“O setor automotivo está mudando em ritmo acelerado e a indústria brasileira deve ser apoiada para acompanhar essas transformações”, diz MDIC 

Durante abertura do 29º Salão Internacional do Automóvel, na capital paulista, nesta quinta-feira, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, afirmou aos empresários do setor automotivo que o foco da atual gestão é tornar a indústria automotiva brasileira competitiva globalmente. “Queremos que o Brasil se consolide como um polo global de desenvolvimento e produção de veículos”, afirmou.

Segundo o ministro, o MDIC já iniciou as discussões com o setor produtivo sobre o Próximo Ciclo da Política Automotiva. “Precisamos produzir e vender carros para o mundo. O setor automotivo está mudando em ritmo acelerado e a indústria brasileira deve ser apoiada para acompanhar essas transformações”, disse.

O ciclo atual, por meio do programa Inovar-Auto, assegurou investimentos de R$ 15,3 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e engenharia, entre 2013 e 2015. Os recursos foram destinados a criação de novas estruturas de P&D, novos laboratórios de emissões, desenvolvimento de materiais e testes de combustíveis, ruídos e de segurança, entre outros ganhos.

Além disso, as metas de eficiência energética resultaram no lançamento de uma nova geração de motores mais leves, potentes e eficientes. Entre os resultados, houve ainda o desenvolvimento de projetos mais refinados, com melhoria, implementação e difusão de novas tecnologias.

Marcos Pereira destacou que há outras iniciativas em curso. Nessa linha, o ministério trabalha na elaboração de um Programa de Sustentabilidade da Frota Veicular. A demanda partiu da Coalização Empresarial e sobre o tema, Marcos Pereira afirmou que o governo planeja apresentar uma proposta integrada, com a visão de uma política pública de longo prazo. “Nosso objetivo é criar bases para que o Brasil volte a crescer de forma sustentável nos próximos anos”, disse.

Para o ministro, em tempos de turbulência econômica, ajuste fiscal e crédito reduzido, é preciso tratar o mercado externo como uma das saídas para manter o setor aquecido. Por isso, detalhou aos empresários as iniciativas recentes para retomar o diálogo com parceiros externos e buscar novos mercados para a indústria automotiva brasileira.

“Estou pessoalmente comprometido com a retomada da confiança dos investidores estrangeiros no Brasil. E os resultados desses esforços já começam a surgir”, enfatizou. O ministro fez um balanço das ações nos últimos meses. “Firmamos acordos automotivos com a Argentina, o Uruguai e o México. Os acordos com a Colômbia e o Peru foram assinados e estão em fase de formalização. Também estamos em fase de negociações com o Paraguai, e de forma mais ampla, com a União Europeia”, detalhou.

Marcos Pereira lembrou que essa nova política comercial, mais pragmática, teve como resultado a exportação de mais de 450 mil veículos de janeiro a outubro deste ano, gerando uma receita de US$ 5,9 bilhões.

O Salão do Automóvel conta nesta edição com 540 veículos em exposição, dos quais 100 são novidades. Para o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Megale, o InovarAuto foi fundamental para o setor nos últimos anos. Megale manifestou apoio às medidas de ajuste econômico que estão sendo implementadas pelo governo Temer e disse que o potencial de mercado automotivo no Brasil é de quatro a cinco milhões de unidades por ano. “Hoje comercializamos cerca de dois milhões de veículos, mas temos capacidade para dobrar”, afirmou.

Visita aos estandes – O ministro Marcos Pereira visitou cada um dos estandes das montadoras presentes no Salão. Ele conversou com os respectivos CEOs e conferiu as novidades. O governador de São Paulo em exercício, Márcio França, e o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, também prestigiaram a abertura da feira.

Obrigado, Dachser!

imprensa-newsInforme Publicitário:

A “GPA Comunicação e Marketing” agradece a parceria de 04 anos com a Dachser Brasil, durante os trabalhos de Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, encerrados em setembro passado.

Agradece imensamente o relacionamento e também a oportunidade de tornar a GPA ainda mais conhecida (e reconhecida) por seus resultados, em todo o Brasil.

Afinal, as conquistas de mídia espontânea foram relevantes. Os números foram expressivos, quais sejam:

– Matéria Dachser no maior Jornal do País: a Folha de São Paulo, sob o título “Compromisso Bávaro”, em março de 2013; entrevistado Sr. Joaquim Kohl, Country Manager à época.

– Matéria no Jornal Valor – Maio de 2014 – Maior Jornal de Economia do Brasil

– Matéria no Jornal DCI – Julho de 2014 – Um dos mais respeitados jornais impressos de economia do Brasil

– Matéria Dachser Capa na Tecnologística, a maior Revista de Logística do Brasil, no setor, em entrevista de 06 páginas com seu presidente, Sr. Angel Santana, em julho 2015

– Cerca de 70 notícias da Dachser em veículos diversos entre abril de 2014 e maio de 2015, totalizando 85 mil Euros, apenas no período citado, em centimetragem de espaços ocupados na mídia

– Matéria Premiação Dachser X Lufthansa – 16 publicações – Maio de 2016

– Matéria Dachser e Tetra Pak “Ranking Viracopos” – 18 publicações – Agosto de 2016

– Entre outros resultados positivos igualmente de destaque, a exemplo dessas mesmas publicações na página da empresa na internet.

