, desde o início da concessão do aeroporto, em 2014. O crescimento registrado foi de aproximadamente 14% em relação a 2014.  Os segmentos que apresentaram os maiores incrementos no período foram os de Transporte Aéreo, Automotivo, farmacêuticos e Químico.

 

Diferenciais do terminal de cargas – O RIOgaleão Cargo conta com extensa malha aérea comercial e operações semanais de cargueiros da LATAM e da Cargolux, que alcançam os principais mercados de importação e exportação do Brasil e do mundo. O terminal de cargas apresenta alguns diferenciais, como infraestrutura moderna, equipamentos, maior eficiência operacional e expertise operacional.

O novo portfólio de soluções customizáveis continua sendo trabalhado junto à cadeia logística, oferecendo serviços que abrangem seis diferentes categorias, que passam por cargas de temperatura controlada, objetos de grandes dimensões e peso, carga valiosa e que necessita de segurança especial, animais vivos e disponibilidade de armazém desalfandegado para facilitação de todos os processos da cadeia logística.

Com informações: Comex do Brasil

Campinas lidera comércio exterior na Região

Campinas foi responsável por um terço do valor movimentado pelo Comércio Exterior em janeiro de 2019, na área de abrangência do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Campinas. De acordo com um estudo inédito divulgado pela entidade ontem, a cidade importou pouco mais de US$ 287 milhões e exportou cerca de US$ 76 milhões no primeiro mês do ano. Juntos, os 19 municípios da regional (Águas de Lindóia, Amparo, Artur Nogueira, Campinas, Conchal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Itapira, Jaguariúna, Lindóia, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Paulínia, Pedreira, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Sumaré e Valinhos) importaram aproximadamente US$ 915 milhões e exportaram quase US$ 255 milhões.

A segunda cidade que mais se destacou na análise foi Paulínia. O município importou em torno de US$ 237 milhões e exportou pouco mais de US$ 61,6 milhões. As quantias representam 25,88% e 24,20% do valor total movimentado na região em suas respectivas categorias de negócios. Em seguida aparece Sumaré, que importou cifras levemente superiores a US$ 81 milhões e exportou perto de US$ 37 milhões. No caso, 8,88% e 14,52% da importância total mobilizada.

Anselmo Riso (foto), diretor de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, explica que as três localidades se sobressaem em função das empresas nelas estabelecidas. “Em Campinas, temos grandes laboratórios e indústrias de autopeças bastante fortes. Além de outras companhias ligadas ao setor tecnológico. Em Sumaré, está instalada uma das maiores indústrias automobilísticas do Brasil. Em Paulínia, há o polo petroquímico do Estado de São Paulo, com indústrias que demandam insumos químicos para os seus produtos e a Refinaria de Paulínia (Replan), que também exporta”, explicou.

Importações – O levantamento do Ciesp-Campinas apontou também que as máquinas, aparelhos e materiais elétricos, aparelhos de gravação e reprodução foram responsáveis por praticamente um terço dos quase US$ 915 milhões importados na região. A categoria movimentou pouco mais de US$ 310 milhões. Em seguida, aparecem os produtos químicos orgânicos, que mobilizaram cerca de US$ 151,2 milhões. Dentre os itens categorizados, combustíveis, óleos e derivados minerais foram os que contabilizaram o menor valor — perto de US$ 535 mil em importações.

Segmentos – No que diz respeito às exportações, os segmentos que mais se destacaram foram os produtos plásticos e derivados, conjuntamente as máquinas, caldeiras, aparelhos mecânicos e suas partes. Cada categoria exportou próximo de US$ 39 milhões, totalizando juntas quase US$ 78 milhões, ou seja, em torno de 31% dos aproximadamente US$ 255 milhões exportados em janeiros pelas 19 cidades da regional.

Indústria fica no vermelho e fecha 450 postos de trabalho em janeiro – O nível de emprego da indústria da região de Campinas voltou a ter um janeiro negativo após seis anos. De acordo com dados divulgados ontem, pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) de Campinas, 450 postos de trabalho foram encerrados no primeiro mês de 2019. Se comparado ao mesmo período de 2018, quando ocorreu superávit de 1.550 contratações, houve queda de cerca de 129%

Para José Nunes Filho, diretor da entidade, o mais preocupante é que o setor acumula três meses de saldo negativo. Em novembro e dezembro de 2018, foram fechados 500 e 650 postos de trabalho, respectivamente.

