Vídeo suspeito derruba assessor da presidência da CODESP no Porto de Santos

As indicações políticas garantiram mais um desserviço ao Brasil. 

Um assessor da presidência da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que controla o porto de Santos, o maior da América Latina, pediu exoneração ontem depois de vazar um vídeo seu relatando supostas negociatas em contratos do porto. Carlos Antonio de Sousa era assessor do presidente da Codesp, Alex Oliva, mas é ligado ao deputado federal Marcelo Squassoni (PRB-SP), coordenador da campanha de Celso Russomanno (PRB) à Prefeitura de São Paulo.

Sousa disse ao Jornal Valor que se trata “de uma armação, uma série de montagens com um monte de coisas desconexas”. Mas que preferiu pedir a exoneração para evitar prejudicar pessoas que não “têm nada a ver com isso”. No vídeo, Sousa conversa com um interlocutor não identificado. Diz que vai lançar o “TR” – que, pelo contexto, seria o termo de referência, passo que antecede uma licitação – para contratar uma empresa para digitalizar os documentos da Codesp.

“Nunca gostei de porto, cheguei lá com uma mãozinha na frente outra atrás, quietinho. Primeira reunião eu falei que não entendia nada, não sei o que faz um navio, os caras riram e eu quietinho…um ‘mesinho’ já tinha empurrado o primeiro […]. Eu percebi que não tem nada digitalizado, peguei o Mario Jorge…o Mario Jorge, tá…um contrato de R$ 80 milhões de digitalização, já fiz TR e daqui uns 15 dias tá na rua”, diz no vídeo. O vídeo é de má qualidade e claramente foi editado várias vezes.

Em agosto a Codesp fez um pregão eletrônico para contratar o serviço. Ganhou a empresa MC3 Tecnologia e Logística, cujo presidente é Mario Jorge Paladino, pelo valor de R$ 7,3 milhões. O contrato foi assinado na quarta-feira e seria encaminhado ontem para publicação no Diário Oficial da União de hoje. Consultada, a Codesp não soube informar se a publicação estava mantida. O Valor não conseguiu contatar Mario Jorge.

Questionado, Sousa disse que a conversa do vídeo ocorreu na semana passada e que quando citou Mario Jorge a licitação já tinha acontecido. Mas não explicou por que então mencionou, no vídeo, o termo de referência se a licitação já tinha ocorrido. Perguntado, disse: “Sabe quando você fala por falar?”.

O vídeo gerou revolta entre os trabalhadores da Codesp, que vive dias de tensão com o acirramento do racha na diretoria da estatal dadas as crescentes interferências político-partidárias. Os cinco diretores têm padrinhos entre o PMDB, PRB, PR e PP. Sousa disse que procurou a polícia para desvendar a montagem. “Eles pediram para eu não divulgar quem gravou o vídeo. Quero que apurem e, depois de apurado, eu volto”, disse.

Em outro trecho ele diz questionar o diretor de logística da Codesp, Cleveland Lofrano. “Por que a gente não faz um aluguel de equipamento nosso?”. Na sequência, a imagem fica desfocada, mas o aúdio permanece: “Levei o Marquinho, vai fechar um contratinho de 87 milhões por ano. O Marquinho tá montando e se der tudo certo vai para SEP [Secretaria de Portos] em Brasília e vai para todos os portos do Brasil”. Lofrano disse que a afirmação é de Sousa e que o tema ao qual o assessor supostamente se refere não é de sua área.

Sousa era pouco conhecido dos funcionários da Codesp. Frequentava mais a diretoria de finanças da estatal, liderada por Francisco Adriano, indicado pelo deputado Marcelo Squassoni. O deputado disse, em nota, que conhece Sousa desde a época em que foi vereador em Guarujá (SP) e que sabe da atuação dele na assessoria da presidência da Codesp, onde cuidava “exclusivamente de assuntos relacionados à regularização de imóveis e áreas da empresa” – mesma informação dada por Sousa ao Valor. Squassoni disse ainda repudiar a montagem de vídeos “clandestinos com o objetivo de construir versões que deturpem fatos e usem o nome de terceiros de maneira distorcida e difamatória, como é o caso em questão”.

Em nota, divulgada em seu site, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informa que as recentes demissões dos integrantes de seu quadro de pessoal, ocorridas recentemente, foram feitas em conformidade com as boas práticas de governança, que não lhe permitem validar procedimentos com os quais não compactue.