Diante de tudo isso, temos plena certeza de que deixamos também a Dachser com sua imagem ainda mais forte no mercado desde o momento em que a encontramos e iniciamos nosso trabalho no final de 2012.

Mais uma vez, nosso muito obrigado!

Na próxima semana, a GPA anunciará a sua nova conta de Assessoria de Imprensa: uma gigante multinacional do mercado internacional de logística.

“Somente hoje (03) recebemos mais de 20 mensagens com reclamações de Despachantes Aduaneiros sobre problemas com a Receita Federal”, afirma Sindasp

farneze-atualizadoO alerta do Sindasp ganhou corpo nesta quinta-feira, 03/11 ecoando a voz de seus associados que funcionam na ponta da linha nos principais Portos e Aeroportos cargueiros brasileiros. “Somente hoje(03) recebemos mais de 20 mensagens com reclamações de Despachantes Aduaneiros sobre problemas com a Receita Federal”, anunciou Marcos Farneze, presidente do Sindasp – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (FOTO).

Em Santos, com a greve, mais de mil contêineres ficam parados diariamente no cais santista. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) de Santos, durante o período de greve, serão liberados somente cargas vivas, perigosas, medicamentos, perecíveis, urnas funerárias e fornecimento de bordo no cais santista.

Tudo isso representa um atraso na arrecadação dos tributos de mais de R$ 100 milhões por dia de paralisação. Já na Delegacia da Receita Federal em Santos deixaram de ser lançados este ano R$ 160 milhões em tributos e contribuições e em nível nacional este valor chega a R$ 52 bilhões. Ao longo do ano, a arrecadação nacional já apresenta queda de R$ 120 bilhões. As informações são do Jornal “A Tribuna” da cidade do litoral paulista.

Em Santos, há cerca de 180 auditores fiscais, 120 auditores na Alfândega e 60 na Delegacia da Receita Federal. Destes, de acordo com o sindicato da categoria, 90% estão em greve.

Porém, são os aeroportos que tem sentido os problemas mais de perto. E a avaliação passa por uma visão macro do processo, como explica Valdir Santos, diretor do SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo. “Exatamente no momento em que o Brasil inicia um processo de renovação, a fim de buscar credibilidade no exterior, a Receita Federal não segue esse esforço. O mesmo acontece com a ANVISA, onde os números de tempo de liberação voltam a se aproximar dos níveis inaceitáveis do início do ano”, conclui Valdir Santos.

Greve da Receita Federal se intensifica. SINDASP busca mandado de segurança


final-completa-chuva-1Após CIESP Campinas, SINDASP aguarda deferimento de
Mandado de Segurança Coletivo contra Greve dos Auditores Fiscais

Com a intensificação do movimento da Receita Federal e dos problemas com as cagas dos importadores, a exemplo da fata de abrigo e na chuva (foto), o SINDASP – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros segue os passos do CIESP Campinas (Centro das Industrias do Estado de São Paulo), que possui uma liminar vigente que garante o trâmite das cargas dos associados.

Em comunicado à categoria, no final de outubro, o SINDASP informou a todos os Associados que “foi distribuído Mandado de Segurança Coletivo em relação à demora na análise e liberação de mercadorias atinentes aos processos registrados e em trâmite por todos os pontos alfandegados no Estado de São Paulo”.

O processo encontra-se a cargo da MD. Juíza lotada na 9ª Vara Cível da Seção Judiciária de São Paulo sob nº 0022940-11.2016.4.03.6100, conforme folha de extrato de andamento abaixo:

A expectativa do SINDASP, segundo seu presidete Marcos Farneze é de que o deferimento ocorra nesta sexta-feira (04/11).

Consulta Realizada: 27 de Outubro de 2016 (17hs22).
PROCESSO 0022940-11.2016.4.03.6100
DATA PROTOCOLO 27/10/2016
CLASSE 127. MANDADO DE SEGURANCA COLETIVO
IMPETRANTE SINDICATO DOS DESPACHANTES ADUANEIROS DE SAO PAULO – SINDASP
ADV. SP106429 – MARCO ANTONIO MACHADO
IMPETRADO SUPERINTENDENTE REGIONAL DA RECEITA FEDERAL 8ª REGIAO FISCAL
ADV. Proc. SEM PROCURADOR
ASSUNTO DESEMBARAÇO ADUANEIRO – IMPORTAÇOES – INTERVENÇAO NO DOMÍNIO ECONÔMICO – DIREITO ADMINISTRATIVO DAS CARGAS IMPORTADAS/EXPORTADAS C/ANÁLISE/DEFERIMENTO TRÂNSITO ADUANEIRO/DI’S
SECRETARIA 9ª Vara/SP – Capital-Cível


Industrias associadas ao CIESP Campinas já possuem liminar
– O diretor-adjunto do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Anselmo Riso, afirmou que não foram registradas novas reclamações de associados de dificuldade para o trâmite de cargas no Aeroporto Internacional de Viracopos. Os auditores da Receita Federal realizam uma operação-padrão e paralisações de atividades há mais de três meses. “Temos uma liminar vigente que garante o trâmite das cargas dos associados do Ciesp, mas a tendência é que o movimento dos fiscais ganhe corpo e não se restrinja apenas à área aduaneira”, disse.