Apesar de considerar cedo para analisar a recente sequência de resultados negativos, Nunes Filho enfatiza que a indústria ainda está se recuperando da “surra” que levou nos últimos 14 anos. “O setor está descapitalizado, endividado e sem acesso a crédito. São sequelas de um problema de longa data, período em que a economia do Brasil foi destruída”, disse. “Nós só não viramos uma Venezuela por sorte”, esbravejou.

O diretor pondera, entretanto, que apesar disso, o cenário atual é de otimismo. O nível de emprego da indústria da região de Campinas fechou os dois últimos anos com saldo positivo, depois de cinco anos de demissões

Com informações: RAC

Porto de Santos inicia ano com crescimento e receberá R$187,4 milhões em investimento.

Aprovado pelo Consad, Casemiro Tércio finalmente assume presidência e prega transparência

Maior complexo portuário da América Latina, o Porto de Santos completa 127 anos de atuação em 2019. Sob administração da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e com o intuito de aprimorar ainda mais os serviços prestados, várias obras e intervenções estão previstas, e os investimentos devem chegar na casa dos R$187,4 milhões. A partir disso, a expectativa é que o movimento de mercadorias deste ano seja de 136,4 milhões de toneladas, uma expansão de 3,7% sobre o resultado estimado para 2018.

A movimentação de cargas pelo Porto de Santos no mês de janeiro registrou crescimento de 0,6%, alcançando pouco mais de 9 milhões de toneladas de carga.

Tércio assume o Porto – Tornar o Porto de Santos, no litoral de São Paulo, o melhor da América Latina e protegido contra a corrupção. Esses são dois dos principais objetivos do novo diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Casemiro Tércio Carvalho, que finalmente assumiu o cargo nesta semana, após ter seu nome aprovado no CONSAD.

Em entrevista ao G1, o engenheiro naval e economista afirmou que, para chegar a tal patamar, será preciso agir de forma estratégica. A começar pelo olhar para dentro da empresa, investindo na melhoria do ambiente de trabalho. Segundo ele, o modelo atual abre brecha para a criação de uma cultura departamental. “É preciso unificação de espaços de trabalho. Hoje a estrutura é muito fatiada”, diz.

Para Carvalho, ser o melhor significa ser um porto eficiente, referência em gestão ambiental e de pessoas, com os menores índices de acidente e avarias de carga.

“A gente quer que a população santista tenha orgulho de ter não só o maior como o melhor porto da América Latina. Será preciso criar normas e regramentos internos que têm como objetivo dar mais transparência à gestão da autoridade portuária e criar um ambiente protegido contra corrupção e qualquer coisa que seja um desvio de ética, de moral”.

Na visão de Carvalho, é preciso pensar não apenas na resolução de problemas a curto prazo. “A gente precisa pensar no Porto de Santos daqui a 10, 20 anos, não só nos próximos quatro”, afirma.

Recuperação da economia brasileira reflete no empreendedorismo, segundo pesquisa GEM

Os números da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) confirmam o processo de recuperação da economia brasileira em 2018 e apontam reflexos positivos no crescimento da taxa de empreendedorismo no Brasil. Segundo a pesquisa, 2018 foi o ano em que, majoritariamente, os empreendedores atuaram de forma a consolidar os negócios criados em períodos anteriores e passaram a se estabelecer como atividade produtiva.

Realizada no Brasil pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a pesquisa GEM revela que 38% do total de brasileiros em idade produtiva estão envolvidos com algum tipo de atividade na área dos micro e pequenos empreendedores, o que representa cerca de 52 milhões de pessoas. É o segundo melhor desempenho para a taxa de empreendedorismo brasileira desde 2002.