Os desligamentos foram realizados com absoluta lisura e incondicional respeito e submissão às normas legais vigentes, inclusive à Constituição Federal, e são frutos de procedimentos contrários à ética de conduta da empresa, que justificaram a dispensa sem justa causa.

A Codesp tem como prática valorizar o esforço e eficiência daqueles colaboradores que agem dentro de seus valores éticos e como empresa da Administração Pública, não adota medidas arbitrárias que exponham qualquer integrante de seu quadro de pessoal.

Com informações do Valor

MDIC: recuperação das importações é ‘forte sinal’ de retomada da atividade

exportação marítimaA recuperação das importações, principalmente de insumos e combustíveis, é um “forte sinal” de retomada da atividade econômica, avalia o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto.

Em fevereiro, as importações cresceram pelo terceiro mês consecutivo, subindo 11,8% depois de um período de quedas que começou em setembro de 2014. Subiram as compras de insumos agrícolas, como adubos e fertilizantes, e bens intermediários da produção industrial, como partes e peças de equipamentos mecânicos e de aviação.

A quantidade importada subiu 9,2%, enquanto o preço ficou praticamente estável em 0,1%. Para o secretário, ainda não há efeito do câmbio nas operações com o exterior. Mesmo nas importações, em que o impacto da variação do dólar é mais rápido, a visão é que a recuperação se dá pelo crescimento da demanda interna, e não pelo preço.

Já as quantidades exportadas no primeiro bimestre caíram 0,9%, mas o aumento do preço em 21,5% compensou esse movimento, levando a um crescimento de 22,4% no valor exportado.

“Isso representa um cenário muito positivo para a balança comercial brasileira, que está fazendo um superávit recorde com e aumento das exportações e das importações”, analisou.

De acordo com o secretário, a queda nas quantidades exportadas foi puxada principalmente pelo recuo nas vendas de minério de ferro, açúcar e milho.

Também houve aumento no montante vendido para quase todos os destinos da produção brasileira, com destaque para o crescimento de 78% nas vendas para a China e no sétimo mês consecutivo de aumento nas exportações para a Argentina, que cresceram 18,4%. Na conta petróleo, foi registrado superávit de US$ 1,806 bilhão no primeiro bimestre.

Para o ano, Abrão projeta um superávit na ordem do registrado em 2016, que foi de US$ 47,7 bilhões. “A expectativa é de aumento nas importações e nas exportações”, completou.

Superávit – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,560 bilhões em fevereiro, valor recorde para o mês. O saldo positivo é resultado de exportações que somaram US$ 15,472 bilhões e importações de US$ 10,912 bilhões.

No ano, o resultado acumulado é positivo em US$ 7,285 bilhões, também o melhor resultado para o período da série histórica, que tem início em 1989. As exportações somaram US$ 30,383 bilhões e as importações US$ 23,099 bilhões.

Fonte: Mdic

Governo prepara criação de 4 subsidiárias da Infraero

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, disse que o governo finaliza um estudo para abertura de quatro subsidiárias da estatal Infraero: de serviços, participações, navegação e aeroportos, com possibilidade de abertura de capital. Esse estudo está em âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e do Ministério dos Transportes. “Estamos justamente agora calibrando o sistema público e o concessionado para saber se haverá necessidade ou não de mais aeroportos [irem a leilão]”, afirmou Quintella.

Amargando resultados negativos desde que nove de seus aeroportos foram entregues à iniciativa privada, a partir de 2012, a Infraero começa a se reestruturar e planeja, até 2018, vender até 49% de cada um dos 20 aeroportos, a serem administrados pela futura empresa Infraero Aeroportos, em bolsa de valores. O Aeroporto do Recife está entre os primeiros que terá ações comercializadas a investidores nacionais e estrangeiros com a expectativa de levantar recursos para a empresa.

A estatal teve resultados negativos em 2015 e em 2016, quando apresentou prejuízos de R$ 3 bilhões e de R$ 700 milhões, respectivamente. A ideia é que, ao alçar voo junto à parceria privada, a dona dos aeroportos públicos apresente lucro de R$ 472 milhões este ano.

A restruturação prevê, além da Infraero Aeroportos, a criação de mais três subsidiárias que vão ajudar a empresa nesse processo de soerguimento. “Uma cuidará das participações das Sociedades de Propósito Específico, na qual a empresa tem fatia minoritária em empreendimentos; outra fará a transferência do projeto de navegação para a Aeronáutica, custos estes que oneram o nosso desempenho; e a terceira ficará responsável pelos serviços aeroportuários”, disse o presidente da Infraero, Antônio Claret, destacando que o funcionamento das mesmas deve começar até o fim deste ano.

