Brasil tem superávit comercial de US$2,346 bi, melhor outubro em 5 anos

A balança comercial brasileira registrou superávit de 2,346 bilhões de dólares em outubro, melhor desempenho para o mês desde 2011 (2,362 bilhões de dólares), divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta terça-feira.

Em pesquisa Reuters, a expectativa era de saldo mais alto, de 2,70 bilhões de dólares.

No acumulado do ano, o saldo comercial estava positivo em 38,527 bilhões de dólares até outubro, três vezes maior do que em igual período de 2015.

No mês passado, as exportações somaram 13,721 bilhões de dólares, com queda de 8,8 por cento sobre setembro pela média diária, enquanto que as importações ficaram em 11,375 bilhões de dólares, com recuo de 0,4 por cento no período.

Em outubro, o dólar registrou queda de 1,90 por cento sobre o real, acumulando no ano perdas de quase 20 por cento, o que tira parte da competitividade dos produtos brasileiros lá fora.

Nos dez primeiros meses do ano, as importações recuaram 23,1 por cento na comparação anual, a 114,561 bilhões de dólares, e as exportações caíram 5,1, somando 153,088 bilhões de dólares.

O MDIC prevê superávit comercial de 45 a 50 bilhões de dólares no consolidado do ano.

Segundo o ministério, em outubro houve queda das exportações de básicos (18,6 por cento), manufaturados (4,0 por cento) e semimanufaturados (0,4 por cento) sobre um ano antes.

Já com importações, destaque para o recuo em combustíveis e lubrificantes (52,8 por cento), bens de capital (19,9 por cento), bens de consumo (13,3 por cento) e bens intermediários (4,1 por cento). 

Fonte: Reuters

“O País virou a página do ideologismo. Estamos em busca de resultados”, tem afirmado Ministro do MDIC, em viagens ao exterior para identificar novos mercados para os produtos brasileiros

A uma plateia de empresários, pesquisadores e profissionais ligados ao comércio exterior, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, reafirmou nesta terça-feira o esforço do atual governo para transmitir confiança aos investidores estrangeiros e com isso estimular a inserção de mais empresas brasileiras no mercado internacional. O ministro participou do Fórum de Comércio Exterior, na capital paulista, promovido pelo jornal Folha de S.Paulo, em parceria com a Confederação Nacional da Industria (CNI).

“Nós estamos empenhados em fazer com que os investidores do mercado externo confiem novamente no país. Por isso estamos viajando e vendendo o Brasil, levando a mensagem de que o país virou a página do ideologismo. Estamos em busca de resultados”, disse.

Com o tema “Como ampliar o comércio exterior brasileiro”, o veículo de comunicação promoveu amplo debate envolvendo órgãos do governo, representantes do setor produtivo e especialistas. Durante participação em um dos paineis, Marcos Pereira detalhou o conjunto de medidas adotadas, desde que assumiu o MDIC, com o objetivo de facilitar o comércio exterior.

“Não podemos admitir que o Brasil, sendo a 9ª economia do mundo, segundo as projeções do FMI, voltando a ser a 8ª economia já no próximo ano, ocupe a 25ª posição em comércio exterior. Este foi o resultado da política adotada pelo governo afastado ao longo desses anos. Estamos privilegiando agora avançar nos acordos com os principais players do mundo”, defendeu.

Para o ministro, o mercado internacional é uma das saídas para as empresas que enfrentam mercado interno retraído. Por isso, destacou, o atual governo elevou a pauta de comércio exterior a um nível estratégico e político, com o objetivo de reinserir o Brasil no cenário internacional. “O Brasil, não obstante o esforço no nível técnico, altamente qualificado e preparado, no nível político não vinha avançando”, disse.

Além de progressos em agendas estratégicas, como a elaboração de um acordo entre Mercosul e União Europeia, Marcos Pereira destacou, ainda, a retomada do diálogo com o Canadá, com os EUA e com os países da Bacia do Pacífico. “Estamos avançando também com Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFIs) para atrair investimentos não só na área de produção mas também na área de infraestrutura”, acrescentou. Além disso, destacou a implementação do Portal Único de Comércio Exterior, ferramenta que concentra todas as fases das operações de importação e exportação, reduzindo custos e prazos para os operadores.

