Exportações crescem 22% na primeira semana de abril

Com cinco dias úteis, a primeira semana de abril teve superávit de US$ 1,596 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,688 bilhões e importações de US$ 3,092 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 55,151 bilhões e as importações, US$ 39,137 bilhões, com saldo positivo de US$ 16,014 bilhões.

 

Nas exportações, se compararmos as médias da primeira semana (US$ 937,7 milhões) com a que foi registrada em abril do ano passado (US$ 768,6 milhões), houve crescimento de 22%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+32%; por conta de açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, óleo de soja em bruto, ferro-ligas, couros e peles), manufaturados (+28,6%; em função de automóveis de passageiros, veículos de carga, hidrocarbonetos e derivados halogenados, açúcar refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio) e básicos (+14,9%; influenciadas, principalmente, por soja em grãos, minério de ferro, carne suína, bovinos vivos, tripas e buchos de animais, minério de alumínio).

 

Em relação a março de 2017, houve crescimento de 7,4%, em virtude do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+17,5%), manufaturados (+11%) e básicos (+2,1%).

 

Nas importações, a média diária da primeira semana de abril (US$ 618,5 milhões), ficou 17,7% acima da média de abril de 2016 (US$ 525,5 milhões). Neste comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (+55,7%), borracha e suas obras (+44,7%), equipamentos eletroeletrônicos (+43,7%), plásticos e obras (+32,3%), siderúrgicos (+25,6%). Ana comparação com março último, houve crescimento nas importações de 9,9%, pelos aumentos em combustíveis e lubrificantes (+39,4%), borracha e obras (+30,2%), plásticos e obras (+19,1%), equipamentos eletroeletrônicos (+15,5%), veículos automóveis e partes (+14,5%).

Brasil apresenta recorde em exportações de veículos e tem retomada nas vendas internas

toyotaApós três anos de seguidas quedas nas vendas, o setor automotivo vê um mês terminar com resultado positivo tanto para vendas internas quanto para produção.

De acordo com dados divulgados nesta quinta (6) pela Anfavea (associação nacional das montadoras), foram licenciados 189.149 veículos em março, um aumento de 5,5% em relação ao mesmo mês de 2016. O cálculo inclui carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus.

A última vez em que as vendas de um mês específico foram superiores ao mesmo período do ano anterior ocorreu em fevereiro de 2014.

A produção, que já vinha reagindo devido a acordos de exportação, fechou o último mês com 234.746 unidades fabricadas —alta de 18,1% em relação a março do ano passado.

“Foram exportados 172.693 veículos no trimestre, é o melhor da história para o setor, com alta de 69,7% em relação a 2016. As empresas colocaram seus executivos para viajar e apresentar os produtos”, disse Antonio Megale, presidente da Anfavea.

De acordo com Megale, mesmo que as vendas internas comecem a crescer, há capacidade produtiva para atender a demanda de outros países.

Responsável por 27,8% do total de exportações de veículos nacionais, a Volkswagen cresceu 102% no segmento em relação ao primeiro trimestre de 2016. Os principais mercados que receberam produtos da montadora de origem alemã foram Argentina e México.

O resultado é um alento: a VW do Brasil teve um 2016 difícil, com falta de peças na linha de produção e consequente perda de mercado. A empresa afirma que a situação foi normalizada, bem como questões trabalhistas.

“Pela primeira vez, fechamos acordos de cinco anos com os sindicatos em todas as plantas instaladas no país”, disse David Powels, presidente da Volkswagen da América do Sul.

DIAS ÚTEIS – Com cinco dias úteis a mais, as vendas em março cresceram 39,4% em relação a fevereiro. O dado que mais anima o setor é o aumento de 8,5% na média diária de vendas entre esses meses.

“Apesar da manutenção das incertezas políticas e econômicas do país, acreditamos que a curva de queda no acumulado deverá arrefecer para que possamos ter um crescimento moderado até o final deste ano”, disse em comunicado Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave (entidade que representa as distribuidoras de veículos).

O estoque se estabilizou: há veículos suficientes para atender a 35 dias de vendas, número considerado regular pela Anfavea. 

BYD inaugura fábrica de painéis solares em Campinas

byd melhorCom investimento de R$ 150 milhões na planta, empresa irá gerar 360 empregos; no mesmo dia, foi anunciada a fabricação nacionalizada de chassis de ônibus elétricos, com investimento de R$ 50 milhões e potencial de geração de 161 empregos até 2022

A BYD, gigante global especializada em energia limpa – baterias recarregáveis, veículos elétricos, painéis solares fotovoltaicos, LED, sistemas de armazenamento de energia e TI – inaugurou nesta quinta-feira, 6 de abril, em Campinas, sua fábrica de painéis solares, passando a ser a primeira no Brasil a oferecer ao mercado projetos de ecossistema zero.