“A economia do país vem mudando e a tendência é continuar em crescimento”, analisa o economista Marco Aurélio Bedê, analista de Gestão Estratégica do Sebrae. De acordo com ele, as mudanças no cenário econômico do Brasil vêm provocando reflexos no comportamento empreendedor do brasileiro. Bedê destaca, por exemplo, o crescimento, pelo terceiro ano consecutivo, das taxas de empreendedorismo de oportunidade – que ocorre após a identificação de uma demanda de mercado e resulta, por consequência, em empresas mais preparadas e sólidas.

Nos últimos três anos, a proporção de empreendedorismo por oportunidade no universo de empreendedores iniciais cresceu significativamente, chegando a 62% em 2018. “A recuperação desse perfil de empreendedorismo acontece depois de uma queda acentuada entre 2014 e 2015, no auge da crise econômica que atingiu o país”, aponta. Este percentual de 62% encontra-se distante ainda do patamar alcançado em 2012 e 2013, de 71%, porém, apresenta 5 pontos percentuais acima do indicador verificado há três anos.

Conforme a GEM, o aumento está em sintonia com a recuperação da economia brasileira, o que torna a população um pouco mais esperançosa de encontrar no mercado formal de trabalho as respostas para suas necessidades de ordem material.

Empreendedorismo cumpre função social – No Brasil, a pesquisa GEM é realizada pelo Sebrae com apoio do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP). A economista Simara Maria Greco, do IBQP, acredita que a tendência para os próximos anos é de crescimento também nas taxas de empreendedorismo inicial, que sofreram pequena redução em 2018. “A pesquisa está captando o movimento da economia brasileira”, analisa ela.

A pesquisa GEM mostrou ainda que o empreendedorismo brasileiro tem cumprido a função social de propiciar ocupação e renda, sobretudo para o empreendedor e sua família. Os números mostram que mais de 80% dos empreendedores (iniciais e estabelecidos) afirmam faturar na média entre um e três salários mínimos mensais.

Além disso, considerando apenas os empreendedores iniciantes (com negócios de até 3,5 anos de atividade) que geraram pelo menos um emprego, a GEM revelou que esses negócios foram responsáveis pela criação de aproximadamente 6,5 milhões de postos de trabalho

Governo do Estado atua para alternativa ao fechamento da Ford

Ontem, quinta-feira (21), o Governador João Doria se reuniu com diretores da montadora norte-americana Ford para discutir o fechamento da fábrica de veículos do município de São Bernardo do Campo. O Governo Paulista se comprometeu a ajudar a empresa a buscar um comprador para a unidade fabril.

Além disso, a montadora aceitou a contrapartida de manter os 1,2 mil funcionários na sede administrativa do ABC Paulista e não fazer mudanças ou cortes de empregos nas unidades de Taubaté, Tatuí e Barueri.

“O objetivo da reunião foi, evidentemente, a preservação de empregos. Foi uma atitude de Governo. Fui eu que os procurei”, afirmou João Doria, em referência ao contato com diretores da fábrica. “O Governo de São Paulo ajudará a Ford a encontrar um comprador para o parque fabril de São Bernardo”, acrescentou o Governador, durante coletiva de imprensa.

A decisão foi tomada durante encontro entre o Governador e o CEO da Ford América do Sul, Lyle Watters, além do vice-presidente de Assuntos Governamentais, Comunicação e Estratégia da montadora, Rogelio Golfarb. Também participaram do encontro o vice-governador Rodrigo Garcia, o secretário de Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles, e o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando.

Investidores – Os contatos do Governo com potenciais investidores interessados em assumir a fábrica do ABC já começam na próxima segunda-feira (25). A meta é buscar outra montadora de automóveis que possa absorver os cerca de 1,6 mil funcionários da linha de montagem. “O Governo não fará imposições à compradora. Nós buscaremos uma solução de mercado ao lado da Ford”, concluiu João Doria, que classificou o encontro como positivo.

Com o acordo no Palácio dos Bandeirantes, a Ford se propõe a manter 2.880 empregos diretos em São Paulo. Além dos 1.200 funcionários que continuarão na sede administrativa em São Bernardo, a montadora emprega 1.260 pessoas na fábrica de Taubaté, 250 no campo de testes de Tatuí e 170 no centro de distribuição de Barueri.