Marcos Pereira apontou, entre outras medidas, a transferência da Câmara de Comércio Exterior (Camex) para a Presidência da República, como uma das demonstrações de compromisso do governo com a celeridade nas decisões que impactam o setor.

Durante o painel, o ministro fez um balanço das demandas que vem recebendo do setor produtivo brasileiro, após realizar mais de 400 audiências com empresários, desde que assumiu a pasta. Em comum, segundo Marcos Pereira, há a preocupação com a perda de produtividade e competitividade. O ministro destacou, entre outras ações, o lançamento de programas como o Brasil Mais Produtivo, presente em dez estados. A iniciativa presta consultoria para que pequenas e médias indústrias reduzam desperdícios e possam aumentar a inserção de seus produtos no comércio externo.

Participaram do painel também o presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, e o presidente da Alpargatas/Havaianas, Márcio Utsch.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MDIC 

O Brasil voltou…

marco-legendaApós retomada das exportações de carne in natura para os EUA, logística diferenciada pode ser decisiva e ampliar competitividade em futuros mercados.

O Brasil iniciou suas exportações de carne in natura para os EUA, 45 dias após a assinatura da reabertura do mercado, com a chegada da primeira remessa de carne produzida pela Divisão Beef da Marfrig Global Foods em solo americano, no final de setembro. A cota de exportação para aquele país é de 65 mil toneladas e segundo a ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne – o potencial exportador é ainda maior: 100 mil toneladas ou mais de 420 milhões de dólares (cerca de R$ 1,4 bi). Empresa 100% brasileira, a Fermac International foi a responsável pela primeira operação logística do produto.

O avanço não para por aí. O Brasil ainda pode ter muito a ganhar com as exportações. Segundo o Dr. Francisco Jardim, Superintendente do MAPA – Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – no Estado de São Paulo, a maior conquista da abertura do mercado norte-americano é a possibilidade de o Brasil ocupar espaço na exportação de carne para o consumo de países asiáticos, como Japão e Coreia do Sul. “Se conseguimos cumprir as exigências para a entrada da carne brasileira nos EUA, poderemos chegar a este gigante mercado asiático”, prevê Dr. Jardim.

Após consolidar-se como a primeira empresa a chegar aos Estados Unidos, a Marfrig trabalha para ampliar a disponibilidade de seu produto para os consumidores estrangeiros. “A pecuária brasileira tem uma capacidade fantástica para aumentar sua produção mundial e abrir novos mercados para a carne in natura produzida aqui, na esteira da abertura do mercado norte-americano e seu efeito positivo sobre México, Canadá e outros mercados de alto valor agregado”, disse o CEO da Divisão Beef da Marfrig, Andrew Murchie.

Logística responde por 12,7% do PIB – A logística é um diferencial de competitividade importante para se atingir todos os níveis desse potencial exportador do Brasil, seja com os Estados Unidos ou com outros mercados com alto potencial de crescimento, como a Ásia. Segundo a Abag – Associação Brasileira do Agronegócio – o custo logístico no Brasil corresponde a aproximadamente 12% do PIB, o que torna essa variável bastante considerável no custo final das exportações brasileiras de carne. Já o Instituto ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain), divulgou agora, em outubro, que este número – soma dos gastos com transporte, estoque, armazenagem e serviços administrativos – já responde por 12,7% do PIB.

Com ampla experiência no transporte e desembaraço de cargas perecíveis, a Fermac International foi a empresa responsável pelo primeiro embarque da carne in natura brasileira aos EUA. “A empresa possui total expertise quando se trata do que chamamos da cadeia do frio”, assegura Marco Aurélio Soares, diretor comercial da Fermac International. Ele que acompanhou de perto todas as operações do embarque da primeira remessa produzida pela Marfrig, realizado em setembro, no Aeroporto de Guarulhos (SP).

“Considero o fluxo de informações como o principal fator para tornar a logística da ‘cadeia do frio’ eficiente. O monitoramento deve ser 24 horas por dia, sete dias na semana. Qualquer ruído no caminho necessita a intervenção do operador logístico para o sucesso da operação”, conclui Marco Aurélio Soares.