O diretor da Investe São Paulo, Ermínio Lucci, representou o Governo do Estado de São Paulo durante o evento.. “Temos dado prioridade a empreendimentos que ajudam o Estado a tornar a matriz energética ainda mais sustentável, como os da BYD. Ajudamos principalmente com informações estratégicas e orientações para licenciamento ambiental, infraestrutura e tributos”, explica o diretor Agência Ermínio Lucci. A Agência é ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.

“A BYD é uma empresa de alta tecnologia e nossa intenção é trazer o melhor da tecnologia mundial para o Brasil, criando novos empregos, gerando inovação no Brasil”, afirma Tyler Li, presidente da BYD Brasil. “A partir de agora podemos entregar a solução completa: sempre que vendermos veículos elétricos, colocaremos na modelagem o sistema de painel solar e armazenamento de energia. Desta forma, o comprador poderá pagar o investimento no sistema com a economia de sua conta em um período de 5 a 7 anos. Após esse período, não terá mais custos para gerar sua própria energia”, explica Adalberto Maluf, diretor de marketing, novos negócios e sustentabilidade da multinacional.

A unidade, que recebeu um investimento inicial de R$ 150 milhões, terá capacidade de produção de 200 megawatts e gerará 360 vagas de emprego diretas. Os painéis solares BYD já estão credenciados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na linha de financiamento de máquinas e equipamentos (Finame).

A primeira linha de produção de módulos solares fotovoltaicos está no mesmo complexo industrial da linha de produção de chassis de ônibus elétrico, que foi inaugurada em 2015 e agora passa a ter produção nacionalizada – a capacidade instalada para a unidade com três turnos de operação é da ordem de 720 chassis/ano, com incremento crescente de conteúdo local.

“Quando estiverem em operação, os 720 ônibus elétricos representarão uma redução na emissão de poluentes de 81 milhões de toneladas equivalentes de gás carbônico (CO2- gás de efeito estufa), bem como de 8 toneladas de material particulado, 440 toneladas de NOx, 90 toneladas de CO e 13 toneladas de HC, todos poluentes locais que impactam negativamente à saúde das pessoas”, afirma Maluf.

Marcos Caderllini, gerente de desenvolvimento local, conta que serão mais de R$ 13 milhões de investimento somente em engenharia e ferramentais locais em parceria com os principais sistemistas automotivos globais entre 2018 e 2022 e R$ 50 milhões na infraestrutura e meios produtivos da fábrica. “São mais de 100 itens com estudos técnicos de aplicação local com análises das engenharias de Brasil, EUA e China e mais 200 fornecedores locais consultados e outras fontes estão em prospecção. Este ano temos 20% de conteúdo local, no próximo dobramos para 40%. Em 2019 vamos para 50%, em 2020 para 60% e em 2021 teremos 70% de conteúdo local de estrutura carroceria/chassis”, explica Caderllini.

A empresa foi primeira a produzir e vender no Brasil ônibus 100% elétrico e também foi a primeira no mundo a produzir um caminhão coletor de lixo 100% elétrico. No país, a BYD também já comercializa carros 100% elétricos para frotas corporativas e táxis, bem como soluções integradas para logística como empilhadeiras elétricas (premiadas em 2016 como a melhor do mundo pelo IFOY), comerciais leves e caminhões também 100% elétricos.

Nos planos da empresa para o Brasil, também está investir em Parcerias Público-Privadas (PPP) para novos projetos de monotrilho, área em que a BYD também atua nos mercados globais. “Estamos muito felizes com esse momento histórico, em especial por estar lançando nossas fábricas em Campinas, uma cidade inovadora e movida pelos mesmos sonhos da BYD”, finaliza o presidente da BYD no Brasil, Tyler Li.

Double Glass – tecnologia exclusiva – Os painéis solares produzidos no Brasil serão de alta tecnologia exclusiva e pioneira – a Double Glass. Este modelo aumenta a produção de energia em 7% quando comparado com os módulos tradicionais, traz mais durabilidade (50 anos) e apresenta menor degradação do produto – 0,3% contra 0,7% dos painéis solares com EVA -, além de trazer um produto isento de microfissuras, à prova de granizo e PID free (livre de degradação induzida pelo potencial). “Traremos ao Brasil, a melhor tecnologia em painéis solares fotovoltaicos disponíveis no mundo. Com a produção local, ajudaremos a consolidar o mercado de geração distribuída”, revela Maluf. 

Apoio ao investimento – A instalação desta nova unidade em Campinas também teve apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Desde 2012, quando foram iniciadas as conversas, até a decisão final de instalar a unidade de chassis de ônibus elétricos e a de painéis solares, a Apex-Brasil auxiliou o corpo diretivo da empresa com informações estratégicas para a tomada de decisão.

“Ao longo destes quatro anos, usamos nosso conhecimento para ajudar a empresa em questões-chave referentes a incentivos e análise de custos operacionais, além da interlocução com atores federais e estaduais”, afirma a Gerente de Investimentos da Apex-Brasil, Maria Luisa Cravo. Atualmente, a Apex-Brasil está auxiliando a empresa na obtenção de financiamento, na análise de potenciais fornecedores brasileiros, bem como na interface com outros entes federais como MCTIC e MDIC.