Receita Federal em pé de guerra

foto-greve-receita-finalMovimento grevista parou Saguão de Guarulhos nesta quinta-feira(3)

Uma grave crise abala a Receita Federal. Desde a semana passada, 1.067 auditores fiscais colocaram os cargos à disposição do Secretário Executivo do órgão, Jorge Rachid. Paralelamente, auditores de todo o País estão em greve há uma semana, mantendo em atividade apenas 30% do efetivo, para não contrariar a lei de greve do funcionalismo. Os auditores denunciam que o Projeto de Lei 5864, que será votado na próxima terça-feira, dia 8, na Câmara, vai desestruturar a Receita, permitindo que os 8 mil analistas façam o mesmo papel dos 10 mil auditores no trabalho de fiscalização e investigação. Constitucionalmente, esse papel é dos auditores, que têm curso superior e preparo para as autuações. Já os analistas, que normalmente têm curso médio, não estariam preparados para a função.

“Querem dar CRM de Médico para um enfermeiro”, diz um auditor da Receita em cargo de chefia. Dos auditores que colocaram os cargos à disposição, 800 são chefes de setor e com isso a Receita está praticamente parada em todo o país. Nesta quinta-feira 3, funcionários do órgão fizeram manifestação no Aeroporto Internacional de Guarulhos, exigindo que o projeto de lei não seja aprovado da forma como está na Câmara.

Os auditores explicam que o relator do PL 5864 é o deputado Wellington Roberto (PR-PB), ligado ao ex-deputado Eduardo Cunha, que mesmo preso ainda pretende influir na Receita, com o objetivo de enfraquecer o órgão e não permitir que ele faça investigações mais aprofundadas na Operação Lava Jato.

“Os deputados investigados na Lava Jato tem interesse em manipular investigações. Ao se permitir que analistas possam fazer fiscalizações, certamente esses trabalhos serão mais frágeis. Esse PL tem o claro objetivo de desmontar a Receita. Na Itália, depois da Operação Mãos Limpas, também se enfraqueceu os órgãos de investigação e o Fisco. Aqui está indo no mesmo caminho”, disse um auditor à IstoÉ que pediu para não se identificar. Os auditores temem falar abertamente sobre a crise e serem transferidos para regiões distantes.

Um dos auditores que não tem medo de dizer que o ex-deputado Eduardo Cunha está por trás do desmonte na Receita é Marchezan Taveira, auditor no Rio Grande do Norte.

“O deputado Wellington Roberto, relator do PL 5864 era o braço direito de Cunha na Câmara. Trabalhou para livrar o deputado da cassação. Inicialmente, o PL foi fechado num acordo com auditores em março deste ano. Ele previa um aumento salarial de 20% em quatro anos, o que consistia num reajuste de 5% ao ano. Além da parte salarial, o PL continha um conjunto de medidas para dar garantias e segurança jurídica ao trabalho de fiscalização. Esse foi o acordo, com o qual concordamos. Mas depois que o deputado Wellington entrou na relatoria, foram feitos 20 novos artigos e mais de 175 emendas que se aprovadas na Câmara desestruturam a Receita completamente. Desfigurou o projeto inicial. A Receita vive um caos, algo inédito no serviço público”, disse Marchezan Taveira.

Segundo ele, desde o primeiro substitutivo os auditores entraram em greve para garantir a estrutura e a posição da Receita, que sairá extremamente enfraquecida e debilitada caso o substitutivo seja aprovado. A greve não é por reajuste de salários. Até porque o aumento salarial já está garantido e o relator não alterou muita coisa nesse sentido. A greve acontece exclusivamente para chamar a atenção diante da participação fundamental que os auditores vêm tendo nas investigações de corrupção”, explicou Marchezan.

Os auditores querem que o PL estabeleça que para assumir o cargo de Secretário Executivo da Receita, a pessoa tenha que ser auditora e que o nome seja escolhido pelo presidente da República numa lista tríplice,como já acontece na AGU (Advocacia Geral da União) e MPF (Ministério Público Federal).

“Se o secretário executivo puder ser qualquer pessoa, inclusive de fora da carreira da Receita, como quer o PL, vamos deixar o órgão à mercê de interesses políticos”, diz outro auditor.

Procurado pela IstoÉ, o deputado Wellington Roberto não retornou às ligações.

Fonte: Revista IstoÉ