Viracopos define novo programa de incentivos para Cias. Aéreas cargueiras

cargueiros-viracoposEntre as vantagens, a isenção de até 100% dos custos dos pousos. ABV que reforçar imagem de hub cargueiro e apresenta as novidades em Feira do setor, na França

Com o objetivo de fortalecer o posicionamento do Aeroporto Internacional de Viracopos como um hub internacional de cargas (concentrador e distribuidor para a América Latina), a Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) criou um novo programa de incentivo destinado a aumentar o número de rotas de voos internacionais e/ou frequências de cargas. Alguns incentivos possibilitam a isenção de até 100% dos custos dos pousos.

A nova política de incentivos será apresentada por Viracopos na Air Cargo Forum & Exhibition 2016, em Paris, entre os dias 26 e 28 de outubro. O evento é um dos principais do setor de carga aérea do mundo e é organizado pela TIACA, que é a Associação Internacional de Carga Aérea.

“O novo programa oferece incentivos atrativos, transparentes e não discriminatórios. Com isso, o aeroporto vai reforçar ainda mais seu posicionamento de maior aeroporto cargueiro do Brasil. Em Viracopos, as empresas aéreas sempre são tratadas de forma justa e isonômica, com oportunidades de geração de negócios”, disse o diretor Comercial de Viracopos, Jorge Lobarinhas.

Todas as empresas que já operam voos em Viracopos ou que pretendem operar poderão ser beneficiadas, desde que preencham os requisitos de elegibilidade de forma cumulativa. No caso de voos codeshare, somente a empresa aérea operante do voo será contemplada no incentivo.

O novo programa de incentivos vai vigorar até o dia 31 de dezembro de 2017. De acordo com a Diretoria Comercial de Viracopos, outros incentivos comerciais, que não versem sobre tarifas, poderão ser negociados separadamente.

A proposta de incentivo é válida para todas as empresas aéreas de cargas que efetuem voos comerciais regulares ao iniciarem uma rota ou frequência internacional de/para Viracopos e que atenda, cumulativamente, os seguintes requisitos: 1) a empresa aérea deve operar aeronaves puramente cargueiras; 2) a empresa aérea deve operar nova frequência e/ou rota internacional tendo como origem ou destino Viracopos, com voo publicado em HOTRAN (Horário de Transporte Aéreo) em 2016 e 2017; e 3) a empresa aérea deve manter o mínimo de 80% de regularidade de suas operações durante o mês.

O incentivo prevê para empresas aéreas cargueiras em operação em Viracopos, no caso de uma frequência adicional, 100% de isenção da tarifa de pouso pelos primeiros 12 meses de operação. No caso de novas rotas, o programa prevê 100% de isenção da tarifa de pouso pelos primeiros 24 meses de operação.

Para novas companhias com operações de, no mínimo, duas frequências semanais regulares, está previsto 100% de isenção da tarifa de pouso pelos primeiros 24 meses de operação.

Até setembro, volume de cargas em Viracopos caiu 13% em relação a 2015

teca-importa__oO volume de cargas que passou por Viracopos nos primeiros nove meses do ano soma 110,3 mil toneladas, 13,6% abaixo do transportado no mesmo período do ano passado. Pesa nessa queda a redução nas cargas importadas, que no período sofreu retração de 21% — foram 93,5 mil toneladas de janeiro a setembro de 2015 e 73,8 mil toneladas este no ano, no período. O volume de carga exportada cresceu 4,7%. No período, caiu também o movimento de passageiros, em 11,5%. A retração é resultado, na avaliação da Aeroportos Brasil Viracopos, da crise econômica que atinge especialmente a indústria, o setor que mais importa, e a alta do dólar. A importação está ligada à produção nacional. O Brasil importa principalmente insumos.

Já o crescimento da exportação está ligado à redução dos preços das commodities. A retração econômica atinge de forma drástica o movimento de passageiros e aeronaves. Nos últimos nove meses, passaram por Viracopos 6,91 milhões de passageiros, uma queda de 11,5% na comparação com o mesmo período de 2015. O movimento de aeronaves também despencou e caiu de 10.479 em nove meses de 2015 para 9.367 este ano, uma queda de 10,2%.

Fonte: RAC