Dentro desse bojo, a Infraero Aeroportos terá papel fundamental para manter os terminais dando lucro e, com isso, atrair investimentos sem ônus para a União. “Nesse momento, a nossa ideia é pegar cinco aeroportos (Congonhas, Santos Dumont, Manaus, Curitiba e Recife), abrir uma empresa em cada terminal e buscar um parceiro privado.

Tudo isso sendo desenvolvido e acompanhado pela Lei13.300, responsável pelo controle das estatais”, reforçou Claret. Quando o programa for implantado, a perspectiva é projetar ainda mais os resultados dos maiores aeroportos da empresa pública. O Aeroporto do Recife, por exemplo, recebeu, em 2016, 6,8 milhões de passageiros e teve resultado positivo de R$ 16,8 milhões.

Serão leiloados ao menos mais 10 aeroportos, diz ministro do Planejamento

O Ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, afirmou nesta terça-feira (21) que o governo deve fazer leilões de concessão de ao menos mais dez aeroportos do país, mas não assegurou que os certames aconteçam ainda neste ano. “Pelo tempo, não sei se é possível”, disse.

 

Ele não forneceu a lista completa de aeroportos que podem ser leiloados, mas declarou que devem ser contemplados os aeroportos de Goiânia, Recife e de Vitória.

 

“São aeroportos de menor porte que poderiam entrar. Há uma lista extensa que estamos avaliando. Goiânia esta sendo estudado, Vitória e Recife. Isso está sendo discutido”, declarou ele, após participação em evento promovido pelo “Council of the Americas” e pela Apex, em Brasília.

 

De acordo com o ministro, os aeroportos de Santos Dumont (Rio de Janeiro), de Manaus, de Congonhas (São Paulo) e de Curitiba devem permanecer sob controle da Infraero. Ele acrescentou, porém, que “tudo está em debate.”

 

“Estamos discutindo quais aeroportos ficam com a Infraero e quais aeroportos formarão uma nova rodada de concessões. Aqueles quatro [Santos Dumont, Congonhas, Manaus e Curitiba] estamos discutindo de ficarem com a Infraero e outros menores iriam para leilão. Ainda não fechamos o número”, declarou Dyogo Oliveira.

Brasil se mantém como o quarto maior mercado mundial de cosméticos

Marcas estão investindo cada vez mais em pesquisas e qualidade dos produtos. Atualmente, o Brasil está em quarto lugar em pesquisas de cosméticos a nível mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Japão. E, de acordo com a Fapesp, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) encontram-se entre as instituições científicas mais produtivas na pesquisa em cosméticos no mundo, ocupando, respectivamente, a 1ª e a 8ª colocações. Juntas, ultrapassaram as publicações acadêmicas da FDA, Procter & Gamble (P&G) e da Harvard University.

A indústria de beleza brasileira emprega hoje aproximadamente 5 milhões de pessoas. Essa demanda é causada pelo alto consumo per capta da população para os cosméticos. No país, um terço das MEIs criadas provém do segmento de beleza por meio da formalização de empreendimentos relacionados à beleza.

Mais de 7.000 novos salões de beleza surgem a cada mês. Além disso, pesquisas governamentais recentes divulgaram que o gasto das famílias brasileiras com salões de beleza superou o investimento com a educação.  De olho nesse surpreendente potencial do mercado brasileiro, diversas marcas mundiais de cosméticos intensificaram os investimentos no país, sejam através de parcerias com os Centros de Pesquisas ou com a indústria de base.

E é neste contexto que a Live.Life Professional, empresa brasileira especializada em cosméticos profissionais, há mais de 8 anos no mercado, surge como uma grande oportunidade aos empreendedores que desejam ingressar no segmento de cosméticos e suprir a demanda de produtos direcionados aos salões de beleza de todo o país. A empresa oferece todo o suporte técnico e comercial por meio de consultores altamente qualificados para formar e instruir os empreendedores que desejam participar deste segmento tão promissor.

Com mais de 200 mil cabeleireiros espalhados pelo país, atendidos pela sua rede de distribuidores credenciados, Diogo Durval, gerente comercial da empresa, destaca:

“Os produtos da Live.Life Professional oferecem uma maior competitividade aos salões devido aos predicados que são intrínsecos somente às grandes marcas de sucesso, que sem essas prerrogativas não se manteriam em ascensão neste acirrado mercado de beleza”.

Fonte: Jornal do Brasil