Sobre a BYD – Gigante global especializada em energia limpa, a BYD foi fundada em 1995 e rapidamente se tornou a maior fabricante mundial em baterias recarregáveis, sistemas de armazenamento de energia, carros e caminhões elétricos e híbridos plug in – primeiro lugar em vendas globais 2015 e 2016, superando Nissan, Tesla a BMW. e em ônibus elétrico. A empresa está presente em cinco continentes, 45 países e 170 cidades e têm entre seus sócios o americano Warren Buffet. Com 230 mil funcionários distribuídos em 24 fábricas ao redor do globo (sendo 15 mil engenheiros pesquisadores), a chinesa BYD é a segunda maior produtora de componentes para celulares, tablets e laptops no mundo. No Brasil, abriu sua primeira fábrica em Campinas, interior de São Paulo, em 2015, para produção de ônibus elétrico e comercialização de veículos e empilhadeiras. Em seis de abril 2017, abriu sua segunda unidade em abril, para produção de painéis solares.

São José dos Campos lança plano de logística para Região Metropolitana do Vale

Maiores apostas da RMVale se concentram na privilegiada localização geográfica, com fácil acesso para toda a região, São Paulo, Rio, além do novo polo industrial em Minas Gerais

Na busca por reverter a fase de crise em seu p arque fabril, a administração de São José dos Campos pretende transformar o município num grande centro logístico para todo o país.

A Prefeitura lançou, no último final de semana, o Plano de Desenvolvimento de Logística de São José dos Campos e Região Metropolitana do Vale do Paraíba. O evento foi realizado no Parque Tecnológico e contou a participação de cerca de 20 gestores da área de desenvolvimento econômico da região.

A região do Vale do Paraíba representada no lançamento compreende tanto a porção paulista, como as áreas localizadas mais próximas aos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Entre os segmentos representados, estiveram presentes operadores do setor de logísticas e especialistas para conhecer detalhes do programa.

O evento foi organizado pela Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico. A pasta, atualmente, já tem um redimensionamento de seu aeroporto pela Infraero para envio e recebimento de cargas. A pista de pouso da cidade, por exemplo, está entre as maiores do país. 

Atrativos – O plano da Prefeitura visa motivar discussões e dar início às ações para atração de novos investimentos para a região na área de logística, um proposta da campanha do prefeito Felício Ramuth (PSDB). Hoje, a cidade é servida pela Via Dutra, Complexo Carvalho Pinto, a Rodovia dos Tamoios (recentemente ampliada), além do aeroporto totalmente modernizado e ligações entre as estradas.

O programa da prefeitura visa criar Centros de Distribuição (CDs), que estimularão o surgimento de novos empregos e renda para as cidades integrantes do novo centro de logística. Para a Secretaria de Inovação e Desenvolvimento, a região será altamente beneficiada, pois São José oferece atrativos para avinda de novos centros distribuidores de produtos.

As maiores apostas se concentram na privilegiada localização geográfica, com fácil acesso para toda a região, São Paulo e Rio de Janeiro, além do novo polo industrial no sul de Minas Gerais e, ainda, os acessos aos grandes centros e ao Porto de São Sebastião. Além disso, a região é bem servida por rodovias, possui um aeroporto com vocação para movimentação e desembaraço de cargas e dispõe de terminal intermodal (Cragea), que faz interligação com a malha ferroviária.

Consumidor final – São José dos Campos é a quinta maior cidade exportadora do país, com US$ 4,9 bilhões em produtos exportados em 2016. A atração de futuros investidores está altamente ligada ao argumento de que a cidade, assim como o Vale do Paraíba, possui também mão de obra local altamente qualificada e diversos incentivos municipais para os empreendimentos.

Com informações: DCI – Comércio Indústria & Serviços

SINDASP alerta para Ressarcimento REINTEGRA

A Receita Federal disponibilizou uma nova ferramenta para o ressarcimento do REINTEGRA para as empresas que utilizarem a Declaração única de Exportação (DUE).

“Foi disponibilizada no sítio da RFB (rfb.fazenda.gov.br) a versão 6.7 do PGD PER/DCOMP, que será utilizada pelos contribuintes a partir de 3 de abril de 2017. A versão 6.7 permite aos contribuintes que utilizaram a Declaração Única de Exportação realizar os pedidos de ressarcimento do Reintegra. O PGD já possui a versão 93 das tabelas do programa.  Informamos, ainda, que é possível recuperar cópias de segurança dos documentos gerados pelas versões 6.0 a 6.6 do PGD PER/DCOMP”, divulgou a Receita Federal.
As informações foram divulgadas pelo SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros, atento ao anúncio feito pela Divisão de Assuntos sobre Comércio Internacional de Bens, da Coordenação-Geral de Relações Internacionais da Subsecretaria de Aduana e Relações Internacionais.

Com informações do SINDASP